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Cinco lições de um Gre-Nal que esqueceu o futebol

07 de março de 2016 14
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Tensão total no final segundo tempo do clássico que teve de tudo menos futebol (Agência RBS)

O clássico Gre-Nal, já na 409ª edição, continua tenso, intenso e longe de mostrar a realidade de cada time. É um jogo de superação, vontade, determinação. Nem sempre quem está melhor, em boa fase, vence. O melhor, às vezes, perde. Não obedece a lógica do futebol, que segue certas regras. O empate exibiu a realidade de Grêmio e Inter. Os dois times não animam muito as suas torcidas.

1ª) A vitória sobre A LDU, da Libertadores, deixou uma imagem equivocada. Quando enfrentou um adversário melhor organizado, com uma marcação mais forte, o Grêmio sentiu. Teve a posse de bola, mas não criou situações de gol. Faltaram as jogadas pelas laterais, as triangulações mais rápidas, uma bola aérea mais efetiva e conclusões. O time sente muita falta de Douglas. Luan não esteve nos seus melhores dias. Quando ele não cria, os colegas sofrem juntos. A saída de Miller Bolaños roubou 90% da força do ataque.

2ª) O Inter mostrou uma defesa sólida. Marcou muito forte (não falo da terrível e maldosa jogada de William em Bolaños), tirou os espaços do adversário, que jamais conseguiu ingressar na grande área. Ocupar o espaço destinado às conclusões. Precisa ajustar agora a parte ofensiva, o que só virá com contratações e treino, muito trabalho. Insistir com Anderson no meio-campo não parece o melhor caminho

3ª) A pressão sobre a arbitragem é cruel. Desta vez, foi o Grêmio que pressionou o quanto pode. Os jogadores quase nunca ajudam quando a bola começa a rolar. Sempre atuam contra a arbitragem. Só respeitam cartões. Mas não é um árbitro de fora do Estado que vai conseguir acalmar 22 jogadores pilhados por treinadores, reservas, dirigentes, torcedores, pelo Rio Grande do Sul inteiro. Certos dirigentes deveriam ser impedidos de usar o microfone antes e depois do jogo.

4ª) O clássico ainda atrai o fã gaúcho, lota um estádio. Quase 50 mil torcedores ocuparam a Arena. O Gre-Nal não envelhece. É ainda capaz de emocionar, mesmo numa noite em que o jogo truncado, às vezes violento, venceu. Empate serviu ao Inter, que avança na Primeira Liga. O Grêmio depende de resultados paralelos. Pelo Gauchão, o 0 a 0 serviu ao Grêmio, que continua na frente do adversário na classificação.

 5ª) Gre-Nais ficam na história. Mas as lições dos clássicos dentro e fora de campo quase nunca são entendidas. O 409 teve de tudo, menos o bom futebol. Foi violento demais, maldoso demais, tenso demais. Faltou futebol qualificado, o que todos pediam A partida merece um estudo de especialistas. Os jogadores deveriam rever todas as ações na TV. Ninguém quer clássicos como o que foi disputado na Arena, no domingo.

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Comentários (14)

  • Luiz Gustavo diz: 7 de março de 2016

    E a lesão do Bolanos? alguma coisa a comentar?
    Existe censura aqui no teu blog? sim por que quando se fala qualquer coisa, mesmo que seja verdade sobre o SCI não é publicada.
    Gaúcho honra o fio do bigode….mas o problema que nem todo gaúcho usa ou pode usar este famoso bigode….
    Tudo sobre o SCI que representa algum fato negativo é omitido. Parabens pelo tupo de jornalismo escolhido (cito aqui os casos de doping em que Argel em entrevista disse que sabia dos resultados e mesmo assim utilizou os jogadores e caro jornalista preferiste a omissão, bem diferente do caso aranha).

  • Aldemir Chaves diz: 7 de março de 2016

    Grenal de 02 times medianos …
    Qualidade do futebol brasileiro cada vez menor …

    Na questão do Willian descordo do amigo, os dois foram no corpo e forte , sobrou pra um.

