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Uma longa (e reveladora) viagem ao coração do futebol inglês

17 de agosto de 2014 0

O livro Rainha das Chuteiras (Editoria Apicuri, 316 pág, R$ 39), de Marcos Alvito, chega na hora exata, no inicio da temporada 2014/2015 do Campeonato Inglês.

O autor viveu intensamente a competição, mas não ficou só na sagrada Premier League. Captou o espirito dos inventores do futebol, nos estádios, nas esquinas e nos bares. Abaixo, trechos da conversa com o antropólogo.

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“A Rainha de Chuteiras” (Editoria Apicuri, 316 páginas,        R$ 39), de Marcos Alvito (Divulgação)

 

A Premier League encontra torcedores em todos os continentes. Como uma competição doméstica se reinventou, deixou a Inglaterra e ganhou o mundo?

Marcos Alvito - Primeiro é preciso diferenciar o jogo futebol do esporte futebol. Várias formas de um jogo chamado football eram praticadas na Inglaterra durante a Idade Média, uma espécie de vale-tudo entre aldeias rivais onde eram tão frequentes as mortes que os legistas já colocavam “death by football”. Este jogo é reinventado como esporte pelas escolas secundárias da elite inglesa e depois padronizado com a criação da Football Association e a publicação das regras que se tornarão as regras oficiais do agora unificado esporte em 1863. Em 1888 um grupo de empresários à frente de clubes inventa a Football League e o primeiro campeonato de pontos corridos do mundo. Logo ele terá segunda, depois terceira e finalmente quatro divisões. Havia uma filosofia associativa e cooperativa, os clubes eram importantes para seus torcedores, suas cidades e seus dirigentes, mas não visavam o lucro. As verbas provenientes do televisionamento de jogos, por exemplo, eram divididas, embora de forma escalonada, pelas quatro divisões, havia uma verdadeira redistribuição de recursos. A Premier League, em 1992, rompeu violenta e arbitrariamente este acordo de cavalheiros que durava mais de 100 anos. Ela já foi criada para e pela televisão, que ofereceu uma verba milionária com a condição de transmitir os jogos dos grandes, que partiram para o esquema farinha pouca, a minha verba primeiro. O projeto envolveu a contratação de astros mundiais e o televisionamento a cabo, em uma época em que isto estava explodindo no mundo todo. Foi como juntar a fome, ou seja, a busca de uma televisão mundial por um espetáculo global atraente, com a vontade de comer, no caso de enriquecer dos clubes mais poderosos e dos seus dirigentes, agora empresários realmente interessados no lucro.

 

Os clubes ingleses afastaram mesmo os hooligans dos estádios? Eles sumiram das arquibancadas?

Alvito – O fenômeno do hooliganismo foi típico de um período da história inglesa em que houve a junção de elementos explosivos tais quais: uma juventude de classe trabalhadora inconformada com o papel que lhe era reservado na sociedade e nos estádios, o florescimento da sociedade do espetáculo em que uma ação local passava a ser divulgada mundialmente e de forma quase instantânea, um processo extremamente doloroso de desindustrialização e desemprego, agravado pela política neo-liberal de Margareth Thatcher e finalmente o gosto pela violência, pela aventura e pelo risco. A Premier League sempre teve como projeto o afastamento dos torcedores em benefício da formação de uma clientela. Pelos preços praticados, o frequentador “típico” é um homem “branco”, de classe média, alta renda e 43 anos. Obviamente a maioria dos “hooligans” não se encaixa neste perfil. Houve também um envelhecimento da pirâmide demográfica, a fragmentação das formas de lazer da juventude, um processo de vigilância, repressão e condenação dos grupos e indivíduos mais violentos e uma condenação geral por parte da sociedade. Mas alguns grupos continuam a existir, sobretudo atuando nas divisões “inferiores” onde a vigilância é menor.

 

Como é um dia (tarde) típica em um estádio da primeira divisão da Inglaterra?

