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Como o Palmeiras se comporta no Beira-Rio

28 de novembro de 2014 0

Na história do Campeonato Nacional (1971/2014), Inter e Palmeiras se enfrentaram 26 vezes na Capital.

O domínio colorado é quase total. O adversário é um velho freguês quando corre na grama do Beira Rio

São 17 vitórias contra duas derrotas, com sete empates.

Foi no Beira-Rio, em 1981, que os paulistas sofreram uma goleada histórica. Perderam por 6 a 0, um clássico banho de bola.

Neste sábado, volta a encontrar o Palmeiras. Os gaúchos lutam por uma vaga na Copa Libertadores da América. Os paulistas tentam fugir do rebaixamento, outro ano na Série B.

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Dia de Inter e Palmeiras no Beira-Rio, 27 de novembro de 2005 (Agência RBS, BD)

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Felipão perde dois volantes

27 de novembro de 2014 0

Felipão recebeu a notícia e não gostou, nem a direção gremista.

Walace e Matheus Biteco, seus jovens e promissores volantes, não participarão da pré-temporada na Serra e nem dos primeiros jogos do Gauchão. Passarão todo o mês de janeiro com a seleção brasileira sub-20 no torneio Sul-Americano da categoria, no Uruguai

O técnico Alexandre Gallo, que teve uma passagem desastrosa no comando do Inter, chamou outros jogadores que são titulares em seus times e nem pensam mais em categorias de base, como Gabriel, do Santos, Thalles, do Vasco, Carlos, do Atlético-MG, e Malcom, do Corinthians. É puro desperdício de tempo e de talento. Os clubes precisam mais dos seus jovens do que a CBF, que pode garimpar outros nomes nas categorias de base dos clubes do Brasil.

A CBF abrirá 2015 sem respeitar, mais uma vez, os clubes. Não muda nada. Só mantém o ritmo. 

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Walace perderá a pré-temporada, na Serra, e o início do Gauchão (Agência RBS/BD)

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Livrar Corinthians faz parte dos mandamentos do STJD

27 de novembro de 2014 15

Absolvido.

Quando ingressa na sala de julgamento do STJD, manhã, tarde ou noite, no Rio, o Corinthians conhece o seu veredito antes mesmo de ouvir o voto dos auditores. Sempre vence, sempre entra e sai com um sorriso largo. Livrar o Corinthians de qualquer problema faz parte dos mandamentos do STJD.

Foi assim outra vez no Caso Petros, o jogador que atuou de maneira irregular no Brasileirão. O clube deveria perder quatro pontos. Não aconteceu nada, como previsto. Fosse outro time, grande ou pequeno fora da órbita Rio/São Paulo, já teria sido abatido nas salas refrigeradas.

Nesta quarta-feira, o Corinthians foi absolvido no Pleno do Tribunal, no Rio, e ainda ironizou a dupla Gre-Nal, parte interessada no caso. A vitória paulista era esperada e até anunciada. Nem os advogados gaúchos  acreditavam que os corintianos seriam punidos.

O auditor relator do caso, Flávio Zveiter, antecipou que votaria pela absolvição. O procurador Paulo Schmitt absolveu o Corinthians. Culpou a Federação Paulista de Futebol (FPF) e CBF.

Zveiter (são dois, Luís, o pai, Flávio, o filho), e Schmitt você conhece. Você lembra. Eles estão sempre ao lado dos times mais poderosos do Brasil em julgamentos decisivos no STJD. O Inter perdeu um Brasileirão no STJD.

Rio e São Paulo mandam na CBF e na FPF. Comandam o futebol brasileiro. Punir o Corinthians não faz parte das leis dos seus tribunais. 

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Petros, meia do Corinthians (Rodrigo Coca/Corinthians/Divulgação)

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Caso Petros: a invencível força do Corinthians no STJD

27 de novembro de 2014 4

O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julga hoje, no Rio, o Caso Petros, jogador que foi inscrito de forma irregular, em agosto passado, pelo Corinthians.

O clube pode perder quatro pontos no julgamento, o que poderia minar sua participação na edição 2015 da Copa Libertadores da América. Pode, mas dificilmente será punido, segundo advogados especialistas na áera esportiva que atuam no Rio.

Se o time em questão fosse de outro Estado que não do Rio ou de São Paulo já teria sido punido com alguma severidade.

A força política do Corinthians nos bastidores STJD só é comparada à do Flamengo. A CBF, que tem um presidente nascido em São Paulo, José Maria Marin, joga sempre ao lado dos conterrâneos e tem uma superinfluência no Tribunal.

