O futebol tem encontro marcado, sexta-feira, 16h de Brasília, em Madrid.
Pep Guardiola, 41 anos, se despede do Barcelona no jogo com o Athletico, de Bilbao, na decisão da Copa do Rei da Espanha. O bom futebol está apreensivo. Perdeu a grande referência no novo século, talvez na história. Bilhões nunca haviam visto nada igual neste Planeta Bola quando o Barcelona começou a jogar como um "Dream Team". "Time dos Sonhos" foi o apelido que o Barça de Guardiola recebeu.
Treze títulos em quatro temporadas, espelhados em 249 partidas oficiais (181 vitórias, 47 empates, 21 derrotas, com 635 gols a favor, 181 contra), fazem parte do testamento do técnico. Ele promoveu 22 jogadores das categorias da base.
Ao tomar o vestiário, exigiu jogadores comprometidos com a causa. Os fez treinar, treinar e treinar. Mudou os hábitos de todos. Instituiu almoço no clube e aboliu a concentração.
Visionário, surpreendeu nas escalações, abraçou jogadores polivalentes e suas invenções foram chamadas de "guardioladas'' – nos tempos de outro mestre, o holandês Johan Cruyff, e nas mesmas cores, eram as "cruyffadas". Se alimentou em várias fontes táticas, jogou, às vezes, sem atacantes e com volantes de zagueiros. Proibiu o goleiro de dar balão, a zaga sabia passar, o meio foi não errava passes. Os 10 da linha tinham ordens de fazer gol.
– El tiempo desgasta. No tengo energía – disse Guardiola numa entrevista coletiva.
O futebol aceita a parada. Mas pede uma volta breve.
Não precisa ser necessariamente no Barça.
Que tal o Chelsea?



Estou beirando os 60 , e sem dúvida é o melhor time que eu ví, depois o Milão do Sachi.
Tanto tempo no topo ,muitos títulos, ESPETÁCULOS inesquecíveis.Aquele 5 x 0 no Real Madrid ,ficará na história como uma aula de futebol.O futebol mudó radicalmente com o Ajax del 72 e a Laranja Mecánica de 74 , de lá pra cá foi o Barcelona quem encarnou mais fielmente o ideal do futebol.