Alvito – Como diz o velho provérbio futebolístico e eu conto no meu livro, cada jogo é um jogo. Não dá para comparar a ida ao aristocrático Fulham, situado em uma zona “nobre” de Londres, à beira do rio Tâmisa, aonde você chega depois de atravessar um lindo parque, e sua torcida blasé, com uma ida ao vibrante e emocionante Anfield, plantado em meio a um dos bairros mais pobres e problemáticos de Liverpool e da Inglaterra, ou a uma tarde no meio fake e novo rico estádio do Chelsea. Mas é bem menos festivo e animado do que as transmissões televisivas “fabricam”; claramente a transmissão é adulterada, aumentando-se o volume das poucas manifestações de torcedores ainda restantes. Ambiente, clima, emoção mesmo, é mais fácil de encontrar nas divisões inferiores. Afora jogos excepcionais entre rivais históricos. Eu tento contar cada uma destas distintas experiências em A Rainha de Chuteiras.

 

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Marcos Alvito, autor de “A Rainhas de Chuteiras” (Arquivo Pessoal/BD)

 

O dono do Chelsea é russo. Milionários norte-americanos têm o controle acionário do Manchester United. Como os torcedores encararam as mudanças?

Alvito – Com ceticismo, ironia, desesperança e às vezes revolta. Mas há também os cínicos e os oportunistas, do tipo, o que importam são os fins, não interessam os meios. Mas mesmo estes comemoram os títulos tampando o nariz. Houve importantes iniciativas de resistência, como a criação do bem sucedido FC United of Manchester por parte de torcedores que não se conformaram com a venda do Manchester United para a família Glazer. A imprensa também é muito crítica. Mas a Premier League é um negócio e não quer saber de onde vem o dinheiro, se é proveniente da máfia russa, da corrupção, de um processo de privatização para lá de duvidoso, o importante é embolsar a grana.

 O que o Brasileirão pode aprender com os gestores dos clubes ingleses?

Alvito - Mesmo nas divisões inferiores, com muito pouco dinheiro é possível respeitar o torcedor. Fui a um jogo do equivalente à sexta-divisão, em um campo que mal pode ser chamado de estádio, mas o clube, o Leamington colocava uma van para trazer os gatos pingados da estação de trem até o estádio, sem cobrar nada por isso. Atenção e respeito te conquistam, sempre.

 A Premier League 2014/2015 tem favorito?

Alvito - Sempre tem, é claro, mas cientistas sociais são péssimos futurólogos. Eu torço para dois times, o Oxford United, um time de classe operária que já esteve na primeira e hoje disputa a Quarta Divisão e pelo FC United, já mencionado, um símbolo da resistência à destruição da cultura torcedora. Neste sentido, se eu tivesse que torcer por alguém na Premier League, torceria pelo Liverpool, por conta dos dois jogos sensacionais que assisti em Anfield, duas goleadas com o estádio cheio, reverberando de paixão torcedora. É uma das histórias mais bonitas do livro.

 

No seu livro, que eu recomendo, você diz que foi a um jogo com a polícia. Poderia resumir a experiência.

Alvito - Fui a alguns jogos com a polícia, assisti a toda a preparação para um jogo. Como fiz o mesmo aqui no Brasil, a comparação é assustadora. Lá os policiais são treinados para investigar, filmar, documentar, incriminar e finalmente prender a meia-dúzia de brigões patológicos que existem em meio a milhares de torcedores pacíficos. O ideal é tirar o cara dos estádios, seja processando e prendendo, seja pelo menos proibindo ele de frequentar os jogos. A ênfase é na prevenção, os policiais são preparados, há uma apostila com todos os dados distribuída a eles antes dos jogos. Aqui, a polícia não investiga, não documenta, não produz provas e seu principal instrumento de trabalho é o cassetete, palavra de origem francesa que significa “quebrador de cabeças”. Neste ponto, ainda estamos na Idade da Pedra.

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Trabalho de Felipão anima dirigentes gremistas

16 de agosto de 2014 0
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Felipão fala aos jogadores no vestiário da Arena (Agência RBS/BD)

 

Os dirigentes gremistas estão encantados com o trabalho de campo de Felipão nos gramados da Arena, do Olímpico e do CT.

Na comparação, Enderson Moreira perde de goleada – até porque com ele os jogadores mais experientes raramente ouviam broncas, só os jovens. 

O Grêmio enfrenta o Criciúma neste domingo, às 16h, em Porto Alegre.

