Dois times muito parecidos, sem craques, com dois técnicos acima da média, com sistemas de jogo semelhantes, têm tudo para gerar empate em 90 minutos. Uma bola parada, levantada por Fernando, o melhor gremista de 2012, com desvio do contestado, mas oportunista André Lima, tirou o natural 0 a 0 de Grêmio e Palmeiras.
Foi o gol do detalhe, da bola parada e do merecimento.
O gol que ofereceu sete posições ao Grêmio, um pulo do 15º para o sétimo lugar em uma só rodada.
Apoiado no fator Olímpico, o Grêmio dominou o jogo inteiro, cercou os paulistas no próprio campo, atacou. Botou pressão.
Mas, outra vez, quase se perde na falta de criatividade ofensiva. As situações de gol foram raras. Os passes errados, uma realidade, assim como dois pênaltis em 180 minutos, Marcelo Moreno, no Rio, Léo Gago, ontem, em Porto Alegre.
O Grêmio se mostra bem organizado, pensado, treinado. O trabalho do treinador é evidente. Defende bem, marca bem.
Só que, na hora de criar, os jogadores se perdem. A torcida pegou no pé esquerdo de Léo Gago, que errou um pênalti e não se achou mais. O jovem Rondinelly deu nova luz ofensiva quando substitui o irregular Marco Antônio. Ele tem o poder do drible, o que apavora e abre uma defesa.
Os times voltam a se ver na Copa do Brasil. Serão jogos iguais. O fator casa será decisivo. Chegará às finais o que se comportar melhor em seu estádio. Grêmio e Palmeiras fazem um clássico brasileiro. Clássicos são mais imprevisíveis que um jogo normal.
Comentários