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O enigma que o Grêmio não conseguiu decifrar

02 de julho de 2015 0
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O chileno Eduardo Vargas é o goleador da Copa América (Martin Bernetti/AFP)

É difícil entender o enigma Eduardo Vargas, 25 anos.

O Grêmio tentou em 2013 em três competições e com dois treinadores. Não conseguiu, como o Valencia em 2014 e o Queens Park Rangers em 2015.

O Napoli, que buscou o atacante em 2012, na América do Sul, por R$ 42 milhões, também procurou respostas.

Nos últimos quatro anos, Vargas rodou entre Itália, Brasil, Espanha e Inglaterra. Nunca jogou o que sabe e o que pode nos clubes.

O atacante, veloz e de bom chute, sem medo da área e de zagueiros, encontra o máximo com o afago da seleção chilena.
Vargas é o goleador da Copa América, com quatro estufadas de redes. Ofuscou Alexis Sánchez e Arturo Vidal, estrelas europeias.

Livre no ataque, solto entre a esquerda e a direita, Vargas renasceu na sua terra. Com a camisa 11, ganha tranquilidade e confiança. Ele ligou o radar dos grandes clubes outra vez.

O Napoli, que o pretendia longe da Itália, já pensa duas vezes.

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CBF convidará Felipão para discutir o futebol brasileiro

01 de julho de 2015 0
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O treinador Felipão trocou o Brasil pela China no mês passado, mas a CBF não o esqueceu (Agência RBS/BD)

A CBF deu sinal de vida no Brasil quatro dias depois do vexame da Seleção no Chile. Além de tentar fortalecer Dunga no comando da Seleção, anunciou a criação de um Conselho de Desenvolvimento Estratégico.

A entidade promete realizar debates entre os integrantes da atual comissão técnica e ex-treinadores do Brasil, como Felipão, Mano Menezes, Carlos Alberto Parreira, Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão. O primeiro encontro, na segunda-feira, no Rio, não terá Felipão e Mano, que estão no Exterior.

A CBF quer convidar treinadores estrangeiros num segundo momento. Pretende ouvir especialistas, estudar o modelo do futebol brasileiro e traçar um plano de ação.

Ao abrir e ampliar a discussão sobre o futebol e expor os problemas, a CBF exibe toda a sua fragilidade. Seus dirigentes sempre decidiram tudo em gabinetes.

A mudança é bem-vinda, mas nem todos confiam nas boas intenções do presidente Marco Polo Del Nero.

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Grêmio faz a 80ª partida na Arena em alto astral

01 de julho de 2015 0
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Giuliano marcou três gols em nove partidas pelo Brasileirão (Agência RBS/BD)

O Grêmio faz nesta quarta-feira, contra o Cruzeiro, às 22h, a 80ª apresentação na Arena. São 50 vitórias, 17 empates e 12 derrotas.

O adversário está em queda. Não repete os últimos desempenhos.

Em nove rodadas da edição 2015 do Brasileirão, o Cruzeiro perdeu cinco partidas. Na histórica campanha do bicampeonato 2013/2014, os mineiros sofreram 14 derrotas em 76 jogos. No ano passado, por exemplo, perderam somente seis partidas. 

Cruzeiro vendeu jogadores, trocou de treinador e fez novo time. Os resultados ainda não apareceram.

O Grêmio tem 87% de aproveitamento como mandante no Brasileirão, com 13 pontos: quatro vitórias e um empate, 10 gols marcados e cinco sofridos.

A campanha gremista perde apenas para a do Sport, único time com 100% de aproveitamento atuando em seus domínios até o começo desta rodada e que espera o Inter em Recife.

Mais do que números, o Grêmio vive nova fase com Roger Machado, um treinador que devolveu a confiança aos jogadores e mudou a rotina de trabalho no clube.

Se vencer, será a quarta vitória em sequência.

Com cinco vitórias em nove rodadas, o Grêmio está entre as equipes que mais venceram no Brasileirão, ao lado de Sport, Atlético-MG, São Paulo, Corinthians, Fluminense e Atlético-PR.  

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Site revela quem mais vendeu camisas de futebol no Brasil

01 de julho de 2015 9
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Nilmar faz gols, ajuda o Inter e vende camisas (Agência RBS/BD)

 

O Mercado Livre liberou a relação dos 10 times que mais venderam camisas em seu site entre janeiro e maio deste ano.

Quem mais cresceu foi o Inter, com 174,2%, seguido por Atlético-MG, 163,8% e Vasco, 160, 8%.

O Grêmio ficou em 10º lugar na relação, com um aumento de apenas 10,2% nas vendas.

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Quem é e o que pensa o técnico líder do Brasileirão

30 de junho de 2015 0

O paulista Eduardo Baptista, 45 anos, tem 20 de futebol, 18 como preparador físico e apenas 17 meses como treinador. Líder do Brasileirão, 100% de aproveitamento em Recife, comanda o surpreendente Sport desde janeiro de 2014.