O time de Felipão precisará mostrar mais do que exibiu no Gre-Nal, sete dias atrás. 

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Quem quer Ronaldinho no seu time?

16 de agosto de 2014 0

Ronaldinho, 34 anos, foi oferecido no Catar. Os agentes pediram R$ 30 milhões anuais. Ouviram R$ 15 milhões como contraproposta. Não aceitaram.

Tentaram o New York Red Bull. O clube não se interessou, nem o Besiktas, turco.

Fluminense, Santos, Palmeiras e Corinthians também disseram “não”.

A busca continua.

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Ronaldinho procura vaga no Brasil e no Exterior (Agência RBS,BD)

 

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Inter escolhe escultor da estátua de Fernandão

15 de agosto de 2014 0

Gaúcho, nascido em 1955, Itamor Rodrigues é o artista plástico escolhido pelo Inter para esculpir a estátua de Fernandão em bronze.

Itamor é colorado fanático e frequentou os ateliês dos mestres escultores Vasco Prado e Chico Stockinger. Terá 90 dias para entregar o trabalhoaos dirigentes do Inter.

O contrato será assinado na semana que vem.

Mais de uma dezena de candidatos mandaram propostas. Receberão o agradecimento do clube.

A estátua será inaugurada em dezembro, no Beira-Rio.

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Arena Tour passa dos 25 mil visitantes

15 de agosto de 2014 0

A Grêmio Tur, que coordena os passeios na Arena, comemora 25,5 mil visitantes desde dezembro do ano passado – fora os fãs que frequentam os jogos da equipe.

Uma das novas atrações das visitas guiadas de 1h10min é a exibição de uma camisa de trabalho do técnico Felipão.

O torcedor poderá fotografar o uniforme tricolor do novo comandante no vestiário dos jogadores, entre quartas-feiras e domingos.

Maiores informações: www.arenadogremiotour.com.br

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Comissão de colorados escolherá modelo da estátua de Fernandão

15 de agosto de 2014 0

O Inter recebeu 12 propostas de escultores para criar a estátua de Fernandão. Uma comissão do clube irá pré-selecionar cinco na semana que vem. Os colorados escolherão o modelo da estátua em bronze fundido.

O artista eleito terá 90 dias para concluir o trabalho.

Não haverá investidores no projeto. O clube pagará as despesas, orçadas em R$ 150 mil.

Fernandão foi campeão, em Yokohama, usando uma camisa da Reebok. Hoje, o patrocínio é da Nike. A camisa colorada que vestirá a estátua não exibirá marca nenhuma. Será a do Inter. Só.

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Carlo Ancelotti receberá Tite no Real Madrid

15 de agosto de 2014 0
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O italiano Ancelotti foi campeão europeu com o Real Madrid em maio passado (Remy Gabalda/AFP,BD)

 

Depois da escala em Buenos Aires e de horas de conversa com o técnico do Boca Juniors, Carlos Biachi, Tite passará as próximas duas semanas no Brasil. Vai se concentrar um pouco mais no Brasileirão.

Em setembro, completará outro período de estudos na Europa. Começará pela Espanha, com uma imersão no Real Madrid e um encontro com o técnico italiano Carlo Ancelotti, vencedor da Liga dos campeões 2013/2014.

Felipão testa Matías Rodríguez na lateral e Ramiro no meio

Depois, o técnico gaúcho segue para a Itália, quando visita Roma, Milan e Juventus.

Tite planeja conhecer Kiev, na Ucrânia, e encontrar-se com o técnico do Shakhtar Donetsk, o romeno Mircea Lucescu, que tem uma ligação especial com o futebol brasileiro. Ele só voltará a treinar em 2015.

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Inter lança camisas para a gurizada

15 de agosto de 2014 0

O Inter lançou os modelos infantis (R$ 179,90) e feminino (R$ 199,90) das camisas 1 (vermelha) e 2 (branca) de jogo.

Os uniformes já estão disponíveis na loja do Beira-Rio, que recebeu um público acima da média nos últimos dias, depois da vitória do Inter no Gre-Nal (2 a 0). 

A visita guiada ao remodelado Beira-Rio vive uma fase experimental.

