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Douglas no Grêmio é regressão

18 de dezembro de 2014 0

O canhoto Douglas, 33 anos em fevereiro, foi o eleito. Chegou com a faixa de articulador estendida no peito. Foi apresentado na Arena como grande contratação, a primeira da nova temporada.

A volta do meia é um erro. O Grêmio não precisava dele.

Douglas é o clássico articulador. Sabe passar, armar e não tem medo da grande área. Mas Douglas é lento, não se movimenta, não tem intensidade e nem sempre está em forma. Suas atuações irregulares assustam qualquer técnico, menos Felipão, que imagina recuperá-lo em Porto Alegre.

Quando o Grêmio fala em articulador eu observo no conceito um atraso secular. O articulador isolado não faz nada, é ilha. Os articuladores do time precisam ser quatro, cinco. Os laterais devem articular, os meias devem criar, os volantes precisam qualificar a bola ofensiva. Sem uma série de articuladores, uma equipe não anda.

Ninguém fala mais em articulador nos países de futebol mais competitivo. Ninguém procura um. Todos querem vários, mas com outra dinâmica. Atletas que possam articular e marcar, passar e ocupar espaços. O jogador precisa ser completo. 

Quando noto Douglas em campo, pesando e cansado, lembro do camisa 10 de antigamente. O canhoto que botava o pé em cima da bola, olhava o jogo, pensava e, então, engrenava. Hoje, que bota o pé em cima, perde a bola. Sem intensidade, não há jogo competitivo.

Mesmo na mão de Tite, Douglas decepcionou.

Felipão, como bom católico, sempre acredita em milagres. Douglas no Grêmio é obra dele.

Eu não acredito no futebol e nem no empenho de Douglas.

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O meia articulador Douglas em 2010, na primeira passagem no Olímpico (Agência RBS?BD)

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Grêmio recusa dois jogadores colombianos

17 de dezembro de 2014 0

O Grêmio recusou dois jogadores colombianos do Atlético Nacional, de Medelín. Não mostrou interesse pelos colombianos Andrés Cárdenas, 25 anos, e Edwin Cardona, 22 anos. Os atletas foram oferecidos por empresários de fora do Brasil.

Eles participaram da equipe que foi vice-campeã da Copa Sul-Americana, que o River Plate venceu na semana passada, em Buenos Aires. Os dois são jogadores de meio-campo. Os salários não passariam dos R$ 125 mil mensais. A transferência não envolveria grandes valores. Nada que o Grêmio, mesmo em crise financeira, não pudesse saldar. A dupla enfrentou o Grêmio na Libertadores 2013. 

Nesta quarta-feira, o Monterrey, do México, acertou com Cardona.

Como a janela de janeiro abre em duas semanas, os clubes brasileiros recebem consultas de empresários de todo o mundo com jogadores de todos os tipos, dos jovens aos veteranos, gente de seleção e com experiência na Europa.

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Edwin Cardona (E), jogador do Atlético Nacional, da Colômbia ( Leonel_Frey/AFP/BD)

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Piffero perde Tite, Abel e Luxa em três dias

17 de dezembro de 2014 4

Os primeiros três dias de poder de Vitorio Piffero frustraram seus aliados mais próximos, conselheiros de grupos políticos associados e torcedores. Mostraram que, no mínimo, faltou planejamento.

O futebol, grande vitrina do clube, só acordou nesta terça-feira. Não havia nome de consenso ao segundo cargo mais importante. Piffero tentou dois nomes. Mas só o terceiro, sem grande história no clube, aceitou o comando, o advogado Luiz Fernando Costa.

Pior foi a negociação com Tite, que iniciou tarde demais e sem o empenho necessário.

Sem ele, o Inter ofereceu R$ 500 mil mensais ao carioca Vanderlei Luxemburgo, que não topou. Preferiu ficar no Rio, seguir no Flamengo. 

Abel Braga que era plano B. Hoje é C.

Em novembro, antes do lançamento da candidatura Piffero, Luxa contatou dirigentes gaúchos ligados ao Inter e mostrou interesse em trabalhar no Inter em 2015, caso Abel saísse.

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Luxa recusou a proposta colorada (Agência RBS/BD)

 

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Quatro motivos para o "sim" de Tite ao Corinthians

16 de dezembro de 2014 9

O campeoníssimo Tite, 53 anos, recusou o Inter por quatro motivos simples. Acompanhe:

1º) Os paulistas chegaram antes.

