O Chelsea jogou duas vezes com o Barcelona, ganhou uma, empatou a outra. Passou. Sábado, empatou nos 90 minutos com o Bayern, ficou no 0 a 0 na prorrogação, venceu nos pênaltis (4 a 3).
O campeão da Liga dos Campeões 2011/2012 não foi o melhor. Foi o mais eficiente. Cintilou como legítimo campeão de um torneio mata-mata. Onde ser o melhor não passa de detalhe, onde ser bravo é mais do que ser craque.
Os ingleses sabiam que eram limitados, se comparado aos gigantes espanhol e alemão. Recuaram. Encontraram respostas no futebol pragmático do passado, defesa cerrada, meio-campo defensivo, meias atrás, um atacante-ilha. A Inglaterra não joga mais como o Chelsea jogou contra o Bayern desde os anos 1990 – nem mesmo o Chelsea atua sempre assim. Sábado foi uma emergência, uma questão de sobrevivência. Ao Chelsea não cabia Plano B. Não havia.
Não podia atacar porque não tinha ferramentas necessárias. Se fechou. Segurou e superou o melhor time do mundo. Domou os favoritos alemães. Ergueu a taça. O Chelsea não tem a bola que nos encanta, mas é dono da tenacidade que muitas vezes faz falta em campo. Não há demérito na vitória inglesa. Nós já vimos o mesmo jogo em outras tardes memoráveis. Veremos mais.
O futebol é feito de suor. O talento é só coadjuvante.



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