A procura de torcedores, porém, tem agradado a direção.

Mesmo que a fase seja de ajustes, mais de 150 pessoas procuram os serviços nos dias úteis da semana. Em breve, o clube lançou oficialmente o programa.

O museu, outra opção do fã, será reaberto em 60 dias.

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Novo técnico da Itália receberá menos do que os da dupla Gre-Nal

14 de agosto de 2014 0

 

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Conte, ex-jogador e ex-técnico da Juventus (Jonathan Moscrop/AFP,BD)

Antonio Conte, 45 anos, é o novo técnico da seleção da Itália.

O ex-jogador e ex-comandante da vencedora Juventus dos últimos anos receberá cerca de R$ 450 mil mensais.

O salário do italiano é inferior ao dos treinadores da dupla Gre-Nal.

Goiás tem o pior ataque do Campeonato Brasileiro

O futebol está globalizado e perdeu as referências.

O que vale mais? Um treinador da Dupla, com visbilidade nacional, ou o “professor” da Itália, com vitrina planetária

Respostas com vocês.

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Como serão os Gre-Nais em 2015

14 de agosto de 2014 0

Na questão Gre-Nal, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) gostaria de ver a Arena e o Beira-Rio no Gauchão 2015 divididos entre gremistas e colorados, 50% de fãs para cada lado.

Se ninguém concordar, entre clubes, Brigada Militar e Ministério Público, a FGF lutará para a realização de Gre-Nais com torcida única.

Só não apoia clássicos com um mínimo de visitantes, não quer seguir a receita atual.

Shakhtar nega proposta do Inter

No clássico de domingo passado, no estádio colorado, só 1,3 mil gremistas assistiram ao jogo. 

A FGF entende que se o público visitante em um Gre-Nal for maior, os vândalos, em grande minoria, perderão espaço antes, durante e depois dos 90 minutos.

Já no Brasileirão, que decide é a CBF, mas sempre de comum acordo com a Dupla e a BM.

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Gre-Nal na Arena, em 2013, com um mínimo de torcedores colorados (Agência RBS/BD)

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Atacante de quase 40 anos tira Inter da Copa do Brasil

14 de agosto de 2014 0

A queda na Copa do Brasil é vexatória. O Inter sofreu cinco gols em dois jogos de um time da Segunda Divisão.

Levou surpreendentes 2 a 1 no Beira-Rio. Levou mais 3 a 1 no Castelão, nesta quarta-feira, com dois gols de Magno Alves, um atacante de 38 anos.

A segunda competição mais importante do Brasil era uma das prioridades do Inter em 2014. Mudou de ideia depois da derrota em Porto Alegre, no jogo de ida. A Copa Sul-Americana é o próximo e duvidosos caminho.

O Ceará fez o que muitos achavam impossível. Eliminou o campeão gaúcho do torneio. Foi melhor nos 180 minutos. No Castelão, uma das 12 sedes da Copa do Mundo, 48 mil pessoas saudaram a vitória.

O Inter efetivou um time misto em Fortaleza. Guardou-se para o Brasileirão, segundo colocado, e optou pela competição com equipes estrangeiras a partir de setembro. A nova meta colorada não redime o péssimo desempenho do time no Nordeste. As falhas aparecerem em todos os setores, problemas coletivos e individuais. Nem Abel Braga se entendeu. Os jovens sentiram a pressão, os experientes se entregaram ao adversário.

O Inter, que não acertou três passes em sequência, foi envolvido pelo Ceará, que marcou mais, teve a posse de bola e atacou sempre com mais perigo. Ganhou o melhor, sem supresas na partida.

A derrota mostra que o grupo colorado não tem a qualidade que todos imaginavam.

Jogadores lotados numa das cinco folhas de pagamento mais caras do Brasil não conseguiram superar um legítimo integrante da Série B.

A Copa Sul-Americana vai fazer o Inter viajar mais, cansar mais. Abel não gostou da nova opção. Preferia ficar só no Campeonato Nacional.

Quem desiste de uma copa, pode abandonar a outra, especialmente com o Brasileirão, a grande prioridade da temporada, no horizonte. O Inter quer o Brasileirão. Usará time misto no mata-mata da Sul-Americana se for o caso.