Ele trabalhava com o pai, Nelsinho Baptista, no Kashiwa Reysol, do Japão. O tsunami de 2011 o fez voltar ao Brasil com a família e mudar de rumo. O alcancei ontem por telefone.

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Nelsinho Baptista, tecnico do Sport (Sport/Divulgação)

 

Como você se define como treinador?
Sou uma pessoa simples, sempre procurando aprender. Me acho perfeccionista. Cobro muito, mas busco ter critérios e planejamento. Todos no grupo precisam saber como trabalho e que minhas ações procuram ter uma lógica e uma ética. Não importa se o treinador é um jovem ou um experiente, o que importa é a continuidade.

Você é filho de um treinador. Qual a relação com Nelsinho?
É ótima. Mas ele mora no Japão e eu no Brasil. Conversamos muito. Falamos pouco sobre nossos times. Trocamos ideias mais sobre gestão de pessoas, a vida do jogador no vestiário e a relação deles com os treinadores.

Sabe que a torcida colorada ainda tem uma bronca com Nelsinho, que trocou o Inter pelo Corinthians nos distantes anos 1990?
Meu pai é um profissional. Ele não guarda mágoa com ninguém, eu sei. Voltaria ao Inter, se fosse o caso, sem problemas. Aliás, o uruguaio Diego Aguirre faz um grande trabalho no Inter. O acompanho de longe e o admiro.

Quem são os técnicos que fizeram a sua cabeça?
Meu pai, lógico, vem em primeiro lugar. Destaco o Vanderlei Luxemburgo. Ele é um dos poucos treinadores que conseguem mudar uma partida durante os 90 minutos, a bola andando,ou mesmo no intervalo. Eu comecei como interino. Acho que evolui.

Qual a chave do sucesso do Sport no Brasileirão?
Posso dizer que é trabalho e entendimento. Todos se conhecem, o projeto começou no ano passado e os jogadores assimilaram as minhas ideias de futebol. Claro que o Brasil está surpreso com o desempenho da equipe. Nós, não. Eu tinha a certeza de que estaríamos entre os cinco melhores neste começo de Brasileirão. Meu projeto é de três anos e envolve a base. Estou na segunda temporada (102 jogos, são 52 vitórias, 23 empates e 27 derrotas). Tenho nove meninos no grupo principal. Uma das missões é formar uma nova geração de bons jogadores.

Como seu time joga?
Gosto muito do sistema 4-2-3-1. Treino e repito. Repito. Durante a partida, posso mudar para um 4-3-3 ou um 3-4-3. Tudo depende do comportamento e movimentação do adversário. Quando o outro time pressiona, ataca muito, me fecho mais, adoto o clássico 4-4-2.

Quais os jogadores que se destacam no Sport?
Vou citar dois, mas tem mais. O volante Rithely, que quase acertou com o Inter, é um destaque. Cito o lateral-esquerdo Renê, que tem uma força defensiva muito grande e vai fazer sucesso. O vejo na Seleção Brasileira logo, logo.

O que você espera do Inter?
Nem sei qual será o time do Inter. O Aguirre promove um rodízio. Há uma atenção especial com a Copa Libertadores, o que não poderia ser diferente. Não tenho olheiros em Porto Alegre. Acompanho pela imprensa.

Quem o preocupa mais?
O D’Alessandro, mas nem sei se ele viaja (não viajou). Não vou mudar meu time em função do adversário. Perdemos o volante Wendel e o meia Diego Souza, mas o grupo é bom. Vou achar soluções qualificadas até a hora da partida. Aliás, espero um grande jogo.

Você foi procurado pelo Grêmio depois da saída do Felipão?
Não, ninguém fez contato. Desconheço qualquer movimento.

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Colorado entra na lista das melhores opções da janela da Europa

30 de junho de 2015 2
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Com a seleção do Chile, Aranguiz é um dos grandes nomes da Copa América (Rodrigo Arangua/AFP)

Entre defensores, como Henry Bendino, 31 anos do Lyon, da França, meio-campistas, Karol Linetty, 22 anos, do Lech Poznan, da Polônia, e Oscar Hiljemark, 22 anos, do PSV, da Holanda, e goleadores, Aleksandar Mitrovic, 20 anos, do Anderlecht, da Bélgica, o nome do colorado Charles Aránguiz, 26 anos, aparece com destaque na lista das 12 contratações boas e baratas da janela de negócios do verão europeu, segundo os parâmetros dos grandes clubes do continente.

No Brasil, na linguagem do futebol, a contratação seria tratada como “um negócio de ocasião”.

O chileno, um dos grandes nomes da Copa América, é avaliado em R$ 48 milhões. Ele é cobiçado por times da Inglaterra e da Alemanha. 

O valor agradaria ao investidor do atleta, o empresário Delcir Sonda, antigo parceiro do Inter.

Quem compôs a lista e uniu jovens e experientes jogadores, destaques nos últimos meses, foi o jornal The Guardian, editado na Inglaterra e um dos melhores diários do mundo.

