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Quanto a dupla Gre-Nal gastou com futebol entre 2008 e 2013

25 de outubro de 2014 0

Entre as temporadas de 2008 e 2013, segundo estudo da Pluri Consultoria, a dupla Gre-Nal investiu R$ 1,426 bilhão no futebol.

O Inter gastou R$ 827 milhões. O Grêmio aportou R$ 599 milhões.
A diferença entre os dois valores é de R$ 228 milhões.

O campeão de gastos no período é o Corinthians, com R$ 1,047 bilhão, seguido pelo São Paulo, R$ 935 milhões.

O Inter foi o terceiro clube que mais aplicou dinheiro em futebol na Série A do Brasileirão.

O Grêmio entrou em oitavo lugar.

Campeão em 2013, perto do bicampeonato, o Cruzeiro gastou R$ 603 milhões.

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Árbitros do Espírito Santo cuidarão do Inter no Beira-Rio

24 de outubro de 2014 0

Aspirante Fifa, Dewson Freitas da Silva (PA) apita Coritiba e Grêmio, hoje, às 18h30min. A CBF precisou mobilizar assistentes de quatro Estados para auxiliar o paraense. Chamou outro paraense, um sergipano, dois mato-grossenses e mais dois paranaenses.

Em auxílio à Marcos André Gomes da Penha, juiz de Inter e Bahia, às 21h, no Beira.-Rio, a CBF convocou mais quatro auxiliares do Espírito Santo, conterrâneos do árbitro, e um gaúcho.

O presidente da CBF, José Maria Marin, decidiu que os árbitros assistentes adicionais (AAA), os dois que ficam ao lado das goleiras, não serão mais convocados em 2015. Marin alegou que o custo é alto. A CBF não segue as lições da Uefa. Os europeus não só vão manter os AAA, como procuram qualificá-los.

Sem bancar cursos de aperfeiçoamento aos árbitros, a CBF também esnobou um legado da Copa. Alegou falta de dinheiro e desativou a Tecnologia na Linha do Gol (TGL) nos 12 estádios do Mundial. Sandro Meira Ricci testou o TGL com sucesso no Beira-Rio, em junho, no jogo entre França e Honduras.

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Ricci: o árbitro número 1 da CBF vive má fase no Brasileirão (Daniel Garcia, AFP)

 

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O roqueiro paulista famoso que gosta do Inter

24 de outubro de 2014 4

São-paulino de fé, que tem o Inter como segundo time e é superfã de futebol, o vocalista Nasi, da excelente banda Ira!, que se apresenta neste sábado no Auditório Araújo Viana (mais informações em www.opuspromocoes.com.br), na Capital, deixou o rock por alguns minutos e falou sobre futebol. 

Alcancei Nasi por telefone, em São Paulo. Abaixo, um resumo da nossa conversa.

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Uma das grandes bandas do país, o Ira!, com Nasi, toca na Capital nesta sábado (Gabriel Wickbold, Especial)

O Dunga convocou nesta sexta-feira só jogadores brasileiros que atuam no Exterior para os amistosos de novembro, na Europa. O que você achou?
Não pense que a CBF deu uma de boazinha. Os clubes se mobilizaram. Estavam à beira de um motim. Imagina deixar os times sem os seus principais jogadores nos momentos mais decisivos do Brasileirão e da Copa do Brasil. Loucura, né. A CBF está arcaica, velha. Não consegue nem discutir o futebol brasileiro.

O Cruzeiro será campeão de 2014?
O Cruzeiro e o técnico Marcelo Oliveira entenderam como se vence um Brasileirão. Conquistaram o máximo de pontos possíveis no primeiro turno, quando a maioria dos times ainda estava despertando, formando a equipe, contratando. Os mineiros aprenderam a lição em 2013. Repetiram agora. Devem vencer.

Quem espera o segundo turno da competição se dá mal?
Os jogos são mais difíceis no returno. É mais complicado vencer os times menores, que não querem cair e se aplicam mais. O G-4 provoca outra disputa.

Como está o seu São Paulo?
O título está longe, mas se o Cruzeiro “der mole” na reta final o São Paulo encosta. O mais provável, porém, é buscar uma vaga no G-4, disputar a Libertadores em 2015. Mas na Copa Sul Americana, a obrigação é chegar à final do torneio.

Você acompanha a dupla Gre-Nal de perto?
Sigo o Inter com atenção desde os anos 1970, com os supertimes comandados pelo Rubens Minelli. Hoje estou decepcionado. O time caiu em função do ataque. O Inter contratou Nilmar muito tarde. Mas acho que há uma boa base, a equipe do ano que vem será melhor, poderá disputar grandes títulos. O Inter ainda procura a sua cara.

E o rival azul?
O Felipão recuperou o Grêmio. O treinador nem pediu um tempo depois da tragédia do 7 a 1 entre Alemanha e Brasil. Nem precisou de uma reciclagem. Pegou um time à deriva e o levantou. Grêmio e Inter vão lutar pelo G-4. Será uma briga bonita.