 

 

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Grêmio lança aplicativo sobre o Olímpico

13 de agosto de 2014 0

Em parceria com a Fama Licenciamentos, o Grêmio lançou o aplicativo Meu Monumental, disponível nas plataformas, Android, Apple e Windows.

Os usuários poderão navegar pelo Olímpico Monumental e visitar vestiários, sala da presidência, quartos da concentração, cabines de imprensa etc.

Barcos deixa treino e substituto Ronan marca

Sobre o aplicativo da Arena ninguém tem notícias.

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Foto aérea do Estádio Olímpico, em 1954 (Agência RBS/BD)

 

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Gre-Nal com torcida única ganha força

13 de agosto de 2014 0

O Gre-Nal 403, em novembro, na Arena, será o último com uma minoria de torcedores do time visitante.

A tendência é de clássicos com torcida única a partir de 2015. Brigada Militar (BM), Grêmio, Inter, MP e Federação Gauchão de Futebol estão mais ou menos de acordo.

A BM disponibilizou cerca de 450 homens para fazer a segurança do Beira-Rio e do seu entorno, domingo. Se o jogo abrigasse uma só torcida, o número de policias seria reduzido para 220. É um absurdo mobilizar quase 500 brigadianos para tentar controlar 50 bandidos fantasiados de torcedores.

Briga no Conselho do Grêmio terá registro policial

Walace minimiza elogios: “O importante é o Grêmio”

Em outras partidas do Brasileirão e da Copa do Brasil, que reúne times com grandes torcidas, na Arena e no Beira-Rio, as confusão são mínimas.

A BM faz contato com as organizadas, recebe os ônibus na entrada da Capital e as conduz até o estádio. A Pavilhão 9, que tem um quilométrico currículo de confusões, nunca aprontou em Porto Alegre. Já as organizadas da Dupla não respeitam ninguém, nem a BM.

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Umbro abriu a carteira para acertar com o Grêmio

12 de agosto de 2014 0

Substituta da Topper em dezembro, a inglesa Umbro pagará entre R$ 15 milhões e R$ 18 milhões anualmente ao Grêmio.

O time fará a pré-temporada de uniforme novo. Ainda não foi definido a data do lançamento das camisas 2015. Aliás, o Grêmio não comenta o acerto.

Conheça a nova marca das camisas do Grêmio

O mercado paulista dá o negócio como um dos maiores do ano envolvendo patrocínio de uniforme.

O valor do contrato do Grêmio é superior ao do Vasco, que acertou com a Umbro no primeiro semestre.

 

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Depois da Copa, Europa imita Brasil no futebol

12 de agosto de 2014 0

Invenção superbrasileira, o spray do futebol estreia nesta terça-feira em competições europeias.

Em cada falta de Real Madrid ou Sevilla, em Cardiff, na decisão da Supercopa da Europa, o árbitro marcará o local com a espuma biodegradável que desaparece em 60 segundos. O spray será usado também na Liga dos Campeões 2014/2015.

O spray nasceu no futebol na Copa BH de Juniors, em 2000. A Conmebol o adotou em 2008.

Representante do Inter ouve resposta negativa na Ucrânia

A Fifa testou a novidade no ano passado, aprovou e incluiu a espuma na Copa do Mundo de 2014.

A Premier League inglesa seguirá a ideia da Fifa, assim como o Campeonato Francês.

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Grêmio: oposições apontam erros da situação

12 de agosto de 2014 0

 

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Edinho, uma das contratações equivocadas de 2014, segundo as oposições (Agência RBS/BD)

Como as eleições presidenciais gremistas foram marcadas para o dia 7 de outubro, os movimentos de oposição só vão lançar candidatos no começo do mês que vem. O momento é de articulação. Não querem ser acvusados de secadores pela situação. Nem eles sabem se Fábio Koff tentará um novo mandato ou se apoiará Romildo Bolzan Jr.

Nas reuniões da oposição, as críticas a atual gestão estão centradas em três pontos.

