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Como o Grêmio quase perdeu Miller Bolaños no último minuto no Equador

05 de março de 2016 3
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Miller Bolaños e Rui Costa (Agência RBS/BD)

O Grêmio selecionou dezenas de atletas que atuam em clubes de distintas divisões da América do Sul. Não só os ligados às equipes que disputam a Copa Libertadores da América ou atletas restritos aos mercados dos vizinhos mais óbvios, Uruguai e Argentina. Quem controla a lista de jovens e de mais experientes e abastece o computador é o executivo Rui Costa. Ele faz o controle.

A contratação de Miller Bolaños é um exemplo da nova política gremista. O clube monitorava o jogador equatoriano desde 2015. O preço parecia proibitivo, cerca de R$ 20 milhões. Mas o presidente Romildo Bolzan Júnior permitiiu uma loucura, um só grande gasto na temporada em nome da Libertadores.

Quando Rui descobriu que Bolaños, que fez grande estreia, na quarta-feira passada, com um gol, não jogaria mais no Changchun Yatai, da China, conversou com Romildo e falou da necessidade de viajar ao Equador. Caso contrário, perderia um atacante de seleção. Um jatinho foi liberado em regime de urgência e abastecido para uma jornada de quase 10 horas.

– O que ninguém sabe é que, no momento em que estávamos sentados com o presidente do Emelec, Nassib Neme, em Guayaquil, surgiu uma proposta melhor do que a nossa do futebol inglês. Eram 7 milhões de libras (ou R$ 37.1 milhões), que seriam pagos à vista – revela Rui.

Nem atendeu a ligação, conversou alguns minutos, aumentou a tensão na sala, mas desculpou-se polidamente com os empresários do outro lado da linha. Disse que o negócio com Bolaños e seus agentes estava concluído com os brasileiros. Que um deles estava em seu escritório naquele momento, que o negócio não seria desfeito.

Rui lembra dos momentos decisivos da negociação:

– A proposta veio ainda maior. Eram 10 milhões de libras (R$ 53 milhões). Muito mais do que iríamos pagar. O presidente do Emelec, um dos clubes mais populares do Equador, manteve a palavra empenhada com o Grêmio, mas o fato de estarmos lá, presentes, fez com que o persuadíssemos com mais propriedade.

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Comentários (3)

  • CLAUDIO GRIZOTTI diz: 5 de março de 2016

    Perfeito. Se esse piá jogar o que sabe…a copa é nossa, podem comprar os rojoões

  • LAERT diz: 5 de março de 2016

    É muita fantasia. Conto da Cinderela.

    Qualquer empresário do mundo tinha todo o tempo à disposição para
    negociar com o clube.

    Querem fazer todo mundo acreditar que, exatamente no momento em que o Rui estava
    reunido com o jogador e o presidente do clube, alguém começou a disparar
    propostas e mais propostas, sempre superiores, com o objetivo de levar o jogador?

    E ainda por telefone? Naquele momento e por telefone? Não tinha ninguém presente
    fisicamente fazendo as tais propostas?

    Conte outra porque isso é história para boi dormir.

    Os 20 milhões que foram pagos pelo passe do jogador, certamente foi a melhor proposta que o presidente do clube teria recebido. Tanto que o o Sr. Rui Costa
    pegou um jatinho e foi lá assinar o contrato.

    Ou alguém acha que o Rui Costa pega jatinho toda hora para apenas negociar jogadores?

    E tem mais…o Grêmio não é dono de todo o passe do jogador. O Emelec ficou com 30%.

    Os 20 milhões, na verdade, correspondem a 70% do preço do passe.

    E o jatinho foi emprestado pelo empresário do arroz, de São Borja, o Sr. Celso Rigo.

    Ele tem trânsito livre no Grêmio e é dono de passes de jogadores, incluindo Giuliano.

    Divulguem as informações com mais clareza. A torcida gremista agradece. O tal Rui Costa é só foi mesmo cumprir o que o empresário mandou: pega meu jato, leva um advogado, vai lá e compra.

  • Derly Couto diz: 6 de março de 2016

    Sempre soube da capacidade do Rui. Não foi a primeira vez, mas certamente foi um dos negócios mais difíceis, pelo nível $$$ da concorrência. Meus parabéns ao dr. Rui. E meus parabéns pelo grande caráter do senhor presidente do Emelec. Que grande dirigente de palavra.

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