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O que o gremista precisa saber sobre Enderson Moreira

23 de abril de 2014 0

O Grêmio encerrou 2013 com Renato Portaluppi como técnico, um treinador que não gostava de treinar, preferia as palestras de motivação no vestiário. Completou o ano com um segundo lugar no Brasileirão. Posição conquistada na força, com três zagueiros e três volantes, com chutões, muita bola parada e atacantes isolados, puras ilhas, no ataque. O time lutava por cada centímetro de grama.

A motivação recomendava todo mundo no Olímpico. As entrevistas de Renato, que teve seus méritos na campanha, desestimulavam a torcida. 

Sem Renato, o Grêmio trocou de técnico e de ideia de futebol. Em cem dias, não se muda nada, muito menos um time de futebol. Mas ninguém evita efeitos colaterais depois de levar seis gols em dois Gre-Nais.

Qualquer trabalho, liderado por medalhão ou não, estanca com uma tragédia em Gre-Nal. Enderson Moreira sentiu o baque. Estava desnorteado em Florianópolis, domingo. Fábio Koff desceu aos vestiários do Olímpico, segunda-feira, e foi conversar com o treinador. Ele se encarregou de levar doses de confiança ao técnico e aos jogadores. 

Enderson Moreira (foto abaixo, Agência RBS, ao lado de Koff)  tem outras ideias sobre futebol. Não bate com as de Renato. Seus times jogam, tocam a bola, atacam, mas a defesa corre mais desprotegida. Seus times têm a posse de bola, fazem triangulação, avançam pelas laterais. Praticam um futebol mais vistoso, que prioriza os passes, as tabelas, as jogadas trabalhadas e de aproximação.

Em três meses, o Grêmio mudou radicalmente seu sistema de jogo e com o acréscimo de apenas três jogadores novos, dois deles grandes revelações, Wendell e Luan, e o volante Edinho de sempre.

A mudança deu certo na Libertadores. Fez água no Gauchão. Terá seu teste definitivo nesta quarta-feira em Buenos Aires.

Uma derrota para o San Lorenzo, o time do papa Francisco, não poderá ser colocada somente na conta do imaturo treinador, driblado duas vezes em sequência por Abel Braga em dois intervalos de dois clássicos. Precisará envolver mais gente, dos jogadores aos diretores. O Grêmio começou vida nova em 2014. Sabia do estilo de futebol de Enderson. Pode recomeçar tudo de novo quatro meses depois.

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Grêmio errou ao não contratar goleiro

22 de abril de 2014 8

 

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Sem Dida, o Grêmio chamou Marcelo Grohe de volta ao gol titular. Acertou.

Grohe é um dos três melhores jogadores gremistas da temporada, ao lado das revelações Wendell e Luan.

A saída de Dida e a consolidação de Grohe abriu vaga para o posto estratégico de goleiro número 2 do clube. Ao contrário de buscar um atleta experiente, a comissão técnica e a direção decidiram apostar nos jovens. Três garotos se revezam no lugar. Busatto (foto Agência RBS/BD) e Tiago estão em Buenos Aires.

Com a lesão de Marcelo Grohe, Busatto é opção para enfrentar o San Lorenzo. Sua nervosa atuação em Florianópolis, domingo, deixou os gremistas de cabelo em pé. Pode estar nas mãos dele o futuro gremista na Libertadores 2014. Pode ser o jogo da sua vida. Ele foi contratado como futuro grande goleiro. O seu dia de provar que é (ou não) está perto. 

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United falhou ao tentar reproduzir o modelo Alex Ferguson

22 de abril de 2014 0

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Alex Ferguson, que ganhou o título de Sir pelo serviços prestados ao futebol britânico, trabalhou 26 anos no Manchester United e colecionou títulos nacionais e internacionais. Seu sucessor, David Moyes (foto acima, AFP/BD) escocês igual, resistiu 10 meses. Foi abatido no final da sua primeira temporada pelos maus resultados.

Caiu nesta terça-feira de manhã por não saber fazer a transição, trocar jogadores, buscar novos, montar um time competitivo.

A atual equipe está cansada, tocada por atletas desinteressados. O cobre da derrota e o ouro da vitória parecem a mesma coisa, com valor idêntico. A aplicação do time de Ferguson sumiu, mesmo nas partidas disputadas no mítico Old Trafford, em Manchester. Num passado recente, perder em casa estava fora de questão. Os jogadores sabiam, a torcida tinha certeza, os bons resultados chegavam em cascata.