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Marin cria data-Fifa sem querer

23 de outubro de 2014 0

Dunga sofreu uma pressão forte do presidente  da CBF, José Maria Marin.

O dirigente exigiu que o treinador não tocasse nos clubes brasileiros e só chamasse atletas que atuam na Europa. Criou uma data-Fifa no Brasil sem querer, seguiu os grandes países da Europa, ao menos em novembro.

Alexandre Gallo, que cuida da seleção olímpica (sub-21), acatou em silêncio a mesma ordem. Mudou quase toda a lista dos jogadores para os próximos amistosos.

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Marin foi pressionado pelos dirigentes dos clubes ( Rafael Ribeiro/CBF, BD)

 

O paulista Marin, antigo aliado de Ricardo Teixeira, fraquejou depois da pressão de clubes, como Santos, Grêmio, Atlético-MG, Botafogo e São Paulo.

Os clubes ganharam uma batalha.

Só vencerão a guerra com a CBF quando conseguirem se unir outra vez.

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Dunga faz data-Fifa sob pressão dos clubes

23 de outubro de 2014 2

Quando quer, quando pedem,  quando pressionam, Dunga pode ser um treinador sensível e conectado com o futebol nacional. Ele deixou os times brasileiros intactos. Todos disputarão a reta final do Brasileirão com todas as suas forças, sem lamentar ausências com a camisa amarela em amistosos com seleções Classe C.

Dunga fez uma data-Fifa ao seu modo. Convocou apenas os brasileiros que atuam na Europa para enfrentar os amistosos na Turquia e na Áustria, no mês que vem. A CBF foi pressionada pelos dirigentes dos clubes. Cedeu. Não desfalcou time algum no momentos mais decisivo do campeonato.

– Mantemos contatos com vários treinadores e dirigentes e somos sensíveis da responsabilidade que os clubes tem. Abrimos mão de alguns jogadores brasileiros e daremos oportunidades para quem está na Europa. Era o momento oportuno de cada um ceder um pouco – falou o treinador numa entrevista coletiva, nesta quinta-feira, no Rio, depois de anunciar os relacionados.

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Dunga, técnico da Seleção Brasileira ( Fred Dufour, AFP/BD)

Estrela na rodada do meia da semana da Liga dos Campeões, cinco gols num jogo só, o ex-colorado Luiz Adriano, do Shakhtar Donetsk, foi chamado, entre outras novidades que você pode ler abaixo.

Se você observar bem a relação dos convocados, verá que os atletas que atuam no Brasil não farão falta. Não há um só grande jogador, um craque de Seleção Brasileira, atuando no país.
A nova lista de Dunga:

Goleiros
Rafael (Napoli)
Neto (Fiorentina)
Diego Alves (Valencia)

Laterais
Danilo (Porto)
Dodô (Inter de Milão)
Filipe Luis (Chelsea)
Mário Fernandes (CSKA)

Zagueiros
David Luiz (PSG)
Miranda (Atlético de Madri)
Marquinhos (PSG)
Thiago Silva (PSG)

Meio-campistas
Fernandinho (Manchester City)
Casemiro (Porto)
Firmino (Hoffenheim)
Lucas (PSG)
Luiz Gustavo (Wolfsburg)
Oscar (Chelsea)
Philippe Coutinho (Liverpool)
Rômulo (Spartak Moscou)
Willian (Chelsea)

Atacantes
Luiz Adriano (Shakhtar Donetsk)
Neymar (Barcelona)
Douglas Costa (Shakhtar Donetsk)

 

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Luiz Adriano pode ser a surpresa da lista de Dunga

23 de outubro de 2014 0

Dunga chama hoje, às 11h, no Rio, os 23 jogadores da Seleção Brasileira que enfrenta Turquia e Áustria no mês que vem, na Europa. A lista é secreta, mas o porto-alegrense Luiz Adriano, 27 anos, pode ser uma das surpresas – ao lado de Paulo Henrique Ganso, do São Paulo.

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Luiz Adriano, goleador na Europa ( Filippo Monteforte/AFP/BD)

O porto-alegrense se igualou a Messi como o jogador que mais marcou gols em uma só partida na história da fase moderna da Liga dos Campeões. Fez cinco na goleada de 7 a 0 do Shakhtar Donestsk sobre o Bate Borisov.

Ex-Inter, criado no Beira-Rio, o atacante defende a equipe ucraniana desde 2007 e tem mais um ano de contrato.

Caso não seja lembrado, Luiz Adriano tem convite para defender a seleção da Ucrânia nas Eliminatórias da Euro 2016. O técnico Mikhail Fomenko disse que o receberia o brasileiro “de braços abertos”. Falta só o ok do atleta

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Festival de volantes de Felipão segura três pontos na Arena

22 de outubro de 2014 5

Técnico gaúcho adora volante. Não sei quem gosta mais. Felipão, Celso Roth ou Mano Menezes. Com quatro deles em campo, solidários e atentos, porém nada criativos, o Grêmio, de Felipão, venceu o Figueirense na Arena, chegou aos 50 pontos e encostou no Inter na tabela. Mas a Dupla está fora do G-4.