2º) A proposta financeira foi superior.

3º) Ele sente-se bem mais a vontade no Itaquerão do que no Beira-Rio.

4º) Em São Paulo, estará no centro do futebol brasileiro.

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Tite é um dos grandes técnicos do novo século no Brasil (Agência Corinthians/Divulgação)

 

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Arena ganhará novo gramado

16 de dezembro de 2014 8

A Arena Porto-Alegrense ofereceu o sinal verde. Uma equipe de quase 30 pessoas no comando de 10 máquinas começa sábado a arrancar a grama da Arena.

A nova grama, espécie Bermuda Tifgrand, mais resistente à sombra – um dos problemas da nova casa gremista – e plantada em Santo Antônio, desembarcará em rolo em Porto Alegre. A novidade é que a grama vem sem terra, solta numa rede.

Antes, uma máquina arranca toda a cobertura vegetal do campo de jogo. Faz uma varredura total, mas o terreno não perde o nivelamento. Depois, a nova grama começa a ser plantada.

O novo gramado padrão Copa do Mundo será entregue no dia 29 de janeiro.

O custo da obra encosta nos R$ 400 mil.

A Arena Porto-Alegrense pagará a conta.

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A imagem de 2012 mostra o primeiro corte na grama da Arena, que será raspada e ganhará uma nova espécie, bem mais resistente (Agência RBS/BD)

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Futuro de Dida no Beira-Rio dependerá do novo treinador

16 de dezembro de 2014 2

A direção colorada que sai não pensava em oferecer uma rescisão de contrato ao goleiro Dida, 41 anos. Seu compromisso com o clube se encerra só em dezembro do ano que vem.

Líder positivo, classificado como o “professor” do jovem Alisson, a revelação do clube em 2014, Dida, mesmo na reserva, foi um dos jogadores que mais ajudou a unir o grupo na reta final do Brasileirão e na luta pela vaga na Copa Libertadores da América.

No clube é classificado como “baita profissional”. É uma voz positiva no vestiário, não reclamou da reserva e, mesmo no banco, apoia que está em campo. Dida é um dos líderes do Bom Senso FC, grupo que tenta mudar as estruturas do futebol brasileiro.

A nova direção nada fala sobre o futuro do veterano goleiro no Beira-Rio. Tudo vai depender da decisão do novo técnico. Abel Braga é fã do trabalho de Dida.

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Dida é uma das lideranças do grupo do Inter (Agência RBS/BD)

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Quem é o treinador que ganha mais de R$ 500 mil no país

16 de dezembro de 2014 2

A era dos salários astronômicos no futebol brasileiro está próxima do fim.

Dos 20 clubes da Séria A, só um técnico recebe acima de de R$ 500 mil, salário de  Muricy Ramalho, 59 anos, do São Paulo. É Marcelo de Oliveira, 59 anos, do Cruzeiro. Ele é o técnicos mais caro do Brasil, com R$ 600 mil mensais.

Tite, 53 anos, e Abel, 62 anos – que firmou um contrato de R$ 6,5 milhões por 12 meses com o Inter no final do ano passado – podem ingressar outra vez na elite. Basta assinarem novos contratos no ano que vem.

Há dois anos, quatro técnicos superavam os R$ 500 mil mensais. Abel, no Fluminense, ganhava R$ 700 mil,, e Vanderlei Luxemburgo, 62 anos, no Grêmio, Muricy, no Santos, Tite, no Corinthians, com R$ 600 mil cada.

No Flamengo, Luxa precisou reduzir seus vencimentos mesais. Aceitou receber R$ 350 mil.

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O mineiro Marcelo Oliveira é um dos técnicos da elite do futebol brasileiro (Washington Alves/Light Press/BD)

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Abel Braga tem proposta milionária do Oriente Médio

15 de dezembro de 2014 12

O futuro de Abel Braga no futebol está indefinido. No Rio, de férias, ele examina uma milionária proposta de um clube do Catar. Os números são europeus no Oriente Médio. O treinador ganharia cerca de R$ 10 milhões anuais a partir de janeiro do ano que vem.

A atual gestão do Inter conhecia a proposta. Abel informou aos dirigentes. Não sabia se aceitava ou não a oferta do Exterior. Nas últimas semanas decidiu. Se Marcelo Medeiros tivesse vencido a eleição, o treinador carioca teria permanecido no Beira-Rio. Agora, com a oposição no poder, a situação é outra.

