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Posts do dia 21 junho 2012

Grêmio joga melhor, mas Felipão está na final

21 de junho de 2012 41

A 19ª Copa do Brasil do Grêmio terminou na semifinal, na Arena Barueri, no segundo jogo com o Palmeiras.

A derrota começou no Olímpico. Os gaúchos perderam o rumo em Porto Alegre, numa trágica quarta-feira 13. Livrar dois gols, ganhar nos pênaltis ou por três gols de diferença é tarefa rara.

O futebol dificilmente aceita viradas espetaculares.

Não faltou bravura ao Grêmio em terra estranha. Sobrou coragem, mas a ausência de qualidade técnica dos jogadores ficou gravada no placar (1 a 1). Bastou aparecer um jogador com um mínimo de talento, uma chileno chamado Valdivia, para que o jogo ganhasse outro rumo no justo momento em que o Tricolor vencia e buscava o segundo gol. A jogada pessoal de Valdívia desiquilibrou a partida. O Grêmio não teve uma só igual.

Com o empate, a partida ficou tensa, com expulsões e brigas. Felipão armou uma guerra na Grande São Paulo. Os seus reservas invadiram o gramado. O polêmico árbitro Ricardo Ribeiro (MG) achou normal.

O Grêmio, que jogou melhor as duas partidas e teve a classificção ao seu alcance, pagou o mesmo (e alto) preço de anos anteriores. Fez um time entre janeiro e fevereiro. Queria vencer uma competição nacional em junho. Perdeu. Derrotas sempre ensinam. Ao Grêmio falta continuidade e talentos.

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A chance do Grêmio: Palmeiras é time comum

21 de junho de 2012 27

O futebol foi injusto com o Grêmio. O revés no Olímpico, quarta passada, não foi compatível com o que se viu no gramado. O 2 a 0 do Palmeiras foi demais, castigo puro. A partida não merecia dois gols, talvez um, o empate teria sido um resultado mais razoável, mais de acordo com os 90 minutos.

Palmeiras 1 a 0 ou Grêmio 1 a 0 também seriam resultados aceitáveis e normais de acordo com a cara do jogo

O futebol tem o dom de "escancarar-se" ao impossível e ao imprevisível. Ele aceita palpites, nunca previsões. Buscar dois gols contra o Palmeiras, em Barueri, que não é o desativado Parque Antarctica, é difícil, mas nada impossível.

O problema é que o Palmeiras já arranca com dois gols de diferença. Marcar duas vezes é sempre possível num jogo normal. Anormal é marcar dois gols quando só três garantem, sem pênaltis, passagem direta e sem a escala dos pênaltis para a final da Copa do Brasil. A obrigação de fazer escore pertuba a cabeça de jogador, técnico e torcedores.

Grêmio precisará jogar tudo o que sabe e o que pode para superar o Palmeiras. Os dois times são muito parecidos, muito iguais nos valores e na qualidade dos comandos. O Grêmio não decidirá com um time superior e na cancha do adversário. Jogará contra um time que pode ser batido e que não tem grandes valores individuais. O Palmeiras no jargão do futebol é "um time comum".

A grande chance mora aí. O Grêmio enfrenta um time comum na decisão. Tem chance.

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Grêmio: um semestre em 90 minutos

21 de junho de 2012 10

O Grêmio joga o semestre e 2013 e 2014 em 90 minutos.

Perdeu o Gauchão 2012. Decide hoje o futuro na Copa do Brasil, atalho à Copa Libertadores da América, sonho de todos os grandes times do país.

Se cair, restará a Copa Sul-Americana e o Brasileirão, duas novas oportunidades nos próximos meses.

Mas é o resultado da Copa do Brasil que vai refletir diretamente nas eleições presidências de setembro. Brasileirão e Sul Americana são competições que batem mais tarde na cabeça do torcedor.

O processo eleitoral gremista deve começar depois da Copa do Brasil, independentemente do resultado de campo.

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Guarany espera Gabiru com churrasco de cordeiro

21 de junho de 2012 1

Dia 26, às 20h, o Guarany recepcionará Adriano Gabiru com uma festa no CTG Estância da Azenha, em Porto Alegre. Será servido um churrasco de cordeiro.

No dia seguinte, ele será recebido em Bagé.

O clube, que jogará a terceira divisão, contratou 14 jogadores e conversa com mais oito.

Gabiru estreia em julho.

Será um jogo especial, mas ainda não há uma data definida nem um adversário escolhido.

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Tite mostra ao Santos de Neymar o poder coletivo

21 de junho de 2012 13

O Corinthians passou, espera La U ou Boca, depois de mostrar que uma defesa bem postada e organizada pode mandar num time inteiro e ainda anular o adversário, mesmo um que tenha o único jovem craque brasileiro, Neymar.

O Timão disputará a final da Copa Libertadores da América 2012, primeira decisão latina dos seus 101 anos. Empatou com o Santos, 1 a 1, depois de vencer o jogo de ida na Vila Belmiro (1 a 0). Neymar e Danilo marcaram os gols.

Passou quem mereceu. Trinta e oito mil foram ao Pacaembu, milhões se ligaram na TV. Os corintianos viveram uma noite/madrugada de glória. Até Porto Alegre ouviu os foguetes da segunda maior torcida do Brasil.

Quem foi ver Neymar, o craque brasileiro, observou o rígido esquema tático de Tite. Ele não precisa do jogador especial. O jogador é que necessita do esquema para ir adiante, tocar nas taças, como foi Brasileirão 2011. O Corinthians se afirma no coletivo.

O Santos não encontrou espaço para jogar o futebol coletivo, técnico e aplicado que o fez o melhor time do país nas últimos temporadas. O trono está vago. O Brasil procura o substituto.

Neymar foi bem marcado, apareceu muito pouco, não brilhou. Ganso sumiu, sonolento, de volta de mais uma lesão. O restante da equipe, que depende dos dois jogadores, não jogou por eles. O Santos não foi o que todos esperavam. A bola foi sua, tocou, rodou, mas criou pouco. As chances de gol foram raras. Teve mais de 60% de posse de bola.

O Corinthians caminha para a final do tgorneio com a marca de Tite. É equipe organizada, forte, com absoluto controle defensivo. Se faz poucos gols, leva menos ainda. Joga com uma ideia de futebol na cabeça. É recheada com jogadores experientes, acostumados aos confrontos e dispostos ao sacrifício coletivo, às vezes defensivo.

O Corinthians não se vê através de um, dois ou três jogadores, uma estrela. Se enxerga pelo coletivo. A sua força vive no conjunto, no grupo, na liderança de Tite, um técnico que asfalta seu caminho até a Seleção Brasileira. Ele é, repito, o melhor técnico em atividade no futebol brasileiro. A final corintiana é muito dele.


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