Título? Nem no sonho. O único campo de batalha é o G-4.

O Grêmio venceu com um gol de pênalti, obra de Barcos, que chegou ao 28º gol na temporada. O lance foi esquisito, duvidoso. Nem no replay da TV é possível ter certeza da falta, se a bola bateu mesmo na mão. O juiz que erra hoje é o mesmo que acerta amanhã. É assim desde que o futebol é futebol, secular e apaixonante futebol.

Quem viu a partida, quase 100 minutos de ação, não gostou. O dono da Arena não atuou bem outra vez. Foi previsível e carente de força ofensiva, como em Goiás, no criticado 0 a 0 de sábado. Procurou e não achou talento e criatividade.

O mesmo time que defende bem, superprotegido, ataca com fragilidade. Os problemas são sempre os mesmos. O ativo e veloz Dudu não consegue armar, Luan não cria e Barcos vive isolado. Os alas não apoiam bem, os volantes não criam.

O Grêmio ganhou do combativo Figueirense. O técnico Argel reclamou do pênalti que deu a vitória aos gremistas, no primeiro tempo, e pediu outro ao seu favor, que não foi, o replay prova, já nos descontos.

O resultado valeu bem mais do que a atuação do coletivo. Mas não anima ninguém. Há vida no G-4, porém só com vitória. O próximo jogo é em Curitiba. Fora da Capital, a vida dos gremistas não está fácil.

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Filme de terror para o Inter no Maracanã: derrota e saída do G-4

22 de outubro de 2014 5

O Inter é um time manco sem o 10 D’Alessandro. Corre errado, corre torto. Nilmar poderia ajeitar a corrida e o time inteiro. Não conseguiu. Nem ele, nem Alex, muito menos Alan Patrick.

Nilmar teve a bola do jogo no primeiro tempo no gigantesco Maracanã. Parou na frente do goleiro do Flamengo. Fez o que Rafael Moura faria. Chutou em cima do goleiro. Perdeu o gol mais feito das últimas semanas.

O gol não nasceu. Pior para o Inter, que depois sofreu dois gols, ambos no segundo tempo, perdeu três pontos e ainda saiu da zona nobre do Brasileirão, o G-4 da Libertadores. Foi a pior derrota dos últimos meses. O topo da tabela parecia à casa do Inter. O time frequentou o alto da classificação durante 24 rodadas.

Ao Inter faltou tudo, ataque, meio, defesa. Faltou ousadia do treinador, que escalou um time cheio de cuidados defensivos numa partida contra um time da parte inferior da tabela. Abel Braga já tirou o que podia do grupo. Parece não encontrar forças para buscar o algo mais no final da competição. Ele é o alvo da ira da torcida nas redes sociais.

O Inter foi (e é) um time lento, carente de ousadia, organização tática e intensidade. O ataque parece desassociado do meio-campo. O pobre Nilmar luta sozinho contra uma turma de zagueiros.

Depois de sonhar com o título, o Inter enfrenta outra realidade. Precisará lutar para reingressar no G-4.

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O perigoso custo da rivalidade Gre-Nal

19 de outubro de 2014 11

César Grafietti, gerente de crédito do Itaú BBA e coordenador do estudo, analisa o futebol do Brasil pós-Copa e da dupla Gre-Nal pela ótica da economia:

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Grafietti analisa o momento do futebol gaúcho e do Brasil (Arquivo Pessoal)

Como você avalia o atual cenário do futebol brasileiro?
É desconfortável. Após dois anos de forte crescimento de receitas, sempre acima dos custos, em 2013 vimos uma inversão desta tendência, com custos crescendo mais que as receitas. A explicação vem da fragilidade profissional dos gestores.

A política de grandes salários sobreviverá ao ano de 2015?
Não creio. É fundamental que os clubes entendam que a existência deles depende de forte ajuste de custos. O primeiro, mais óbvio, é o da redução salarial, que levará um tempo para ocorrer.

Como você avalia o Inter?
O Inter tem histórico muito positivo. Até 2012, apresentava dívidas controladas, boa geração de receitas, parte importante delas recorrente (TV e patrocínio) e um excelente programa de sócio torcedor. Entretanto, é um clube que consistentemente vende direitos de atletas para fechar suas contas, e este é um enorme risco. Caso esta fonte seque, o clube pode vir a ter problemas para manter custos tão elevados. Em 2013, apesar da venda expressiva, o clube investiu muito e viu o endividamento aumentar. A impressão é que começa a sair da zona confortável e buscar o risco.

Como será o ano que vem?
Não será fácil. Precisará continuar vendendo direitos de atletas para fechar as contas, sob pena de ver a dívida aumentar. Ou, o que é mais correto, deve reduzir a folha.