    Maldade , ai sim o tal MAYCON deveria ser expulso, entrou pra quebrar …

  • Pampeano diz: 7 de março de 2016

    Comentários sobre as lições:

    1) Golear o lanterna do campeonato equatoriano não mostra muita coisa, foi uma bo atuação do Grêmio, mas não serve de parâmetro como um dos grandes enfrentamentos do ano.

    2) Argel parece estar acertando a mão com a defesa colorada. O time do Humaitá teve que parir uma bigorna ao enfrentar um time recuado, simplesmente não criou chances de gol, a única bola que teve foi de uma rebatida em um chute torto do Giuliano.

    3) Os azuis começaram com o mimimi antes da partida, ao pedir árbitro de fora.
    A atuação do Daronco foi irretocável.

    4) Gostamos da rivalidade e ainda vale a ida ao estádio. Lindo de ver a Arena OAS lotada.

    5) Novamente esse grenal ficou para a história, nosso maior adversário – o empate – voltou a dar as caras e passou o Grêmio.

  • Anônimo diz: 7 de março de 2016

    Pouco futebol, jogadas ríspidas.
    Dois lances, o do William e o do Maicon ambos violentíssimos.
    Culpados, dirigentes, jogadores, torcedores e alguns membros da nossa honrosa imprensa.
    Resultado, sem vencedores, perdeu o futebol, dia pra não se repetir.
    Solução, menos fanatismo e mais respeito, simples assim.

  • Eduardo diz: 7 de março de 2016

    Não falaste sobre a entrada do Maicon sobre o Dourado, também fez parte do jogo violento do GRENAL, não teve maiores repercussões porque não quebrou o tornozelo do Dourado, seria pior do que aconteceu com Bolaños.
    Mas o sub 23 do Inter se saiu muito bem jogando contra o Barcelona dos pampas.
    Não entendi porque o Paulão foi expulso e o Maicon não. O árbitro estava sob pressão da direção e dos jogadores gremistas, que estavam muito pilhados e apitando o jogo, coitado do juiz, em cada falta era uma turma azul encima dele, quando o Dale apitava era só ele que falava com o árbitro.

  • Matheus diz: 7 de março de 2016

    Deixa ver si entendi, o grêmio enganou e não jogo nada e o inter mostrou sua solidez defensiva e com mais uma contratações na frente já vai vira o Barcelona? kkkkkk

    Só rindo desse comentário, o Inter entrou como regulamento embaixo do braço, veio pra empatar o jogo, jogou a maior parte do tempo atras da linha da bola, o que dificulta e muito pra qualquer time, não só o Grêmio. Outro fator é que por mais que grenal seja um jogo importante, os jogadores não poderiam deixar de pensar que tem jogo quarta pela libertadores, ou seja, não tem como jogar 100%, agora o inter que joga apenas gauchão e primeira liga poderia jogar ofensivamente e buscar a vitória, mas o que esperar de Argel, aquele que em qualquer oportunidade tenta alfinetar o Grêmio, mas quando entra em campo coloca seu time em uma retranca…

  • jose oneide diz: 7 de março de 2016

    buenas amigos torcedores, a verdade é que houve jogadas ríspidas e violentas de ambas as partes, o Grenal sempre meche com os aninos e teve “gente” que tratou de acirrar os animos e deu no que deu. mas que ninguém pouse de santinho nesta história. Paulão revidou e mereceu o vermelho, willian, Geromel e maicon deveriam ter levado vermelho também, daronco não teve pulso, mas as vitimas foram, Dourado, Aylon. mais infeliz pela gravidade o Bolanõs, mas não se crucifique apenas o lateral do Inter, por que houve violencia de ambos os lados, e para o Matheus, bem o Argel ganhou um de um a zero mas com um amplo dominio, e ontem não houve uma diferença muito acentuado, o gremio teve mais posse de bola e só. mas estiveram fora Vitinha e Valdivia, então não venha com toda essa potentosidade, que não é bem por aí que se pela a capivara meu chapa.

