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O perigoso custo da rivalidade Gre-Nal

19 de outubro de 2014 9

César Grafietti, gerente de crédito do Itaú BBA e coordenador do estudo, analisa o futebol do Brasil pós-Copa e da dupla Gre-Nal pela ótica da economia:

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Grafietti analisa o momento do futebol gaúcho e do Brasil (Arquivo Pessoal)

Como você avalia o atual cenário do futebol brasileiro?
É desconfortável. Após dois anos de forte crescimento de receitas, sempre acima dos custos, em 2013 vimos uma inversão desta tendência, com custos crescendo mais que as receitas. A explicação vem da fragilidade profissional dos gestores.

A política de grandes salários sobreviverá ao ano de 2015?
Não creio. É fundamental que os clubes entendam que a existência deles depende de forte ajuste de custos. O primeiro, mais óbvio, é o da redução salarial, que levará um tempo para ocorrer.

Como você avalia o Inter?
O Inter tem histórico muito positivo. Até 2012, apresentava dívidas controladas, boa geração de receitas, parte importante delas recorrente (TV e patrocínio) e um excelente programa de sócio torcedor. Entretanto, é um clube que consistentemente vende direitos de atletas para fechar suas contas, e este é um enorme risco. Caso esta fonte seque, o clube pode vir a ter problemas para manter custos tão elevados. Em 2013, apesar da venda expressiva, o clube investiu muito e viu o endividamento aumentar. A impressão é que começa a sair da zona confortável e buscar o risco.

Como será o ano que vem?
Não será fácil. Precisará continuar vendendo direitos de atletas para fechar as contas, sob pena de ver a dívida aumentar. Ou, o que é mais correto, deve reduzir a folha.

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Jogadores da dupla Gre-Nal numa ação do Bom Senso FC no interior (Agência RBS)

Como está o Grêmio?
O ano de 2013 para o Grêmio não foi bom. Receitas em queda e custos em alta. Muitos investimentos em aquisição de atletas que ainda precisariam ser pagos ao longo de 2014. O resultado foi fechar 2013 com mais dívidas. Insustentável como modelo, da mesma forma que o Inter, tem um excelente programa de sócio torcedor que garante boa receita recorrente, assim como TV e patrocínios. Mas depende da venda de atletas. Mas, pelo que acompanhei pela imprensa, teria feito forte redução de custos no elenco, dispensando atletas mais caros e enquadrando custos às receitas. Se fez, está correto. É o caminho.

E a projeção para 2015?
Tudo depende do final da questão anterior. Se fez a lição de casa, reduzindo custos, aproveitando mais a base, terá um ano melhor, mas duro. Se não, estará trilhando o mesmo caminho do rival.

A rivalidade gaúcha ajuda?
A rivalidade é importantíssima na gestão do programa de sócio torcedor dos dois. Mas a rivalidade também pode ser o caminho do descontrole. Buscar títulos a qualquer custo costuma terminar mal. O Inter tem feito isso, contando com a venda de atletas e o Grêmio seguiu o mesmo caminho em 2013. A rivalidade que sustenta é a mesma que leva os clubes ao caos financeiro.

Como 2015 se comportará?
Os anos de 2014 e 2015 serão bastante difíceis. Aliás, 2014 já está sendo complicado conforme vemos na imprensa os casos de atrasos de salários. É preciso mudar a mentalidade da “estrutura” futebol e isto leva tempo. Reduzir custos significa limitar capacidade de investimentos e competitividade e isto certamente nos levará a aceitar que o Brasil não tem 12 times grandes e que disputam títulos relevantes. Temos quatro ou cinco e alguns que eventualmente lutam pelas conquistas, graças à beleza do futebol.

Como se dará a mudança?
A Lei de Responsabilidade do Esporte pode ser um marco nesta mudança, ao obrigar os clubes a se adequarem, com possíveis punições aos que descumprirem as regras. Mas para isto funcionar, a punição tem que vir. Ainda assim, é um processo que se bem conduzido deve significar real melhoria da condição econômico-financeira dos clubes apenas a partir de 2016 e, quem sabe, se consolidando em 2017 e 2018. Se tudo funcionar bem, se clubes se organizarem, se atletas entenderem que os saltos salários não se sustentam e se os torcedores aceitarem que nem todos lutam por títulos, o futebol em 2018 será melhor.

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Técnico do Goiás está cansado de "treinador boleiro"

18 de outubro de 2014 0

Entre os treinadores que vieram da universidade, estudaram e buscaram aperfeiçoamento no Exterior e os que passaram direto da fase das chuteiras para a do abrigo de grife de “professor”, o mineiro Ricardo Drubscky se alinha ao primeiro time. Ele é o técnico do Goiás, que enfrenta o Grêmio.

Na concentração do Goiás, num hotel da úmida e abafada capital Goiânia de 1,3 milhão de habitantes, o professor de educação física Ricardo Drubscky, 54 anos, diz o que gosta de ser:

– Sou técnico de futebol. É a minha vida, meu sonho. 