O United é sétimo no Campeonato Inglês, está longe da zona de classificação para a Liga dos Campeões. Ficará de fora do torneio europeu depois quase 20 anos.

Moyes foi uma indicação de Ferguson. Os dois têm uma formação parecida e entendem o futebol da mesma maneira. Com Moyes, a direção tentou reproduzir o modelo Ferguson, mas faltou paciência e confiança. O terrível desempenho do time na temporada estragou tudo. Explodiu no colo do treinador Moyes

O galês Ryan Giggs, 40 anos e 962 partidas pelo clube, assume de forma interina.

O United busca técnico. A lista é grande: o holandês Louis Van Gaal, da seleção da Holanda, o alemão Jurgen Klopp, do Borussia Dortmund, o francês Laurent Blanc, do PSG, e o argentino Diego Simeone, Atlético de Madri.

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O tamanho do San Lorenzo na Argentina

22 de abril de 2014 0

O San Lorenzo, adversário do Grêmio, amanhã, ocupa a quarta posição entre os cinco times mais populares da Argentina e conta com cerca de 2 milhões de torcedores, a imensa maioria concentrado em Buenos Aires.

Confirma os número da pesquisa do jornal Clarín:

1º) Boca Juniors 35%

2º) River Plate 24%

3º) Independiente 7%

4º) San Lorenzo 5%

5º) Racing 4,5%

Numa lista de 10, entrariam outros cinco: Vélez, Estudiantes, Huracán (o maior rival do San Lorenzo e que têm estádios muito próximos), Newell’s e Rosário, o time com mais torcida no interior do pais.

Todos os cinco grandes são da Região Metropolitana de Buenos Aires, com 13 milhões de habitantes. River e Boca (com a grande maioria dos torcedores localizados nas classes mais baixas) recebem os patrocínios mais significativos da TV. Com quase 50 mil sócios, o San Lorenzo está no segundo grupo mais valioso.

Boca e San Lorenzo é o segundo maior e mas violento clássico da capital argentina.

O acirramento se dá porque o San Lorenzo é o único clube na Argentina que supera o Boca no confronto direto em competições oficiais.

Abaixo (foto AFP/BD), o papa Francisco exibe uma camisa do San Lorenzo, seu time do coração

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Eleição presidencial ganha corpo no Inter

22 de abril de 2014 1

O posicionamento do ex-presidente Fernando Miranda na reunião do Conselho Deliberativo do Inter, no dia 7, ao rejeitar as contas da administração Giovanni Luigi – que estourou o orçamento –, mostra que ele está de volta ao front político do Inter.

O curioso é que, em 2001, na sua gestão, Miranda também não seguiu os número projetados no orçamento. O presidente Giovanni Luigi ficou magoadíssimo com a rejeição de suas contas.

Sem grupo político forte ao lado, ninguém consegue projetar o futuro de Miranda no Inter. Conselheiros mais atentos, porém, observam com atenção os movimentos de Fernando Carvalho nos bastidores.

Muito articulado, Carvalho tenta costurar uma nova união dos grupos rivais que estiveram juntos no poder nos melhores momentos do Inter dos últimos 10 anos. Ele apoia a volta de Vitorio Piffero à presidência no final do ano.

Mas, na direção, o nome de Marcelo Medeiros ganha cada vez mais ímpeto para ocupar o posto de Luigi.

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Blatter é contra tecnologia no futebol

21 de abril de 2014 5

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O número 1 da Fifa, Joseph Blatter (foto acima, Sebastien Bozon, AFP/BD), entrou de carrinho nos patrocinadores, executivos, dirigentes, jogadores e torcedores que insistem em exigir a utilização de vídeo para tirar as dúvidas de lances polêmicos em partidas de futebol.

Na França, ele disse que “o uso de imagens durante o jogo vai mudar o seu ritmo”. Foi adiante: “A grandeza do futebol é jogar 90 minutos sem paradas. Temos que conviver com os erros humanos, o jogo é humano”.

Blatter entende que a Fifa já fez uma concessão importante à tecnologia. Permitiu o uso do olho eletrônico na linha do gol, para confirmar se a bola entrou ou não.

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O treinador Tite deu a palavra ao presidente Koff

21 de abril de 2014 2

Numa conversa recente, no começo da temporada, o técnico Tite deu a palavra ao presidente Fábio Koff que não treinará time brasileiro antes da Copa do Mundo. E, talvez, nem depois.

O gaúcho pode dirigir a seleção japonesa a partir de agosto. Ele também está cotado para ser o substituto de Felipão no comando da Seleção Brasileira depois do Mundial do Brasil. É o atual favorito da CBF.