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Jogadores da dupla Gre-Nal numa ação do Bom Senso FC no interior (Agência RBS)

Como está o Grêmio?
O ano de 2013 para o Grêmio não foi bom. Receitas em queda e custos em alta. Muitos investimentos em aquisição de atletas que ainda precisariam ser pagos ao longo de 2014. O resultado foi fechar 2013 com mais dívidas. Insustentável como modelo, da mesma forma que o Inter, tem um excelente programa de sócio torcedor que garante boa receita recorrente, assim como TV e patrocínios. Mas depende da venda de atletas. Mas, pelo que acompanhei pela imprensa, teria feito forte redução de custos no elenco, dispensando atletas mais caros e enquadrando custos às receitas. Se fez, está correto. É o caminho.

E a projeção para 2015?
Tudo depende do final da questão anterior. Se fez a lição de casa, reduzindo custos, aproveitando mais a base, terá um ano melhor, mas duro. Se não, estará trilhando o mesmo caminho do rival.

A rivalidade gaúcha ajuda?
A rivalidade é importantíssima na gestão do programa de sócio torcedor dos dois. Mas a rivalidade também pode ser o caminho do descontrole. Buscar títulos a qualquer custo costuma terminar mal. O Inter tem feito isso, contando com a venda de atletas e o Grêmio seguiu o mesmo caminho em 2013. A rivalidade que sustenta é a mesma que leva os clubes ao caos financeiro.

Como 2015 se comportará?
Os anos de 2014 e 2015 serão bastante difíceis. Aliás, 2014 já está sendo complicado conforme vemos na imprensa os casos de atrasos de salários. É preciso mudar a mentalidade da “estrutura” futebol e isto leva tempo. Reduzir custos significa limitar capacidade de investimentos e competitividade e isto certamente nos levará a aceitar que o Brasil não tem 12 times grandes e que disputam títulos relevantes. Temos quatro ou cinco e alguns que eventualmente lutam pelas conquistas, graças à beleza do futebol.

Como se dará a mudança?
A Lei de Responsabilidade do Esporte pode ser um marco nesta mudança, ao obrigar os clubes a se adequarem, com possíveis punições aos que descumprirem as regras. Mas para isto funcionar, a punição tem que vir. Ainda assim, é um processo que se bem conduzido deve significar real melhoria da condição econômico-financeira dos clubes apenas a partir de 2016 e, quem sabe, se consolidando em 2017 e 2018. Se tudo funcionar bem, se clubes se organizarem, se atletas entenderem que os saltos salários não se sustentam e se os torcedores aceitarem que nem todos lutam por títulos, o futebol em 2018 será melhor.

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Técnico do Goiás está cansado de "treinador boleiro"

18 de outubro de 2014 1

Entre os treinadores que vieram da universidade, estudaram e buscaram aperfeiçoamento no Exterior e os que passaram direto da fase das chuteiras para a do abrigo de grife de “professor”, o mineiro Ricardo Drubscky se alinha ao primeiro time. Ele é o técnico do Goiás, que enfrenta o Grêmio.

Na concentração do Goiás, num hotel da úmida e abafada capital Goiânia de 1,3 milhão de habitantes, o professor de educação física Ricardo Drubscky, 54 anos, diz o que gosta de ser:

– Sou técnico de futebol. É a minha vida, meu sonho. 

Ele foi gestor e diretor, preparador físico, professor e auxiliar técnico entre 1996 e 2011. Ganhou experiência no Equador, no Japão e em Portugal. Escreveu um livro, Universo Tático do Futebol, Escola Brasileira (Editora Health, R$ 55), no qual debate metodologias, sistemas táticos e oferece orientações aos profissionais da área.

Nos últimos quatro anos, abraçou a profissão de técnico de uma vez. Rodou por Monte Azul, Tupi, Volta Redonda, Atlético-PR, Tupi, Criciúma, Paraná e agora comanda o adversário do Grêmio.

– Ser treinador não atrapalha minha atividade como professor da Escola Brasileira de Futebol, que é um projeto da CBF. Nós precisamos investir mesmo numa instituição que forme treinadores qualificados. O futebol brasileiro está cheio de autodidatas, de jogadores que, despreparados, assumem a profissão de treinador assim que se aposentam. Desconhecem completamente a parte tática, a gestão de pessoas e os conceitos de liderança.

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Ricardo Drubscsky, técnico do Goiás (Agência Getty Image)

Drubscky, que atuou nas categorias de base do Cruzeiro e do Atlético-MG, é um crítico feroz do “treinador boleiro”.

– Precisamos de uma escola que forme o treinador e que siga uma linha de trabalho. Estou cansado da “boleirice” dos técnicos. Cada um tem a sua caixinha de segredos, métodos próprios e não fala para ninguém. Mas todos reclamam da falta de jogadores qualificados. Não vejo assim. O que salva o nosso futebol ainda é o jogador. Só ele.