Ele foi gestor e diretor, preparador físico, professor e auxiliar técnico entre 1996 e 2011. Ganhou experiência no Equador, no Japão e em Portugal. Escreveu um livro, Universo Tático do Futebol, Escola Brasileira (Editora Health, R$ 55), no qual debate metodologias, sistemas táticos e oferece orientações aos profissionais da área.

Nos últimos quatro anos, abraçou a profissão de técnico de uma vez. Rodou por Monte Azul, Tupi, Volta Redonda, Atlético-PR, Tupi, Criciúma, Paraná e agora comanda o adversário do Grêmio.

– Ser treinador não atrapalha minha atividade como professor da Escola Brasileira de Futebol, que é um projeto da CBF. Nós precisamos investir mesmo numa instituição que forme treinadores qualificados. O futebol brasileiro está cheio de autodidatas, de jogadores que, despreparados, assumem a profissão de treinador assim que se aposentam. Desconhecem completamente a parte tática, a gestão de pessoas e os conceitos de liderança.

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Ricardo Drubscsky, técnico do Goiás (Agência Getty Image)

Drubscky, que atuou nas categorias de base do Cruzeiro e do Atlético-MG, é um crítico feroz do “treinador boleiro”.

– Precisamos de uma escola que forme o treinador e que siga uma linha de trabalho. Estou cansado da “boleirice” dos técnicos. Cada um tem a sua caixinha de segredos, métodos próprios e não fala para ninguém. Mas todos reclamam da falta de jogadores qualificados. Não vejo assim. O que salva o nosso futebol ainda é o jogador. Só ele.

Nono na tabela, com 37 pontos, sete distantes da zona da degola, 10 longe do G-4, com 44% de aproveitamento, Drubscky se apresenta no Goiás como um treinador defesivo e ofensivo, sem exagerar na defesa ou no ataque e adepto do jogo coletivo. Aí sim, sem medo do excesso.

– O que me espanta é que o nosso futebol é à base do toque de bola, os jogadores gostam do estilo, mas os grandes times brasileiros, não exploram a melhor característica dos atletas. Culpa deles? Não. Culpa dos treinadores.

Ele gosta de falar, fala bastante. Ele segue.

– Numa palestra, depois da Copa do Mundo, comentei com meus jogadores: “Vocês viram como a Alemanha dribla bem”. Eles ficaram espantados. Olharam um para o outro e pareciam não ter entendido nada. “Quer dizer então que a Alemanha não dribla?”. Claro, os alemães fazem um jogo de passes, de velocidade, de mobilidade, de ocupação de espaços e de doação. O brasileiro é muito individualista, sabe passar, tocar a bola, mas não tem orientação adequada. Não preza o futebol coletivo. A nossa escola precisa entrar aí, recuperar o valor do toque de bola, unir a nossa individualidade ao coletivo, algo que eu chamo de “coletividade”.

Seu Goiás, que fez 29 gols e levou 28 no Brasileirão, sofre como todos os times. Ele acredita que não é por falta de trabalho que ele não está lá em cima, na briga com os grandes. É pelo ritmo de um calendário absurdo.

– O calendário é carrasco. Ninguém treina, só joga e viaja. Nós pegamos um avião por semana, às vezes dois. A maratona de jogos nivela tudo, a folha salarial baixa e a alta. Olhe resultados inesperados que nascem a cada rodada. Tudo culpa de lesões, do cansaço, da absoluta falta de tempo para treinar.

Sem a força do dinheiro e sem poder para contratar grandes nomes, Drubscky lidera a busca de jovens na base. Chamou, deu força e orientou Pedro Henrique, Felipe Macedo, Murilo, Rodrigo, Thiago Mendes, Bruno Henrique. Deu força a Erik Lima, o seu goleador. Está satisfeito.

– Cerca de 50% do time veio da base. Estou sempre com um olho lá. Gosto de trabalhar com os garotos, formá-los. Mas não pense que o Grêmio encontrará um time inexperiente no Serra Dourada. Podemos enfrentar qualquer adversário. Nossa estrutura é de um time gigante. A diferença é só a receita financeira. Não jogamos para fugir da Série B. Buscamos algo mais.

Erik Lima é sua joia. É o mais vistoso. Ele prefere destacar Pedro Henrique e Felipe Macedo gente da defesa A zaga é um dos seus atuais orgulhos. Antes de encerrar, ele lembra do zagueiro destro Jackson, 24 anos, 1m86cm, emprestado pelo Inter.

– Ele é uma das referências do time e um dos nosso líderes. Faz um grande campeonato.

Mas ele não se vê na defesa contra o defensivo Felipão:

– Negativo. Vamos arriscar.

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Mano Menezes cutuca rival Felipão em São Paulo

18 de outubro de 2014 7

O técnico do Cruzeiro, líder do Brasileirão, é mineiro. O que comando o time que está em segundo lugar, o Inter, é o carioca Abel Braga.

Quem treina o São Paulo é o paulista Muricy Ramalho. O treinador do Atlético-MG é o paranaense Levir Culpi. O quarteto fecha o topo da tabela do campeonato.

Técnicos gaúchos, como Felipão, do Grêmio, e Mano Menezes, do Corinthians, lutam para não perder o ano. Ainda buscam posto no G-4. Seus times são instáveis e irregulares. Mas Felipão melhorou o Grêmio, Mano não deu corpo ao Timão.