O presidente da Federal Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, futuro número 1 da CBF, segue a mesma linha.

Numa entrevista, um apressado Del Nero declarou que a sua FPF errou na data de registro do jogador, inocentou o clube e culpou a secretaria da entidade pelo equívoco.

Nove auditores estão envolvidos no Caso Petros. São três cariocas, seis paulistas, um gaúcho, um cearense e um goiano.

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Marin (E) e Del Nero, o poder da CBF ao lado dos grandes times do Rio e de São Paulo (Ricardo Stucker, CBF, Divulgação, BD)

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Ex-colorado comanda Galo campeão do Brasil

27 de novembro de 2014 2

Tardelli marcou o gol do título, o primeiro do Atlético-MG na história da Copa do Brasil. Mas quem mandou em campo, marcou, correu, driblou, passou, tabelou, chutou e até acertou o travessão do Cruzeiro com um “canhotaço” de fora da grande aérea foi o argentino Dátolo.

Ele saiu abraçado em todos os prêmios oferecidos ao melhor em campo na decisão, na vitória de 1 a 0 – placar que poderia espelhar 3 a 1. Foi destaque nos 90 minutos finais, foi o grande jogador da campanha, foi o símbolo dos mineiros.

No ano passado, Dátolo recebeu estranho cartão vermelho de Dunga no Beira-Rio. O treinador quase rebaixou o Inter em uma campanha que produziu calafrios no torcedor. O argentino reencontrou em Belo Horizonte os seus melhores anos de Buenos Aires com a camisa do Boca. Será um dos destaques da temporada 2014.

O futebol é mesmo espetacular. Não gera um dia igual ao outro e sempre dá novas chances aos jogadores, bons, como Dátolo, médios ou mais ou menos. Domingo, no mesmo Mineirão, o Cruzeiro festejava o segundo título em sequência do Brasileirão. Nesta quarta-feira, no mesmo local, o Atlético-MG, contra seu maior rival, ergueu a inédita Copa do Brasil no gramado judiado do maior estádio de Minas Gerais.

O Atlético-MG nunca fez aquilo que os comentaristas, especialmente os ex-jogadores de futebol, dizem e repetem absurdamente, jamais “jogou por uma bola”. Portou-se com um time confiante, intrépido, ousado, decidido. Atacou, tanto que transformou o goleiro Fábio no melhor jogador do adversário, com duas defesas de cinema.

O Cruzeiro, melhor time do Brasil, perdeu-se na noite da decisão. Nada funcionou, nem o coletivo, nem as individualidades ou as três substituições. Encontrou um adversário que pratica um futebol intenso, é organizado e sabe contra-atacar com poucos. Não ganhou o melhor, o time mais regular da temporada. Venceu o que parecia estar mais disposto e elaborado nos dois jogos decisivos.

O Galo é campeão da Copa do Brasil. Ganhou duas vezes do campeão do Brasil. Minas Gerais é azul, mas é preta e branca também. O Brasil só aplaude. Vai aplaudir mais, os dois mineiros ingressam na edição 2015 da Copa Libertadores da América, em fevereiro, como favoritos.

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Caso Petros: auditor gaúcho sofre ameaças por telefone

26 de novembro de 2014 4

Um dos nove auditores do Caso Petros, que será julgado no Pleno do STJD nesta quinta-feira, no Rio, o advogado gaúcho Décio Neuhaus está sofrendo ameaças por telefone e correio eletrônico. Tudo começou depois que Neuhaus foi acusado pela direção do Corinthians de estar fazendo lobby para condenar o clube paulista que, assim, perderia quatro pontos no Brasileirão e ajudaria Grêmio e Inter na reta final da competição.

Em conversa com o blog na tarde desta quarta-feira, o auditor contestou as acusações dos corintianos.

Disse:

– Nunca me pediram para votar de determinada forma e também não pediria, pois sei da forma autônoma e ilibada que atuam naquele Tribunal.

Os votos de Décio Neuhaus, segundo advogados que atuam no STJD, são técnicos e embasados na legislação desportiva.

Caso o Corinthians seja condenado por inscrever irregularmente o meia Petros na CBF, perderá quatro pontos, poderá deixar o G-4 e perder uma vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem.

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Quem apoia uma parede de gols de placa no Beira-Rio?

