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Os sete erros que o Grêmio precisa corrigir até o Gre-Nal

24 de fevereiro de 2015 3

Perder ou empatar na Arena é rotina em 2015. A casa gremista está aberta aos adversários. O time não assusta mais ninguém, nem o modesto Juventude. No 0 a 0 desta segunda-feira, os serranos foram dominados, mas conseguiram as melhores chances de gol. Só Zulu perdeu dois em sequência.

Em quatro defesas, Marcelo Grohe salvou suas cores e foi o nome da partida. O goleiro é a única garantia de um time desorganizado, desequilibrado na zaga, no meio e no ataque. Um time recheado de jogadores inexperientes não oferece ao Grêmio o potencial que o time precisa nas competições. A equipe, sempre muito mexida, insiste em não jogar bem. A temporada será extremamente difícil.

O novo time de Felipão é um problema só. Se não corrigir os erros em cinco dias, poderá passar, domingo, às 18h30min, por outro Gre-Nal desastroso. Fazia tempo que o Grêmio não começava tão mal uma temporada. No final, a torcida que visitou a Arena vaiou sem dó o time inteiro, oitavo colocado no Gauchão em sete rodadas

Os erros que precisam ser corrigidos com a urgência das urgências:

Um: A falta de combatividade e criatividade no meio-campo empobrece o time inteiro. Felipe Bastos é o carimbador. Todas as bolas passam por ele. Quase todos os passes errados e chutes tortos também passam por ele. Felipão arquivou Wallace em nome de Felipe Bastos.

Dois: A inoperância de Galhardo impressiona. Depois de liberar o sempre questionado Pará, a direção buscou um lateral que não consegue acertar uma só jogada ofensiva e ainda oferece um corredor ao adversário do lado direito. Ele não acerta cruzamentos. Era reserva do Bahia.

Três: A lentidão e imobilidade de Douglas fazem o ataque passar fome e sede de gols. Ele não é a referência técnica. Não cria, não é garçom. Não é o meia que a torcida imaginava. E ainda está acima do peso. Douglas chegou como referência. Não é. Giuliano ainda está em busca da sua melhor forma.

Quatro: Como os laterais e os homens de meio-campo não conseguem criar, o ataque, seja ele que for, não recebe bolas na cara do gol. Não consegue nem concluir. Some. O Grêmio não sabe mais atacar. Lucas Coelho, que tem alguma experiência, só entra no final das partidas.

Cinco: A lentidão do time facilita a marcação do adversário. O toque é lateral, quase inútil. Nem o clássico abafa de começo de jogo, de segundo tempo ou de final de partida, o Grêmio consegue produzir. Não pressiona o adversário.

Seis: O esquema tática de Felipão não pode ser mais óbvio: dois volantes, dois meias e dois atacantes. O time não é compacto, as linhas jogam distantes uma das outras. A marcação é frouxa. O ataque é previsível. Felipão culpa a inexperiência por tudo. Se fosse outro técnico qualquer, depois de quase sete semanas de trabalho, já estaria ameaçado, como Diego Aguirre no Inter.

Sete: A comissão técnica e os dirigentes pedem paciência com os jovens. Mas desde sempre no futebol quase todos sabem que não se forma um time com uma maioria de garotos. Sem dinheiro, o departamento de futebol não mostrou uma linha de criatividade. Não conseguiu atrair um só bom jogador do mercado brasileiro e do Exterior.

Felipão tem todo o trabalho do mundo pela frente até o final de semana. Vai enfrentar um adversário, e ainda no Beira-Rio, que tem um grupo melhor, maior e mais experiente. No seu melhor estilo, é bem provável, o treinador tricolor escalará um time bem fechado, protegido, recheado de marcadores. Como se só defensores pudessem vencer grandes jogos. Um time precisa de equilíbrio. Não de uma pilha de zagueiros e volantes.

 

 

 

 

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Comentários (3)

  • Cherubini diz: 24 de fevereiro de 2015

    Sou favorável a reformulação financeira do Grêmio, quem paga mais de 1 milhão por mês prá 3 jogadores que nem treinam… Só que junto com a reformulação tem que mudar quem contrata, o Galhardo não serve nem prá limpar a chuteira do Pará, que já é ruim, o Coelho se for emprestado prá um time da B, vai ser reserva, o Araujo idem e o Felipão apesar de todo reconhecimento que merece, já passou do prazo de validade. Esta faltando dinheiro, competência e criatividade. Vamos começar a esquecer 2015 desde já.