 

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Como anda o Gre-Nal pelo patrocínio do Banrisul

30 de junho de 2015 3
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O Banrisul é um parceiro antigo da Dupla. Esteve ao lado de Grêmio e Puma na década passada (Divulgação/BD)

O Banrisul ligou a luz verde. Quer negociar uma extensão do contrato, que se encerra no final de agosto, com a dupla Gre-Nal.
O banco gaúcho é patrocinador master dos dois clubes, exibe seu nome na parte mais nobre das camisas de jogo, entre outras exposições. É um parceiro de décadas.

O contrato antigo envolvia R$ 15 milhões por ano, R$ 13,5 milhões em dinheiro na conta de cada clube. Os outros R$ 1,5 milhões são pagos em serviços, isenções, benefícios etc.

Grêmio e Inter estão unidos no processo. Negociam juntos. Os primeiros contatos pareceram promissores. Haverá novos encontros nas próximas semanas. As três partes estão otimistas. Podem renovar logo.

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O Banrisul patrocinava o Inter quando o time vestia ainda Reebok (Divulgação/BD)

Os números ainda são sigilosos. O mercado vive momentos difíceis, mas a Dupla pede um aumento sensível.

A Dupla recebeu sondagens de outros patrocinadores. Mas nada avançou, passou dos contatos iniciais. O Banrisul só aceita negociar com os dois. Não avançaria no processo se um deles cair fora, se aproximar de outro grande patrocinador nacional.

A Caixa, que ilustra camisas de equipes da Série A, ameaçou entrar no futebol gaúcho em 2014. Recuou. Perdeu o interesse.

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Quem ainda se importa com a Seleção da CBF?

29 de junho de 2015 7

 

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O Paraguai festeja, a Seleção lamenta. O Brasil sai antes do imaginado da Copa América do Chile (Yuri Cortez/AFP)

O torcedor acordou 11 dias antes, na folga de um sábado de inverno, logo depois que o Brasil deixou prematuramente a Copa América do Chile. Não precisará despertar no dia 8 de julho de 2015 para constatar que o futebol brasileiro perdeu um ano inteiro, contado.

Mas quem se importa com a Seleção da CBF no país do 7 a 1?

A camisa amarela era um símbolo. Não é mais. A CBF é o problema. A cúpula está mais preocupada em medir os passos do FBI do que monitorar as decisões de um ultrapassado Dunga. Torcedores cobrem com adesivo o símbolo da CBF em camisas, mantas, chapéus e abrigos. Vergonha pura.

Na rua, o fã, assim como parte da imprensa esportiva, ainda está iludida com o futebol brasileiro. Acha que o país é celeiro de craques. Não vê a evolução do futebol, olha os vizinhos ou observa o progresso de outras seleções. Entende que o DNA do futebol bonito é só do Brasil.

O torcedor, como a mídia, ainda acredita em centroavante aipim e camisa 10 que “pensa o jogo” – só para ficar em duas posições. São jogadores em rápido processo de extinção. Não há um só time competitivo no planeta futebol que guarde lugar à dupla. O futebol que ganha dispensou os dois dinossauros. Os atrasados, como nós, os cultuam, pedem, imploram, acham que um time não funciona sem eles.

A CBF tem culpa por travar o progresso, mas é hora de avançar. Entender, pelo menos, que o futebol mudou e que nós ficamos para trás, mesmo no Cone Sul.

Não somos mais referência de chuteiras. Quem somos nós mesmo?

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O rei da Conmebol perdeu o trono, o poder e a liberdade

28 de junho de 2015 4
(Foto: Norberto Duarte / AFP)

Foto: Norberto Duarte / AFP

Quando o chamam de doutor, o advogado pede sempre com um sorriso.

— Doutor não, por favor, don, don Leoz.

Nicolás Leoz, 86 anos, vive em prisão domiciliar em um bairro nobre de Assunção, no Paraguai, desde o mês passado. Está doente, padece de hipertensão. Sofreu quatro cirurgias no coração nos últimos anos. Sai de casa quatro vezes por semana, busca médicos, sempre conduzido por um motorista com corpo de guarda-costa no comando de uma Mercedes preta modelo 2015. Ninguém com mais de 70 anos ou com enfermidades graves pode ir para a prisão no vizinho país de 6,8 milhões de habitantes.

Ele não dá entrevistas. Não conversa com ninguém fora do seu desconfiado círculo mais íntimo. Usa óculos escuros, carrega uma bengala, anda sempre de paletó e gravata. Os mais caros e exclusivos advogados da cidade tentam erguer uma impossível barreira em nome dele contra a Justiça.

Leoz é um dos dirigentes do futebol sul-americano acusados de corrupção no escândalo que pode transformar a Fifa num Presídio Central. Está no mapa vermelho do FBI. Não pode deixar a capital paraguaia. Se sair pelas fronteiras legais, será preso. A extradição para os EUA deve acontecer em breve.

Ele foi presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) entre 1986 e 2013. Tinha cargo vitalício. Renunciou porque foi acusado pela Rede BBC, da Inglaterra, de receber propina na negociação dos direitos da Copa do Mundo.