Tite gosta muito de Koff, que estava no vestiário gremista, no velho Olímpico, quando ele foi apresentado como treinador do Grêmio, no início dos anos 2000. Mas não voltará a trabalhar no clube, se convidado (o que ainda não aconteceu nesta fase crítica de Enderson Moreira). Não agora. Seus atuais planos não incluem o futebol do Rio Grande do Sul.

No final do ano passado, Tite não aceitou um convite para voltar ao Inter, antes do acerto com Abel Braga.

Tite, que mora em São Paulo, aproveitará os próximos 90 dias para viajar e observar times europeus e seleções – estará atento ao Brasileirão também. Será um dos espectadores privilegiados da final da Liga dos Campeões, em Lisboa, no dia 24 de maio, e ainda pretende acompanhar os treinamentos de algumas seleções de ponta.

Depois, vai rodar o Brasil, entre junho e julho, atrás de seleções, que observar ao vivo Alemanha, Itália, Espanha, Holanda, Inglaterra, Brasil e Colômbia, entre outras candidatos ao título.

Novo trabalho no Brasil ou no Exterior?

Tite (foto abaixo, Agência RBS/BD) só volta no segundo semestre.

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O goleador beatlemaníaco

21 de abril de 2014 0

Três rodadas antes do final, o Liverpool se aproxima do primeiro título do Campeonato Inglês depois de 24 anos. Seu grande jogador é o uruguaio Luis Suárez, 27 anos.

Em 30 jogos, fez 30 gols, com 12 assistências. Repetiu a marca de outro ídolo histórico do clube, o galês Ian Rush, na temporada 1986/1987.

Na semana passada, Suárez (foto abaixo, Carl Court, AFP) conversou com Paul McCartney, que tocou sábado, em Montevidéu. Torcedor do Everton, rival do Liverpool, o ex-beatle afirmou que a Inglaterra vai ganhar a Copa do Mundo e pediu o apoio de Suárez, caso o Uruguai não avance no Mundial. 

Uruguaios e ingleses se enfrentam em São Paulo, dia 19 de junho.

 

O encontro da dupla está no You Tube. Vale a pena.

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Árbitro de San Lorenzo e Grêmio sofreu nocaute no começo da carreira

21 de abril de 2014 1

Enrique Osses, 39 anos, árbitro de San Lorenzo e Grêmio, tem fama de durão no Chile. Um dos cinco árbitros sul-americanos da Copa do Mundo do Brasil, ele é chamado de “rei do cartão amarelo”. Não discute. Bota a mão no bolso e sai com o cartão. Ele é muito questionado no seu país. Sua presença no Mundial é muito questionada no Chile.

Osses é um dos principais árbitros do continente, foi escolhido o melhor da Libertadores, em 2012, e trabalhou na Copa das Confederações, em 2013. Apitou Brasil e Uruguai.

No começo da carreira, ao punir o goleiro Ignácio González, do Unión Española, recebeu um soco no rosto, que o nocauteou. O jogador foi preso em flagrante e depois suspenso por 50 partidas. Depois da agressão covarde, González trocou o futebol chileno pelo argentino para escapar da suspensão.

Abaixo, Osses em ação no jogo entre Inter e Peñarol, pela Libertadores 2011 (foto Agência RBS/BD)

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Lições do Beira-Rio ao torcedor em noite de três pontos

20 de abril de 2014 11

Se a estreia do Beira-Rio no Brasileirão, sábado, rendeu três inestimáveis pontos ao time, torcedores deixaram o estádio dos cinco jogos de Copa do Mundo com sensação de derrota. As queixas ingressaram nas redes sociais e chegaram na minha caixa de correio.

As reclamações básicas se referem às longas filas (muitos desistiram do jogo e foram embora), à falta de preparo e de treino (e até de educação) de orientadores e à discussão pela posse de cadeiras.

O cenário parece quase igual ao que a Arena conheceu nos seus primeiros jogos, no ano passado.

Todos ainda vivem uma fase de aprendizado, do torcedor ao funcionário, passando pelos gestores.

A cada partida se aprende uma lição, que não pode ser repetida na partida seguinte.

O torcedor cobra, com absoluta razão.

 

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Só a Libertadores salva Enderson Moreira

20 de abril de 2014 18

Perder faz parte da rotina do Grêmio de Enderson Moreira. São três derrotas em três semanas. Queda em dois Gre-Nais e tombo em Florianópolis, na estreia do Brasileirão, contra um Atlético-PR construído às pressas, lotado de jovens e reservas. O solitário gol paranaense, de Dráusio (foto abaixo, Charles Guerra/Agencia RBS), saiu de uma falha coletiva da zaga.