  • jefferson diz: 24 de fevereiro de 2015

    Zini, brilhante post.
    Acredito que Felipão sabe que não se forma um time só com garotos. Ocorre que a direção é omissa. Políticas de contenção exigdm uma dose muito precisa. Nem Rui Costa nem Bolzan tem esta capacidade. Autoconfiança é fundamental parz o sucesso em qualquer atividade. Felipão perdeu a dele e hoje é um profissional confuso e apesar de sua postura, inseguro. Não consegue ajudar os jovens a se firmar. Lincoln, fez boas partidas, não entra mais nem em finais de jogo. Walace está sendo preterido, Lucas Coelho está entrando no final e jogando fora da área. Everton está perdendo a naturalidade. Dois jogadores chamaram atenção na Copa São Paulo. Raul, o lateral direito e Artur, um meio campo de boa marcação e toque rápido. Estes não foram aproveitados. Mas não precisamos. Temos Galhardo e Matias. Temos Felipe Bastos.
    Vou te provar que o Felipão pordeu a segurança e está completamente perdido, e não apenas neste ano, já desde o ano passado. E olha que eu nem vou falar na escalação do Bernard.
    No campeonato brasileiro do ano passado nosso treinador protagonizou em vários jogos uma situação inédita e absurda. Retirou do Banco de reserva o preparador físico para contar com o Murtosa e o Ivo, juntos. Nenhum treinador precisa ter dois auxiliares durante o jogo para trocar idéia. Isto é prova de fraqueza, insegurança e além disso é uma recaída ao futebol de 1960 onde a preparação física e o aquecimento eram empíricos e poderiam ser feitos por qualquer um.
    Mais, mudam os jogadores e a movimentação é sempre lenta e previsível.
    Dizem que o Felipão é o avalista deste projeto do Grêmio. Não este e não com esta diretoria perdida. Felipão lançou vários jogadores da base nacdécada de 90. Só que tinha Danrlei, com liderança, Arce, Adilson, outro lider, Rivarola . Lançou Roger, uma personalidade e uma cabeça acima da média. Depois tinha Dinho e Goiano, dois lideres e ex campeões do mundo pelo São Paulo. Lançou Emerson, outro lider natural. Daí é só colocar os novos que os demais dão suporte.
    É importante deixar claro que não estou falando em ultrapassado. Seria simplista.
    Infelizmente não confio mais na possibilidade dele formar um bom time. Ainda mais com a direção como está. Hoje só vejo um treinador com alguma chance de fazer do Grêmio um time de meio de tabela no brasileiro. Roger. História vencedora dentro do clube, estudioso, trabalhador e com muito gás. O único problema é que precisaria ser bancado pela diretoria e estes caras não tem convicção para bancar ninguém.
    Voltando ao Grenal, 3 volantes, 3 zagueiros (o Marcelo Oliveira na frente dos dois zagueiros). Na frente Giuliano e Eveton ou Pedro Rocha e depois que Giuliano cansar, Lincoln. Joga para não perder e usa a velocidade no contra ataque.

  • Guto Bender diz: 25 de fevereiro de 2015

    Grohe; Galhardo, Rhodolfo, Erazo e Júnior, Araújo, Felipe Bastos, Marcelo Hermes e Douglas, Pedro Rocha e Everaldo.
    Esse foi o time que entrou ontem. Nele, há SEIS jogadores experimentados para CINCO guris. E o time não jogou com o supostamente titular Marcelo Oliveira, o que faria subir para SETE a QUATRO. Há ainda o Luan que, se não é esperimentado, também não é um desses guris que estão subindo agora. Subiria para OITO a TRÊS.
    Assim, como colaboração, trago o conceito de MAIORIA:

    mai·o·ri·a
    (maior + -ia)
    substantivo feminino
    1. Número excedente a metade do todo.
    2. A maior parte de um todo.
    3. Grupo preponderante.

    Se julgares interessante, Zini, posso trazer o conceito de FALÁCIA, também…

    -x-x-x-x-

    Não publica, Zini. Mas lê. E bota na cabeça que nem todo mundo vai no oba-oba!

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