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Nem todos querem ser Cristiano Ronaldo

16 de janeiro de 2015 1

O bucólico campo de futebol do Colégio Anchieta, desenhado entre as árvores do Morro do Sabiá, na beira do Guaíba, na zona sul, ganhou as feições do Estádio Santiago Bernabéu.

Desde segunda-feira, Porto Alegre é mais uma casa do Real Madrid.
Um dos braços planetários do clube mais famoso e rico do mundo, a Fundación Realmadrid encerra hoje uma clínica de cinco dias endereçadas a jogadores de futebol entre seis e 15 anos, filhos de famílias de classe média alta dispostas a investir entre R$ 1.050 e R$ 1,8 mil nos pés dos futuros craques de bola.

– Não é peneira. O projeto é ensinar os valores do clube, como trabalho em equipe, solidariedade, amizade, respeito e educação – informa o paulistano Daniel Gastaldi, 30 anos, coordenador nacional do projeto.

A força da marca do time espanhol chamou 64 alunos.
– A meta era 50. Gostamos. Faremos outra clínica na cidade em junho – garante Vítor Hugo Deobber, 43 anos, que atraiu a Fundación, dona de um trabalho muito forte na América de língua espanhola, ao Rio Grande do Sul.

Um dos três professores da base do Madrid presentes – ao lado de um trio brasileiro –, José Soto, 49 anos, não pensa em descobrir talentos, em revelar um futuro craque, um Cristiano Ronaldo, o melhor jogador de 2014.
– Quem faz a peneira é outro grupo. Nós só tentamos transmitir os valores do Real Madrid. Ensinar. Claro, se aparecer alguém fora da curva, comunicaremos ao setor correto. Estive nos Estados Unidos e em Dubai, mas os brasileiros têm uma técnica superior.

Em campo, divididos em dois grupos, maiores de um lado, menores do outro, todos correm e se empenham como se vivessem a partida das suas vidas. Chutam, passam, driblam, dão carrinhos. Vivem treinadas situações de jogo como se fossem integrantes da sub-13 ou sub-14 do Real Madrid.

– Gosto do James Rodríguez, nem todo mundo que ser Cristiano Ronaldo  – avisa Luís Eduardo Vendruscolo, 10 anos, faceiro, exibindo um suado fardamento do Inter e analisando dois craques do time espanhol.

– E eu, o Bale – anuncia o sorridente Guilherme Brunelli, nove anos, enfiado numa camisa número 10 do Grêmio e elogiando o craque galês.

No outra parte das quatro linhas, corre o canhoto Arthur, 15 anos, que já atua na base do Grêmio. Na beira do gramado, Jorge Adriano Foreck, 36 anos, sonha grande com outro Arthur, o filho de oito anos. Matriculou o pequeno lateral em duas escolinhas, uma colorada e outra gremista;
– A experiência vale. O Arthur pode conhecer como trabalham professores europeus.

No meio de 63 garotos, mas na turma dos menores, Maria Augusta Franke, nove anos, destoa. Ela é a única guria, mas é respeitada até pelos mais altos. Em casa dorme num quarto pintado de vermelho, é colorada e adora ganhar camisas de times.
– Sou da zaga. Gostava do Índio (ex-Inter). Jogo contra guri ou guria, não tem problema.

A Fundação Real Madrid Campus Experience (frmcampus.com.br) deixará o Estado na semana que vem. Entre os dias 19 e 23 próximos, faz clínicas em Capão da Canoa. Não é um novo CR7 que a atrai. É a educação.

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A garotada entrou no ritmo da clínica de futebol ministrada pela Fundación Real Madrid, em Porto Alegre (Caco Konzen/Agência RBS)

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Comentários (1)

  • Jorge Forneck diz: 18 de janeiro de 2015

    Boa Tarde !!

    Sou pai do ARTHUR ele tem 8 anos, e teve a oportunidade de participar , do curso que o REAL MADRID ofereceu em porto alegre , Para ele foi muito importante, aprendeu diversas atividades diferentes um novo estilo de jogo , Onde vem em primeiro lugar a disciplina , respeito e sempre jogar em grupo , ele ficou muito feliz com tudo com os novos amiguinhos que fez com os professores com tudo valeu muito apena OBRIGADO REAL MADRID

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