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Posts do dia 24 maio 2012

Nas pegadas de Felipão em 270 minutos

24 de maio de 2012 11

Vanderlei Luxemburgo passou duas vezes por Paulo Roberto Falcão e seu Bahia em sete dias, em dois Estados e sem nenhum problema.

Luxa enfrenta, agora, Felipão, treinador do outro tamanho, campeão do Brasil – entre outros feitos superiores no currículo.

Serão 270 minutos contra o Palmeiras, 180 minutos valem uma final de Copa do Brasil (outra é pelo Brasileirão, domingo, 18h30min, na Capital), quase um ano de trabalho, o namoro com uma taça nacional após uma longa e desafinada década.

Antes de encostar nas semifinais da Copa do Brasil, o Grêmio venceu todos os adversários. Quinta-feira, no Olímpico, dominou os baianos do começo ao fim. Estrangulou qualquer possibilidade ofensiva, teve mais posse de bola e situações de gol – só no primeiro tempo foram oito escanteios contra a goleira de Marcelo Lomba, que salvou os nordestinos de sofrer uma goleada gorda.

Miralles e Moreno decidiram o jogo, um gol em cada tempo, uma dupla que se afirma, pede jogo e sequência. Miralles se dá melhor com Moreno. André Lima é opção de segundo tempo, mas sofre demais sem a bola aérea.

O Tricolor fez uma boa partida, animou a torcida, que ainda pede mais, espera mais.

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Beira-Rio: segurança em primeiro lugar

24 de maio de 2012 14

O Ministério Público pediu a interdição do Beira-rio. Alega questões de segurança. O estádio está em reformas, é o único dos 12 destinados ao Mundial de 2014 que continua aberto ao publico.

Com segurança não se brinca. Eu vivia na Inglaterra quando aconteceu a tragédia de Hillsborough, 96 mortos esmagados contra as grades do estádio de Sheffield, antes de Liverpool e Nottingham Forest. O episódio ajudou a mudar o futebol inglês, a triplicar a segurança, a deixar tranquilo o torcedor e seus fiilhos.

As mortes não foram causadas pela violência. A superlotação do estádio foi a causa. A falta de segurança ajudou.

Acompanhei tudo de perto. A história me marcou muito. Até hoje entro desconfiando num estádio, seja no Allianz Arena ou no Passo D'Areia.

Falo de uma história triste só para lembrar como a segurança é importante em um estádio de futebol. Há tempo para um diálogo sério no Estado. O MP e o Inter precisam conversar, buscar uma saída, talvez melhorar a segurança, com a ajuda da AG, que reforma o estádio.

A discussão é boa, atual, e só ajuda os torcedores, os tranquiliza. Não há jogo, estádio, futebol, que possa valer uma vida e nem todo o torcedor é civilizado como você num jogo de futebol.

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As certezas e as incertezas de Fábio Aurélio

24 de maio de 2012 4

Vi grandes jogos de Fábio Aurélio, 32 anos, 15 de carreira, 12 de Europa, no Exterior.

Vi ele dominar o lado esquerdo do Valencia e do Liverpool. Marcar, apoiar, ir e vir, levantar a torcida com a potência do seu pé esquerdo.

Mas sei, como você, que o jogador se machuca muito, que as suas últimas temporadas foram atrapalhadas por sequências de lesões e que os ingleses não aceitaram renovar o seu contrato.

O Grêmio anuncia um jogador experiente, rodado, capaz, mas castigado por lesões.

Ele não é jovem de vinte e poucos anos. 

Ele pode resolver os problemas da lateral canhota se os problemas físicos ficarem de vez sepultados na Velha Albion.

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Oscar pode ser camisa 10 da Seleção

24 de maio de 2012 5

Sem PH Ganso, a sagrada camisa 10 da Seleção pode ser entregue ao colorado Oscar, amanhã, contra a Dinamarca, em Hamburgo.

Se for bem, continua no time nos outros três amistosos nos Estados Unidos e ganha a titularidade nos Jogos Olímpicos de Londres, entre julho e agosto.

Oscar é o quinto jogador mais valorizado do Brasileirão 2012.

 Está avaliado em R$ 35 milhões.

Cada vez que pensa em Oscar, o São Paulo observa R$ 35 milhões na sua frente. Não dorme, Chama outra vez os seus advogados.

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O primeiro adeus de Pep Guardiola

24 de maio de 2012 1

O futebol tem encontro marcado, sexta-feira, 16h de Brasília, em Madrid.

Pep Guardiola, 41 anos, se despede do Barcelona no jogo com o Athletico, de Bilbao, na decisão da Copa do Rei da Espanha. O bom futebol está apreensivo. Perdeu a grande referência no novo século, talvez na história. Bilhões nunca haviam visto nada igual neste Planeta Bola quando o Barcelona começou a jogar como um "Dream Team". "Time dos Sonhos" foi o apelido que o Barça de Guardiola recebeu.

Treze títulos em quatro temporadas, espelhados em 249 partidas oficiais (181 vitórias, 47 empates, 21 derrotas, com 635 gols a favor, 181 contra), fazem parte do testamento do técnico. Ele promoveu 22 jogadores das categorias da base.

Ao tomar o vestiário, exigiu jogadores comprometidos com a causa. Os fez treinar, treinar e treinar. Mudou os hábitos de todos. Instituiu almoço no clube e aboliu a concentração.

Visionário, surpreendeu nas escalações, abraçou jogadores polivalentes e suas invenções foram chamadas de "guardioladas'' – nos tempos de outro mestre, o holandês Johan Cruyff, e nas mesmas cores, eram as "cruyffadas". Se alimentou em várias fontes táticas, jogou, às vezes, sem atacantes e com volantes de zagueiros. Proibiu o goleiro de dar balão, a zaga sabia passar, o meio foi não errava passes. Os 10 da linha tinham ordens de fazer gol.

– El tiempo desgasta. No tengo energía – disse Guardiola numa entrevista coletiva.

O futebol aceita a parada. Mas pede uma volta breve.

Não precisa ser necessariamente no Barça.

Que tal o Chelsea?

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O Grêmio e a Copa do Brasil

24 de maio de 2012 26

Campeonatos e torneios não se misturam. O clube pode ir mal numa competição, bem na outra. Perder um, se alegrar na segunda.

É o que acontece com o Grêmio. Disputou o Gauchão, duas taças vivas, e perdeu. Começou errado o Brasileirão. Na Copa do Brasil vai bem.

A edição 2012 o brindou com adversários inferiores, que é da lógica do certame, mas disputado no trágico sistema mata-mata. Todo jogo é um risco, uma história, pequeno ou grande drama.

 O irregular Bahia de PR Falcão é a barreira antes da semifinal. A expectativa é imensa, embora o time gremista não dê sinais muito positivos ao fã, apesar do trabalho suado de Vanderlei Luxemburgo e do empenho de Paulo Pelaipe, que são do ramo e sabem o que fazem.

Ao Grêmio falta grupo, time, talentos para vencer o Campeonato Nacional, talvez não para um torneio curto, dois jogos em cada fase.

Copa do Brasil se ergue na concentração. Cada jogo é quase um campeonato a parte. Muda tudo. Nem sempre o melhor fica com as faixas.

Papão do título de 2005, o Paulista, de Jundiaí, bateu Botafogo, Inter, Cruzeiro e Fluminense. Levou o caneco. A imprevisibilidade da competição pode ajudar o Grêmio, que ainda busca afirmação, uma cara, um time.

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