Gênio da bola do Século 21, que se inicia com ele, Messi fez três gols notáveis e destruiu o Brasil em New Jersey. Venceu a Argentina, 4 a 3, num jogo que alegrou todos que gostam de futebol.
A Argentina tem hoje o que a Seleção e todos os clubes basileiros procuram e não encontram, um craque extraordinário, um Messi.
Messi é o que Maradona imaginava ser, gostaria de ter sido, não foi, apesar de todo o seu extraordinário talento, título mundial, gols e pilhas de jogadas de superespecialista - apesar dos dribles que levou da vida.
Messi marcou 82 gols na temporada 2011/2012. Beliscou a perfeição. Na disputa com Neymar, seleção contra seleção, venceu duas vezes, com quatro gols em 180 minutos. A comparação com Neymar é indevida. São jogadores de planetas diferentes, por enquanto. As viagens espaciais ainda nem começaram.
O Brasil não tem uma Seleção, tem Neymar, Oscar, que ocupou o espaço de PH Ganso, Thiago Silva ... e? E?. Tem um grupo de jovens. Não tem olímpicos, como se diz, todos são jovens, porém experientes, rodados, com cicatrizes de Liga Europa, Liga dos Campeões, Copa Libertadores, duros campeonatos nacionais. Não há inexperientes no grupo.
Os amistosos, quatro deles, exibiram um time desconexo, com uma defesa frágil, um meio-campo desestruturado e algumas valores individuais. Nada mais, nada menos. Venceu duas vezes, perdeu duas, justamente para os adversários mais estruturados, México e Argentina. O saldo não é positivo.
A Seleção tem base para vencer os Jogos Olímpicos de Londres. Os adversários na Inglaterra não têm jogadores tão experientes, carimbados em times como Santos, São Paulo, Inter, Milan, Barcelona, Manchester United, entre outros. Mas a mesma Seleção, por outro lado, não possui quase nada para erguer a Copa de 2014 no Maracanã.
A Seleção (e Mano Menezes por tabela) ainda deve futebol ao país. Nós somos credores.
O Brasil carece de material humano, de grandes jogadores, de craques, de um Messi com sotaque gaúcho, carioca, paulista, nordestino...



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