É difícil escolher a pior atuação das três. A deste domingo, em Santa Catarina, escancarou todos os problemas do Tricolor. Começou na escalação errada, passou por substituições equivocadas, entrou direto nas discretas atuações individuais dos principais jogadores do Grêmio.

A derrota do Gre-Nal está tatuada na testa de cada jogador gremista. Eles perderam a confiança, não conseguem acertar quatro passes em sequência, jamais atacam com perigo. A defesa estava desentrosada, o meio-campo não exibiu criatividade, e o ataque foi de uma inutilidade tremenda.

Enderson Moreira está atrapalhado no leme. Escalou um time improvisado. Não encontra soluções para os seus dois principais problemas: defesa carente e ataque ineficiente. Terminou com três volantes na defesa, um na zaga e dois nas laterais. Tocou em todos os setores do time nos 90 minutos e não encontrou solução. A torcida gaúcha que foi ao Estádio Orlando Scarpelli cobrou o técnico. O chamou de burro na saída. Enderson, irônico, aplaudiu os torcedores.

O torcedor não exagerou. Mas a culpa não é só dele, embora tenha sido o principal. É preciso chamar os jogadores. Cobrar atenção e dedicação. Reclamar da direção, que quatro meses depois do começo da temporada ainda não buscou um atacante. Ninguém perde sozinho.

A viagem para Buenos Aires será tensa. A Libertadores é a única salvação de Enderson Moreira. O San Lorenzo, adversário de quarta-feira, é o time do papa Francisco. Neste ritmo, talvez nem a boa reza possa ajudar os gremistas nas oitavas de final do torneio.

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Técnico do San Lorenzo prega cultura defensiva

20 de abril de 2014 1

Campeão da Copa Libertadores da América com a LDU, do Equador, Edgardo Bauza, 56 anos, técnico do San Lorenzo, luta contra o descrédito dos torcedores argentinos, que o consideram pouco ousado:

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O chamam assim, no atrasado mundo do futebol da América do Sul: Edgardo Bauza (foto acima, Daniel Garcia/AFP). Por 15 anos, nome e sobrenome ficaram camuflados no apelido. O classificavam de Patón, especialmente na Província de Santa Fé, terra de Messi, quando vestiu com sangue, suor e lágrimas a camisa do Rosário Central.

Às vezes com o clássico número 3 desenhado às costas, Patón mirava a bola e o atacante ao mesmo tempo e o bolo que se formava era mais feio do que gol contra. Se faltava futebol, a coragem o fez senhor de 1m90cm da grande área do Gigante do Arroyito durante três períodos, entre os anos 1970, 1980 e 1990. Ele partia de tempos em tempos. Trocava de uniforme na Colômbia e no México, mas sempre retornava, encontrava abrigo no coração da maior (e mais violenta) torcida do interior da decadente Argentina dos Kirchner.

Quando abandonou a carreira, em 1992, desconsolados torcedores diziam:

– Vai voltar.

Seis anos depois, foi chamado (ele disse “convocado”) para treinar um Rosário em crise, revoltado. Ficou três anos, zero de vida fértil. Não repetiu os título como o zagueiro de roça das históricas temporadas de 1980 e 1987.

Cansado, abatido, saiu. Buscou oxigênio novo no Independiente e no Colón. Nada de glórias, seca de novo. Seus times priorizavam a defesa, se agarravam nas trincas de volantes, quartetos até, geravam poucos gols. Os argentinos nunca apreciaram o estilo Bauza – e não lhe dão muito crédito como treinador. Nunca recebeu espaço no Boca ou no River. É classificado como técnico de time médio. No seu país gostam de compará-lo ao uruguaio e ex-colorado Jorge Fossati.

No Peru, no Sporting Cristal, em 2004, descobriu o gosto do título como treinador, com uma taça nacional, e passou a se cobiçado em outros países. Atraído pelo equatorianos, em 2006, começou a viver a melhor fase da carreira de 16 anos e oito clubes.

Pela sua mão firme, tranquilo comando de vestiário, e ideias simples de futebol, primeiro defender, depois atacar, a LDU navegou pelas maiores glórias da sua história de quase nove décadas. Ergueu uma Libertadores em 2008 – liquidou o Fluminense, de Renato Portaluppi, no Maracanã – e uma Copa Sul Americana, em 2010. Quase ergueram uma estátua com a sua imagem nas alturas do Equador.

