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Posts do dia 31 maio 2012

Inter tem novo vice-presidente

31 de maio de 2012 0

Alexandre Mussoi Moreira é o novo vice-presidente de Serviços Especializados do Inter.

Ele substitui Luciano Davi, hoje vice-presidente de futebol, que ocupa o posto que era de Luis Anápio Gomes desde a temporada passada.

Eles são do Movimento Inter Grande (MIG), que lidera o clube desde o começo da década passada.

Pelo cargo, pelo comando do futebol, Davi entra naturalmente no processo sucessório do presidente  Giovanni Luigi, que tentará novo mandato de dois anos no segundo semestre. O líder do futebol é quase sempre um futuro presidente. Está no DNA dos clubes de futebol do Brasil.

Segundo a opinião de conselheiros colorados de diversos movimento políticos, Luigi é hoje nome imbatível em eleições no Beira-Rio.

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Parar, uma opção de Ronaldinho

31 de maio de 2012 8

O Flamengo fingia que pagava. Ronaldinho dizia que jogava.

Como ninguém tinha coragem de afastar a estrela do time, só a torcida conseguia gritar. A direção não se movia. Esperava dois milagres:

1) A volta do futebol perdido do atacante

2) O jorro do dinheiro que quase todos juravam que desaguaria nos cofres depois da contratação da estrela.

Não nasceu um só.

Ronaldinho é passado do clube. Vai embora, deixa um processo do seu tamanho na Gávea. A contração de Ronaldinho foi o maior erro da história recente de erros absurdos do Flamengo. O Grêmio escapou por milagre de embarcar no Titanic R10.

Antes de chamar a advogada Gislaine Nunes, terror dos clubes brasileiros, e conseguir no TRT do Rio uma liminar para que Ronaldinho deixasse o Flamengo, o irmão e empresário Assis Moreira consultou empresários gaúchos.

Ouviu que a decisão era certa, que Ronaldinho não era querido no clube e que seu futuro poderia ser na China, no Oriente Médio, ou nos EUA, onde seria menos exigido.

Mas não será surpresa se o jogador abandonar o futebol nos próximos meses. Aos 32 anos, ele não suporta mais levar vida de atleta, ao menos de competição, como se exige no Brasil e na Europa rica. Parar é opção defendida por gente bem próxima ao R10.

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Futuro de Nilmar é o Beira-Rio

31 de maio de 2012 11

Os grandes gols de Nilmar foram feitos no Brasil, entre Inter (2002/2004 e 2007/2009) e Corinthians (2005/2007).

Suas duas incursões europeias, Lyon (2004/2005) e Villarreal (onde começou em 2009) não recomendam. Ele foi melhor e mais decisivo nos nossos gramados. Basta perguntar aos torcedores dos quatro times.

Nilmar encontrou seu jogo real no Brasil. Tentou duas vezes a Europa. Não funcionou como todos imaginavam, talvez até ele mesmo. Ficou rico, o que é um mérito. Agora, mais maduro, pode pensar a vida de outra maneira. Tem 27 anos, cinco anos de futebol pela frente de futebol, talvez mais. Ele é um jogador que sofre muito com lesões.

Nilmar pode fixar residência no Beira-Rio, é uma hipótese. Imaginar uma grande carreira no Inter. Fazer história, já fez um pouco, mas pode fazer mais. Com o seu talento e gols, seria um dos jogadores do Inter do novo século. Figura especial em álbuns de figurinhas.

Ele quer ficar, já disse, e o Inter trabalha duro para repatriá-lo. Tudo esbarra ainda na questão financeira. O Villarreal precisa negociar o atacante. Depende do dinheiro para montar um time competitivo e sair da segundona espanhola na próxima temporada. Mas os espanhóis miram primeiro o mercado europeu, a Itália como ficha um.

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Caso Oscar: a liberdade do jogador

31 de maio de 2012 7

O advogado Décio Neuhaus, 51 anos, 14 como presidente do Sindicato do Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul, não ficou surpreso com o desfecho do Caso Oscar entre Inter e São Paulo.

Ele acha que quando disputas deste tipo envolvem um jogador famoso, dois grandes clubes e uma fortuna em dinheiro, tudo se acerta, tudo fica bem, até a CBF ajuda, apesar de demorar um pouco.

– Se fosse com um jogador menos famoso e de um time menor, a mídia não ofereceria tanta cobertura e o entendimento se arrastaria na Justiça – explica.

Neuhaus entende que ainda permanece no ar a necessidade de uma discussão mais profunda e urgente sobre a liberdade de trabalho do atleta profissional no Brasil.

– A discussão começou, mas não terminou. Não houve avanços – diz.

Apesar das tentativas, ele não nota políticos interessados em discutir a profissão e o futuro dos atletas no Brasil. O advogado afirma que todo mundo vê o topo da pirâmide, de altos salários, e não o todo, a começar pela base, de salários mínimos.

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