O Manchester City foi campeão depois de 44 anos com um gol aos 49 minutos do segundo tempo. Venceu o QPR por 3 a 2, de virada, num jogo espetacular não pelo futebol, mas pela tensão, antes, e pela emoção, depois, que inundou o Etihad Stadium, em Manchester.
Milhares de fãs presentes ao estádio não haviam nascido quando o City ergueu a sua última taça de campeão da Inglaterra. Imagine a sensação, o sabor de uma vitória inédita.
Os ingleses acreditam que uma partida só termina depois que o juiz apita, não antes, como muitos imaginam e se submetem após um magro 1 a 0 contra.
Assim, o time precisa ser intenso, aplicado, jogar no limite da suas forças. O futebol inglês está repleto de jogos heroicos, onde viradas nasceram depois dos 90 minutos. Um pouco da sua magia mora aí. Nas viradas inimagináveis.
O time pode não jogar bem, contar com grandes jogadores. O que não pode, jamais, é se entregar ao placar adverso, acreditar que tudo se encerra aos 90 minutos quando se perde de 2 a 1 e ainda restam 300 segundos de jogo.
O City fez o que manda a regra número 1 da Inglaterra. Lutar até o fim. Brigou, fez dois gols, empatou e virou nos acréscimos numa partida nervosa, tensa, na qual a bola parecia eletrificada. Não conseguia parar nas chuteiras dos jogadores que usavam azul. O peso de meio século de seca era vísível em cada fio de grama.
O City ganhou um título nas mais tensas condições que o futebol consegue gerar. Vai festejar mais. Faltará cerveja nos pubs de Manchester. O United inteiro se fechará em casa.



Tomara que os atletas brasileiros tenham assistido o jogo... Estou falando diretamente com os Botafoguenses...