26 de novembro de 2014 6

O jornalista Norton Kappel pede a criação de uma parede de placas para homenagear os lindos gols marcados no Estádio Beira-Rio, o atual, modernizado e coberto de cadeiras, e o antigo, de longas arquibancadas de cimento. Caso houvesse essa galeria, seria lá que estaria a lembrança ao gol de Paulão contra o Goiás, pela 34ª rodada do Brasileirão 2014. O texto abaixo foi publicado na coluna De Fora da Área, de Zero Hora. 

O gol do zagueiro Paulão, de bicicleta, ocorrido no dia 16 de novembro, no Beira-Rio, diante do Goiás, entra para a imensa lista daqueles segundos mágicos e inesquecíveis que o futebol proporciona.

O gol foi uma sintonia perfeita de movimento, percepção do momento e ousadia. Paulão atingiu a meta de Renan com um torpedo buscado por um sem número de jogadores e só conseguido por alguns poucos.

Afinal, o gol de bicicleta, inventado por um brasileiro, é o que existe de mais acrobático e que provoca mais êxtase no mundo da bola. Com a obra-prima de Paulão, durante a semana os colorados puderam reviver vários gols de bicicleta marcados nos últimos trinta anos da casa vermelha, por outros ídolos.

Uma lista da envergadura de Mauro Galvão, Falcão, Iarley, Índio, Leandro Damião e, Ele, o Capitão Eterno Fernandão.

E no quesito gol mais bonito do Beira-Rio, acabou sendo lembrado, com toda a justiça, pelo vice-presidente do Inter, Marcelo Medeiros, o antológico gol de Falcão, contra o Atlético Mineiro, no Brasileiro de 1976, que envolveu uma impensável e ainda não copiada tabela de cabeça entre Escurinho, Dario e o próprio camisa 5 do Colorado.

Todos esses gols, são tidos e definidos como gols de placa. E por que nenhum deles virou placa de fato no Beira-Rio? Por que isso nunca foi perpetuado na história do estádio?

Por que a obra-prima do jogador solista ou
a obra-prima de uma orquestra de jogadores não mereceram ou merecem essa homenagem?

Medo da banalização das placas pelo estádio? Falta de ação de direções que comandavam o Inter quando desses gols? Falta de visão de marketing?

Não!

A simples e triste falta de cultura no futebol brasileiro de valorização das conquistas e de reconhecimento de seus grandes ídolos. Como mudar isso?

Uma placa, por favor!

Ou melhor: uma parede de placas no Beira-Rio!

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Inter precisa criar um espaço para reverenciar os gols que fogem do comum (Agência RBS/BD)

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Os sete caminhos de Alán Ruiz no Grêmio

26 de novembro de 2014 4
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Alán Ruiz, meia canhoto argentino (Agência RBS/BD)

(Um) O Grêmio não quer pagar o que o San Lorenzo pede pelos 80% dos direitos federativos de Alan Ruiz. Sugeriu outro empréstimo. Não levou.

(Dois) O jogador nunca foi titular durante 10 meses de Olímpico. Os tricolores acham que ele não vale o que os argentinos exigem. Sua contratação não é mais prioridade. Felipão não é grande fã da meia.

(Três) O Grêmio não mostrou o interesse que o San Lorenzo esperava neste final de ano. Os argentinos aguardavam uma investida mais forte dos gaúchos. Não sentiram firmeza nos brasileiros.

(Quatro) O San Lorenzo não recebeu ofertas do exterior pelo meio canhoto, apenas uma sondagem do Cruzeiro, que não evoluiu. O pai de Ruiz falou em uma proposta da Itália. O San Lorenzo desconhece.

(Cinco) O San Lorenzo está com os cofres raspados. Deseja um negócio logo, parte do dinheiro na não.

(Seis) Alán Ruiz gostaria de ficar em Porto Alegre. No Grêmio, ganha quase 10 vezes mais do que recebia na Argentina. Ele gostou da cidade e do clube. 

(Sete) Hoje, o único caminho de Alan Ruiz seria um retorno ao seu clube de origem e com um salário muito inferior. Ele não acha uma boa ideia voltar.

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Fernandão será tema de escola de samba no Carnaval

25 de novembro de 2014 2

O tema enredo chama-se Líder de uma Família, Herói de uma Nação, Campeão de Tudo, Eterno Capitão. A música é uma homenagem ao ex-jogador Fernandão, morto em julho passado.

A Escola de Samba Unidos do Capão, fundada em 1998, integrante do Grupo A do Carnaval de Porto Alegre e atual vice-campeã, promete narrar a história do ex-capitão colorado dentro e fora do campo no dia 15 de fevereiro na passarela do Porto Seco. A escola terá 1,8 mil componentes, quatro carros alegóricos e 24 alas no desfile.