Nono na tabela, com 37 pontos, sete distantes da zona da degola, 10 longe do G-4, com 44% de aproveitamento, Drubscky se apresenta no Goiás como um treinador defesivo e ofensivo, sem exagerar na defesa ou no ataque e adepto do jogo coletivo. Aí sim, sem medo do excesso.

– O que me espanta é que o nosso futebol é à base do toque de bola, os jogadores gostam do estilo, mas os grandes times brasileiros, não exploram a melhor característica dos atletas. Culpa deles? Não. Culpa dos treinadores.

Ele gosta de falar, fala bastante. Ele segue.

– Numa palestra, depois da Copa do Mundo, comentei com meus jogadores: “Vocês viram como a Alemanha dribla bem”. Eles ficaram espantados. Olharam um para o outro e pareciam não ter entendido nada. “Quer dizer então que a Alemanha não dribla?”. Claro, os alemães fazem um jogo de passes, de velocidade, de mobilidade, de ocupação de espaços e de doação. O brasileiro é muito individualista, sabe passar, tocar a bola, mas não tem orientação adequada. Não preza o futebol coletivo. A nossa escola precisa entrar aí, recuperar o valor do toque de bola, unir a nossa individualidade ao coletivo, algo que eu chamo de “coletividade”.

Seu Goiás, que fez 29 gols e levou 28 no Brasileirão, sofre como todos os times. Ele acredita que não é por falta de trabalho que ele não está lá em cima, na briga com os grandes. É pelo ritmo de um calendário absurdo.

– O calendário é carrasco. Ninguém treina, só joga e viaja. Nós pegamos um avião por semana, às vezes dois. A maratona de jogos nivela tudo, a folha salarial baixa e a alta. Olhe resultados inesperados que nascem a cada rodada. Tudo culpa de lesões, do cansaço, da absoluta falta de tempo para treinar.

Sem a força do dinheiro e sem poder para contratar grandes nomes, Drubscky lidera a busca de jovens na base. Chamou, deu força e orientou Pedro Henrique, Felipe Macedo, Murilo, Rodrigo, Thiago Mendes, Bruno Henrique. Deu força a Erik Lima, o seu goleador. Está satisfeito.

– Cerca de 50% do time veio da base. Estou sempre com um olho lá. Gosto de trabalhar com os garotos, formá-los. Mas não pense que o Grêmio encontrará um time inexperiente no Serra Dourada. Podemos enfrentar qualquer adversário. Nossa estrutura é de um time gigante. A diferença é só a receita financeira. Não jogamos para fugir da Série B. Buscamos algo mais.

Erik Lima é sua joia. É o mais vistoso. Ele prefere destacar Pedro Henrique e Felipe Macedo gente da defesa A zaga é um dos seus atuais orgulhos. Antes de encerrar, ele lembra do zagueiro destro Jackson, 24 anos, 1m86cm, emprestado pelo Inter.

– Ele é uma das referências do time e um dos nosso líderes. Faz um grande campeonato.

Mas ele não se vê na defesa contra o defensivo Felipão:

– Negativo. Vamos arriscar.

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Mano Menezes cutuca rival Felipão em São Paulo

18 de outubro de 2014 8

O técnico do Cruzeiro, líder do Brasileirão, é mineiro. O que comando o time que está em segundo lugar, o Inter, é o carioca Abel Braga.

Quem treina o São Paulo é o paulista Muricy Ramalho. O treinador do Atlético-MG é o paranaense Levir Culpi. O quarteto fecha o topo da tabela do campeonato.

Técnicos gaúchos, como Felipão, do Grêmio, e Mano Menezes, do Corinthians, lutam para não perder o ano. Ainda buscam posto no G-4. Seus times são instáveis e irregulares. Mas Felipão melhorou o Grêmio, Mano não deu corpo ao Timão.

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Felipão em dia de jogo na Arena (Agência RBS)

Felipão, que continuará no Grêmio em 2015, e Mano, que não renovará contrato, não se bicam.

Leia o que o treinador corintiano falou na coletiva desta sexta-feira. Ironizou a “família Scolari” da Copa do Mundo de 2002.

– A derrota não forma família. Você só ouve da história da família na hora da vitória. Não teve família neste ano, não é?

Mano dirige o Corinthians, domingo, no Beira-Rio. Pode ser seu último jogo. A crise é grave.

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Mano vive uma grande crise no Corinthias (Corinthians, Divulgação)

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Árbitros de nomes esquisitos apitam jogos decisivos da dupla Gre-Nal

17 de outubro de 2014 1

Prepare-se. A 29ª rodada do Brasileirão promete grandes emoções nas partidas que envolvem a dupla Gre-Nal. Seus dois jogos decisivos serão dirigidos por árbitros inexperientes.

Marielson Alves Silva (BA) apita Goiás e Grêmio. Ele é do interior da Bahia, tem 32 anos e estreou nesta temporada na Série A.

Dewson Fernando Freitas da Silva (PA) comanda Inter e Corinthians. Aos 33 anos, apita desde os 13, quando começou nas peladas de rua de Belém. Ele apitou dois jogos do Corinthians em 2014. Os paulistas ganharam ambos.