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Felipão em dia de jogo na Arena (Agência RBS)

Felipão, que continuará no Grêmio em 2015, e Mano, que não renovará contrato, não se bicam.

Leia o que o treinador corintiano falou na coletiva desta sexta-feira. Ironizou a “família Scolari” da Copa do Mundo de 2002.

– A derrota não forma família. Você só ouve da história da família na hora da vitória. Não teve família neste ano, não é?

Mano dirige o Corinthians, domingo, no Beira-Rio. Pode ser seu último jogo. A crise é grave.

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Mano vive uma grande crise no Corinthias (Corinthians, Divulgação)

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Árbitros de nomes esquisitos apitam jogos decisivos da dupla Gre-Nal

17 de outubro de 2014 1

Prepare-se. A 29ª rodada do Brasileirão promete grandes emoções nas partidas que envolvem a dupla Gre-Nal. Seus dois jogos decisivos serão dirigidos por árbitros inexperientes.

Marielson Alves Silva (BA) apita Goiás e Grêmio. Ele é do interior da Bahia, tem 32 anos e estreou nesta temporada na Série A.

Dewson Fernando Freitas da Silva (PA) comanda Inter e Corinthians. Aos 33 anos, apita desde os 13, quando começou nas peladas de rua de Belém. Ele apitou dois jogos do Corinthians em 2014. Os paulistas ganharam ambos.

 Não são árbitros do G-4 ou da sua vizinhança. São mais afeitos aos jogos da Série B. Se bem que o escudo da Fifa nem sempre significa qualidade.

Sandro Meira Ricci, que não fez uma boa arbitragem em Palmeiras e Grêmio, sábado passado, não aparece na escala do terceiro final de semana de outubro.

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Nilmar e Abel enfrentam o Corinthians (Agência RBS)

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Quem tem mais torcedores, Arena ou Beira-Rio?

17 de outubro de 2014 8

O Inter tem um público médio pagante de 20.489 espectadores no remodelado Beira-Rio.
O tíquete médio é de R$ 36.65.

Na Arena, são 19.102 gremistas por jogo. O ingresso? R$ 32.19.

Os ingressos mais caros são os oferecidos por Corinthians, R$ 62,60, Cruzeiro, R$ 46,49, e Botafogo, R$ 44,40.

O mais barato é na Bahia, com o Vitória, R$ 17,13.

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Beira-Rio em dia de Brasileirão (Agência RBS, BD)

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O torcedor gremista analisa a Arena

17 de outubro de 2014 2

O Movimento Grêmio Independente (MGI) encomendou e divulgou uma pesquisa sobre a Arena. Os números são da ESPM.
Descobriu, entre outros, as principais reclamações dos frequentadores do espaço:

custos da bebida e alimentação (68%), trânsito (60%) e transporte público e polícia despreparada (45%).

Mas elencou também as mais positivas:

higienização e quantidade de banheiros (77%), conforto dos assentos (63%), rampas de acesso (62%) e estrutura física moderna (60%).

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Pesquisa encomendada pelo MGI analisou a Arena, entre outros (Omar Freitas, Agência RBS/BD)

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Platini sugere mais um cartão no futebol

17 de outubro de 2014 4

O ex-craque francês e presidente da Uefa, Michel Platini, lançou na Europa o livro Falemos de Futebol (Parlons Football). Suas ideias:

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Platini, o líder do futebol europeu ( NIKOLAY DOYCHINOV/AFP,BD)

1) Instituir o cartão branco, que afastaria o jogador que reclama muito durante a partida e não respeita a arbitragem durante 10 minutos. Ele sentaria no banco de reservas e voltaria depois.

2) Mudar a regra de substituições, passar das três atuais para cinco. A intensidade do futebol pum maior número de substituições nos 90 minutos.

3) Aumentar a idade média dos árbitros, hoje em 45 anos, e fazer com que os juízes assistentes de linha de fundo, que ficam quase estáticos atrás das goleias possam entrar em campo em determinados lances.

4) Pediu que a International Board, órgão responsável pelas leis do futebol, fosse composta por ex-jogadores e técnicos e não só por dirigentes.

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Chuvas e trovoadas sobre Mano Menezes

16 de outubro de 2014 0

O renovado Mineirão é palco trágico para treinadores gaúchos. A Seleção Brasileira de Felipão sofreu sete da Alemanha na Copa do Mundo. O Corinthians de Mano Menezes levou quatro do Atlético-MG.
O resultado vexatório eliminou os paulistas da Copa do Brasil e enfureceu o torcedor. Mano vive um dos momentos mais tensos da carreira.

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Mano Menezes, treinador do Corinthians ( Rodrigo Coca, Corinthians, Divulgação)

Nesta sexta-feira, a torcida organizada Gaviões da Fiel programou um ato de protesto no CT do clube, em São Paulo. Ofereceu até ônibus de graça. O alvo é Mano. Ele terá mais oito semanas de trabalho, se não for demitido antes pela pressão de torcedores, conselheiros e dirigentes. Quem o segura é o presidente Mário Gobbi, que encerra a gestão neste ano.