Quem ganha e quem perde espaço no Grêmio de Felipão

1) A falta de critérios para escolher treinadores. Em 20 meses, o atual departamento de futebol trabalhou com um técnico medalhão, Vanderlei Luxemburgo, contratou um amigo dos boleiros, Renato Portaluppi, apostou numa profissional emergente, Enderson Moreira, e voltou ao técnico famoso, Felipão.

2) Os gastos elevados com o futebol, sem que os pesados investimentos (R$ 161 milhões em 2013) tenham significados títulos ou grandes vitórias.

3) Avaliações erradas significaram a contratação de jogadores sem potencial para formar um time campeão.

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O estádio zero quilômetro da Europa

11 de agosto de 2014 0
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Novo estádio de 23,7 mil lugares em Budapeste (Fotos Attila Kisbenedek/AF)

O Ferencváros inaugurou sua casa de R$ 150 milhões e 23.7 mil lugares em Budapeste, na Hungria. O nome original é Estádio Flórián Albert em homenagem ao jogador (1941/2011) mais importante da história húngara e craque do ano na Europa em 1967, mas o clube vendeu o naming rigths. O local se chamará a partir de agora Groupon Arena.

Na estreia, domingo, o Chelsea venceu o time mais popular do país.

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Conheça a logomarca de Fernandão

11 de agosto de 2014 0

 

O presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Francisco Novelletto, recebeu da Agência Mark +, de Pelotas, a logomarca da Copa Fernandão, que reúne 21 equipes estaduais. 12marca

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Nunca o Grêmio precisou tanto de um motivador como Felipão

11 de agosto de 2014 0

 

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Felipão recomeça terça-feira, quando tentará encontrar um time de futebol (Diego Vara/Agência RBS)

Ao ser superado por uma equipe com maior entrosamento e qualidade técnica, o Grêmio apagou a luz. Precisa recomeçar. Conectar a eletricidade terça-feira, na reapresentação dos atletas. Penar num clássico não é o mesmo que enfrentar o Criciúma, domingo, mas os três pontos são exatamente iguais.

Felipão inventou um time em seis dias para duelar com um Inter organizado há sete meses. Fez um primeiro tempo razoável. Naufragou depois do intervalo.

Em 90 minutos, conheceu alguns jogadores, notou qualidades e defeitos.

Os erros foram os mesmos das últimas partidas: as falhas em sequência de Pará e, agora, Werley, a precariedade dos laterais improvisados, a falta de consistência no meio-campo, apesar do promissor lançamento do jovem volante Walace e a esterilidade do ataque.

Não existe técnicos capazes mudar a estrutura de um time em duas semanas. Mas existem treinadores capazes de motivar. Felipão é mais um animador de grupo, no bom sentido, do que um quase tático perfeito.

Sem craques, o que o Grêmio precisa, antes do bom futebol, é alguém que dê confiança a um grupo instável. Felipão sabe dar.

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O avassalador poder colorado em Gre-Nais

10 de agosto de 2014 0
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Com Abel Braga, o Inter domina a cena do futebol do Rio Grande do Sul (Diego Vara/Agência RBS)

A supremacia colorada está refletida nos clássicos. Nos últimos 20 meses, em oito Gre-Nais, o Grêmio não venceu nenhum. Perdeu na Arena, foi batido no Interior e caiu no remodelado Beira-Rio.

Usou dúzias de jogadores, quatro treinadores – dois deles históricos, como Vanderlei Luxemburgo e Felipão – e uma infinidade de esquemas táticos.

Barcos ainda não conseguiu vencer desde seus primeiros passos no Olímpico, em 2013. Ele é o retrato de um Grêmio cabisbaixo, entregue as dificuldades e com alto complexo de inferioridade. O camisa 9 teve apoio infinito de todos os treinadores. Fracassou com o quarteto – ele, que é o capitão, o líder, e todos os outros atletas destas duas últimas temporadas.

O Gre-Nal 402, o quarto de 2014 – três vitórias do Inter e um empate –, resume o poder vermelho. O Grêmio foi melhor no primeiro tempo, Dudu teve a bola do jogo nas proximidades da pequena área. Chutou tão torto que o lance arrancou risos dos torcedores.

