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Árbitro invisível de Gre-Nal

26 de abril de 2015 1

O quarto árbitro passa longe dos olhos do público, corre ao lado do gramado, não tem poder de decisão, mas pode influenciar na partida. Conheça um pouco mais sobre ele.

Ele diz:
– Falta.
Ele tem o dever de ajudar e anunciar:
– Impedimento.
Incrível, pode definir em qualquer um dos 90 minutos:
– Pênalti!

O quarto árbitro, o substituto natural do número 1 em caso de lesão ou outro problema qualquer, é um personagem ativo nos 90 minutos. Mas nem sempre consegue ser observado, notado, apontado pelos tensos espectadores, muito mais preocupados com a bola e as estrelas. Nunca desiste, descansa. Caminha pelo lado de fora dos 105 metros por 68 metros do gramado, cuida dos habitantes das duas casamatas, ponto nem sempre fixo dos destemperados treinadores. Controla a rapidez e a morosidade dos gandulas.
Ele pode muito mais.

Como o árbitro principal precisa se concentrar nos 22 artistas do espetáculo, ao lado de dois assistentes, o outro deve garantir, num primeiro momento, a tranquilidade fora do retângulo verde. Na gíria do futebol, ele controla o “alambrado” ou tudo que fica entre o juiz e seu campo de jogo. Mais adiante, entre cadeiras, rampas, túneis e ruas, 450 homens da Brigada Militar vigiam os torcedores, que são policiados ainda por dezenas de seguranças privados.

– Ele é o nosso árbitro invisível. Só aparece quando é muito necessário. Surge em último caso, às vezes pode salvar uma decisão equivocada do árbitro. Sua assistência é valiosa – informa Luiz Fernando Gomes Moreira, diretor do Departamento de Árbitros da Federação Gaúcha de Futebol.

– Nos chamam de anjo da guarda do árbitro – confessa Daniel Aloysius Soder, eleito pela comissão de Moreira como quarto árbitro do Gre-Nal 405. Ele fará a sua estreia
em clássicos.

Conectado por um rádio transmissor, o quinteto de arbitragem faz um trabalho conjunto, um ajuda o outro, a confiança é grande, mas o árbitro principal tem o poder de aceitar ou não a indicação dos seus companheiros. É o que manda.
– No Gre-Nal, o quarto árbitro terá uma função especial. Não vai atender somente a área dos técnicos ou conferir os nomes dos jogadores, numeração, uniforme, essas coisas burocráticas.

26arbitro

Entre Abel Braga, Enderson Moreira e o assistente da social da Arena, no ano passado, o quarto árbitro acompanha o jogo ao lado do gramado (Agência RBS/BD)

 

Moreira explica as funções:

– Vai ajudar mais, postar-se atrás das goleiras em escanteios e cobranças de faltas e até ocupar o espaço da lateral, quando o bandeirinha estiver do outro lado. Pode avisar sobre irregularidades. Mas, atenção, quem define o lance, sopra o apito, é o arbitro. Só ele (Anderson Daronco neste domingo) pode marcar e confirmar o pênalti. É o que manda no jogo e tem o poder de aceitar ou não a sugestão. Os outros apenas o auxiliam.

– Eu tenho que passar despercebido na partida, quanto mais invisível melhor. Sei que tenho amigos torcendo por mim, mas espero que eles não me vejam na Arena. Desejo um bom futebol e uma boa arbitragem, nada mais do que isso – esquiva-se Soder.

Moreira instruiu Soder que, por sua vez, combinará a estratégia de jogo com Daronco no hotel da Capital que serve de concentração para os cinco árbitros antes da primeira final do Gauchão.
Soder diz:

– Quando apito, deixo o rádio comunicador ligado, quero ouvir o que os meus colegas dizem. Mas nem todos pensam como eu. Tudo depende da decisão de cada árbitro de ouvir mais ou menos os seus auxiliares.

A prepotência de Felipão na beira do gramado não o assusta, nem o perturba. Gaúcho de Santa Cruz do Sul, que vive em Venâncio Aires e começou na arbitragem aos 18 anos, Soder,
35 anos e 1m83cm, foi moldado no duro futebol amador nos Vales do Taquari e do Rio Pardo. Era o juiz num sábado quente de fevereiro passado quando Felipão abandonou a partida contra o Veranópolis antes do final, na Arena. Os dois nunca tiveram contato, nunca conversaram.

– Sou uma pessoa humilde do interior e educado. Trato todo mundo bem e com respeito.
– Caso contrário?
– Eu comunico o Daronco e ele decide como agir.

 

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Comentários (1)

  • EDMILSON MAIA diz: 26 de abril de 2015

    A RBS está maximizando o regional para que se porventura o Grêmio ganhar ela possa fazer um grande Carnaval com a conquista. Isto esta escancarado, o regional vem tendo mais espaço na grade da emissora do que a Libertadores, e o pior, os colorados entraram nessa, pamonhamente entraram no jogo da RBS. ESTAMOS À 3 ADVERSÁRIOS (OITAVAS, QUARTAS E SEMIFINAL) DE UMA DECISÃO DE LIBERTADORES DA AMÉRICA, E TEM COLORADO FAZENDO O JOGO DA RBS/GRÊMIO DANDO VALOR A UM REGIONALZINHO DE B…. Se o Inter perder se instala no clube uma insegurança, muitas cornetas, e um princípio de crise, exatamente como a RBS/GRÊMIO quer, alem de exaltarem ao máximo a vitoria Rasteira Azul Calcinha.
    Pamonhamente os colorados entraram nessa, coisa que o Grêmio não fazia na década de 90, chamando o regional de ruralito, tirando a pressão se por acaso perdessem para o Inter o regional, era uma tática que dava certo, e assim a campanha na Libertadores não era afetada devido ao insucesso se acontecesse, na Libertadores

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