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Se Adriano não for à Copa

Sem o confuso Adriano (foto), Dunga pode buscar um substituto entre Pato (Milan), Fred (Fluminense), Grafite (Wolfsburg), Diego Tardelli (Atlético-MG), Vagner Love (Flamengo), Rafael Sóbis (Al-Jazira), Hulk (Porto) e Kleber (Cruzeiro) – todos com passagens discretas pela Seleção.

Sobis tem 11 convocações, oito jogos e um gol. Dos sete acima, ele foi o mais lembrado por Dunga em quatro anos de Seleção.

Leitor do blog, qual destes oito poderia substituir Adriano caso o Imperador não vá à África?

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Os maiores goleadores gremistas dos últimos 50 anos

Ontem, você só leu aqui no blog: Jonas está entre os 25 maiores goleadores do Grêmio dos últimos 50 anos. O contestado atacante já balançou a rede 38 vezes com a camisa tricolor.

Muitos leitores pediram a lista completa, na qual Alcindo (foto) está no topo. Matheus é um exemplo:

“Boa noite Zini. Você poderia informar a lista dos 25 maiores artilheiros dos últimos 50 anos do Grêmio? Um abraço”.

Pedido atendido, Matheus.

Segue a relação, com 26 nomes, após uma rápida pesquisa. Lembrando: a lista conta os artilheiros a partir da década de 1960.

Alcindo (1964–1971, 1977)     264 gols

Tarciso (1973–1986)     222

Baltazar (1979–1982)     130

Osvaldo (1983–1986)     106

Loivo (1968–1973)     74

Renato Portaluppi (1982–1986, 1991)     74

Paulo Nunes (1995–1997, 2000)     73

André Catimba (1977–1979)     67

Volmir (1965–1975)     67

Éder (1977–1979)     66

Jardel (1995–1996)     65

Cuca (1987–1990)     64

Yúra (1971–1980)     64

Lima (1986–1989)     63

Ronaldinho (1999–2001)     61

Neca (1975–1976)     60

Paulo Isidoro (1980–1982)     50

Caio (1983–1985)     48

Zé Alcino (1996–1999)     48

Rodrigo Mendes (1998, 2000–2002, 2008)     44

Zinho (2000–2002)     43

Guilherme (1997–1999)     39

Gilson (1993–1994)     38

Jonas (2007, 2008-2010) 38

Rodrigo Fabri (2001–2002)     33

Nilson (1990–1991)     33

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Entre Silas e Fossati e suas defesas

Um é paulista, o outro estrangeiro. Um é emergente, o outro é experiente. Um era meia, o outro jogava no gol.

Na soma, os dois são completamente diferentes. Suas principais preferências táticas não batem. Suas ideias ofensivas e defensivas não são as mesmas. Nem pensam seus times de maneira similar.

Mesmo atuando em mundos distintos, Silas e Fossati ainda não ganharam a unanimidade dos fãs. Vivem no Rio Grande do Sul desde janeiro passado, mas não receberem os elogios que todos sempre gostam de fazer aos técnicos dos dois maiores clubes locais - sempre sedentos de vitórias, sempre exigentes, sempre querendo o melhor desde o primeiro treino.

Silas foi campeão da Taça Fernando Carvalho, mesmo perdendo seu primeiro Gre-Nal. Nem o caneco dourado mudou a cabeça dos gremistas. Ele é sempre questionado.

No jogo de sábado passado, na magra vitória sobre o Porto Alegre, Silas conheceu as mais estridentes vaias desde o primeiro dia que se disse gremista, ao menos nesta temporada. A torcida reclamou do insosso futebol da equipe. Viu um time desorganizado, sem uma defesa firme, sem um meio-campo consistente, sem uma jogada forte de ataque, sem uma só jogada ensaiada. Quem vê o Grêmio não vê uma ideia de futebol em campo. Observa 11 jogadores, nota a vitória pessoal deles sobre os adversários do Interior em determinados lances. Vê pouco mais.

Com Fossati acontece justamente o contrário, apesar das críticas diárias que o pressionam. Se o Inter da Libertadores, o Gauchão é detalhe (como foi para o Grêmio em 2009), não agradou na estreia, pelo menos Fossati mostrou uma ideia de futebol. Você pode reclamar, questionar, sugerir, bater o pé, mas ele tem uma maneira própria de jogar e a repete, seja na equipe A ou na B. Fossati parte de uma defesa forte e muito protegida por um meio-campo formado por vários jogadores e um atacante isolado, que deverá ser ajudado pelos meias, alas etc.