O Inter melhorou depois do intervalo, colocou mais intensidade e velocidade no jogo, tocou mais a bola, apertou e a defesa adversária sentiu e vacilou. Falhou duas vezes, com dois jogadores contestados desde 2012, Pará e Werley, e os gols nasceram naturalmente.

O Inter ganhou como e quando quis. 

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Bandeirinha do Gre-Nal queria ser treinador

10 de agosto de 2014 0
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O árbitro assistente Rafael Alves, 31 anos, trabalhou em quatro Gre-Nais (Arquivo Pessoal)

O astro dos 90 minutos é o árbitro. As dezenas de câmeras da TV e os milhares de olhos cuidam da bola, dos donos das chuteiras colados à esfera e do juiz dos cartões e das decisões de vida ou morte. Esquecem o árbitro assistente, nome que a Fifa deu aos bandeirinhas do novo século. Ele é puro coadjuvante que sempre tem nome, mas que poucos sabem e querem decorar. Um deles receberá R$ 1 mil para dizer se Barcos e Rafael Moura, números 9 de mais de R$ 400 mil mensais, estão em impedimentos. Eles só aparecem em lances extremos, quando a discussão chega ao ponto máximo.
– Faço parte de uma equipe, trabalho em nome de um conjunto. Preciso que o árbitro tenha absoluta confiança em mim. Eu sou a extensão dele – entende Rafael Alves, um dos auxiliares de Anderson Daronco no Gre-Nal 402, ao lado de Marcelo Barison.

Com bandeirinha na mão, cabo de 60cm, 40cm por 40cm de tecido, poliéster com fio de alta resistência, eles atuam nos 55 metros da lateral, entre o meio campo e o escanteio. Nos testes, têm de alcançar 40 metros em seis segundos. É regra,
– É preciso ter concentração e posicionamento. No ajuste dos dois, os erros diminuem.
Enquanto o árbitro vasculha e corre o campo inteiro, o bandeirinha – você já ouviu algum torcedor chamá-lo de árbitro assistente? – cresce e corre em todos os tipos dos estádios, da Pedra Moura ao Maracanã, nas barbas da torcida. Ouve tudo e de tudo. Deixa a mãe no vestiário. É também o que mais sofre o impacto externo, que bate boca com jogadores, reservas e treinadores e não tem o poder de expulsar os malcriados.

Pode dedurar, agarrado na manopla em borracha de 12cm ajustada ao cabo, agitar a bandeirinha de R$ 40. Foi ele que assinalou o discutido pênalti de Paulão na decisão do Gauchão.
– Com o vaivém dos jogadores à Europa, eles parecem mais educados. Não dizem palavrão. Protestam, óbvio, mas numa boa.

No Gre-Nal, as discussões são sempre mais intensas, deixam as arquibancadas e entopem as cabeças dos atletas, mas roubam os bons sonhos de Rafael, 31 anos, oito de arbitragem. Um dos 10 aspirantes à Fifa da CBF – outros 10 portam o escudo definitivo –, ele é a nova aposta da FGF, o substituto de Altemir Hausmman, gaúcho de duas Copas do Mundo.
– Eu fico tão concentrado na partida que nem olho ou sinto o público. Não vejo e não ouço. Os espectadores parecem mudos. À noite, em casa, é que vou ver na TV se o estádio lotou.

Fisioterapeuta e professor de educação física, bandeirinha da classe 2006 da FGF, Alves foi testado no Interior, encontrou lugar nas séries inferiores do Campeonato Brasileiro, cresceu e chegou com fé à primeira divisão.
– O Gre-Nal não me assusta. Sei da intensidade de tudo que cerca o nosso maior clássico. Os colegas de outros Estados dizem que é o mais difícil de apitar. Concordo. Fiz Fla-Flu, Flamengo e Vasco, Corinthians e Cruzeiro. Sei bem.

Rafael queria ser técnico de futebol. Ao ouvir uma palestra do ex-árbitro Leonardo Gaciba, pelotense como ele, repensou.
Imaginou usar o apito. Desistiu.
– Sou mais quieto, tranquilo, muito concentrado no que faço. Acho que escolhi bem a função.
Antônio Carlos Alves, 65 anos, roubará a concentração e a dieta do filho depois do clássico. Prometeu esperá-lo com uma costela gorda e bem passada. Rafael levará a namorada, Vanessa Ioris, 29 anos.
– Uma atuação impecável será o meu presente do Dia dos Pais.