 Não são árbitros do G-4 ou da sua vizinhança. São mais afeitos aos jogos da Série B. Se bem que o escudo da Fifa nem sempre significa qualidade.

Sandro Meira Ricci, que não fez uma boa arbitragem em Palmeiras e Grêmio, sábado passado, não aparece na escala do terceiro final de semana de outubro.

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Nilmar e Abel enfrentam o Corinthians (Agência RBS)

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Quem tem mais torcedores, Arena ou Beira-Rio?

17 de outubro de 2014 8

O Inter tem um público médio pagante de 20.489 espectadores no remodelado Beira-Rio.
O tíquete médio é de R$ 36.65.

Na Arena, são 19.102 gremistas por jogo. O ingresso? R$ 32.19.

Os ingressos mais caros são os oferecidos por Corinthians, R$ 62,60, Cruzeiro, R$ 46,49, e Botafogo, R$ 44,40.

O mais barato é na Bahia, com o Vitória, R$ 17,13.

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Beira-Rio em dia de Brasileirão (Agência RBS, BD)

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O torcedor gremista analisa a Arena

17 de outubro de 2014 2

O Movimento Grêmio Independente (MGI) encomendou e divulgou uma pesquisa sobre a Arena. Os números são da ESPM.
Descobriu, entre outros, as principais reclamações dos frequentadores do espaço:

custos da bebida e alimentação (68%), trânsito (60%) e transporte público e polícia despreparada (45%).

Mas elencou também as mais positivas:

higienização e quantidade de banheiros (77%), conforto dos assentos (63%), rampas de acesso (62%) e estrutura física moderna (60%).

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Pesquisa encomendada pelo MGI analisou a Arena, entre outros (Omar Freitas, Agência RBS/BD)

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Platini sugere mais um cartão no futebol

17 de outubro de 2014 4

O ex-craque francês e presidente da Uefa, Michel Platini, lançou na Europa o livro Falemos de Futebol (Parlons Football). Suas ideias:

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Platini, o líder do futebol europeu ( NIKOLAY DOYCHINOV/AFP,BD)

1) Instituir o cartão branco, que afastaria o jogador que reclama muito durante a partida e não respeita a arbitragem durante 10 minutos. Ele sentaria no banco de reservas e voltaria depois.

2) Mudar a regra de substituições, passar das três atuais para cinco. A intensidade do futebol pum maior número de substituições nos 90 minutos.

3) Aumentar a idade média dos árbitros, hoje em 45 anos, e fazer com que os juízes assistentes de linha de fundo, que ficam quase estáticos atrás das goleias possam entrar em campo em determinados lances.

4) Pediu que a International Board, órgão responsável pelas leis do futebol, fosse composta por ex-jogadores e técnicos e não só por dirigentes.

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Chuvas e trovoadas sobre Mano Menezes

16 de outubro de 2014 0

O renovado Mineirão é palco trágico para treinadores gaúchos. A Seleção Brasileira de Felipão sofreu sete da Alemanha na Copa do Mundo. O Corinthians de Mano Menezes levou quatro do Atlético-MG.
O resultado vexatório eliminou os paulistas da Copa do Brasil e enfureceu o torcedor. Mano vive um dos momentos mais tensos da carreira.

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Mano Menezes, treinador do Corinthians ( Rodrigo Coca, Corinthians, Divulgação)

Nesta sexta-feira, a torcida organizada Gaviões da Fiel programou um ato de protesto no CT do clube, em São Paulo. Ofereceu até ônibus de graça. O alvo é Mano. Ele terá mais oito semanas de trabalho, se não for demitido antes pela pressão de torcedores, conselheiros e dirigentes. Quem o segura é o presidente Mário Gobbi, que encerra a gestão neste ano.

Mano não renovará o contrato em dezembro. Desde que assumiu, em janeiro, é perseguido pela sombra do multicampeão Tite. A cada derrota, a torcida pede Tite. Mano enfrenta o Inter, domingo, em sexto no Brasileirão, atrás do Grêmio, com idênticos 55% de aproveitamento. Se sofrer outra goleada, nem Gobbi o segura.

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Um camisa 9 na mira do Beira-Rio

16 de outubro de 2014 9

Desde 2007 na conflagrada Ucrânia, ídolo do Shakhtar Donetsk, o porto-alegrense Luiz Adriano, 27 anos, deseja voltar ao Brasil. A decisão não tem volta e já foi comunicada à família.

A preferência do centroavante de 1m83min, criado no Beira-Rio, é vestir outra vez a camisa do Inter.

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Luiz Adriano nos seus tempos de Inter, em 2006 (Agência RBS)

O salário não seria empecilho. Luiz Adriano fez a independência financeira em sete anos na Europa.

Os dirigentes colorados foram informados, mas há uma eleição no meio do caminho. Baterão o martelo só em dezembro.