Com um time modesto e uma cultura ultradefensiva, Bauza foi ajudado por um dos melhores jogadores do mundo, a altitude de Quito ou 2.850 metros acima do nível mar. Mas ele teve méritos.

Ao assumir o San Lorenzo, em janeiro, Bauza não recebeu as palmas de um campeão da América, só caras e bocas de desconfiança. Quatro meses depois, mantém o time na disputa pelo título argentino e garantiu espaço nas oitavas de final da Libertadores (em seis jogos, marcou sete gols, sofreu quatro).

Impôs o seu estilo, apesar dos muxoxos e da saudade de Juan Antonio Pizzi, o técnico do título do San Lorenzo de 2013. Bauza não adota a tática da maioria dos times locais, que sai a matar, a afogar o adversário em casa. Cauteloso, joga e deixa jogar, como o Newell’s, sem o mesmo toque de bola. Fora, é outro: retranca e contra-ataque.

O San Lorenzo é o único entre os cinco grandes da Argentina que não venceu a Libertadores em 11 tentativas. O sentimento de inferioridade da torcida, a quarta maior do país (5% contra 35% do Boca), é tremendo. Se der tudo errado, a conta será debitada em nome de Bauza, el Patón. Quarta-feira, tudo recomeça, contra o Grêmio.

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Inter entra no Brasileirão como saiu do Gauchão, com vitória

19 de abril de 2014 26

O futebol é confiança, o que sobra ao Inter campeão gaúcho e vencedor de Gre-Nais em sequência.

Confiante demais, uma semana depois do título regional e da goleada histórica no clássico, o Colorado marcou um gol no Vitória aos cinco minutos, obra de Aranguiz (o melhor em campo), e depois, nos outros 85 minutos, imaginou que não precisaria mais jogar com velocidade e intensidade. Tirou o pé do acelerador, administrou o resultado, mas não agradou aos torcedores que visitaram o Estádio Beira-Rio da Copa do Mundo, que abrigou um público pequeno.

Todos queriam mais, desejavam assistir ao time forte do Gauchão.

Como o Inter jogou pouco, apesar do domínio quase total, bola no poste e etc., o segundo gol não chegou.

As performances discretas de Alex, Alan Patrick e D’Alessandro contribuíram para que o segundo gol não explodisse na garganta do fã..

O placar mínimo garantiu a primeira vitória no Brasileirão, três pontos e uma certeza: o Inter precisa ser mais competitivo se quiser alcançar um posto de destaque na competição.

O Inter sentiu a mudança. Brasileirão não é Gauchão. Menos mal que a vitória sorriu aos colorados no sábado de Páscoa. Mas foi estreia, a ressaca regional ainda é grande. O time tem potencial para mais, bem mais.

 

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Nós devemos lágrimas ao narrador Luciano do Valle

19 de abril de 2014 18

Luciano do Valle, 66 anos, morreu neste sábado, horas antes da estréia do Brasileirão 2014.

O Brasil do esporte precisa oferecer um minuto de silêncio ao seu narrador histórico, da pelada ao clássico.

Ele passou as últimas quatro décadas gritando gol. Todos nós devemos lágrimas ao Luciano. Ele foi o maior, foi a referência, foi o que ensinou o Brasil que o esporte é mais do que um chute na bola.

Luciano do Valle nos mostrou a Fórmula 1, o vôlei, o basquete, o boxe e até o jogo de sinuca. Luciano ressuscitou Pelé para o futebol depois da aposentadoria, ao criar a Seleção Brasileira de Masters, um invenção genial.

Ele não foi só testemunha. Foi um visionário também. Inventou também o boxeador Maguila. Abriu o Maracanã para que Brasil e URSS jogassem uma partida de vôlei. Nos fez saborear o futebol europeu, via Itália, numa época que o futebol tinha fronteiras. Foi Luciano que nos deu o mundo.

Luciano morreu no interior de um jato quando narraria uma partida de futebol no interior de Minas Gerais. Na barriga de centenas de aviões, dias, noites, madrugadas, ele cruzou o mundo em busca das melhores competições e de inimagináveis emoções.

De microfone em punho, ele encontrou um lugar na nossa sala, sentou na poltrona ao lado, riu, chorou, contou tudo. Foi companheiro, confidente, com que dividimos alegrias e tristezas em infindáveis campeonatos, torneios, taças e enfrentamentos. Um amigo se foi. Não haverá mais um grito de gol tão feliz. Ele queria gritar “Brasil Hexa” no dia 13 de julho, no Rio de Janeiro. A morte o levou antes. A história o premiará.