Abel está magoado com Vitorio Piffero. O futuro presidente jamais o procurou para uma conversa, mesmo sabendo que venceria as eleições presidenciais.

Aos mais próximos, em conversas reservadas, Piffero sempre falou que Tite era seu técnico preferido.

Abel ficou desgostoso quando soube que seria o número 2.

Porto Alegre ficou mais longe. Nem ligações dos novos dirigentes colorados Abel atende.

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Abel pensa no seu futuro no futebol (Wagner Carmo/Folhapress/BD)

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Kleber receberá milhões do Grêmio

15 de dezembro de 2014 13

O paulista Kleber, 31 anos, sabe que não terá o mínimo espaço no Grêmio de Felipão.

Uma das opções é rescindir o seu contrato, que tem mais 24 meses de vigência e envolve cerca de R$ 12 milhões.

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Kleber recebe cerca de R$ 500 mil mensais no Grêmio (Agência RBS/BD)

 

Se não encontrar um clube disposto a investir no atacante, o Grêmio tentará negociar a sua saída de uma forma negociada e amigável. Será mais uma conversa de advogados do que de dirigentes.

Os altos salários de Kleber o afastam dos clubes brasileiros. Com mais de 30 anos, só tem mercado no Oriente Médio, mas que não oferece mais a fortuna que ele recebe em Porto Alegre.

 

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O primeiro problema de Vitorio Piffero

15 de dezembro de 2014 2

Vitorio Piffero decidiu lançar sua candidatura à presidência em novembro. Perdeu tempo, chegou atrasada às negociações com Tite, que já conversava olho no olho com os dirigentes corintianos desde outubro. Em São Paulo, todos dão como certa a contratação do técnico gaúcho pelo segundo time mais popular do país.

Como Abel Braga não gostou de ser apontado como Plano B, Piffero pode começar a gestão com um sério problema.

Se perder Tite, só falta acertar detalhes com o Corinthians, e Abel, incomodado, o novo presidente colorado terá que seguir um Plano C. Procurar um técnico empregado, um desempregado, optar por alguém da nova geração, uma surpresa, ou captar um nome no Exterior.

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Piffero precisa anunciar seu treinador o mais rápido possível (Agência RBS/BD)

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Inter sabe que preço de Dudu será menor em janeiro

14 de dezembro de 2014 4

Empresários que trabalham com Dudu tentam reduzir o preço dos direitos federativos do ex-atacante gremista.

Esperam chegar a R$ 9, 5 milhões na janela de janeiro.

Os ucranianos queriam R$ 17 milhões no mês passado. Mas sabem que é um dinheiro impossível.

A crise e a insistência do atacante em sair fez Dínamo de Kiev recuar nas suas exigências financeiras. Aceita até financiar a venda do jogador, que deseja ficar no Brasil.

Inter, Flamengo e Corinthians acompanham a negociação de muito perto.

O Grêmio já desistiu de Dudu.

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Dudu quer ficar no Brasil (Agência RBS/BD)

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Ex-gremista conta como era jogar ao lado de Pelé

14 de dezembro de 2014 1

Fale no sagrado nome de Pelé, busque uma história de Pelé, lembre um gol de Pelé e você vai arrancar uma lágrima de Mengálvio, que alcançará 75 anos quarta-feira. Ele é um ano mais novo do que o seu mais perfeito companheiro no mais clássico de todos os clássicos times do Santos, o invencível dos anos 1960. Se você não conhece, seu avô, pai, irmão mais velho sabem de cor a formação do melhor ataque da história dos ataques: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Sequência de jogadores que, se não existisse, precisaria ser inventada.

Catarinense de Laguna, revelado no Aimoré do treinador Carlos Froner, em 1957, Mengálvio é um setentão emotivo. A saúde não é boa, o maldito diabetes o pegou. Não esconde a doença, nem faz de conta que não sente a recente morte da mulher, Claudina, companheira de décadas. Três filhas entre 59 e 43 anos, e dois netos, 30 e oito anos, o abrigam.
Uma delas esteve ao seu lado, quarta-feira, em São Leopoldo, quando Mengálvio recebeu uma homenagem do Aimoré. Ganhou a camisa número 5, o índio capilé pintado do lado do coração.

