Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Com três centroavantes, Grêmio radical empata em Curitiba

25 de outubro de 2014 1

Felipão é um técnico radical. Adora três volantes, quatro até. Gosta também de três centroavantes (como Abel Braga) em noites de emergência.

O veterano treinador não consegue encontrar o equilíbrio, um futebol mais qualificado e mais competitivo, uma equipe mais harmônica. Assim, ronda, cerca, cola, mas não penetra no nobre círculo do G-4 com o seu limitado Grêmio. O torcedor afunda na cadeira da sala da TV.

Na capital paranaense, contra um dos cinco piores times da Série A, o Grêmio perdeu quando foi superdefensivo. Empatou quando empilhou atacantes. Mas nunca mandou na partida, jamais conseguiu controlar totalmente o Coritiba. Levou bola no travessão, sofreu bola no poste.

Fora da Arena, o time empata ou perde. Sem estes gordos pontos, não haverá Copa Libertadores da América no ano que vem. Não precisa nem fazer contas. Vitórias só em Porto Alegre podem não ser suficientes. É preciso ser ousado, agressivo, ofensivo de vez em quando desde o primeiro minuto e não apenas no segundo tempo, depois de uma derrota parcial.

Marcelo Grohe foi o melhor em campo. O goleiro é o grande nome do time na temporada, ao lado de Barcos que, neste sábado, fez um jogo discreto. No Estádio Couto Pereira, as individualidades falharam e o trabalho coletivo foi discreto. Mas não faltou empenho. O empate com um dos frequentadores do pé da tabela de classificação só mostra o irregular desempenho gremista. Todos esperavam mais do time de Felipão na 31ª rodada do Brasileirão.

Com três volantes marcadores e ruins de passe, a defesa fica protegida, mas o ataque pede socorro. A bola chegada quadrada. Como não há posse de bola, a defesa permanece sob constante ataque. Os atacantes sofrem, não recebem bola com mel e açúcar, mas tijolos. Jogadas ensaiadas? Nada, zero.

Bom foi ver a aposta de Felipão nos jovens, como Erik, Careca e Lucas Coelho. Todos precisam de sequência. O treinador está certo neste aspecto. O futuro está na base, com a ajuda de alguns experientes, mas qualificados, capacitados e decididos jogadores.

Bookmark and Share

Comentários (1)

  • Farias diz: 25 de outubro de 2014

    A única discordância contigo é quanto ao Barcos. Tu e muitos dos teus colegas, acham este perna de pau um craque, hoje disseste que ele foi discreto. Pra mim ele foi nulo mesmo, perdeu todas para a zaga, nem pé, nem cabeça. Até chute do Ramiro teve, mas nenhum do Barcos. Cabeçada? Foi o Coelho. Gol? Foi o Riveros. Melhores passes? Foi o Ruiz.

Envie seu Comentário