Fossati acha que se arma um time a partir de uma defesa fortalecida, adota uma variação do 3-5-2. Silas parece, de longe, sem muita certeza, adepto do 4-4-2 e suas variações, mas muito mais ofensivo, com dois volantes de chegada e de mobilidade, laterais mais presos e uma dupla de atacantes de mobilidade e velocidade.

O que sobre em Fossati, a organização da defesa, falta em Silas. Um time começa a partida da sua zaga. Sem uma defesa forte, não existe meio-campo qualificado, muito menos um ataque goleador. Não contra equipes mais fortes, longe das limitações do Gauchão velho de guerra.

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O Inter e as suas camisas da Reebok: qual a mais legal?

Ao contrário do Grêmio, o Inter é mais conservador no desenho das suas camisas. Se fixa no mesmo vermelho, manera no branco, e deixa a sua camisa com um design já clássico.

Manda o vermelho e ninguém toca.

Acho legal as ideias de Reebok, que segue as orientações básicas do clube. O Inter aposta igualmente numa série de camisas retrô que fazem muito bem à memória do clube e agradam demais aos torcedores, sempre dispostos a reverenciar antigos e saudosos ídolos, como Escurinho e Claudiomiro, por exemplo.

Com o colega Lucas Rizzatti, separei alguns modelos de camisas usadas nas últimas temporadas.

Queria que você escolhesse a mais bacana.

Comente. O comentário mais legal vai ganhar um espaço no meu blog.

Confira as fotos no post e clique aqui para votar:

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Pato é referência dentro e fora de campo

Pato Abbondanzieri é o grande nome do Inter na América do Sul da Libertadores. Todas as notícias dos sites e jornais estrangeiros sobre o jogo de quinta-feira na perigosa altitude de Quito começam pelo novo goleiro colorado.

Pato é referência. Ele ainda não jogou o que sabe no Inter, nem foi testado por uma grande adversário.

Pato é um goleiro que dispensa apresentações. Seus títulos falam por ele. Sua experiência na Libertadores será decisiva para os colorados. Ele é um grande goleiro. Sua saída de bola é diferenciada. Ele vê o jogo da sua grande área. Os adversários o respeitam.

Ele é uma atração.

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Jonas e seus 38 gols fazem história

Com 38 gols em 91 partidas, Jonas ingressou na lista dos 25 maiores goleadores do Grêmio dos últimos 50 anos. O líder da tabela histórica é Alcindo com 264 gols.

Jonas renovou seu contrato na semana passada. Seu salário é um dos seis maiores do clube. Ele queria equiparação aos rendimentos de Borges, o goleador azul da temporada. Não levou.

Em dezembro, o Grêmio pensava em ficar com Maxi López e desfazer-se de Jonas.

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Grêmio e Puma: qual a camisa tricolor mais bonita?

A nova camisa deixou os torcedores gremistas divididos. Lançada sábado passado, numa cerimônia simples, no Olímpico, prestigiada por 13 mil fãs, muitos elogiaram a transformação das listras mais finas por duas listras mais largas, dominada pelo azul, gola estilosa, um preto forte embaixo dos braços. Outros não gostaram da transformação, criticaram o design europeu, a gola igual às das camisas das seleções da Copa da África do Sul.

É difícil encantar os torcedores. Unanimidade é sonho impossível.

A Puma entrou no Estádio Olímpico em 2005. O casamento de meia década gerou uma série de camisas. Nem todas agradaram. Muitos torcedores exigiram que a direção rasgasse o contrato com a Puma, trocasse de patrocinador.

As vendas da camisa 2010 no primeiro final de semana foram muito boas. Passaram das 3 mil unidades. O modelo branco vendeu 500 unidades.

Com a ajuda do colega Lucas Rizzatti, selecionei algumas camisas que nasceram da associação Grêmio e Puma. Gostaria que você escolhesse a mais legal.

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Veja as fotos e clique aqui para votar:

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Casa brasileira na Copa da África

Palco de Brasil e Costa do Marfim, dia 20 de junho, o majestoso Estádio Soccer City (foto) será reinaugurado em duas semanas. O custo final da remodelação superou 45% do orçamento inicial. Pulou de R$ 520,6 milhões para R$ 756,57 milhões.

O Soccer City vai abrigar o jogo inaugural, dia 11 de junho, entre África do Sul e México, e a final da Copa, um mês depois. Sua capacidade é de 94,5 mil pessoas. A Fifa vai vender 87 mil ingressos por jogo.

Com dois estádios, o outro é o Ellis Park, localizado na perigosa área central da cidade, onde o Brasil estreia contra a Coreia do Norte, dia 15 de junho, Joanesburgo receberá 15 dos 64 jogos do Mundial. A maior cidade do país tem 5,3 milhões de habitantes, 73% deles negros.