O custo do Projeto Fernandão está avaliado em R$ 400 mil. Já foram captados cerca de R$ 150 mil. Há um projeto da Lei Ruanet especifico para o Carnaval já aprovado pelo Ministério da Cultura. Os patrocinadores receberão espaços publicitários nos carros alegóricos, nas camisetas oficiais e na bateria da escola.

Viúva do jogador, Fernanda Bizzoto escutou o samba-enredo, de autoria de Alex Bagé, Tabajara Ortiz e Wilson Silva, interpretado por Igor Sorriso, ganhou o CD com a música e conheceu detalhes do projeto. Foi convidada para participar do desfile.

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A viúva Fernanda Biazotto recebeu o CD com o tema enredo da Escola de Samba Unidos do Capão, da Capital, que celebrará Fernandão no Carnaval 2015. A lado de Fernanda, Gilberto Batista (E), Tabajara Ortiz e Wilson Silva e (Marcelo Campos,MC-10, Divulgação)

 

 

 

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O ex-lateral da dupla Gre-Nal que ganha tudo no Interior

25 de novembro de 2014 0

O técnico mais feliz do Estado nasceu em Portão. Chama-se Luís Carlos Winck, 51 anos, 10 de carreira em 16 times. Sob seu comando, o Lajeandense ganhou três títulos consecutivos na temporada.

Se somar os do Esportivo e do Passo Fundo, são cinco em dois anos. Por telefone, ele explica o sucesso.

Você venceu a Copa Fernandão, a Copa Sul-Fronteira e a Supercopa em sequência nos últimos meses. Que tipo de técnico você é?
Espelho-me muito no professor Ênio Andrade (1928/1997). Aprendi com ele que a liderança de vestiário e de grupo não se faz na marra, no grito, mas no diálogo. De Abel Braga, que foi meu treinador, e Felipão, peguei aquele lado paizão dos jogadores. Do Tite, admiro a qualidade do trabalho de campo. Sou um cara experiente, aprendi muito neste anos todos, mas preciso de oportunidades em times maiores. Estou pronto.

O que você diz aos jogadores do Interior, com a experiência de um ex-atleta da dupla Gre-Nal e Seleção Brasileira?
Antes das partidas, ainda no vestiário, gosto de falar que eles não podem deixar as oportunidades passarem. É preciso aproveitar a vida, dar o máximo em cada partida. A carreira de atleta é curta demais. É preciso desfrutar. Joguem e aproveitem.

Do que o seu competitivo Lajeadense é capaz?
Quando jogador, gostava de atacar. Meus times são assim. Ousados e ofensivos. Ataco muito. Não gosto de recuar minhas linhas. O ritmo é intenso, trabalho muito neste sentido. Peço que meus jogadores respirem com a bola no pé porque a marcação precisa ser muito intensa, forte, total. Futebol é força, velocidade e intensidade. Cruzeiro e Atlético-MG são exemplos.

O que esperar do Lajeadense no Gauchão, em fevereiro?
Em 2015 será diferente. A dupla Gre-Nal fará pré-temporada antes do início da competição. Chegará com tudo. Mas nós vamos brigar entre os primeiros. O nosso ambiente e a nossa união fazem a diferença. Os títulos recentes provam.

Você está confiante?
Sim, nosso grupo está comprometido com o trabalho, como homens e atletas. Vai dar tudo certo no ano que vem.

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Nos seus tempos de Seleção Brasileira, em 1985, Winck (D), com o goleiro Gilmar, o zagueiro Mauro Galvão e o técnico Octacílio Gonçalves Júnior (Agência RBS/BD)

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Quanto a Conmebol pagará ao campeão da Libertadores 2015

25 de novembro de 2014 0

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A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) divulga os valores dos prêmios da 56ª edição da Copa Libertadores da América nos próximos dias, na sua sede em Luque, no Paraguai.

Nesta temporada, o San Lorenzo, da Argentina, recebeu R$ 13 milhões pelo título.

O vice Nacional, do Paraguai, levou R$ 12 milhões.

Em 2013, o campeão Atlético-MG ganhou R$ 12 milhões.

Na primeira fase do torneio, cada equipe mandante receberá R$ 600 mil por jogo.