Sua vida estaria vazia, sem Claudina, não fosse o reconhecimento dos admiradores. O contato com os fãs obriga o ex-meia a voltar diariamente aos bons tempos, os aviões cortando as nuvens, os estádios lotados, a equipe luzindo o branco imaculado, as palmas das multidões e Pelé fazendo o papel de Rei.
Quando o assunto envolve Sua Majestade, Mengálvio busca a juventude perdida.
– Pelé não foi feito por homem, mas criado por Deus. Convivi com ele quase todos os dias durante oito anos. O conheço bem demais.

Quando o amigo estava no hospital em São Paulo, Mengálvio, em Santos, 90 quilômetros de distância, fugia da rotina. Passava os dias tentando alcançá-lo com pensamentos positivos.
– Pelé internado? Custava a acreditar, que bom que ele saiu muito bem.

Não é o Pelé do hospital que interessa, nem o amigo. O que quero saber é como o superjogador se comportava no seu reino, no campo.
– No calor do jogo, ele xingava todo mundo. Pedia a bola. Quando não recebia, ficava nervoso. Às vezes nada dava certo. O Zito chegava perto. Acalmava. Ele respeitava o capitão.

– O que o Zito falava?
– Pelé, tu tá uma m… No intervalo, pede para sair. Ele ouvia. No vestiário se concentrava outra vez, voltava e acabava com o jogo.

– Vocês socorriam o Pelé quando os zagueiros o caçavam em campo?
– Estávamos sempre juntos, de olho. Não o deixávamos só na briga. O Pelé sabia se defender. Ah como sabia. Dava o troco. Sabia dar. Era até perigoso, pois era muito forte. Nunca se escondia quando o bicho pegava.

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Numa das formações históricas do Santos do anos 1960, Mengálvio é o segundo (D) agachado (Agência RBS/BD)

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Mengálvio, ao lado de Carlos Froner, foi campeão pelo Grêmio em 1968 (Agência RBS)

 

Mengálvio era um meia clássico. O falso lento, o que ajudava o meio-campo, sem esquecer do ataque. Passou brevemente pelo Grêmio em 1968. Froner, seu descobridor, o trouxe para qualificar o meio-campo e ser campeão. Tinha fama de desligado, de calçar as chuteiras do companheiro de tão avoado. Seu apelido era Pluto, o amigo de Mickey.
– Pelé é de outro mundo, porém se dedicava como se fosse nascido na Terra. Sabia tudo, tudo, mas treinava como um jogador comum.

– Teremos outro Pelé aqui, no mundo?
– Não brinque, rapaz.

– Maradona?
– O quê?

– Neymar, Messi…?
– Não vou comparar. Não dá. Em cada época aparece um, um craque da moda.

– Pelé é único então, Mengálvio?
– Como se você, gaúcho, jornalista esportivo experiente que é, não soubesse.

 

 

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Piffero volta com uma obrigação: vencer a Libertadores

13 de dezembro de 2014 7

A vaga na Copa Libertadores da América, que nasceu semanas antes das eleições, não ajudou Marcelo Medeiros. Os quatro anos de Giovanni Luigi no comando do clube e com o novo Beira-Rio como cartão postal não animaram os sócios. Ganhou a oposição com folga, quase três votos contra um, sem riscos, nada de apertos. Foi uma vitória mais do que esperada.

As eleições deste sábado foram um exemplo para o Brasil, a maior de um clube de futebol.

O show da democracia envolveu um grande número de torcedores, 21.292 votos. O Inter é um exemplo a ser seguido no caminho das urnas. O Beira-Rio pulsou como em dia de jogo.

Vitorio Piffero comandará o Inter nas próximas duas temporadas depois dos seus 15.051 votos. Assume a presidência em janeiro. Sua primeira tarefa será escolher o homem do futebol (Pedro Affatato é cotado) e, em seguida, buscar o treinador (Abel Braga é um dos nomes). Os reforços chegarão depois. Zagueiro, lateral, volante e atacante são prioridades

Piffero é um dos dirigentes mais vencedores da história colorada. Seu retorno ao clube era esperado. Volta com a confiança da maioria. Retorna com a esperança de grandes títulos internacionais, taças que Luigi não conseguiu em 48 meses de gestão. Bom administrador – e foi mesmo-, foi punido pela bola. Não conseguiu fazer o sucessor pela ausência de taças mais reluzentes no armário, apesar de controlar o futebol do Estado e contar com Marcelo Medeiros, um dos melhores nomes da classe política do clube. A torcida não conta mais títulos do Gauchão com o fervor de anos passados.