Mano não renovará o contrato em dezembro. Desde que assumiu, em janeiro, é perseguido pela sombra do multicampeão Tite. A cada derrota, a torcida pede Tite. Mano enfrenta o Inter, domingo, em sexto no Brasileirão, atrás do Grêmio, com idênticos 55% de aproveitamento. Se sofrer outra goleada, nem Gobbi o segura.

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Um camisa 9 na mira do Beira-Rio

16 de outubro de 2014 9

Desde 2007 na conflagrada Ucrânia, ídolo do Shakhtar Donetsk, o porto-alegrense Luiz Adriano, 27 anos, deseja voltar ao Brasil. A decisão não tem volta e já foi comunicada à família.

A preferência do centroavante de 1m83min, criado no Beira-Rio, é vestir outra vez a camisa do Inter.

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Luiz Adriano nos seus tempos de Inter, em 2006 (Agência RBS)

O salário não seria empecilho. Luiz Adriano fez a independência financeira em sete anos na Europa.

Os dirigentes colorados foram informados, mas há uma eleição no meio do caminho. Baterão o martelo só em dezembro.

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Consultor analisa o negócio Arena

16 de outubro de 2014 2

Fernando Trevisan, consultor da Trevisan Gestão de Esporte, fala sobre a compra da gestão da Arena pelo Grêmio.

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Trevisan comenta o negócio Arena (Arquivo Pessoal)

O Grêmio diz que adquiriu a gestão da Arena. Faz sentido?
Em termos mercadológicos, essa estratégia faz sentido sim. O torcedor passa a ver o estádio como propriedade do clube e não de um terceiro, eliminando uma possível má vontade que havia do gremista em relação à Arena. O clube passa a ter total poder de decisão sobre as condições de oferta e o atendimento ao seu público, que em tese conhece mais profundamente do que seu sócio empreiteiro. Em termos financeiros, ainda é difícil avaliar se é um bom negócio. O clube vai comprometer cerca de 12% da sua receita com o pagamento das parcelas anuais à OAS. Outra dúvida é se o clube vai ter condições de desenvolver internamente o conhecimento necessário para gerir uma arena nos padrões atuais.

Que mecanismos um clube precisa desenvolver para gerir uma arena multiuso?
A gestão envolve tanto conceitos tradicionais de administração de estádios quanto de um shopping, por exemplo. É uma especialidade nova no Brasil, e que, portanto, carece ainda de gente capacitada.

Por quê?
O estádio passa a ser um centro de negócios e entretenimento da cidade, e deve ofertar eventos de vários tipos, tanto o futebol, quanto serviços para o dia a dia das pessoas. Após dois anos de inauguração da primeira arena neste novo conceito e com o conhecimento trazido de empresas do Exterior, o Brasil começa a ter profissionais gabaritados para atuar no segmento.

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O sucesso da Arena depende da torcida gremista (Reprodução Agência RBS/BD)

Qual o papel do torcedor?
A principal âncora de uma arena multiuso é o futebol, já que dificilmente um estádio deste tipo se sustenta só com outros serviços e eventos. Por isso, o torcedor deve ser visto como uma peça chave para o sucesso econômico da arena. Daí a importância do trabalho de atração e atendimento ao público ser feito em conjunto com o clube, que conhece o perfil da torcida. O fã deve perceber que hábitos precisam ser mudados em benefício do coletivo, sem que se deturpe a cultura da arquibancada. E o clube precisa saber que o nível de serviço ofertado precisa subir para um novo patamar, desde a qualidade na recepção da torcida até no jogo disputado em campo.

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Churrasco na casa de Piffero aproxima oposições

15 de outubro de 2014 2

Entre saborosos nacos de carnes selecionadas, o churrasco na casa de Vitorio Piffero, na terça-feira à noite, aproximou ainda mais os grupos de oposição do clube. Convidados especiais, os coordenadores políticos do movimento Convergência Colorada conversaram longamente com o ex-presidente, que tentará um novo mandato em dezembro.

Piffero ainda não anunciou publicamente as suas intenções. Mas já trabalha firme e forte nos bastidores. 

O acordo ganhou corpo, avançou. O processo ainda precisa de um organograma oficial de trabalho e nomes para determinadas funções. Novas reuniões estão previstas em busca de um acerto definitivo. Mas ninguém bateu o martelo. Nada está certo ainda.

Com Piffero de candidato, três nomes são especulados entre os conselheiros para comandar seu departamento de futebol, caso seja eleito: Pedro Affatato, Luis Fernando Costa e Luiz Antonio Lopes.

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Como a Arena ganhará vida nova

15 de outubro de 2014 6

Especialistas em marketing esportivo entendem que o Grêmio vai ficar mais fortalecido com a compra da gestão da Arena. Os dividendos do negócio, porém, não chegarão a curtíssimo prazo.

O mais importante é garantir uma gestão profissional e competente, capaz de fazer dinheiro. Gerir uma Arena não é o mesmo que tocar um velho estádio, como o Olímpico.

Mais do que um marketing desenvolvido e qualificado, o clube precisa desenvolver ações de relacionamento com sócios, com empresas, patrocinadores e até com o poder público.