 

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Gaciba e as arbitragem do Brasileirão e da Libertadores

19 de abril de 2014 0

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Árbitro entre 1993 e 2011, o gaúcho Leonardo Gaciba (foto), 42 anos, atual comentarista da Globo, fala sobre a arbitragem do Brasileirão e da Copa Libertadores da América.

 Como você analisa a arbitragem brasileira antes do Brasileirão?

Leonardo Gaciba – Creio que na “era dos pontos corridos” este ano é o que a arbitragem iniciará a competição mais pressionada. Os estaduais deixaram, em sua maioria, uma amostragem ruim.

 O Brasil perdeu dois árbitros Fifa recentemente, Paulo César de Oliveira e Wilson Seneme. Quem você acha que serão os escolhidos?

Gaciba – A aposta de São Paulo é Luiz Flávio de Oliveira, aspirante a Fifa e irmão de Paulo César de Oliveira (agora colega de Gaciba na Rede Globo). A segunda vaga ainda está aberta.

 O comportamento dos jogadores em campo no Brasil mudou muito nos últimos anos?

Gaciba – O futebol, o jogo, mudou, assim como os atletas. A velocidade é outra e as exigências também.

 Como você observou o trabalho dos árbitros na fase de grupos da Libertadores?

Gaciba – Foi uma renovação muito forte na América do Sul. Houve o início de um novo ciclo. Mesmo assim foi melhor que o ano passado.

 Enrique Osses apita San Lorenzo e Grêmio, quarta-feira, pela Libertadores. Como você analisa o arbitro chileno, que estará na Copa?

Gaciba – Osses está com a moral alta e muito motivado com a indicação para o Mundial. Sem dúvida está com mais experiência, mas ainda oscila em momentos decisivos. Se tivermos o árbitro da semifinal da Copa das Confederações, entre Brasil e Uruguai, ótimo; se tivermos o da final da Copa Sul-Americana entre São Paulo e Tigre…

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Inter pretende lança fase dois da campanha dos tijolinhos

19 de abril de 2014 2

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Com o título de Seu Nome no Gigante, o Inter lançou a campanha dos 40 mil tijolos. Com um preço entre R$ 120 e R$ 990, a peça levará o nome do torcedor e será cimentada em diferentes partes das paredes dos renovado Beira-Rio.

Com o sucesso da reinauguração, o título do Gauchão e a goleada no Gre-Nal e uma torcida motivada, o clube espera vender todos as unidades antes da Copa e lançar uma nova coleção no começo do segundo semestre, com ainda mais foco no Interior.

Ex-jogadores vão ajudar a vender.

O dinheiro será investido na recuperação do entorno do estádio (foto acima, Agência RBS,BD), mas não nas estruturas temporárias exigidas pela Fifa.

 

 

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Conheça a marca favorita para vestir Grêmio em 2015

19 de abril de 2014 4

Os executivos das principais grifes de material esportivo do Brasil acompanham a negociação do Grêmio com Umbro, Topper (atual parceira), Penalty e Puma com total interesse.

No mercado, na semana da Páscoa, a Umbro era considerada a favorita para vestir o time em 2015 e 2016.

O negócio envolveria entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões anuais.

Favorita não quer dizer vencedora.

Numa partida de futebol é assim também.

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Rio Grande do Sul está atrasado até no Brasileirão

18 de abril de 2014 7

Quatro Estados levantaram títulos do Brasileirão desde 1996, data da mais recente conquista gaúcho, com o Grêmio _ o Inter está fora desde 1979:

São Paulo (nove vezes), Rio de Janeiro (cinco), Minas Gerais (duas) e Paraná (uma) – até do Paraná.

Quem mais cresceu nas últimas 17 temporadas foi o Corinthians, com quatro conquistas, seguido pelo São Paulo, três.

Não é só na saúde, na segurança, na educação (especialmente na educação), e na economia que o Rio Grande do Sul está atrasado.