 

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Sócrates, o craque dos excessos

24 de novembro de 2014 3
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Sócrates, com Zico ao fundo, na Copa do Mundo de 1982, (Bob Thomas, Getty Images, Divulgação Objetiva)

 

Nas 246 páginas de Sócrates, A História e as Histórias do Jogador Mais Original do Futebol Brasileiro (Editora Objetiva, R$ 29,90), o jornalista e escritor carioca Tom Cardoso debulha o personagem central, admirado e detestado, festejado e incompreendido. Alinha todos os Sócrates sem ordem alfabética, sempre dispostos no mesmo corpo de 1m91cm, um fiapo de jogador, espichado demais para se equilibrar em pés tamanho 41.

“Pés de bailarino”, brincavam os colegas de vestiário. Sem esquecer que o pé direito acomodava o calcanhar mais milimétrico do futebol, o que definia uma das suas jogadas espetaculares. Mas nada de firula, enfeite, deboche. O toque de calcanhar nascia em nome do futebol competitivo.

As páginas do livro se sucedem, e o jogador do Botafogo, de Ribeirão Preto, do Corinthians, da Fiorentina, do Flamengo, do Santos e da Seleção, nascido em 1954, em Belém, no Pará, muda de pele, de idade, surge em boa forma física ou em frangalhos, mas nunca perde a originalidade. Surgem o atleta e o antiatleta. Despontam o boêmio e o alcoólatra. Explodem o militante de esquerda e o crítico do PT. Brilham o amigo das estrelas e o adversário dos dirigentes. Sócrates é todos eles, não é um. É pura multidão. Não precisa nem questionar suas três mulheres e os seis filhos sobre quem ele é de verdade.

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Sócrates, o livro (Editora Objetiva, R$ 29,90)

Desde São Paulo, depois de três anos de pesquisa e cem entrevistas em busca de informações para fazer com que o livro parasse de pé e recebesse elogios de quem o lê, o autor arrisca definir Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira (1954/2011)
– Ele era um cara único. Não era marqueteiro. Uma pessoa diferente de tudo que você já viu no futebol. Não há nada igual.
Tom compara. Evoca Neymar. Lembra os jogadores brasileiros, dos mais aos menos populares, que dizem sempre as mesmas coisas nas entrevistas nas rádios, nas TVs, nos jornais, nos blogs. Não ousam, não criticam, não têm ideias, não se posicionam sobre assunto algum – nem mesmo nos mais óbvios da profissão.

– Você vê e ouve as entrevistas do Neymar, que foi treinado para falar com a imprensa. São óbvias. Ele diz sempre as mesmas coisas. Não tem consciência, talvez nem interesse em dizer algo mais. Com o Sócrates, para o bem ou mal, não era assim. Ele falava de tudo, de política e de economia, do governo e do presidente do clube. Não fugia das questões, se posicionava.

Sócrates está repleto de boas histórias. Numa delas, se apresenta o alcoólatra que morreu de cirrose, cultuando uma cerveja desde a adolescência. Na capital paulista, na casa do presidente Waldemar Pires, nos anos 1980, o diretor Adilson Monteiro chamou Sócrates para renovar o contrato. Quando conheceu a adega do dirigente, o jogador se entusiasmou.

No outro dia, os repórteres foram saber das novas. Pires falou:
– Estão todos dormindo na adega. Não assinamos nada.

Sócrates deixou a bebida e o cigarro só uma vez na sua irregular vida de jogador de futebol (1974/1989). Foi em 1982, na Copa do Mundo da Espanha. Telê Santana o convenceu depois de meses e meses. O preparador físico gaúcho Gilberto Tim se encarregou do resto e fez o jogador suar como nunca.

Sócrates sempre foi intenso em tudo o que fazia – até na Democracia Corintiana. O idealista e o rebelde sempre estiveram juntos, de chuteiras ou de sapato.
O Magrão faz falta.

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Quantos milhões a dupla Gre-Nal receberá da CBF

22 de novembro de 2014 0

A CBF revelou o valor dos prêmios em dinheiro que entregará aos cinco melhores times do Brasileirão 2014, que termina no dia 7 do mês que vem:

Campeão: R$ 9,2 milhões
Vice: R$ 6,2 milhões
Terceiro: R$ 4,2 milhões
Quarto: R$ 3,1 milhões
Quinto: R$ 2,1 milhões.

As equipes classificadas entre o sexo e o 16º lugares também receberão valores em dinheiro.

O 16º colocado, por exemplo, levará R$ 300 mil.

Os quatro rebaixados à Série B não receberão um só centavo.
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Como quinto colocado, classificação atual, o Inter receberia R$ 2,1 milhão.
Sexto, o Grêmio ficaria com R$ 1,3 milhão.