Foi olhos, ouvidos e mão direita de João Havelange, 99 anos, Ricardo Teixeira, 68 anos, e Joseph Blatter, 79 anos, na área espanhola da América Latina. Na escala Fifa de poder no continente, era o quarto, depois de Havelange, Teixeira e o argentino Julio Grondona (1931/2014). Blatter o chamava de “irmão”. Grondona, de “grande amigo”.

Integrante da “realeza” do futebol planetário, Leoz fez fortuna, de forma ilegal, segundo a Justiça dos EUA. Só em aplicações financeiras tem mais de R$ 120 milhões em Wall Street. Em 2005, comprou um luxuoso centro clínico em Assunção por R$ 15 milhões, o mesmo que o abrigou por seis dias quando saiu a ordem de prisão.

Seus médicos o tiraram de casa em minutos, fizeram barulho, usaram ambulâncias. Era preciso mostrar que o patrão estava doente, talvez mais enfermo do que ele imaginava estar.

Na virada do milênio, Leoz foi lembrado para ser presidente do Paraguai, tamanho era o seu poder interno e visibilidade mundial. Transformou a milionária sede da Conmebol numa cidade-estado, como o Vaticano. As autoridades não tinham poder no interior do perímetro do edifício, localizado em Luque, nos arredores da capital, e que acomoda um complexo de salas, escritórios e hotel de luxo.

O espaço, que era imune à polícia e ao Judiciário local, voltou ao controle das autoridades depois que a Justiça norte-americana colocou seu radar em torno de Leoz. Quem senta agora na cadeira número 1 da casa do futebol da região é o seu delfim, o conterrâneo Juan Ángel Napout, 58 anos, que cresceu à sombra do mestre. Num gesto de desespero, depois do escândalo na Fifa, ainda na Suíça, Napout pediu que os 10 presidentes das federações ligadas à Conmebol não votassem em Blatter nas eleições no mês passado. Oito aceitaram. Brasil, de Marco Polo Del Nero, e Equador ficaram ao lado do suíço.

Leoz adora o Brasil. Sempre foi tratado como um príncipe do futebol pela CBF. Era um aliado fiel. Requeria tratamento VIP. Em três décadas de viagens nunca conheceu um hotel com menos de cinco estrelas no Rio ou em outra capital brasileira.

Como líder da Conmebol, visitou Porto Alegre várias vezes. Foi recebido pelos principais dirigentes gaúchos e adulado. Quando os encontrava, pedia para comer costelas de búfalo bem passadas, junto nos almoços ou jantares com uma boa garrafa do melhor malbec argentino.

Um deles conta que Leoz, antes mesmo de embarcar no avião particular em Assunção, muitas vezes acompanhado por modelos que despertariam ciúmes em Larissa Riquelme, ligava e pedia o prato favorito no jantar e dizia que “o vinho era com ele”. Depois de algumas taças do tinto, gostava de contar histórias sobre o seu Paraguai e o futebol do passado. Ficava emocionava ao lembrar que o estádio do Libertad, time do coração, levava seu nome.

Os gaúchos que o conhecem o definem como uma pessoa simples e humilde. Atencioso com todo mundo, gosta de cumprimentar as mulheres com um beijo na mão, no melhor estilo dos cavalheiros de antigamente, e os amigos com um beijo no rosto. Ouve todo mundo e sempre tem uma palavra de atenção. É adorado pelos funcionários.

Quando festejou 80 anos, Leoz reuniu mais de 600 pessoas em sua mansão. Um dirigente gaúcho foi convidado, viajou e ficou impressionado com o luxo da festa e a quantidade de políticos, dirigentes de futebol e artistas que foram beijar a mão do aniversariante. A festa encontrou a luz do dia, mas ele se retirou antes.

Eu mesmo o entrevistei na fria noite de 19 de agosto de 2010, antes de Inter e Chivas, na decisão da Libertadores. Antes, levei um chá de banco de três horas no hall de um dos melhores hotéis da cidade. Com o cabelo tingido de preto e as bochechas vermelhas, ele contou que não se sentia com mais de 80 anos, que imaginava ter 60 e que ainda tinha muitos anos para dar ao futebol. O seu sonho, na época, era levar a Libertadores para os EUA.

Depois de 30 minutos, a conversa foi interrompida por assessores. Estavam com pressa. Passava das 20h. A decisão no Beira-Rio começava às 22h.

Cinco anos depois da entrevista, a profecia de Leoz se completou apenas em parte. Os EUA não estão na Libertadores, mas ele pode se mudar para o norte, viajar algemado no avião do FBI e morar num presídio durante anos.

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Inter e Santos: quando Pelé deu carrinho no Beira-Rio

27 de junho de 2015 2
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Pelo Campeonato Brasileiro, Pelé entra com tudo e ergue Sérgio Galocha em setembro de 1971, no Beira-Rio (Agência RBS/BD)

Pelé visitou o Estádio Beira-Rio na tarde de 26 de setembro de 1971,  no primeiro encontro entre Inter e Santos pelo Campeonato Brasileiro, que se iniciava naquela ano.