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Consultor analisa o negócio Arena

16 de outubro de 2014 2

Fernando Trevisan, consultor da Trevisan Gestão de Esporte, fala sobre a compra da gestão da Arena pelo Grêmio.

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Trevisan comenta o negócio Arena (Arquivo Pessoal)

O Grêmio diz que adquiriu a gestão da Arena. Faz sentido?
Em termos mercadológicos, essa estratégia faz sentido sim. O torcedor passa a ver o estádio como propriedade do clube e não de um terceiro, eliminando uma possível má vontade que havia do gremista em relação à Arena. O clube passa a ter total poder de decisão sobre as condições de oferta e o atendimento ao seu público, que em tese conhece mais profundamente do que seu sócio empreiteiro. Em termos financeiros, ainda é difícil avaliar se é um bom negócio. O clube vai comprometer cerca de 12% da sua receita com o pagamento das parcelas anuais à OAS. Outra dúvida é se o clube vai ter condições de desenvolver internamente o conhecimento necessário para gerir uma arena nos padrões atuais.

Que mecanismos um clube precisa desenvolver para gerir uma arena multiuso?
A gestão envolve tanto conceitos tradicionais de administração de estádios quanto de um shopping, por exemplo. É uma especialidade nova no Brasil, e que, portanto, carece ainda de gente capacitada.

Por quê?
O estádio passa a ser um centro de negócios e entretenimento da cidade, e deve ofertar eventos de vários tipos, tanto o futebol, quanto serviços para o dia a dia das pessoas. Após dois anos de inauguração da primeira arena neste novo conceito e com o conhecimento trazido de empresas do Exterior, o Brasil começa a ter profissionais gabaritados para atuar no segmento.

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O sucesso da Arena depende da torcida gremista (Reprodução Agência RBS/BD)

Qual o papel do torcedor?
A principal âncora de uma arena multiuso é o futebol, já que dificilmente um estádio deste tipo se sustenta só com outros serviços e eventos. Por isso, o torcedor deve ser visto como uma peça chave para o sucesso econômico da arena. Daí a importância do trabalho de atração e atendimento ao público ser feito em conjunto com o clube, que conhece o perfil da torcida. O fã deve perceber que hábitos precisam ser mudados em benefício do coletivo, sem que se deturpe a cultura da arquibancada. E o clube precisa saber que o nível de serviço ofertado precisa subir para um novo patamar, desde a qualidade na recepção da torcida até no jogo disputado em campo.

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Churrasco na casa de Piffero aproxima oposições

15 de outubro de 2014 2

Entre saborosos nacos de carnes selecionadas, o churrasco na casa de Vitorio Piffero, na terça-feira à noite, aproximou ainda mais os grupos de oposição do clube. Convidados especiais, os coordenadores políticos do movimento Convergência Colorada conversaram longamente com o ex-presidente, que tentará um novo mandato em dezembro.

Piffero ainda não anunciou publicamente as suas intenções. Mas já trabalha firme e forte nos bastidores. 

O acordo ganhou corpo, avançou. O processo ainda precisa de um organograma oficial de trabalho e nomes para determinadas funções. Novas reuniões estão previstas em busca de um acerto definitivo. Mas ninguém bateu o martelo. Nada está certo ainda.

Com Piffero de candidato, três nomes são especulados entre os conselheiros para comandar seu departamento de futebol, caso seja eleito: Pedro Affatato, Luis Fernando Costa e Luiz Antonio Lopes.

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Como a Arena ganhará vida nova

15 de outubro de 2014 6

Especialistas em marketing esportivo entendem que o Grêmio vai ficar mais fortalecido com a compra da gestão da Arena. Os dividendos do negócio, porém, não chegarão a curtíssimo prazo.

O mais importante é garantir uma gestão profissional e competente, capaz de fazer dinheiro. Gerir uma Arena não é o mesmo que tocar um velho estádio, como o Olímpico.

Mais do que um marketing desenvolvido e qualificado, o clube precisa desenvolver ações de relacionamento com sócios, com empresas, patrocinadores e até com o poder público.

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Vida nova na Arena (Agência RBS)

Recuperar o bairro Humaitá é decisivo para que a Arena tenha vida em quase 24 horas por dia.

Se garantir a recuperação do entorno, com a parceria da prefeitura, dos governos estadual e federal, de ONGs – e até da OAS –, o Grêmio conseguirá atrair mais torcedores para a nova casa. Com o aumento do movimento, empresas de diferentes setores serão atraídas pela Arena e poderão expandir seus negócios.

Um problema que deve sumir imediatamente é a relação do torcedor com a Arena. A animosidade com a OAS vai sumir. O fã vai colaborar mais com o clube, curtir o estádio.

 

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Caça aos jogadores que tentam enganar árbitros

15 de outubro de 2014 47

O fingimento de um jogador no Brasileirão alcançou o topo domingo passado, em Criciúma, quando o santista Leandro Damião puxou a própria camisa dentro da grande área para enganar Péricles Bassols e se beneficiar com a marcação de um pênalti. Tanto a CBF quanto a sua comissão de arbitragem entendem que os jogadores estão exagerando. Pediram atenção.