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Vida nova na Arena (Agência RBS)

Recuperar o bairro Humaitá é decisivo para que a Arena tenha vida em quase 24 horas por dia.

Se garantir a recuperação do entorno, com a parceria da prefeitura, dos governos estadual e federal, de ONGs – e até da OAS –, o Grêmio conseguirá atrair mais torcedores para a nova casa. Com o aumento do movimento, empresas de diferentes setores serão atraídas pela Arena e poderão expandir seus negócios.

Um problema que deve sumir imediatamente é a relação do torcedor com a Arena. A animosidade com a OAS vai sumir. O fã vai colaborar mais com o clube, curtir o estádio.

 

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Caça aos jogadores que tentam enganar árbitros

15 de outubro de 2014 47

O fingimento de um jogador no Brasileirão alcançou o topo domingo passado, em Criciúma, quando o santista Leandro Damião puxou a própria camisa dentro da grande área para enganar Péricles Bassols e se beneficiar com a marcação de um pênalti. Tanto a CBF quanto a sua comissão de arbitragem entendem que os jogadores estão exagerando. Pediram atenção.

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Lance bizarro de Damião preocupou a CBF e a arbitragem (RICARDO SAIBUN/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO)

Os atletas tentam enganar o juiz a cada segundo de jogo. Os árbitros queixam-se que os atletas não colaboram com a arbitragem, muito menos os treinadores, jogam a torcida contra eles e ainda prejudicam o andamento da partida. A TV consegue desmascarar os jogadores em segundos. 

A nova ordem da CBF é punir os jogadores que simulam faltas com o cartão amarelo. Não precisa ser somente em lances decisivos de grande área.

As arbitragens serão mais rigorosas a partir do próximo final de semana, durante a 29ª rodada da competição.

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Dupla Gre-Nal: as chances de cada um na Libertadores

14 de outubro de 2014 0

Pelos cálculos do Infobola, 10 rodadas antes do final do Brasileirão, 30 pontos disponíveis, o Inter (50 pontos) tem 81% de chances de alcançar a edição 2015 da Copa Libertadores da América.
O Grêmio (46 pontos), 37%

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União entre Piffero e grupo de oposição ganha corpo

14 de outubro de 2014 0

O ex-presidente Vitorio Piffero recebe na noite desta terça-feira integrantes da coordenação política do Convergência Colorada. As partes estão afinando as conversas para que entrem juntos nas eleições presidenciais do Inter no final do ano.

A fase é de namoro sério.

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Piffero mira outra vez a cadeira número 1 do Inter (Agência RBS/BD)

 

 

As ideias não foram para o papel ainda, mas devem começar a ganhar estatus de documento a partir da próxima reunião.

Quem acompanha os contatos está otimista.

Acredita que o acordo será fechado, porém só aos 48 minutos do segundo tempo, no último prazo antes das urnas.

Piffero não anunciou publicamente que é candidato. Nos bastidores, trabalha como se fosse.

 

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Neymar recupera o sabor de uma goleada

14 de outubro de 2014 1

Brasil e Argentina é um clássico. Precisa de toda a atenção. Brasil e Japão não passa de um amistoso. Merece experiências.

Foi o que Dunga fez. Mexeu várias vezes na defesa, no meio e no ataque do seu time antes, durante e depois dos 4 a 0 sobre o Japão. Só não tocou em Neymar, nem precisa. Nem deve. Neymar é um espetáculo.

Ele é o melhor jogador do Brasil, um dos nomes do mundo do futebol da segunda metade do novo século, colega do gênio Messi, no Barcelona. A Seleção começa com ele, o mais legítimo número 10 brasileiros dos últimos tempos.

Nesta terça-feira, manhã em Brasília, noite em Cingapura, na castigada grama recheada de areia de um estádio de R$ 2,5 bilhões, Neymar marcou quatro gols e tonteou os japoneses. Foram quatro performances distintas. Marcou gol como centroavante, como meia, como ponta veloz de outros tempos. Ele fez uma das melhores partidas em seus quatro anos de Seleção.

A tranquila, folgada e anunciada vitória sobre os asiáticos, em fase de renovação, mostra o bom recomeço de Dunga. São quatro vitórias em quatro jogos. O torcedor brasileiro merecia uma goleada, mas ao seu lado.

O treinador tem uma base, mas o jogo com o Japão exibiu outras opções, como Éverton Ribeiro, Mário Fernandes e, especialmente, Philipe Coutinho. A fragilidade do adversário permitiu até a entrada de Kaká e Robinho.

O meia carioca do Liverpool se entendeu perfeitamente com Neymar, acelerou ainda mais as jogadas ofensivas e merece novas oportunidades. Seus passes enxergam a perfeição. Tem potencial para ocupar um lugar no time titular, ao lado de Neymar e Tardelli.

O próximo adversário será  a Turquia, no dia 12 de novembro, em Istambul. O recomeço de Dunga é bom, seu time vai bem, pode melhorar. Ainda faltam craques, Neymar é uma ilha, mas há bons e jovens jogadores disponíveis. O que todos precisam é de sequência e de confiança, altas doses de confiança.