 

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Menu do futebol na TV no sábado de Páscoa

18 de abril de 2014 0

O que a TV oferece aos fãs de futebol no sábado de Páscoa, entre 8h e 21h:

 

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Goleiro Dida (foto Tadeu Vilani Agência RBS/BD), atração de Inter e Vitória, às 18h30min

8h15 – Campeonato Inglês da Segunda Divisão: Leicester City x Queens Park Rangers; ESPN Internacional

 8h45 – Campeonato Inglês: Tottenham x Fulham; ESPN Brasil

10 horas – Campeonato Italiano: Milan x Livorno; FOX Sports

 10h30 – Campeonato Alemão: Eintracht Braunschweig x Bayern de Munique; ESPN Internacional

11 horas – Campeonato Inglês: Newcastle x Swansea; FOX Sports 2

 11 horas – Campeonato Inglês: Aston Villa x Southampton; ESPN Brasil

11 horas – Campeonato Russo: Anzhi x Zenit; ESPN+

 13h30 – Campeonato Alemão: Hamburgo x Wolfsburg; ESPN+

13h30 – Campeonato Inglês: Chelsea x Sunderland; ESPN Brasil

 13h30 – Campeonato Italiano: Juventus x Bologna; FOX Sports

15 horas – Campeonato Espanhol: Real Sociedad x Espanyol; ESPN Internacional

 16 horas – Campeonato Italiano: Fiorentina x Roma; FOX Sports

16h20 – Série B: Vasco x América-MG; RedeTV

 16h20 – Série B: Boa x Atlético-GO; Pay-per-view

16h20 – Série B: Bragantino x Náutico; Pay-per-view

 16h20 – Série B: Santa Cruz x ABC; Pay-per-view

18h30 – Brasileirão: Inter x Vitória; SporTV

 18h30 – Brasileirão: Fluminense x Figueirense; Pay-per-view

 20 horas – MLB: New York Yankees x Tampa Bay Rays; FOX Sports 2

21 horas – Brasileirão: Chapecoense x Coritiba; Pay-per-view

 21 horas – Série B: Ceará x Oeste; Pay-per-view

21 horas – Série B: América-RN x Avaí; Pay-per-view

 21h30 – Major League Soccer: FC Dallas x Toronto FC; ESPN Brasil

 

 

 

 

 

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Pressão argentina garante juiz chileno em San Lorenzo e Grêmio

18 de abril de 2014 10

O San Lorenzo bateu palmas quando soube que o chileno Enrique Osses, 39 anos, apitaria o jogo com o Grêmio, quarta-feira. Osses – um dos cinco sul-americanos escalados para a Copa – era o preferido dos argentinos, com o uruguaio Martín Vázquez em segundo lugar.

Os dois têm a fama de não gostarem de brasileiros.

O San Lorenzo pressiona a Conmebol para ter o polêmico paraguaio Carlos Amarilla na partida da volta, na Arena, dia 30.

Na Conmebol, um uruguaio preside, mas quem manda  desde sempre são os argentinos.

Abaixo (foto Agência RBS), Osses em Inter e Peñarol, em 2011, no velho Beira-Rio. Ele foi o árbitro de Huachipato e Grêmio, no interior do Chile, em 2013, quando Vanderlei Luxemburgo, então técnico gremista, se envolveu num confusão depois da partida pela Libertadores.

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Bom Senso FC esteve perto da greve na estreia do Brasileirão

18 de abril de 2014 1

O Bom Senso FC pensou em decretar greve geral dos jogadores das séries A e B na primeira rodada do Brasileirão.

A paralisação começaria nesta sexta-feira, depois de uma entrevista coletiva, em São Paulo, e se estenderia até a noite de domingo.

Não haveria treinos, nem jogos na Páscoa. Mas uma reunião, na segunda-feira passada, em Porto Alegre, entre representantes de sindicatos, advogados, o goleiro Dida e o volante Gilberto Silva, decidiu adiar o movimento.

Os atletas ficaram com medo de retaliações. Recuaram. Preferiram esperar um pouco, agora que o governo pode aprovar o Proforte.

Sem clube, o ex-gremista Gilberto Silva (foto abaixo, Agência RBS/BD) é o principal porta-voz do grupo nos encontros com advogados, sindicatos, políticos, governo e CBF.

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Os pífios números de Neymar no Barcelona

18 de abril de 2014 1

Neymar ficou sem o título da Copa do Rei da Espanha, quarta-feira, e ainda perderá quatro semanas depois de sofrer um edema no quarto metatarso do pé esquerdo. O jogador ficará de fora das últimas cinco partidas do Barcelona no Campeonato Espanhol e abreviará o final da sua temporada.

É provável que Neymar volte ao Brasil nos próximos dias para iniciar o processo de recuperação antes da Copa do Mundo. No dia 7 de maio, a Seleção será convocada. A apresentação será no Rio, dia 26.

