
O pênalti é castigo. É uma praga quando uma decisão de campeonato, de torneio, de uma Liga dos Campeões se decide a partir da marca da cal.
O torcedor não merece. Nem um só. Tanto que alguns morrem antes de saber quem fez, quem não fez, qual o canhoto que errou a cobrança. Pênalti é teste para o coração dos fãs.
O correto seria fazer um jogo extra. Haveria mais justiça, emoção, euros.
Bayern e Chelsea decidiram tudo nos pênaltis. Os ingleses, que haviam perdido uma decisão igual, em 2008, também nos pênaltis, venceram. Conquistaram sua primeira Liga dos Campeões. O Bayern continua com quatro títulos, agora tem cinco vices, o terceiro na temporada, depois da Bundesliga e da Copa da Alemanha 2011/2012.
O Bayern teve uma pênalti ao seu favor no segundo tempo da prorrogação, logo aos 5min, jogo 1 a 1, e o holandês Robben perdeu – outros dois canhotos perderiam dois pênaltis, depois, ao tentar imitar o alemão, ao cobrar no canto esquerdo do goleiro. Nada mais óbvio, pé esquerdo chuta no canto esquerdo do goleiro, defesa fácil, pré-datada.
Os bávaros foram melhores em todos os sentidos. Dominaram o jogo, tiveram a posse de bola, criaram as melhores chances, mas só marcaram uma vez. O Bayern tem melhores jogadores, atletas mais qualificados, time mais organizado, mas estancou nas duas linhas de quatro jogadores dos ingleses em determinados momentos, no ferrolho italiano com grife londrina.
O Chelsea jogou na defesa, escapou em raros contra-ataques, como manda o figurino do seu técnico Roberto Di Matteo. Segurou o jogo. Ganhou nos pênaltis. Tentou a loteria do futebol. Acertou.
Vai faltar cerveja em Londres. O West Ham subiu para a primeira divisão. O Chelsea é campeão da Europa.
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