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Inter prepara camisa com retrato de Fernandão

14 de outubro de 2014 7

O Inter prepara uma edição histórica e limitada de uma camisa especial com a imagem de Fernandão (1978/2014), mas sem a grife da Nike. O projeto está em andamento, junto com a confecção de um boneco do atacante.

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Fernandão com a camisa do Inter, em maio de 2005 (Agência RBS/BD)

 

O item de colecionador, que não será usada em partidas da equipe, será lançado em dezembro, com a inauguração da estátua do ex-capitão colorado, marcada para o dia 17.

A estátua terá mais de 2 metros de altura e será fixada no Estádio beira-Rio.

Numa das mãos, Fernandão exibirá a taça do Mundial de Clubes da Fifa, conquistada em dezembro de 2006, no Japão.

 

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Dunga ofende seleção rival e não pede desculpas

13 de outubro de 2014 12

Antes mesmo de fechar três jogos, menos de 270 minutos de futebol, Dunga voltou aos seus piores momentos. Durante o Superclássico das Américas, sábado, em Pequim, ele se estranhou com integrantes do banco de reserva da Argentina.

No meio da forte discussão na beira do gramado do Estádio Ninho do Pássaro, imagens da televisão chinesa flagraram o treinador gaúcho, meio descontrolado, esfregando a mão direita no nariz e gritando várias vezes: “Tu é igualzinho, né?”.

A imagem correu o mundo. A associação com Maradona, que foi viciado em cocaína, foi imediata.

Dunga recebeu críticas em todos lugares e ajudou a piorar ainda mais a imagem do Brasil. Treinador brasileiro não tem bom cartaz no Exterior mesmo, não consegue treinar times na Europa. Seus nomes não são sequer especulados. O gesto de Dunga não faz parte da cartilha de boas maneiras de um treinador que representa a Seleção Brasileira. Não faz MESMO.

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Dunga (ao fundo): mau comportamento prejudica a imagem da Seleção (AFP)

Na entrevista desta segunda-feira, em Cingapura, cidade que acolhe o amistoso entre Brasil e Japão, nesta terça-feira, Dunga não de desculpou do gesto absurdo. Seria fácil. Bastava um gesto. Mas ele ofereceu a seguinte explicação, depois de criar um clima pesado na coletiva e ainda questionar um jornalista, que só fez uma pergunta.

– Como tinha muita poluição, tinha o nariz sempre trancado. Quem está falando que usou droga ou não é você…

Dunga ainda não aprendeu que o mundo não está contra ele. 

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O calendário sem noção da CBF

13 de outubro de 2014 6

As duas datas Fifa da primeira quinzena de outubro movimentam as seleções do mundo inteiro entre competições oficiais, como as eliminatórias da Eurocopa 2016, que envolveu a Inglaterra de Rooney, entre outras, e amistosos caça-niqueis, como Brasil e Argentina, em Pequim. O desrespeito à data pelo Brasil retirou 27 jogadores de duas rodadas decisivas do Brasileirão. Minou os principais times do país.

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Rooney, da Inglaterra, que respeita as datas da Fifa ( Glyn Kirk/AFP)

De 135 países filiados a Fifa, 37 não respeitam o calendário oficial da entidade e não param as suas competições. País do terceiro mundo do futebol, o Brasil perfila-se ao lado do Burundi, da Tanzânia, do Congo, do Iêmen, da Índia, do Paquistão, do Sri Lanka, de Bermudas, da Costa Rica, além dos vizinhos Argentina, Paraguai e Uruguai, que seguem um caminho distinto a de nações como Espanha, França, Alemanha ou Portugal.

A CBF não vai mudar de ideia no mês que vem ou em 2015. Continuará a desfalcar times do país nos amistosos da Seleção, contra Turquia e Áustria, em novembro, bem na reta final do Brasileirão. Só mudará de opinião quando os clubes se rebelarem. Desorganizados e sem lideranças, os clubes temem a CBF, que sempre faz o que quer , sem pedir licença.

 

 

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Mundial mexeu com a cabeça de Sandro Meira Ricci

13 de outubro de 2014 62

É a da cultura da arbitragem errar para os dois lados, não necessariamente no mesmo jogo. Sábado, em São Paulo, Sandro Meia Ricci, mineiro que apita pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF), prejudicou o Grêmio ao expulsar Barcos injustamente num momento crucial da partida contra o Palmeiras – entre outros problemas menos graves.

Ricci, 39 anos, é arbitro da Fifa e representou o Brasil na Copa do Mundo, depois de apitar as finais do Mundial de Clubes da Fifa, em 2013, no Marrocos, e da Copa Libertadores da América, neste ano, na Argentina.

Ele era a quarta opção da Fifa para a Copa. Chegou ao torneio planetário graças à lesão de um árbitro e os problemas físicos de outros dois. Foi a zebra. Nem tinha experiência internacional para tanto. Mas fez um boa Copa do Mundo.

Há que diga que a experiência na Copa do Mundo alterou o seu jeito de ser. Colegas garantem que ele se acha melhor do que os outros. Jogadores o chamam de prepotente, fechado ao diálogo. Dirigentes entendem que ele quer ser a estrela da partida.