Na Seleção, segundo Felipão, Neymar, 22 anos, é o melhor jogador, titular e um dos quatro principais líderes do grupo. No Barcelona, o camisa 11 é só mais um. Contratado para formar uma dupla poderosa ao lado do argentino Messi, o atacante decepcionou.

Neymar (foto abaixo, LLUIS GENE, AFP/BD) é questionado pela imprensa e por torcedores. Não fez os gols que todos esperavam e fracassou nas competições. O primeiro ano do brasileiro na Europa não o recomenda para o posto de um dos melhores do mundo. Abaixo, os números da temporada 2013/2014:

Disputou 38 partidas, 19 como titular, sendo substituído em 11. Fez 14 gols.

Fez nove em jogadas coletivas, três de forma individual, um de pênalti, outro de cabeça.

Finalizou 115 vezes em 38 partidas. Sofreu três pênaltis.

l 4) Sofreu 111 faltas em 1.776 minutos jogados.

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O fantasma colorado que ronda Olímpico (e Arena)

17 de abril de 2014 22

O Estádio Olímpico (foto abaixo, Agência RBS/BD) pós-Gre-Nal abriu uma série de reuniões em salas refrigeradas e nos vestiários: dirigentes com treinador, treinador com jogadores, jogadores com a comissão técnica e dirigentes. Todos falaram.

O ambiente é tenso. Os atletas estão com medo de sair de casa. O treinador, prestigiado, não encontra respostas claras para a derrota no clássico – até assustou-se com a repercussão da goleada.

A maioria fala em apagão. Poucos têm coragem de dizer que o Inter tem mais time e que não há um só jogador do Grêmio capaz de enfrentar D’Alessandro em campo, seja na liderança de um grupo, no enfrentamento com o árbitro ou simplesmente na bola.

O diagnóstico de conselheiros importantes e de parte da direção é que a superioridade colorada nos últimos oito anos começa a se refletir também no Gre-Nal. Os jogadores gremistas se sentem inferiores quando entram em campo em dia de clássico na Arena, no Centenário ou em qualquer outro lugar.

18olim

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Todos têm direito de assistir ao jogo em qualquer lugar do estádio

17 de abril de 2014 10

Os torcedores que querem seguir aos jogos do Grêmio na arquibancada norte da Arena precisam ser cadastrados em torcida organizada. O espaço, atrás de uma das goleiras, será limitado aos integrantes destes grupos barulhentos. A determinação é do Ministério Público (MP), que segue o Estatuto de Torcedor, a nova bíblia das arquibancadas brasileiras. O Grêmio concordou. Horas depois mudou de ideia.

A medida é sem sentido. Obriga o torcedor, o jovem em sua imensa maioria e com menor poder aquisitivo, a se aproximar das torcidas organizadas (desorganizadas) para conseguir frequentar os lugares mais baratos e vibrantes de um estádio de futebol.

Não pode ser assim. Todos têm o direito de assistir à partida em qualquer lugar, baste ter poder aquisitivo para comprar uma cadeira ou um lugar em pé. O estádio é um lugar privado. Eu escolho o meu lugar, você o seu. Ninguém pode impedi-lo, desde que você não seja um maluco fichado na polícia e sem o direito de frequentar estádios em sua cidade.

Cadastrar os torcedores parece uma boa e elogiável medida, mas destinar um espaço só para as organizadas é um erro gigantesco. O melhor seria instalar câmeras na área, melhorar o controle de acesso e fazer com que os punidos, os bandidos com camisa de torcedor, fiquem longe dos estádios. Mas você vive no Brasil, um dos países mais corruptos do mundo, com uma sociedade em decadência, sem uma linha de educação.

O MP quer ajudar o futebol, já ajudou muito, mas, desta vez, errou a conclusão, chutou para fora da goleira.

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Os dilemas do Gauchão 2015

17 de abril de 2014 1

O Campeonato Gaucho da próxima temporada começará em fevereiro e se encerrará em maio.

Os clubes poderão oferecer um mês de férias e mais uma pré-temporada de 30 dias, como querem os jogadores. As cotas da dupla Gre-Nal se aproximam de R$ 6 milhões per capita.

O outros 14 clubes receberão cerca de R$ 900 mil cada um.

O temor dos clubes do Interior é sobre o rebaixamento. A competição prevê a queda de seis times. O Gauchão 2016 será disputado por 12 times e não mais 16.

Desde já, a Federação Gaúcha de Futebol tenta vender o naming rights do campeonato.

A GM, que comprou os direitos das últimas temporadas, mostrou interesse em renovar. É um negócio de quase R$ 3 milhões.

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