Piffero chega com a confiança que o bom gestor Luigi nunca teve, mesmo nos seus melhores momentos. Promete investir milhões no futebol, formar um grande time e buscar a terceira Libertadores. As promessas nasceram na campanha. Agora é hora de fazer as contas, somar, saber se dá mesmo para cumprir o que foi dito nos microfones e nos ouvidos dos conselheiros e torcedores.

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Torcedor violento desliga tornozeleira eletrônica

13 de dezembro de 2014 1

Os 18 torcedores violentos premiados com tornozeleiras eletrônicas na Região Metropolitana já caminham sem qualquer controle.

Com o final da temporada, sem jogos, não precisarão usar o equipamento por um tempo.

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Um modelo de tornozeleira eletrônica (Agência RBS/BD)

 

 

Tudo voltará ao normal em fevereiro, antes do Gauchão.

Todos precisarão adotar as tornozeleiras outra vez.  Ficar o mais longe possível dos estádios.

Eles não são bem-vindos.

 

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Grêmio terá 3 mil gremistas no Beira-Rio

13 de dezembro de 2014 2

O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, encontrou Francisco Seabra, titular da Promotoria de Justiça Especializada do Torcedor.

Pediu que a cota de 1,5 mil ingressos destinados à torcida visitante nos Gre-Nais fosse aumentada.

Seabra gostou da sugestão, prometeu contatar a BM, discutir a mudança.

Seabra luta ainda lutar pela criação de uma área de convivência das torcidas nas cadeiras dos estádios.

O Gre-Nal de fevereiro, no Beira-Rio, poderá acolher 3 mil gremistas, o que seria um avanço. O Inter ganharia a mesma cota no clássico da Arena.

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Um Gre-Nal dos anos 1960 no Beira-Rio (Agência RBS/BD)

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Grêmio vende naming rights da pré-temporada 2015

12 de dezembro de 2014 5

A Gatorade bateu o martelo. Comprou o naming rights (direito de nome) da pré-temporada do Grêmio.

No mercado paulista a parceria entre a marca mundial de isotônico e o tricolor gaúcho é dada como certa e promete novas ações em 2015. 

Um movimento semelhante, mas com outro patrocinador, foi desenvolvido no começo deste ano em Bento Gonçalves. Pré-temporada patrocinada é algo inédito no futebol brasileiro.

A Pré-Temporada 2015 Grêmio Gatorade será inaugurada no dia 8 de janeiro no novo CT Luiz Carvalho, nas proximidades da Arena, em Porto Alegre.

Três dias depois, o grupo segue para um trabalho especial em Gramado. Nos treinos na Capita e na Serra, o Grêmio exibirá uniforme novo, nascido do acordo entre o clube e a Umbro, que substituirá a Topper a partir do mês que vem.

O acordo com a Gatorade cobre as despesas de estadia do grupo de Felipão na serra gaúcha.

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Luan será uma das atrações gremistas na Serra, se não for negociado antes (Agência RBS/BD)

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Gramado do Beira-Rio será reformado antes da Libertadores

12 de dezembro de 2014 6

No próximo dia 29 de manhã, o gramado do Beira-Rio sofrerá um processo de raspagem. Funcionários do estádio pilotarão uma máquina de corte vertical (MCV), importada dos Estados Unidos, nas próximas quatro semanas de trabalho. Depois, a grama será descompactada e então nivelada.

Os pequenos buracos abertos pelas chuteiras dos jogadores nos jogos do Brasileirão serão preenchidos com areia fina para que a grama ocupe as saliências naturalmente. Ganhará ar de gramado europeu nas partidas da Libertadores, em fevereiro.
Os trabalhos de reforma do gramado padrão Fifa devem durar cerca de 25 dias.

No CT Parque Gigante, localizado nas margens do Guaíba, a máquina trabalha desde ontem.

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Gramado do Beira-Rio passará por reforma no final de dezembro (Jefferson Bernardes?AFP,BD)

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Felipão é o primeiro-ministro gremista

12 de dezembro de 2014 14

O final de ano melancólico plantou na Arena um clima de gigantesca preocupação entre os conselheiros gremistas do andar de cima, os mesmos que fazem e refazem presidentes.

