Referência mundial, campeã da Euro 2008 e da Copa de 2010, a Espanha não navega mais sozinha nos melhores gramados do seu continente e do mundo. O jovem e competitivo time alemão, a essência do futebol europeu, encostou. Para se aproximar da Alemanha na Euro 2012, os espanhóis precisam superar hoje a França que, em seis partidas oficiais, venceu cinco vezes e empatou uma. Há um tabu à vista.
O problema não é o reformado time francês. É a Espanha. Que ainda vence, mas preocupa o torcedor depois de três jogos, duas vitórias e um empate no torneio. Pode ser discussão motivada pelo enfado de time ganhador, de torcida gorda de vitórias, talvez fase passageira, ligada ao cansaço de Xavi e Iniesta, os dois craques que pensam as ações do time.
Os comandados de Vicente Del Bosque (foto) ainda exibem um futebol envolvente, alicerçado na posse de bola, com sucessivas trocas de passes, curtos e longos. O drama todo está no ataque.
Como jogar? Um atacante? Dois? Nenhum? Usar seis homens de meio-campo?
Com seis gols (quatro contra a frágil Irlanda) em três jogos, La Roja sente a ausência do goleador Villa, e Fernando Torres ainda não ligou.
Del Bosque passou a semana se explicando em espanhol. Disse que o número de atacantes não importa. O que vale é a média. E, dos seis gols, quatro nasceram dos pés dos meias.



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