O Rei estava a fim de jogo naquela domingo de sol, deu até carrinho, levantou Sérgio Galocha, mas não balançou as redes.

Mazinho, que depois jogaria no Grêmio, fez o gol santista. Bráulio empatou.

Na história do Campeonato Brasileiro, Inter e Santos fazem neste domingo, às 18h30min, a 30ª partida no Rio Grande do Sul.

A vantagem é colorada, com 13 vitórias.

Perdeu cinco e empatou 11.

Na atual competição, depois de oito rodadas, os dois têm campanhas idênticas: 10 pontos cada, duas vitórias, quatro empates e duas derrotas. O Santos tem saldo de gols zero.
O Inter, menos um.

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Brasil enfrenta primeira decisão no Chile sem esquecer Copa no Brasil

27 de junho de 2015 0
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A seleção de Dunga testa seu futebol contra o sempre valente Paraguai (Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação)

Entre agosto de 2014 e junho de 2015, a Seleção venceu 11 amistosos. A equipe parecia estruturada, organizada e competitiva. Jogos extraoficiais enganam. Três partidas oficiais de verdade na fase grupo da Copa América do Chile mostraram que o Brasil continua com os pés no chão. Não voa, como o país inteiro sempre exige. Patina, como provou a derrota para a Colômbia, no último dia 17.

Sem Neymar, a Seleção transforma-se numa esquadra comum. Não há craques. Sem ele, falta estilo. Pede-se mais do conjunto, do trabalho do técnico, das jogadas ensaiadas, dos movimentos táticos captados pelos jogadores. Ao enfrentar o Paraguai, time organizado e lutador, a Seleção enfrentará a primeira decisão depois da trágica Copa de 2014. Se perder, sai do torneio.

A derrota seria péssima para o futuro de Dunga. Ele chegou ao Chile com a ideia de testar um time e coletar dados – e lutar pelo título. Mas são as eliminatórias do Mundial de 2018 que o atucanam. O Brasil não está pronto. O Paraguai pode escancarar hoje os problemas sérios do Brasil pós-Copa.

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Curso de gestão de arenas multiuso terá aulas no Beira-Rio

26 de junho de 2015 0

 

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Especialistas vão estudar os modelos de negócios de praças famosas do futebol brasileiro e que nasceram no embalo da Copa do Mundo de 2014, como Beira-Rio, Maracanã (foto) e Allianz Parque ( Yasuyoshi Chiba/AFP/BD)

Em parceria com Beira-Rio, Maracanã e Allianz Parque, a Trevisan Escola de Negócios, com sede em São Paulo, promove a partir agosto o curso Gestão de Arenas Multiuso.

As aulas no estádio colorado serão ministradas nos dias 22 e 23.

Os alunos que se destacarem poderão participar de um projeto prático numa das arenas depois de conhecer diferentes modelos de negócio e operação, ouvir e trocar ideais com gestores experientes e entender a organização de um match day.

Quinze arenas nasceram ou foram reformadas em nome Copa do Mundo de 2014 – nem todas receberam partidas.
Quase todas têm gerado déficits recorrentes.

Seus gestores ainda sofrem para conseguir encontrar a viabilidade econômica. Grande parte dos profissionais carece de experiência e a mão-de-obra especializada é escassa.

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O retrospecto de Grêmio e Avaí na história

26 de junho de 2015 0
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O volante gremista Walace enfrenta o Avaí, em Florianópolis (AFP/BD)

Avaí e Grêmio encontram-se no próximo sábado pela 10ª vez na história do Campeonato Brasileiro, que nasceu em 1971.

É o quinto jogo em Florianópolis.

No total, são seis vitórias gremistas, duas derrotas e um empate.

A média é de 2,7 gols por jogo – a do atual Brasileirão é de 2,2.

Em oito rodadas do campeonato, o Avaí esteve seis vezes entre os 10 melhores da competição. O Grêmio, quatro.

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Os argentinos que empresários querem ver jogar na dupla Gre-Nal

26 de junho de 2015 1
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O zagueiro Guillermo Burdisso, do Boca, com Teo Gutierrez, do River, foi oferecido ao Inter (Alejandro Pagni/AFP/BD)

Empresários argentinos contataram a Arena e o Beira-Rio nos últimos dias. Ofereceram jogadores.

As carências da dupla Gre-Nal são monitoradas por agentes brasileiros e estrangeiros. Os clubes recebem ofertas diárias de compra, empréstimo e venda.

Primeiro alcançaram o Grêmio. Colocaram na mesa o nome atacante Nicolás Blandi, 25 anos e 1m81cm, ex-Boca e San Lorenzo, que passou os últimos meses emprestado ao Evian, da França.

No Inter, apresentaram o zagueiro Guillermo Burdisso, 26 anos e 1m87cm que disputou a atual edição da Copa Libertadores pelo Boca e jogou no Galatasaray, da Turquia, em 2014.