O desconforto estava desenhado no rosto de quem foi aplaudir Romildo Bolzan Júnior no seu discurso de posse na noite quente e abafada de quarta-feira. Vídeos, fotos e relatos provam.

Nem a presença do histórico Fábio Koff conseguia oferecer conforto aos presentes. A incerteza não tem apenas 48 horas de idade. É bem mais antigo.

O Grêmio é um poço sem fundo de preocupações. Ninguém sabe quem será o líder do futebol da nova gestão ou imagina quais serão os próximos passos da OAS, acorrentada na Operação Lava-Jato, nas negociações com os dirigentes gremistas sobre o futuro e o controle do novo estádio. Raros entendem como o clube conseguirá arrecadar dinheiro para se sustentar em 2015, que promete ser uma das temporadas mais difíceis de toda a centenária história do Grêmio, pagar as milionárias contas e investir outros milhões no futebol. Nem como será o comportamento do novo presidente, um homem que não tem a vivência do clube, apesar de ser um político articulado e experiente. Koff ungiu Romildo muito por seu dom de negociador e agregador do que qualquer outra coisa.

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Felipão age como se não fosse apenas treinador (Pedro Martins/Agif/BD)

 

Há um temor que cresce, ganha corpo, aos poucos. Mesmo experiente, com larga vivência europeia, Felipão pode confundir todo o novo processo tricolor. Sem a referência de Fábio Koff e com liberdade total para falar, opinar e decidir, Felipão pode se transformar no primeiro-ministro do Grêmio. Mandar em tudo, entrar na base, comandar o futebol, gerenciar todo o clube.

Na entrevista coletiva, depois do jogo com o Flamengo, na Arena, o técnico falou como se fosse o número 1 do clube, o líder, a voz mais poderosa. Falou por ele e por todos. Ditou.

A posição de Felipão é mesmo estranha. Ao mesmo tempo em que é a maior esperança da torcida (e dos dirigentes) para encontrar trilhos urbanos seguros em caminhos íngremes e liderar o time, pode não conhecer o seu verdadeiro roteiro no imprevisível 2015. Um deles é treinar o time e esquecer os fantasmas que o cercam na arbitragem. Assombrações não existem. Católico, ele sabe que não.

Os anos passam e o clube fica cada vez mais desequilibrado financeiramente. As soluções, por sua vez, mostram-se mais raras. Pudera. São quase 20 movimentos políticos com ideais genias sobre como mandar um grande clube. 

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Os salários milionários do técnicos gaúchos

11 de dezembro de 2014 4

Os treinadores gaúchos estão valorizados no mercado interno.

Tite receberá R$ 700 mil mensais no Corinthians a partir de janeiro do ano que vem. O Inter, com Vitorio Piffero, queria pagar R$ 500 mil mensais, mais prêmios milionários por títulos.

Felipão ganha perto de R$ 500 mil no Grêmio.

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Tite voltou ao Corinthians (Daniel Augusto Jr/Corinthians, Divulgação/BD)

Dunga fatura mais de R$ 400 mil na Seleção Brasileira, bem menos do que o conterrâneo Felipão recebia mensalmente da CBF.

Mano Menezes faturava R$ 640 mil no Corinthians.

 

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Ídolo colorado mira camisa 9 de Marcelo Moreno no Cruzeiro

11 de dezembro de 2014 0

O fundo de investimento Doyen Sports, que pagou R$ 42 milhões ao Inter por Leandro Damião, ofereceu o jogador ao Cruzeiro, assim como Lucas Lima, outro velho conhecido dos colorados.

Quer que a dupla deixe o Santos, na janela de janeiro, e tenha visibilidade mundial ao lado dos mineiros na disputa da Copa Libertadores da América.

Faltam ao Santos, em grave crise, recursos financeiros para pagar mensalmente cerca de R$ 700 mil ao centroavante. Precisa, com urgência, cortar despesas, vender e dispensar jogadores.

O fundo Doyen Sports acha que é hora de Damião troca de ares e de time. Não seria venda, mas um empréstimo de 12 meses.  Se ele for bem em Belo Horizonte, poderá ser negociado em 2016.

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Empresários querem colocar Leandro Damião no Cruzeiro da Libertadores ( Ricardo Saibun, Santos, Divulgação)

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A tarde mais perfeita da Arena

10 de dezembro de 2014 5

A Arena recebeu nesta quarta-feira o Projeto Bola de Ouro, que envolve crianças com dificuldades de locomoção.

