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Fifa, Conmebol, CBF: mudam as caras, mas grupos do poder são os mesmos

27 de janeiro de 2016 1
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Alejandro Domínguez fala como presidente da Conmebol, em Luque, no Paraguai (Norberto Duarte/AFP)

 

Desde que sofreu um nocaute do FBI em maio passado, o futebol está tonto. Levará tempo para se recuperar. Oito meses depois, o coma ainda é profundo. O golpe com punho de terremoto atingiu a Fifa, pegou a Conmebol e a CBF, entre outros. Presidentes despencaram e dirigentes foram presos. A Justiça desvendou uma rede que negociava os direitos de transmissões de jogos, com milionárias propinas.

 Com as eleições da Fifa marcadas para o mês que vem, cinco candidatos buscam a sucessão de Joseph Blatter. Não há um só representativo, novo, sem ligações com a velha Fifa. A Conmebol votou horas atrás. Pior, nem usou o voto. Aplaudiu Alejandro Domínguez. O uruguaio Wilmar Valdez desistiu de buscar a presidência. Ele tinha apoio de Uruguai, Equador e Peru. Mas Brasil, Paraguai e Argentina, poderosos historicamente na entidade, articularam com Bolívia, Colômbia, Chile e Venezuela e garantiram Domínguez, o braço direito de Juan Ángel Napout, preso nos EUA.

O poder sul-americano do futebol ficou dividido assim: o colombiano Ramón Jesurum e o venezuelano Laureano González assumem como vice-presidentes. Outros três ingressam no primeiro escalão da Fifa: Domínguez é agora vice-presidente. Luis Segura, da Argentina, será um dos integrantes do comitê executivo, ao lado de Fernando Sarney, vice da CBF. O derrotado Valdez ocupará cargo idêntico no mês que vem – se é que o FBI não vai alcançá-los ali na esquina, no hotel, no avião.

Todos têm contatos com os grupos que tomaram e aparelharam a Conmebol nos anos 1980, liderados por Ricardo Teixeira, Nicolás Leoz e Julio Grondona – abrigados no amplo e obscuro guarda chuva de João Havelange. O primeiro e segundo escalões foram dizimados no inacreditável Fifagate. Assume o terceiro, cria dos anteriores. Todas as entidades vão mudar para que nada se modifique. A CBF é espelho da Fifa e da Conmebol. Quem vê uma, conhece todas. Não existe diferença alguma. Basta cair um dirigente que nasce outro, todos ligados ao mais tenebroso passado do futebol que nós amamos tanto.

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Comentários (1)

  • Luiz Gustavo diz: 27 de janeiro de 2016

    E por que não citas a FGF onde o Noveletto está a um bom tempo? E faz este campeonato sempre favorecendo o seu time do coração? É fácil falar dos outros e não enxergar o próprio umbigo. Mas tem que ter peito e coragem para falar da precariedade aqui no gauchão.
    Pior mesmo é ver a RBS dando espaço para o Noveletto, que não quer perder a teta chamada dupla gre-nal. Imagina o gauchão sem a dupla. Já é um campeonato de terceira linha, nem sei o que viraria. A hora é dos clubes pressionarem, ajustarem uma fórmula decente. FORA NOVELETTO E SUA CONSTANTE AJUDA AO INTERNACIONAL (ano passado A roubalheira foi descarada – vide jogo inter x cruzeiro).

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