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Como funciona o teatro de marionetes da CBF

08 de janeiro de 2016 5
08trio

Bons e velhos tempos de CBF: Marin (E), Delfim e Del Nero em abril de 2014 ( FCF/Divulgação/BD)

Escondidos atrás de uma larga tela escura, quem manipula os fantoches são os marionetistas. No teatro de marionetes da CBF, Marco Polo Del Nero trata a dócil cúpula da entidade e a grande maioria dos 27 presidentes das federações nacionais como bonecos. No palco ou nos bastidores, ao vivo ou camuflado, o dirigente paulista, que assumiu em abril de 2015 com mandato até 2019, controla 100% da entidade que manda no futebol brasileiro. É um legítimo sucessor de João Havelange e Ricardo Teixeira.

Faz parte de um grupo antigo, poderoso e ainda influente, José Maria Marin, antecessor de Del Nero e sucessor de Teixeira na presidência da casa, não teve tempo para fincar raízes. Vive em prisão domiciliar em Nova York, nos Estados Unidos.

Nesta quinta-feira (7), pela terceira vez em 30 dias, o presidente da CBF mudou. O paulista Del Nero é um astuto estrategista político. Quando imaginava ser preso pelo FBI, em dezembro passado, pediu uma licença de cinco meses e escolheu o deputado federal Marcus Vicente (PP-ES), um dos seus vices, para assumir provisoriamente o posto.

Quando Vicente começou a se movimentar fora da linha pré-estabelecida, Del Nero limou o interino em quatro semanas. Nomeou o obscuro coronel Antônio Carlos Nunes, 77 anos, presidente da federação paraense de futebol há seis mandatos e vice-presidente da CBF pela região sudeste, como novo mandatário e pediu licença do cargo mais uma vez. Retornou aos bastidores. Vai mandar do lado de lá.

A manobra de Del Nero tem um fim. É fácil entendê-la. Se a Justiça brasileira o prender, a partir da delação premiada de Marin ou de outros dirigentes abatidos pelo Figate ou se ele for punido pelo Comitê de Ética da Fifa, enfim, banido do futebol – como Joseph Blatter e Michel Platini –, Nunes será seu sucessor por ser o vice mais idoso. O movimento afasta de vez o catarinense Delfim de Pádua Peixoto, 74 anos, da linha de sucessão.

Delfim foi um parceiro fiel e de primeira hora de Ricardo Teixeira. Sempre caminhou ao lado de Del Nero. A ruptura só aconteceu porque o catarinense não foi aceito como futuro presidente da CBF. Nunes é um dirigente obscuro e sem condições de dirigir uma entidade que teve uma lçucro de R$ 519 milhões em 2014. Posará de presidente, será só sorrisos. Mas, com cordões atados nas costas, será sempre manipulado por Del Nero, do rico café da manhã ao lauto jantar.

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Comentários (5)

  • Benedito diz: 8 de janeiro de 2016

    A imprensa esportiva teve participação direta na elaboração da Lei Pelé (Juca Kfouri, Flavio Prado, & Cia,). Lei essa que só prejudicou os clubes.
    Portanto, Zini, vocês tiveram o instrumento para modificar essa situação e não o fizeram, ou melhor, fizeram errado.
    Agora, falar a respeito mais parece devaneio.
    Zini, QUEM PAGOU A REFORMA DO BEIRA RIO? Foi a CBF que escolheu o estadio colorado para a copa.

  • Luiz Gustavo diz: 8 de janeiro de 2016

    e o Teatro de marionetes na defesa dos imteresses do Internacional ? será que a palhaçada do novelletao ano passado se repete este ano? será que RBS faz de novo defesa prévia do D’Alesamdro como t feito nos últimos anos? e o caso de doping onde Argel disse que sabia já 15 dias e mesmo assim utilizou os jogadores? e este circo todo com a conivência e defesa prévia sistemática da RSS? É ESTE TESTRO ZINI EXPLICA COMO FUNCIONA.Por isto que tem que jogar o gauchao como Sub 18. Mas explica porque é fã ial falar da CBF enquanto o que acontece aqui vai para debaixo do tapete. Esperamos no mínimo isenção. Antes de crescer a crista e falar da CBF tenham moral para isto? pois os a ontecimentos do ano passado deixam em dívida seriedade da mídia, da FGF nem se fala c um presidente colorado claramente favorecendo o seu clube.

  • elio miguel diz: 8 de janeiro de 2016

    Vocês da imprensa tem tudo na mão para mudar esse estado de coisas. Ultimamente vejo alguns segmentos da mídia se moverem para interferir nessa esfera. É fácil criticar quando atinge alguns interesses. Às vezes, há defeitos dentro de casa que não vemos e atiramos nossos projéteis na casa do vizinho. Há malucos em todos os lugares. O Del Nero está para a CBF como o Pedro está para a Gaúcha. Deixei de ouvir o Sala de Redação porque virou uma panela. O mediador fala mais que qualquer outro, numa ânsia de aparecer mais que o Papa. Todos que estão em posição de comando comete seus vícios. O afastamento dessas pessoas é medida que se impõe.

  • Benedito diz: 8 de janeiro de 2016

    É Zini. O Elio Miguel apontou na direção certa. Antigamente, nos tempos do Ranzolin, Lauro Quadros, Rui Carlos Osterman, Pedro C. Pereira, nós acreditávamos no que eles diziam. Hoje, infelismente, não se sabe quando podemos acreditar. A tendência clubística se põe acima do profissionalismo ou a banalização toma conta dos conteúdos.

  • João Carlos diz: 12 de janeiro de 2016

    E nenhuma linha sobre o Novelleto.

    Engraçado que criticam o cara da Federação de SC, que está eternizado no poder, mas ‘esquecem’ que o Novelleto comanda a FGF já faz mais de 10 anos (e antes dele tinha o Perondi, que é da mesma turma).

    Mas deve ser difícil criticar um parceiro comercial, não é mesmo?

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