Elas calçaram uma bota especial e disputaram um campeonato de pênaltis.

Foi emocionante. Participaram jogadores, ex-atletas, treinadores.

Veja duas imagens abaixo.

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Barcos e uma das crianças com dificuldade de locomoção (Fernando Martinez/Aguante Comunicação)

 

 

 

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Veteranos, como Carlos Miguel (E), e jovens, como Ramiro, ao lado, participaram do projeto (Fernando Martinez/Aguante Comunicação)

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Barcos ou Jô, a indefinição mexicana

10 de dezembro de 2014 3

Os mexicanos não miram apenas Barcos.

O alvo prioritário do Tigres é o ex-colorado Jô que está na lista de vendas do Atlético-MG na janela de janeiro.

O polêmico centroavante, que defendeu a Seleção Brasileira na trágica Copa do Mundo de 2014, numa opção muito particular de Felipão, é mais barato do que o gremista.

Jô custa R$ 8 milhões e seu salário não passa dos R$ 350 mil mensais.

São números bem inferiores aos exigidos pelo goleador do Grêmio em caso de troca de país.

Com uma ótimo salário e muito bem adaptado ao clube, Barcos deseja ficar em Porto Alegre. Não pensa em sair agora. Não por valores semelhantes aos que recebe no Grêmio.

Os dirigentes gremistas não falam sobre a possível saída do atacante argentino.

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Jô é uma das opções do Tigres, do México, na janela de janeiro ( Yuri Edmundo, AFP/BD)

 

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Libertadores terá mais um gaúcho em 2015

09 de dezembro de 2014 1

Anderson Daronco, 33 anos, foi chamado à cidade paraguaia de Luque, endereço da Conmebol, no Paraguai.

O árbitro gaúcho, ao lado de outros cinco brasileiros e dezenas de outros colegas de 10 federações sul-americanas, participará do Programa de Assistência de Arbitragem da Fifa.

Daronco fará provas de arbitragem em português, espanhol e inglês e ainda um teste físico oficial da Fifa entre sábado e quarta-feira da semana que vem.

Se passar, poderá dirigir jogos da Libertadores e da Sul-Americana em 2015, ao lado do conterrâneo Leandro Vuaden, entre outros.

Se errar, ganhará um novo teste no começo do ano que vem.

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Inter da Libertadores mira número 5 que está na Rússia

09 de dezembro de 2014 11

O Inter procura um volante alto, bom na bola aérea e forte na marcação. Quer alguém parecido com Sandro, negociado em 2010 com o Tottenham, de Londres.

O preferido chama-se Rômulo, 24 anos, 1m84cm, e defende o Spartak Moscou desde 2012. O número 5 destro jogou no Vasco durante dois anos.

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Com a camisa do Vasco, Rômulo (D) disputou a Copa Libertadores da América 2012 ( Juan Mabromata, AFP/BD)

O jogador, que tem experiência na Libertadores de 2012, com o Vasco, viria por empréstimo de 12 meses na janela de janeiro.

Rômulo, que deixou o Brasil logo depois da Olimpíada de Londres, não tem uma boa relação com o treinador suíço Murat Yakin e pediu para deixar o clube.

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Conheça o técnico mais feliz do Brasil

07 de dezembro de 2014 6

Levir Culpi ajudou o Atlético-MG a vencer a Copa do Brasil, recuperou o ex-meia colorado Dátolo e organizou o time mais copeiro da temporada.

Levir Culpi respira bom humor ao telefone no meio da tarde. Ele é o treinador mais feliz do Brasil. Uma semana depois de erguer a Copa do Brasil como técnico do Atlético-MG, no Mineirão, e derrotar duas vezes o Cruzeiro, rival número 1, não há quem apague o seu sorriso. Nem uma pergunta sobre o instável Ronaldinho, se ficou mágoa entre eles depois da polêmica saída do jogador de Belo Horizonte, que trocou o Brasil pelo México.
– Ele cumpriu um ciclo no clube. Teve começo, meio e fim. Eu o peguei no final. Quando ele saiu, foi melhor para todos, para o Ronaldo e para o clube.