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A CBF, de José Maria Marin, premiará os melhores do Brasileirão 2014 (Rafael Ribeiro, CBF, Divulgação, BD)

 

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Time russo entra na briga por Dudu

21 de novembro de 2014 2

Um do times mais populares da Rússia, o Spartak, de Moscou, fez uma oferta ao Dínamo de Kiev por Dudu, 22 anos.

O bilionário Leonid Fedun, dono do Spartak, promete reforçar o time na janela de janeiro com jogadores do Brasil. O negócio pode evoluir nas próximas semanas. 

A informação é de empresários que têm contato com clubes da Rússia, que sediará a Copa do Mundo de 2018, e da Ucrânia e já negociaram com a dupla Gre-Nal.

Dudu está emprestado ao Grêmio e já declarou que deseja permanecer em Porto Alegre. Felipão deseja contar com o jogador na próxima temporada. O Grêmio busca investidores para comprar os direitos econômicos do atacante.

O Dínamo pretende negociar o jogador.

O clima de guerra na Ucrânia não atrai mais atletas brasileiros ao país europeu. 

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Dudu, atacante gremista (Agência RBS/BD)

 

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A união de Tite, Felipão e Falcão

21 de novembro de 2014 6

Apoiada por Felipão, Tite, entre outros técnicos do primeiro time do futebol brasileiro, a Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol (FBTF) promoverá o 1º Fórum Brasil de Treinadores no dia 1º de dezembro, em Itu, no interior paulista.

Quatro temas serão discutidos no encontro: Futuro Tático do Futebol, Ética no Esporte, Relação do Treinador com Ambiente de Trabalho e Modelo de Calendário e Treinamento.

Vagner Mancini,dirigente da FBTF, Dorival Júnior, Emerson Leão, Muricy Ramalho, Carlos Alberto Parreira e Paulo Roberto Falcão serão alguns dos debatedores.

A FBTF tenta unir os técnicos de futebol do Brasil. Lutar pela classe.

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Felipão, ex-técnico da Seleção Brasileira ( Rafael Ribeiro , Divulgação, CBF)

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Marcelo de Oliveira muda no intervalo, supera Felipão e vence na Arena

21 de novembro de 2014 12

A matemática ainda é contra, mas o Cruzeiro mostrou em campo que um campeão não precisa de máquina de somar. Ganhou com a naturalidade dos vencedores de um Grêmio que fez um grande primeiro tempo, mas desabou depois do intervalo. Caiu como sempre em jogos decisivos. A quinta-feira não foi diferente de outras quartas, sábados e domingos.

O Cruzeiro mostrou que é o campeão, o melhor time do país. Saiu perdendo, empatou, virou e festejou na frente de 43 mil pessoas. Fez da Arena o seu Mineirão.

Riveros adiantou o Grêmio. Tudo parecia dominado, controlado. Dudu apanhava de todos os lados e os gaúchos atacavam pelas laterais. Walace dominava o meio-campo inteiro. Atrás, o Cruzeiro só queria evitar o segundo gol. Encolhido, sofria.

No intervalo tudo mudou, Marcelo de Oliveira exibiu a mão de melhor técnico do Brasil. Reanimou o time, avançou a marcação, liberou Everton Ribeiro e o Cruzeiro, já com Willian no meio-campo, começou a dominar a partida, atacar e ameaçar Marcelo Grohe. O Grêmio recuava, errava passes e não conseguia mais criar.

Ricardo Goulart empatou, Fábio salvou um gol de Barcos e Everton Ribeiro, depois da falha conjunta de Pará e Ramiro, marcou o segundo num contra-ataque veloz e mortal. O futuro campeão envolveu o adversário, o chamou para o seu campo e saiu em velocidade, usou o precioso toque de bola e a técnica superior de alguns jogadores.

O estático Grêmio fez tudo errado na segunda parte. Deixou-se envolver pelos adversários. Marcou pouco, falhou, correu menos e perdeu. Faltou até força física.

O Grêmio teve três chances de gol. Fez um. O Cruzeiro criou duas. Teve 100% de aproveitamento. Ganhou. A arbitragem não influiu no resultado.

Barcos, Dudu e Luan se entregaram à marcação na segunda parte. O meio-campo foi envolvido, a defesa vazou. A derrota retirou o Grêmio do G-4. Domingo, em São Paulo, o jogo contra o Corinthians será mais decisivo do que nunca. A vaga na Copa Libertadores da América, edição 2015, começa a ficar mais difícil do que Felipão imaginava no café da manhã nesta quinta-feira.