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Russo observará Luan no Olímpico e na Arena

09 de agosto de 2014 0

Ex-jogador da seleção russa, Dimitri Popov, 47 anos, desembarcará no começo da semana que vem em Porto Alegre. O diretor esportivo do Spartak passará uns dias entre o Olímpico e a Arena.

Observará Luan em treinos e jogos. Os moscovitas estavam encantados com o meia.

Garoto Walace encanta Felipão e começa a ganhar espaço no Grêmio

O DVD com os melhores lances do jovem e as boas atuações e os gols no Torneio de Toulon, com a camisa da seleção brasileira sub-20, encantaram os estrangeiros. Pagar R$ 45 milhões não seria problema.

Só que as últimas atuações de Luan esfriaram o negócio. Popov virá conferir se Luan é tudo aquilo que os vídeos contam dele.

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Diretor do Sparatk, de Moscou, quer conferir treinos e partidas de Luan (Agência RBS/BD)

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Tudo é Gre-Nal no sul do Brasil

09 de agosto de 2014 0

O Beira-Rio recebe neste domingo, às 16h, o 110º Gre-Nal dos seus 45 anos. A vantagem colorada é expressiva. São 42 vitórias contra 27 derrotas, com 40 empates. O Inter marcou 108 gols. O Grêmio, 91.

O Grêmio, que abriu o Brasileirão em 17º lugar, chega à 14ª rodada como 11º na tabela do Brasileirão. O Inter, que estreou em quinto, está em terceiro.
Inter treina bola parada e saída de jogo, mas mantém mistério no meio

Felipão, 65 anos, disputou 14 Gre-Nais. Seu aproveitamento é de 61,9%. Em 17 clássicos, Abel Braga, 61 anos, tem 39%.

Desde o começo da era dos pontos corridos no Brasileirão (2003), Inter e Grêmio se enfrentaram 20 vezes no Beira-Rio. São seis vitórias para cada equipe e oito empates.

Faz 18 anos que o futebol gaúcho não conquista um título do Campeonato Brasileiro, seja no sistema mata-mata ou pontos corridos. O Grêmio venceu pela última vez em 1996. O Inter, em 1979.

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Beira-Rio pós-Copa do Mundo receberá o primeiro Gre-Nal do Brasileirão (Agência RBS)

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As aulas de El Loco Bielsa

08 de agosto de 2014 0

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Depois de um ano sabático, Marcelo Bielsa assumiu o Olympique, de Marselha. Um dos seus primeiros pedidos na França foi a compra de um sistema de vídeo de R$ 60 mil.

Depois de cada amistoso (cinco na pré-temporada), o treinador – que a mídia argentina chama de El Loco pelas suas excentricidades – examina a atuação do time ao lado da comissão técnica uma dúzia de vezes.

Então, separa alguns lances, resume a partida em 15 minutos e entrega um DVD a cada jogador. Junto, apresenta os números individuais.

Comentaristas do Grupo RBS apontam Inter como favorito no Gre-Nal

Nos dias seguintes, com um iPad em punho, ele chama o atleta a sua sala, analisa o desempenho, discute a atuação e mostra como melhorar. Às vezes usa um telão. Convoca zagueiros, depois volantes, meias e atacantes e analisa os diferentes setores da equipe.

Nesta sexta-feira, a sua primeira coletiva durou uma hora. Neste sábado, o Olimpyque enfrenta o Bastia, na primeira rodada do Campeonato Francês 2014/2015.

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O Beira-Rio e os Gre-Nais do Campeonato Brasileiro

08 de agosto de 2014 0

O Beira-Rio receberá domingo, às 16h, o 30º Gre-Nal da era do Campeonato Brasileiro (1971/2014).

São 48 clássicos no total em estádios gaúchos.

O 50º será disputado na Arena.

A vantagem colorada é mínima.

São 13 vitórias, contra 12, com quatro empates.

O Inter marcou 28 gols. O adversário, 26.

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Dadá Maravilha em ação no Beira-Rio, em 1976 (Agência RBS/BD)

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