  • Ewerton diz: 7 de março de 2016

    Falaram muito do lance do Willian no Bolaños, onde a falta foi marcada do gremista que chega com carga forte por trás, e o Willian abre os braços com exagero, é verdade, mas a consequência é pior que o lance, tanto que só reclamaram no vestiário. Porém pouco se falou das entradas violentas do Marcelo Oliveira, Maicon e Edinho, e nenhum dele foi expulso. O árbitro expulsou o Paulão no final para fazer média com os gremistas por causa do lance do Willian.

  • Paulo André diz: 7 de março de 2016

    O Argel postou o time recuado porque estava jogando fora de casa, com a torcida adversária raivosa por não ganhar nada faz tempo. E também por respeito já que estava enfrentando o Barcelona. Mesmo assim, em toques rápidos, quase matou o jogo em jogada do Sasha (zagueiro do adversário procurando a bunda até agora!!).

  • andre coelho diz: 7 de março de 2016

    Não vai falar da punição ao Maycon que quase quebrou a perna do Dourado com intenção. Saia de cima do muro.

  • MARCOS diz: 7 de março de 2016

    RESPONDE ZINI, QUANDO UM TRICOLINO, QUEBROU A PERNA DO ZAGUEIRO PINGA, ACABANDO COM SUA CARREIRA, TEU COMENTÁRIO FOI O MESMO?????? OU VAIS DIZER QUE NESTA ÉPOCA AINDA ESTAVAS NAS FRALDAS!!!!

  • Mario diz: 7 de março de 2016

    Mais um políticozinho querendo se consagrar através do futebol, querendo árbitro de fora e colocando em dúvida a arbitragem, aliás esse sempre foi a grande arma dos bananas de pijama, agora a hora que as torcidas começarem a se matar ele com certeza fará o que o Lula faz, não sei de nada….mas le deve ser responsabilizado pelo que vier….

  • Regis Paiva diz: 9 de março de 2016

    Gente, peguem imagens de QUALQUER jogo em QUALQUER lugar do mundo. Vejam como um defensor protege a bola que está em vias de sair. Ele, defensor, SEMPRE abre os braços para aumentar a área de proteção e entra na frente do atacante, ocupando o espaço primeiro. Sempre com os braços abertos e levantados. TODO zagueiro faz isso. TODO atacante sabe disso. No futebol moderno, TODO jogador usa as mãos e braços para ampliar sua área de proteção. NO caso dos zagueiros, o atacante chega a se jogar sobre o zagueiro na tentativa de roubar a bola, sendo que muitas vezes existe o risco de contato com os braços. Quantos zagueiros são derrubados por atacantes afoitos? E são muitos atacantes que se machucam na trombada. Sempre joguei de zagueiro nas peladas. O que o Wiliam fez, fiz sempre. E, no meu caso, com 1,84m e 90kg (nos bons tempos), atacante evitava chegar, pois a trombada seria pesada. O Bolaños tentou chegar mais forte, dado o Wilian ser um defensor mais franzino. Vê se algum atacante faz isso no Paulão ou no Rever ou qualquer outro zagueiro de área? Chamar a proteção de bola de “criminosa” e esquecer que o Maicon quase acabou com a carreira do Dourado (escapou por milagre)? Foi uma entrada dessas do Maicon que quase acabou com a carreira do Romário (disso o comentarista não lembra e não viu). Vai ser torcedor e não comentarista.

  • Gustavo diz: 9 de março de 2016

    Píffero não está louco. Acabei de ouvir o Nando Gross entrevistar um médico especialista, que afirmou SER IMPOSSÍVEL ALGUÉM SOFRER AQUELA LESÃO E CONTINUAR JOGANDO! Com a palavra os médicos e dirigentes do Grêmio.

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