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O futuro da marca Gre-Nal

08 de agosto de 2015 1

09cha

Professor universitário no Rio de Janeiro, estudioso do futebol, autor do documento Um Calendário de Bom Senso para o Futebol Brasileiro e consultor de conteúdo do Bom Senso F.C., Luis Filipe Chateaubriand (foto acima, arquivo pessoal) fala sobre a marca Gre-Nal.

Como você analisa a força da marca Gre-Nal?
Considero a marca Gre-Nal forte fora do Rio Grande do Sul. No sul do continente, está junto de Boca x River e Peñarol x Nacional. O grande significado desse clássico é que representa a maior rivalidade do futebol brasileiro.

A marca Gre-Nal é mais forte do que os clubes?
Vejo grandes desafios. O Grêmio não ganha Libertadores há 20 anos, Brasileiro há 19 anos e Copa do Brasil há 15 anos. O Inter já vai para 36 anos sem ganhar Brasileiro, mas ganhou duas Libertadores e um Mundial nos últimos 10 anos. Ainda assim, sempre depende da venda de jogadores para se equilibrar financeiramente. A marca é forte mesmo quando um dos clubes está em alta e o outro em baixa.

O Banrisul apoia os clubes de forma igualitária. É certo?
Acredito que, para o próprio Banrisul, é uma boa política apoiar os dois de forma igualitária. Se assim não for, a torcida do clube que for menos contemplado pode não ver isto com bons olhos, prejudicando a imagem institucional do banco.
A Dupla pode atrair grandes patrocinadores nacionais?
Sim, dependendo dos resultados que venham a obter ao nível global. Um clube gaúcho que conquista títulos importantes no âmbito nacional e estrangeiro passa uma imagem vencedora, que atrai patrocinadores nacionais.

Como você imagina o futuro?
A médio e longo prazos, dos 12 grandes clubes brasileiros, seis vão ser efetivamente grandes e outro seis serão considerados de médios para grandes. Portanto, haverá clubes com força nacional e clubes com força regional. Inter e Grêmio reúnem condições de serem forças nacionais, mas o sucesso que venham a obter nos certames dos próximos anos determinará se ambos serão forças nacionais, ou se apenas um deles o será. Na verdade, a tese de que alguns clubes deixarão de ser grandes para passarem a ser de médios para grandes ampara-se em dois fatores: com o Brasileirão de pontos corridos, são campeões clubes bem estruturados, os menos profissionais são campeões só ocasionalmente. A própria gestão dos clubes determinará que alguns, menos competentes, desçam de patamar.

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Comentários (1)

  • Jairo Ctba. diz: 8 de agosto de 2015

    Deve ser relativizada a questão de que os menos competentes só serão campeões ocasionalmente. Se até hoje a dupla Corinthians/Flamengo recebe (de cota da TV) bem mais que a dupla Gre-Nal, a partir do próximo ano será covardia, já que a relação será de 170 milhões para a dupla do centro do país e de 70 milhões de reais para a dupla gaúcha.
    Assim, só com esta receita, serão 100 milhões a mais por ano para eles. Desta forma, as direções dos clubes devem ser muito incompetentes para não dominarem os próximos campeonatos.
    Nesta toada, dentro de poucos anos o torcedor que não for do Corinthians, Flamengo, São Paulo e Palmeiras, terá poucas chances de comemorar um título nacional, pois a diferença brutal de renda entre eles e os demais será quase intransponível – tal como ocorre há anos na Espanha, quando os campeonatos começam já se especula quem será o 3º colocado, pois os dois primeiros já estão reservados para o Real Madrid e Barcelona.
    No gauchão, qual a chance de algum time que não a dupla ser campeão? será mais ou menos assim no brasileirão em alguns anos, só que aí em favor daqueles times do centro. Vai perder a graça para os demais.

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