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Cruzeiro não vence Grêmio em Porto Alegre desde 2007

20 de novembro de 2014 2

Entre 1971 e 2014, em toda a história do Campeonato Brasileiro, Grêmio e Cruzeiro disputaram 21 jogos no Rio Grande do Sul.

Os gaúchos venceram 10 vezes, contra quatro vitórias dos mineiros e sete empates.

O Cruzeiro não vence o Grêmio em Porto Alegre desde 2007. São seis derrotas e um empate.

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Marquinhos (E) e Marcelo Moreno (D) festejam o 2 a 1 sobre o Cruzeiro no Olímpico, em 2012 (Agência RBS/BD)

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O valor médio dos tíquetes na Arena e no Beira-Rio

20 de novembro de 2014 1

O tíquete médio do Inter em partidas do Brasileirão, no remodelado Estádio Beira-Rio, é de R$ 36,24.

O do Grêmio, na Arena, é mais baixo, sai por R$ 32,68.

O Beira-Rio faturou R$ 12,8 milhões em jogos em Porto Alegre.

A Arena somou R$ 11,2 milhões, dinheiro que deve crescer hoje, depois da visita do Cruzeiro.

O Corinthians é o clube brasileiro que tem o ingresso mais caro. Na média, custa R$ 62,35. É seguido por Botafogo, R$ 53,59, e Cruzeiro, R$ 46,20.

O mais barato é o do Vitória, R$ 16,04.

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Arena, nova casa gremista (Agência RBS,BD)

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Três treinadores que estão na cabeça de Piffero

20 de novembro de 2014 4

Favorito na eleição presidencial do Inter, no dia 13 de dezembro, Vitorio Piffero tem Tite, 53 anos, como o preferido para assumir o vestiário colorado – ainda na primeira quinzena de dezembro, depois do Brasileirão.

O paranaense Cuca, 51 anos, que está na China e quer voltar ao Brasil, é classificado como plano B do candidato oposicionista.

Mano Menezes, 52 ano, é outro técnico que agrada Piffero e seus aliados, mas aparece como terceira e distante opção.

O nome de Abel Braga, 62 anos, está fora de foco, ao menos no momento.

Piffero deseja contar com um nome que tranquilize a torcida e que não seja contestado, ao menos num primeiro momento.

 

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Tite nos seus tempos de Beira-Rio, em 2008 (Agência RBS/BD)

 

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Festa, invasão e violência na Costa do Marfim

19 de novembro de 2014 1

 

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Torcedores da Costa do Marfim invadiram o gramado e enfrentaram a polícia (Issouf Sanogo/AFP)

Depois do empate em 0 a 0 com Camarões, milhares de torcedores da Costa do Marfim invadiram o gramado do estádio Felix Houphouet-Boigny, em Abidjan.

A polícia reagiu com violência. Não quis nem saber da festa dos torcedores locais. 

O resultado classificou as duas seleções à fase final da Copa Africana das Nações, em janeiro, na Guiné-Equatorial.

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O empate com Camarões classificou a seleção da Costa do Marfim e a torcida festejou no gramado (Issouf Sanogo/AFP)

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O lateral do Cruzeiro que filava carona do volante do Grêmio

19 de novembro de 2014 1

Lateral-esquerdo do Cruzeiro, Miguel Samudio, 28 anos, pegava carona com o gremista Cristian Riveros, no Paraguai, e é companheiro de quarto de Marcelo Moreno nas concentrações do time mineiro.
O jogador paraguaio fala sobre o adversário do Grêmio, quinta-feira, na Arena:

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Miguel Samudio, lateral do Cruzeiro e da seleção do Paraguai (Francismelo/Divulgação)

O Cruzeiro perdeu força no returno do Brasileirão?
Fizemos um ótimo primeiro turno. Nossos jogos foram de muita qualidade. Mas é difícil manter o mesmo ritmo. A sequência de partidas é intensa, as viagens são cansativas e ainda têm as concentrações. Mas estamos confiantes e tranquilos.

Vocês já se consideram os campeões de 2014?
Não. O jogo contra o Grêmio, que tem um grupo muito forte, é uma decisão. Sabemos que será um dos mais difíceis. O Felipão é um grande treinador e o time está num bom momento.

Você é amigo de Riveros?
Nos conhecemos no Libertad (time com sede em Assunção, no Paraguai). Ele era titular. Eu jogava nas categorias de base ainda. Às vezes enfrentávamos os profissionais. Como eu morava perto da casa dele, sempre ganhava uma carona. É uma pessoa muito boa, e um bom amigo.