Há coisas melhores, mais legais pela frente. Vamos tocar no presente. Levir fala desde a Coritiba natal, sua base, onde tem família, restaurantes, um deles de comida japonesa, e outros negócios. Vive desde abril na ponte aérea Paraná/Minas Gerais. Passou os últimos quatro anos na industrializada província de Osaka, lar de quase 9 milhões de japoneses, no comando do Cerezo Osaka.
– Minha experiência no Exterior foi muito rica, seja como treinador de futebol ou como pessoa. Aprendi muito sobre educação e organização. Passei a entender melhor o Brasil. Se não temos boa educação e organização, não podemos exigir um bom país. O futebol não é nada mais do que o espelho da sociedade brasileira, que é mestre no improviso. Desorganizados, improvisamos. Os jogadores fazem parte desta sociedade, há gente de todo o tipo no meio. Não podem ser vistos como caras de outro mundo.

– O que o técnico pode fazer em tal cenário? – questiono.
– O treinador brasileiro é um gestor de problemas. Quando consegue agregar o grupo, ganhar a confiança dos jogadores tão diferentes, o trabalho torna-se mais fácil. Anda. As vitórias aparecem. Mas é um grande problema conseguir unir tudo mundo em nome de um mesmo objetivo. Os jogadores estão sempre muitos dispersos. Não têm boa educação, estudo e trazem problemas familiares.
– O que se faz para agregar, formar um grupo?
– É preciso conversar, dialogar, informar. Eles devem acreditar no técnico, no seu desempenho e que tudo vai dar certo. Entender o discurso do treinador. Eles necessitam de confiança. A receita das viradas históricas contra Flamengo e Corinthians passam pela certeza de que os jogadores tinham que poderiam vencer. É confiança, pura confiança, a base de tudo.
– É difícil ser técnico?
– Acho que para ser técnico é preciso ter um dom. Eu não me sinto um empregado. Futebol não é trabalho, não considero assim. Creio que jamais trabalhei na vida. Nunca fiz outra coisa além do futebol. Gosto do que faço. Quando não tenho prazer, saio. Minha vida de técnico tem sido assim.

Quinta-feira, o novo presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno, tranquilizou o treinador, que dirige o time pela quarta vez em 20 anos.
– Sentei com ele. Depois da minha mulher, o Levir foi a segunda pessoa mais difícil de conquistar. E isso mostra a seriedade que ele tem. E, graças a Deus, fica mais um ano pelo clube.
Aos 61 anos idade, Levir conta 43 anos no futebol, quase três décadas como treinador. Sua experiência foi decisiva para ajudar, por exemplo, o argentino Dátolo, ex-Inter (2012/2013), a encontrar seu futebol dos melhores tempos do Boca.
– Falei antes, o atleta só precisa de uma dose de confiança. Foi o que ofereci ao Dátolo. O mais difícil foi fazê-lo marcar. Hoje, ele gira pelo campo inteiro, cria, marca e ainda faz gols. O Dátolo ainda ganhou o apoio do Luan, os dois são muito amigos, quase irmãos e um ajuda o outro em campo. É impressionante. O brasileiro não gosta muito de argentino, mas o Dátolo é diferente de todos (risos).

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Levir Culpe, campeão da Copa do Brasil com o Atlético-MG ( Bruno Cantini/Atlético-MG/Divulgação)

Levir, que gosta que chamem seu Galo de time copeiro e intenso, de uma intensidade europeia – ensinamento que ele trouxe do Japão, nação impregnada com uma cultura de futebol importada da Europa –, lembra de sua primeira experiência como técnico, quando vestia camisa verde e branca do Juventude. Era um misto de treinador e zagueiro. Ele narra.
– O jogo era em Bagé, em 1985, se não me engano. Saímos perdendo, falha minha, grosseira. Fiquei até envergonhado. No intervalo, falei com os jogadores, pedi desculpas, mas não me substitui (risos). Merecia, mas não o fiz.

Ele interrompe a conversa e solta uma gargalhada.
– Tive sorte na minha estreia no interior gaúcho. Viramos o placar, ganhamos de 2 a 1 e eu continuei como técnico (logo depois ele assumiu o Caxias e desde então são quase 20 times).

História como a que você leu no final do texto estão na biografia Um Burro com Sorte (BB Editora, 170pag, R$ 42,90) que Levir quer lançar em Porto Alegre e Caxias do Sul. O dinheiro da venda será revertido ao Hospital Pequeno Príncipe, em Coritiba.
– O futebol gaúcho foi uma escola. Admiro e não esqueço.
A dupla Gre-Nal precisa de times copeiros como o mineiro de Levir. Quem se habilita?

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