Eles desembarcariam na Capital cedidos por empréstimo e com salários em torno de R$ 200 mil.

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O argentino que conduz o Chile na Copa América

25 de junho de 2015 1
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Sampaoli é um dos melhores treinadores da América (Martin Bernetti/AFP/BD)

Como Alexis Sánchez, Claudio Bravo e Arturo Vidal, Jorge Sampaoli, 55 anos, é unanimidade no Chile. No cargo desde 2012, o técnico argentino, que caiu nas oitavas de final da Copa do Mundo do Brasil, alcançou as semifinais da Copa América um ano depois. Seu contrato com os chilenos vai até o Mundial da Rússia de 2018. Ganha R$ 325 mil por mês. A multa rescisória é de R$ 23 milhões.

Sampaoli é seguidor do conterrâneo Marcelo El Loco Bielsa, que treinou a seleção e hoje trabalha na França. No livro De Bielsa a Sampaoli (Editora Planeta e ainda sem tradução para o português), os jornalistas Rodrigo Astorga e Armando Silva aproximam, analisam e comparam o trabalho dos dois treinadores que ofereceram competitividade ao Chile.

Eles ajudaram a mudar a mentalidade do futebol do país.

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Cai o primeiro brasileiro na Copa América, o árbitro

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Sandro Meira Ricci mostra sua força em jogo da Copa Libertadores (Daniel Garcia/AFP/BD)

O mineiro Sandro Meira Ricci, 40 anos, tem padrinho forte na CBF. Sua presença na Copa América do Chile, depois de um trabalho abaixo da média no Brasileirão 2014, ao menos para um árbitro da Fifa, mostra a sua influência.

Ele não é o melhor árbitro do país. Não merecia a posição no principal torneio sul-americano de seleções. Mas CBF e Conmebol caminham juntas (em todos os sentidos).

Ricci fez uma boa Copa do Mundo. Foi destaque. Depois, caiu. Não apitou os grandes clássicos brasileiros no segundo semestre do ano passado. Voltou em 2015 sem o brilho do Mundial de 2014. Sua atuação no jogo entre São Paulo e Corinthians, pela Copa Libertadores, por exemplo, foi criticada do começo ao fim.

Ricci é um árbitro que adora se impor pelo cartão e não pela técnica, qualidade no apito. No jogo entre Chile e Uruguai, na quarta-feira, em Santiago, ele parecia estar apitando em nome dos chilenos. Puniu os uruguaios. Expulsou Cavani depois do jogo sujo de Jara, entre outros erros que não são aceitos nas atuações de um árbitro com experiência em Copa do Mundo.

Sua arbitragem foi tão questionada que a Conmebol o sacou da Copa América. Ricci voltará ao Brasil mais cedo.

Ele mudou depois do Mundial. Parece que a Copa o faz agir diferente em campo. Está mais prepotente. A falta de humildade, o faz errar mais.

Ricci apita pela Federação Catarinense de Futebol.

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Inter cria Match Day solidário no Beira-Rio

25 de junho de 2015 1
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O festivo Estádio Beira-Rio em dia de jogo (Agência RBS/BD)

Sucesso na Europa, moda na Copa do Mundo de 2014, o Match Day naufragou no Brasil. Sem apoio comercial, os projetos não andaram nos 12 estádios do Mundial. Os gestores imaginaram transformar as partidas de futebol em um evento. O Inter virou o jogo ao desenvolver o Match Day institucional, como a homenagem a Fernandão, o mosaico, o jogo de luzes. O colorado participou e aprovou.

A campanha do agasalho deste final de semana é um exemplo de Match Day solidário. Neste sábado, às 10h30min (e não na sexta, como foi publicado anteriormente), o Beira-Rio será aberto aos torcedores, que poderão assistir ao treino e confraternizar com os jogadores. À tarde, os fãs estão convidados a bater pênaltis no gramado, fazer fotos nas casamatas e visitar os vestiários.

No domingo, data de Inter e Santos, o clube reduzirá o preço dos ingressos para quem doar roupas de inverno em postos no estádio. No dia 5 de julho, antes do jogo com o Atlético-MG, o Inter promoverá o dia da tolerância racial.

O Beira-Rio será tomado por grupos musicas de várias vertentes, entre outras ações. O vice-presidente de administração, Alexandre Limeira, diz que o torcedor embarcou na ideia e já faz sugestão. Pede dias de combate às drogas, de doação de sangue e de órgãos.

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Vestiário de Roger não tem sotaques de Luxa e Felipão

25 de junho de 2015 4
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O técnico Roger Machado completa um mês de Grêmio (Agência RBS/BD)

O porto-alegrense Roger Machado, 40 anos, completa amanhã um mês de trabalho no Grêmio. Em 30 dias, o treinador mudou o ambiente no vestiário e no departamento de futebol. Quem trabalhou com Vanderlei Luxemburgo, 63 anos, e Felipão, 66 anos, nos últimos três anos, gosta de elogiar as posições do ex-lateral-esquerdo.