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Lance bizarro de Damião preocupou a CBF e a arbitragem (RICARDO SAIBUN/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO)

Os atletas tentam enganar o juiz a cada segundo de jogo. Os árbitros queixam-se que os atletas não colaboram com a arbitragem, muito menos os treinadores, jogam a torcida contra eles e ainda prejudicam o andamento da partida. A TV consegue desmascarar os jogadores em segundos. 

A nova ordem da CBF é punir os jogadores que simulam faltas com o cartão amarelo. Não precisa ser somente em lances decisivos de grande área.

As arbitragens serão mais rigorosas a partir do próximo final de semana, durante a 29ª rodada da competição.

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Dupla Gre-Nal: as chances de cada um na Libertadores

14 de outubro de 2014 0

Pelos cálculos do Infobola, 10 rodadas antes do final do Brasileirão, 30 pontos disponíveis, o Inter (50 pontos) tem 81% de chances de alcançar a edição 2015 da Copa Libertadores da América.
O Grêmio (46 pontos), 37%

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União entre Piffero e grupo de oposição ganha corpo

14 de outubro de 2014 0

O ex-presidente Vitorio Piffero recebe na noite desta terça-feira integrantes da coordenação política do Convergência Colorada. As partes estão afinando as conversas para que entrem juntos nas eleições presidenciais do Inter no final do ano.

A fase é de namoro sério.

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Piffero mira outra vez a cadeira número 1 do Inter (Agência RBS/BD)

 

 

As ideias não foram para o papel ainda, mas devem começar a ganhar estatus de documento a partir da próxima reunião.

Quem acompanha os contatos está otimista.

Acredita que o acordo será fechado, porém só aos 48 minutos do segundo tempo, no último prazo antes das urnas.

Piffero não anunciou publicamente que é candidato. Nos bastidores, trabalha como se fosse.

 

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Neymar recupera o sabor de uma goleada

14 de outubro de 2014 1

Brasil e Argentina é um clássico. Precisa de toda a atenção. Brasil e Japão não passa de um amistoso. Merece experiências.

Foi o que Dunga fez. Mexeu várias vezes na defesa, no meio e no ataque do seu time antes, durante e depois dos 4 a 0 sobre o Japão. Só não tocou em Neymar, nem precisa. Nem deve. Neymar é um espetáculo.

Ele é o melhor jogador do Brasil, um dos nomes do mundo do futebol da segunda metade do novo século, colega do gênio Messi, no Barcelona. A Seleção começa com ele, o mais legítimo número 10 brasileiros dos últimos tempos.

Nesta terça-feira, manhã em Brasília, noite em Cingapura, na castigada grama recheada de areia de um estádio de R$ 2,5 bilhões, Neymar marcou quatro gols e tonteou os japoneses. Foram quatro performances distintas. Marcou gol como centroavante, como meia, como ponta veloz de outros tempos. Ele fez uma das melhores partidas em seus quatro anos de Seleção.

A tranquila, folgada e anunciada vitória sobre os asiáticos, em fase de renovação, mostra o bom recomeço de Dunga. São quatro vitórias em quatro jogos. O torcedor brasileiro merecia uma goleada, mas ao seu lado.

O treinador tem uma base, mas o jogo com o Japão exibiu outras opções, como Éverton Ribeiro, Mário Fernandes e, especialmente, Philipe Coutinho. A fragilidade do adversário permitiu até a entrada de Kaká e Robinho.

O meia carioca do Liverpool se entendeu perfeitamente com Neymar, acelerou ainda mais as jogadas ofensivas e merece novas oportunidades. Seus passes enxergam a perfeição. Tem potencial para ocupar um lugar no time titular, ao lado de Neymar e Tardelli.

O próximo adversário será  a Turquia, no dia 12 de novembro, em Istambul. O recomeço de Dunga é bom, seu time vai bem, pode melhorar. Ainda faltam craques, Neymar é uma ilha, mas há bons e jovens jogadores disponíveis. O que todos precisam é de sequência e de confiança, altas doses de confiança.

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Inter prepara camisa com retrato de Fernandão

14 de outubro de 2014 7

O Inter prepara uma edição histórica e limitada de uma camisa especial com a imagem de Fernandão (1978/2014), mas sem a grife da Nike. O projeto está em andamento, junto com a confecção de um boneco do atacante.

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Fernandão com a camisa do Inter, em maio de 2005 (Agência RBS/BD)

 

O item de colecionador, que não será usada em partidas da equipe, será lançado em dezembro, com a inauguração da estátua do ex-capitão colorado, marcada para o dia 17.

A estátua terá mais de 2 metros de altura e será fixada no Estádio beira-Rio.

Numa das mãos, Fernandão exibirá a taça do Mundial de Clubes da Fifa, conquistada em dezembro de 2006, no Japão.

 

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