O seu colega Marcelo Moreno, emprestado ao Cruzeiro, é seu amigo também?
Sim, muito. Somos colegas de quarto nas concentrações. Eu o enfrentei várias vezes, ele na seleção boliviana e eu na paraguaia. Acho difícil ele voltar para o Grêmio. Todo mundo gosta muito dele por aqui.

 

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Zé Roberto doa pulmão e dá exemplo

18 de novembro de 2014 0

Antes de Grêmio e Cruzeiro, quinta-feira, antes das 22h, na Arena, os jogadores gremistas farão uma ação em nome da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e da doação de órgãos.

Zé Roberto é um dos embaixadores da campanha Doadores de Talentos.

Ele doou o pulmão. Ele deu o exemplo. Ele é um verdadeiro cidadão:

– Fui escolhido para representar a doação de pulmão, pela minha condição física e pelo que venho correndo, mesmo com 40 anos. Incentivo ações que salvam vidas – conta o camisa 10 gremista em um dos vídeos da campanha.

A ideia é que isso estimule mais pessoas a mostrarem o seu desejo de doar órgãos após a morte.

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Aos 40 anos, Zé Roberto joga como se tivesse duas décadas de vida (Agência RBS/BD)

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Gremista completará 200 jogos contra Cruzeiro

18 de novembro de 2014 7

O lateral Pará, 28 anos, completa quinta-feira, contra o Cruzeiro, 200 jogos em sete edições do Brasileirão, com as camisas de Santos (2008/2011) e Grêmio (2012/2014).

Marcou dois solitários gols.

Pará é jogador de confiança de treinadores.

Passou intacto por Renato Portaluppi, Vanderlei Luxemburgo, Ederson Moreira e Luiz Felipe Scolari. Foi apresentado no Grêmio em fevereiro de 2012.

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Mesmo contestado, o latera Pará é sempre titular com qualquer técnico, do experiente Felipão ao iniciante Enderson Moreira (Agência RBS/BD)

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Falta dinheiro ao Cruzeiro para ter Marcelo Moreno em 2015

18 de novembro de 2014 4

O Cruzeiro quer ficar com Marcelo Moreno, mas não tem dinheiro. Será difícil investir grandes somas em reforços em 2015.

Em Minas Gerais, diz que pretende colocar jogadores no negócio envolvendo o centroavante, que também defende a seleção da Bolívia.

O Grêmio pede dinheiro, assim, com os valores, compraria os direitos econômicos de Dudu, na Ucrânia, e Alán Ruiz, na Argentina.

Os dirigentes gaúcho e mineiros podem conversar quinta-feira, em Porto Alegre, antes de Grêmio e Cruzeiro, na Arena. O contrato de empréstimo do jogador com o Cruzeiro se encerra no mês que vem.

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Marcelo Moreno treina no Olímpico, em 2012 (Lucas Uebel/Grêmio, Divulgação/BD)

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Seleção precisa de um capitão

17 de novembro de 2014 8

Thiago Silva está magoado e irritado. Em quatro meses, o emotivo capitão da Seleção na Copa perdeu o cargo e a titularidade na troca de Felipão por Dunga. Vive infeliz na reserva. Reclamou neste domingo, em Viena, na Áustria, no supestrelado hotel da equipe brasileira.

Cria do extinto RS, com passagem pelo Juventude, o zagueiro de 30 anos, destacado como um dos três melhores do mundo na Europa, onde joga desde 2009, entre Milan e PSG, voltou a Seleção depois do Mundial e de uma séria lesão, e foi tratado como homem comum. A comissão técnica é outra e o grupo mudou – até o roupeiro é novo. Neymar ocupou seu posto. Seu espaço.

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Flávio Murtosa, auxiliar de Felipão (C), consola o frágil capitão Thiago Silva na Copa do Mundo (Rafael Ribeiro, CBD/Divulgação)

Thiago Silva não foi saudado e nem reverenciado como nos velhos tempos de Felipão e Mano Menezes. Dunga não o trata como o líder que foi. O passado não conta. A mágoa nasce aí. Cresce.

Ao entregar a braçadeira a Neymar, Dunga elegeu sua referência técnica. Nem sempre o melhor jogador veste bem a farda de capitão.

Neymar está longe de ser a voz do treinador em campo, o leitor da cena de jogo, o cara que argumenta com o árbitro, puxa treinos e enumera com os dirigentes deveres e direitos dos companheiros. Ele é o craque. Não é o capitão. Nem Thiago Silva é.
Quem se habilita?

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