Nem a CBF confia mais tanto assim no árbitro, que perdeu espaço e prestígio depois de algumas más atuações e não se dedica mais 100% em todas partidas. Age como estrela. Os atletas são coadjuvantes.

Leandro Vuaden e Marcelo de Lima Henrique, um dos melhores do Brasileirão, são direcionados para apitar os jogos mais decisivos e quentes do campeonato. Três meses depois da Copa, o juiz número 1 caiu no ranking. Não é mais unanimidade.

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Ricci, árbitro da Fifa e da Copa do Mundo de 2014 (Agência RBS/BD)

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Inter reabre luta pelo título brasileiro no Beira-Rio

12 de outubro de 2014 8

Futebol é assim. Um jogo anula o outro, especialmente quando a vitória chega e os três pontos catapultam o time na tabela. Depois da trágica goleada em Chapecó, o Inter recebeu o Fluminense, ganhou de 2 a 1 e se acomodou na vice-liderança do Brasileirão. Seis pontos o separam do líder. No lugar das vaias de quinta-feira passada, chegaram os aplausos. 

Todo mundo ajudou o Inter. O São Paulo perdeu. O Cruzeiro caiu no Maracanã. O Brasileirão recomeçou. Os mineiros ainda são favoritos, mas não mais como antes. A luta pelo título reabriu.

D’Alessandro reencontrou seu melhor jogo. Fez duas assistências decisivas. Ofereceu um passe perfeito atrás da zaga. Alex marcou o primeiro gol. Depois, quando Fred empatou, numa falha da zaga, o argentino achou Valdívia, que entrou na grande área como um raio e fuzilou Cavalieri.

Se D’Alessandro foi perfeito em dois passes, o colorado Alisson fez duas grandes defesas. O Inter renasceu no Beira-Rio. O Corinthians chega domingo que vem. É um jogo de lotação máxima. Será o maior público do Beira-Rio pós-Copa, bem mais do que os 28 mil deste domingo.

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Valdíia marcou o segundo e decisivo gol em Cavalieri (Agência RBS)

 

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F9, o capitão de bronze

12 de outubro de 2014 4

A artista Plástica Nina Eick narra o emocionante e sensível processo de modelagem da estátua de Fernandão em um ateliê da Capital e que envolveu a viúva Fernanda Costa e a filha Eloá:

Porto Alegre está quente, abafada, dia do primeiro cartão de visitas do verão 2014/2015. Na mesa larga da cafeteria, na zona sul da Capital, às 14h30min, a entrevistada levanta e se apresenta. Diz nome e sobrenome. Sorri.
– Nina Aik (escreve-se Eick).
A pronuncia alemã sai perfeita.

A gaúcha Nina Eick, 27 anos, é bacharel em Artes Visuais, com habilitação em Escultura. De suas delicadas mãos, sem luvas, puro tato, nasceram as fortes e definitivas feições do rosto da estátua de mais de 2m de altura de Fernandão, que o Inter pretende inaugurar na tarde do dia 17 de dezembro, no Beira-Rio. Cada vez que um torcedor, jogador, visitante, extraterrestre, pisar no solo sagrado do estádio, será observado pelo capitão da maior façanha colorada. Do alto, ele é símbolo, arauto da mensagem: “O topo do mundo é vermelho”.
O bis é obrigação. Dever.

Nina enfurnou-se num ateliê, moldou durante horas, dias, semanas nos últimos meses. Sofreu. Comoveu-se e chorou. As lágrimas molhavam a argila cada vez que ela orientava seu esteco – artefato de madeira com ponta de metal usado para trabalhar em esculturas – e definia uma ruga na testa, uma posição das mãos, uma curva da gola da camisa. Tudo.
– A emoção vinha e voltava. O choro também. Chegou ao ponto máximo quando assisti ao DVD da final no Japão. Vi de novo, revi. Não conheço o futebol, não sabia bem quem era Fernandão. Precisei conhecer o personagem, o seu jeito, a sua maneira de se portar, correr, movimentar-se. O futebol não faz parte da minha vida.

Nina, que gosta dos filmes de Tim Burton, adora jazz e é atriz de teatro, não conhecia Fernandão, morto em junho. Mas uma história arrepiante conectou os dois. No final de 2011, fã de Chico Buarque de Holanda, ela foi abraçar o cantor depois de um show no Teatro do Sesi. Fã, pediu uma foto. Fez pose e um amigo buscou o foco. Quando foi conferir a imagem, notou que tinha um homem às suas costas, entrando no camarim. Ela ouviu depois, “ó, é o Fernandão”. Como só tinha olhos para Chico, não deu atenção.

Nina puxa o computador, abre e mostra a foto, papel de parede.
– Não sei explicar. Você pode?
Me esquivo. Não sei o que falar.

