Desde os anos 1970 no Grêmio, 78 anos de idade, o superintendente Antonio Carlos Verardi (detalhe) tem boas recordações de Alejandro Sabella (acima), ex-jogador do clube nos anos 1980 e atual técnico da seleção argentina, que neste sábado enfrenta o Brasil, nos EUA.
Como o Sabella veio para no Olímpico?
Verardi – Foi sugestão do Hugo de León, creio. Ele estava no Estudiantes, que enfrentou o Grêmio na Libertadores 1983. Era habilidoso, craque de bola.
Ele tinha bom trânsito no clube?
Verardi – É uma pessoa fora de série. Boa gente, tranquilo, ajudava muito no vestiário. Se dava com os colegas, não era tímido e aceitava as brincadeiras com naturalidade. Ainda mantemos contato, mesmo distantes. Gosto dele.
Nada de broncas, então?
Verardi – Tinha (risos). Ele se queixava do Tim (Gilberto Tim, preparador físico da época). Me dizia, suado, ofegante: “Ele vai me matar, ele vai me matar...”. O Tim pegava pesado, tirava o couro da rapaziada. O Sabella não estava acostumado.
O senhor lembra de um jogo especial com o Sabella?
Verardi – O Trofeu Cidade Palma de Mallorca, na Espanha. O Grêmio enfrentou o Barcelona, ganhou, e o gringo jogou uma enormidade. Tanto que provocou a expulsão do alemão Schuster que, enlouquecido, deu uma voadora no Sabella.
Além do senhor, quem era amigo dele.
Verardi – O Valdo. Se acertavam dentro e fora do campo. Davam carinho à bola.



Agradecimentos ao sr. Verardi por "lembrar" a imprensa gaúcha que o Grêmio também já venceu o Barcelona, fato ignorado por alguns cronistas quando os colorados dizem que somente eles consiguiram tal façanha. Está ficando insuportável a tendenciosidade da maioria dos elementos da crônica esportiva e P. Alegre. Gente, mais isenção, mais profisionalismo e menos aproveitamento!