Buscar dois gols fora em semifinal de Copa do Brasil, igualar, chamar os pênaltis, não é tarefa sobrenatural.
O Grêmio sabe, o Palmeiras conhece, Felipão lembrou que dois gols de diferença não garantem nada.
Garante, melhor pode garantir. O futebol é tão espetacular que o Palmeiras chegou no Olímpico e venceu o Grêmio, que exibia melhor momento.
Garante quando o time superado no primeiro jogo, o Grêmio no caso, não exibe talento suficiente para tarefas especiais, superiores. Está escrito no primeiro semestre 2012 que o Grêmio de Vanderlei Luxemburgo perdeu três decisões: Caxias, Gre-Nal e Palmeiras.
Mas a derrota nunca passa só pela mão do treinador, mas por todos, do presidente ao primeiro atacante.
Raros acreditam que o Grêmio possa superar o Palmeiras, um time igualmente limitado. Aos gaúchos faltam talento, qualidade, jogadores decisivos, capazes de superar o adversário no vigor físico e na qualidade técnica.
A palavra é batida, mas serve. O Grêmio não tem um jogador que possa fazer a jogada "diferente", a ousadia do drible, a qualidade do passe, o lançamento perfeito. Alguém integrado ao coletivo, mas com poder de ajudar os outros 10 com o brilhos das suas jogadas.
O Grêmio não tem um grande jogador, mesmo que craque seja artigo raro no Brasil 2012. Ou ele sai da base, mas a gremista é pobre, ou ele chega sob o peso de milhões, dinheiro que o clube não possui.
O choque da Copa do Brasil questiona tudo e todos no Grêmio. É natural, é do futebol. É preciso buscar lições na derrota.
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