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Nina trabalha na estátua de Fernandão num estúdio da zona sul da capital (Arquivo Pessoal)

Ela pensou, testou e trabalhou a escultura cercada por dezenas de fotos de F9, que a miravam sem parar em todas as posições. Buscou outras informações na internet e ganhou instantâneos inéditos do fotógrafo Marcelo Campos. Recebeu até uma delicada e terna colaboração da viúva Fernanda Costa. Ela não esquece. Lembra.
– A Fernanda se emocionou muito. Esteve três vezes no ateliê. Ela tocava na imagem. Falava do queixo e de como ele detestava quando o cabelo ganhava volume durante os jogos. Ela fazia fotos, voltava para a sua casa, examinava, estudava e depois retornava com sugestões. Foram momentos de muita emoção e sensibilidade.

Nina lembra quando recebeu a visita da filha de Fernandão, Eloá.
– Eu precisei me segurar. A menina, muito detalhista, olhou bem a imagem e disse que o queixo precisava ser maior, falou do nariz. Imagina. A filha ali e eu esculpindo o rosto do pai dela.

Nina modelou tudo em argila. Antes de se transformar no bronze final numa fundição, a estátua, que ainda teve a mão do artista plástico Itamor Rodrigues, passa por outros processos, com gesso e cera. Fica pronta no mês que vem.

Nina toma mais um gole de água sem gás e sem gelo. Diz.
– Ainda sonho com Fernandão.

Nina não oculta sentimentos. Deseja pisar no acelerador do tempo. Quer dividir a sua emoção com milhões pessoas quando dezembro chegar e a estátua nascer.

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Beira-Rio, maior aliado do Inter

12 de outubro de 2014 1

Em 17 jogos na sua restaurada casa, o Inter venceu 13 vezes, perdeu quatro.

Fez 35 gols, sofreu 14.

O aproveitamento é de 76%.

Neste domingo, às 16h, recebe o Fluminense.

Empate é derrota.

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Beira-Rio, o maior aliado do Inter no Brasileirão (Agência RBS/BD)

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Árbitro da Fifa derruba Grêmio em São Paulo

12 de outubro de 2014 16

Tudo parecia encaminhado no segundo tempo, três pontos no horizonte. Valdívia chamou um pênalti absurdo na sua grande área, com os dois braços levantados acima da cabeça, ao lado do corpo.

Barcos só acomodou a bola na marca da cal, correu e com toda a certeza de um jogador experiente acertou o meio do gol de Fernando Prass. O 1 a 0 no placar do Pacaembu acalmava todos os gremistas.

A tranquilidade não ganhou raízes. Em seguida, num erro primário, Sandro Meira Ricci acusou uma falta inexistente de Barcos, puxou o segundo amarelo (não mereceu nem o primeiro), apresentou o vermelho segundo depois e mudou toda a história da partida. Os paulistas viraram, fizeram 2 a 1 com naturalidade, sem deixar opções para a reação dos visitantes.

Juiz da Copa do Mundo de 2014, árbitro da Fifa, o mineiro Ricci mudou a história da partida, deixou 10 contra 11, ofereceu todas as chances do mundo para que o Palmeiras virasse o jogo. Sua atuação foi toda atrapalhada, Abusou dos cartões amarelos, mostrou quando não devia, deixou de apresentar quando as jogadas exigiam. O mau momento técnico do árbitro é evidente.

As más arbitragens de Ricci se repetem no Brasileirão. As queixas dos clubes são comuns. O Grêmio sofreu nesta noite de sábado, na capital paulista, nas barbas de quase 30 mil torcedores. Os jogadores gremistas estavam revoltados com o comportamento de Ricci.

O Grêmio fez um bom jogo. O Palmeiras foi melhor, atacou mais, criou as melhores situações de gol. Felipão precisou trocar Fellipe Bastos, com cartão amarelo, por Riveros ainda no primeiro tempo. Errou ao sacar Alán Ruiz durante o descanso, o único capaz de acertar um passe, um lançamento qualificado no time. Apostou em Giuliano. Em quase 50 minutos, ele não conseguiu organizar uma só jogada, talvez em 2015 Giuliano consiga fazer uma boa jornada. Se está machucado, precisa parar.  O treinador poderia segurar Barcos, que já tinha um amarelo. Lucas Coelho era a opção correta,

Valdívia foi o melhor em campo. Infernizou os volantes e a defesa. Roubou a paz dos gremistas. Mas fingiu, caiu, se jogou como sempre.

Com 11 a 11, o confronto em São Paulo poderia ter sido outro. Não dá para saber. Os três pontos podem fazer falta para garantir um espaço no G-4. O final da rodada neste domingo oferecerá todas as indicações.

O certo é que Ricci ajudou o Palmeiras a superar o Grêmio.

Vida de árbitro é assim. Um dia erra para um lado, outro dia para o outro.

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Quem erra mais passes, Grêmio ou Palmeiras?

11 de outubro de 2014 0

O Palmeiras, que tenta fugir do rebaixamento, é o time que mais erra passes no Brasileirão.

Foram 1.145 em 27 jogos.

Errou 113 passes a mais do que o Grêmio, que procura seu lugar no G-4.

Os dois time se enfrentam neste sábado, às 21h, no Pacaembu.

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Um dos estádios mais legais do Brasil, o Pacaembu, em São Paulo, em dia de Corinthians e Flamengo. Neste sábado, 21h, será casa de Palmeiras e Grêmio (Marcelo D. Sants, Estadão Conteúdo,BD)

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