Ao contrário da dupla experiente, o novato abriu diálogo com todos os que o cercam. Luxa impedia que os dirigentes ouvissem suas palestras. Com Felipão, o diálogo era difícil e ele, como o colega carioca às vezes falava como o presidente do clube. Os jovens sentiam-se intimidados com eles. Roger sabe que o clube tem um presidente. Não recusa aproximações, aceita o diálogo e ouve. Sua paciência com os garotos se vê nos treinos. Ele se aproxima e conversa. Oferece a mão.

Classificado como uma pessoa tranquila e afável, Roger, por outro lado, não gosta de “tapinha nas costas”, como revelou um dirigente. Ele é firme nas suas posições. Marca território. Sabe que a decisão final é sua no vestiário.

Ninguém sabe se ele vai dar certo. Mas, depois de quatro semanas, raros são os que não apostam no seu trabalho, amparado nos modelos táticos que dão movem os melhores times da Europa.

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Mau começo da Seleção na Copa América não preocupa CBF

24 de junho de 2015 1
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Roberto Firmino, atacante de R$ 140 milhões, marca contra a Venezuela ( Ivan Alvarado / Reuters)

Apesar das críticas ao desempenho do Brasil na Copa América do Chile, o trabalho de Dunga é aplaudido nos bastidores da CBF, ainda muito tensa com confusão geral em torno de Marco Polo Del Nero e os escândalos da Fifa.

Os dirigentes alegam que o treinador lidera uma transição tranquila e sem traumas depois do trágico Mundial de 2014.
Lembram que a Seleção campeã de 1994, nos EUA, tinha como base a de 1990, da Itália, e a de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, era composta por jogadores que perderam a final de 1998, na França.

Na combinação entre CBF e o treinador, a Copa América do Chile é um torneio de transição e de experiências.

O título da competição é importante, mas as Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia de 2018, que começam em outubro, são mais decisivas para o futuro do trabalho

Mesmo sem Neymar, os dirigentes entendem que o Brasil tem time para conquistar o torneio.

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2015, o ano que o futebol perdeu a inocência

24 de junho de 2015 4
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Joseph Blatter (D), Jérôme Valcke e Julio Grondona em dia de jogo no Itaquerão, em São Paulo, na Copa do Mundo de 2014 (Juan Mabromata/AFP/BD)

O ano de 2015 é o pior da história centenária do futebol. Quando a Fifa caiu, com oito altos dirigentes presos pelo FBI, o tombo provocou fraturas em toda a estrutura do esporte mais popular do mundo. Quase um mês depois, as rachaduras não se solidificaram. Continuam abertas e em processo de expansão.

No Paraguai, o escândalo atingiu a Conmebol, seu ex-presidente Nicolás Leoz está em prisão domiciliar. A entidade vela pelo futebol de 10 países da região. A sucessão de denúncias alcançou Julio Grondona, ex-vice-presidente de finanças da Fifa, morto em 2014.

O argentino é acusado de ter influenciado a arbitragem e ajudado o Boca contra o Corinthians. Desta vez, o dinheiro entrou em campo, mudou a história de uma partida da Copa Libertadores.

Aos poucos, o futebol sul-americano começa ser atingido por todos os lados, nos gabinetes e nos gramados. É um perigo se chegar aos jogadores e aos treinadores, se é que as classes têm algo a esconder. O futebol vive de sua credibilidade.

Na Itália, a morte está perto. O futebol é um moribundo.

Nesta terça-feira, a polícia prendeu sete envolvidos na armação de resultados de jogos do Catania, da Serie B.
No mês passado a operação The Goal Train prendeu 50 pessoas de quadrilhas que compravam jogos. Ninguém esquece o Calciopoli, de 2006, quando Juventus, Fiorentina, Lazio e Milan armaram resultados e o Calciocommesse, de 2012, que escancarou uma máfia no futebol.

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Sem dirigentes, funcionários lideram Seleção no Chile

23 de junho de 2015 1
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Dunga não tem o presidente da CBF ou seus vices ao seu lado no Chile (Nelson Almeida/AFP)

Sem a presença do paulista Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, quem cuida da delegação do Brasil na Copa América é o secretário-geral da entidade, Walter Feldman. Mas como ele é desconhecido de todos, muito mais dos jogadores, a liderança está na mão de Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções.

Feldman não se move sem consultar Rinaldi que, por sua vez, ouve Dunga sempre.

Homem de confiança de Del Nero, Rinaldi anda longe dos jornalistas no Chile. Quando fala, o nome do enrolado presidente nunca é citado.

 Com Del Nero concentrado na ponte aérea Rio/São Paulo, atendendo os problemas da CBF (e dos seus) e com medo de sair do Brasil, o histórico “avião da alegria”, que sempre reunia dirigentes de clubes, de federações e políticos em viagens da Seleção ao Exterior – com passagem, hotel e diárias pagas pela CBF – não decolou.

Todos continuam no país, tentando ajudar a manter Del Nero no poder. Nem se o Brasil alcançar à final, no dia 4 do mês que vem, Del Nero irá ao Chile.

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Roger é exceção entre técnicos de grandes clubes

23 de junho de 2015 1
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Roger Machado é técnico do Grêmio desde maio (Agência RBS/BD)

Depois de oito rodadas, o Brasileirão contou nove trocas de técnicos.

A média impressiona.

A guilhotina atingiu Grêmio, Flamengo, Fluminense, Vasco, Palmeiras, Cruzeiro, Joinville, Goiás e Coritiba, sete deles com títulos nacionais.

Com Roger Machado, 40 anos, o Grêmio foi o único dos nove  clubes que apostou num profissional da nova geração e sem experiência em clubes da Série A.

Com menos de um mês de trabalho e um grupo carente, especialmente no ataque, Roger encostou o seu time no G-4.

Seu trabalho mostra como os conceitos táticos de Felipão estavam atrasados, fora de moda, e como o clube demorou para aceitar a demissão do ex-treinador da Seleção Brasileira e da sua comissão técnica.

 

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Oposição gremista conversa, busca união e pensa na presidência do clube

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Dois fortes grupos políticos gremistas ensaiam uma aproximação.

Os movimentos Grêmio Vencedor (MGV) e Grêmio Independente (MGI) começaram a conversar seriamente. O primeiro encontro foi no final da semana passada na Capital. Juntos, somam mais de cem conselheiros.

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Renato Moreira (Agência RBS/BD)

O Grêmio Vencedor esteve com Fábio Koff, ganhou assento no Conselho de Administração durante dois anos, mas não segue na gestão de Romildo Bolzan Jr.. Faz uma oposição branda. O seu principal nome é o advogado Renato Moreira.

O MGI concorreu à presidência do clube no ano passado, com o advogado Homero Bellini Junior na cabeça.

Se der liga, os grupos estarão lado a lado nas duas eleições gremistas de 2016: conselho deliberativo e presidente.

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Homero Bellini Junior (Agência RBS/BD)

 

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Colorado ganha lugar entre os 11 melhores da Copa América

22 de junho de 2015 1
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Lucas Barrios, argentino naturalizado  paraguaio, está entre os melhores do torneio sul-americano (Marion Bernetti/AFP)

A organização da Copa América publicou a seleção da fase de grupos do torneio de seleções da Conmebol depois de 18 jogos.

O 11 ideal:

Bravo (Chile);

Medel (Chile), Giménez (Uruguai) e Thiago Silva (Brasil);

Carlos Sánchez (Colômbia), Lobatón (Peru), Vidal (Chile) e Aránguiz (Chile);

Messi (Argentina), Lucas Barrios (Paraguai) e Agüero (Argentina).

O Brasil tem um só representante, o zagueiro Thiago Silva.

País-sede da competição, o Chile exibe quatro atletas, entre eles o colorado Aránguiz.

O ataque é todo composto por argentinos de nascimento, mesmo que Barrios seja paraguaio naturalizado. Ele enfrentará o Brasil, sábado, às 18h30min, em Concepción.

Entre os jogadores mais festejados da competição, como James Rodríguez, Falcao García, Alexis Sánchez, Di María e Neymar, somente Messi aparece na lista dos destaques.

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O craque Neymar e o espelho da Seleção

22 de junho de 2015 1
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A solidão e a estranha seriedade da estrela Neymar em Santiago, uma das sedes da Copa América do Chile (Nelson Almeida/AFP)

De capitão, Neymar, 23 anos, não tem nem o sotaque. Não por ser jovem, mas por puro temperamento. Nunca será o síndico da Seleção. Sua soberania é nas quatro linhas. Oferecer a braçadeira ao número 10, camisa mais simbólica do futebol, é puro erro de gestão, falha de Dunga e da enrolada CBF.

O atacante é referência técnica, melhor jogador, o craque. Sua liderança termina quando ele joga as chuteiras de grife num canto do vestiário.
Ele pode ser respeitado pelos colegas. Mas jamais pelo que faz e diz nos bastidores, só pelo retrospecto em campo. Neymar precisa de controle. No seu rico clube segue a hierarquia. Não fala fora do script. É controlado pela instituição, pelo técnico, por Xavi, Iniesta, Messi, Suárez, entre outros. Sabe sua posição. 

No Santos, quando cintilava mais do que todos, ele praticou ações pouco recomendáveis. A negociação com o Barça é caso de polícia. Quem o conhece bem não elogia nada seu entorno longe do futebol. Com a bola colado no pé, mesmo na Europa, é um dos melhores da atualidade.

Campeão europeu, Neymar chegou à Seleção com poder. Na primeira crise, acertou uma bolada em Armero, uma cabeçada em Murillo e quase agrediu o árbitro Enrique Osses. Foi punido com quatro jogos. Merecia ser excluído da Copa América do Chile.

O melhor jogador do Brasil deu vexame mundial. Lembrou que os 7 a 1 da Copa do Mundo ainda estão bem vivos, mesmo quase um ano depois.

Fora da Copa América, Neymar pode repensar sua vida de craque. Assumir certas responsabilidades.

 

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