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A favor do gol, a favor da paradinha

A International Board, entidade que regulamenta o futebol, se reuniu no sábado. Foi o 124º encontro. Debateu, entre outras, a polêmica paradinha. Conversou, mas não bateu o martelo.

A decisão sobre a proibição da paradinha nas penalidades máximas ficou para os dias 17 e 18 de maio.

Joseph Blatter, o presidente da Fifa, já tem a sua opinião formada:

- Isso [paradinha] não é justo. É uma infração, e o juiz deve punir com o cartão amarelo.

Eu discordo de Blatter. Sou totalmente a favor do recurso.

Paradinha tem que valer.
Pênalti é a sentença de morte do time que evitou de forma ilegal o gol, que é o objetivo de uma partida. O goleiro sofre as consequências, a ele é infligido todos os castigos pela falta dos seus companheiros. Impedir mais um expediente do avante em chegar ao tento é ser complacente com o infrator.

Sou contra, sim, aquela paradinha tripla
, à la Fred, do Fluminense. É abuso, demasia. Mas a paradinha clássica, esta sim, não pode parar.

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Dupla forma talentos, mas não os usa

A folha salarial do Grêmio já é uma das maiores do país. Custa mais de R$ 3,2 milhões a cada 30 dias.

O Grêmio perdeu Réver, que ganhava perto de R$ 70 mil mensais, e buscou três zagueiros, Maurício, Rodrigo e Ozeia, que ainda precisam provar. Na soma, o trio recebe cerca de R$ 280 mil mensais. Só Ozéia, que vem para compor grupo simplesmente, recebe R$ 60 mil mensais.

Se vender Réver se mostrou inevitável, por que não aproveitar os talentos da base? O que, por exemplo, Maurício, Rodrigo e Ozeia têm a mais que Mário e Saimon?

O mesmo questionamento vale para os lados do Beira-Rio: o que Edu mostra mais que Walter ou Taison?

O Inter, aliás, é o clube que mais forma jogadores talentosos nas categorias de base do país, mas é o que menos usa. No time atual, dos 10 titulares, apenas Sandro tem cadeira cativa.

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Quarenta minutos com Mário Fernandes

Mário Fernandes ainda é um gurizão. Passa o tempo inteiro rindo e brincando. É preciso falar mais sério para que ele entre no ritmo na hora da entrevista. Então ele troca o sorriso por um ar mais sério, mas não definitivamente sério. De boné, aba virada, se você o encontrasse no shopping, seria mais um daqueles magros espichados que estão fugindo rapidamente da adolescência.

Na sua visita ao jornal Zero Hora, quinta-feira, dia 4 de fevereiro, ele exibiu um lado que nós não vemos quando está em campo. Seu lado brincalhão. Ele é alegre, feliz como os dribles que usa para desmontar atacantes e buscar as jogadas ofensivas pela lateral.

Mário é um zagueiro de R$ 30 milhões. Tem 19 anos. Vai ficar milionário antes dos 20 anos se for vendido ao futebol europeu na janela de agosto. A Inter, de Milão, é a ficha 1.

Mário passou os 40 minutos da entrevista na Redação de ZH dividido entre o riso e a seriedade. Pegou no pé do colega Saimon, seu melhor amigo, que o acompanhava. É difícil avaliar uma pessoa depois de um só encontro. Mário Fernandes parece um guri legal. Sabe, aquele cara que você não acharia ruim se ele namorasse a sua jovem irmã, a mais bonita delas.

Ninguém sabe se ele terá sucesso na carreira. Qual o limite. Europa rica, Seleção, títulos, Copa do Mundo?

Seu potencial é dos maiores. É a maior revelação gremista desde Carlos Eduardo. Teria vida longa no Olímpico. Mas os euros não permitem que os jovens promessas amadureçam nos nossos campos.

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>>> Leia a entrevista com Mário Fernandes, publicada na sexta no blog

>>> Confira vídeo com os bastidores:

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Camisa de primeira, futebol de terceira

O Grêmio de Paulo Silas não se firma. Não evolui. Patina. Depois de dois meses de trabalho, seu time é uma preocupação só. Um dos três maiores salários do clube, o opaco Hugo é o grande enigma do time.

O Campeão do primeiro turno ganhou do modesto Porto Alegre no Olímpico, 1 a 0 (gol de William), completou sua oitava vitória consecutiva, mas, outra vez, Victor foi o melhor em campo. É dele o mérito da vitória. Sem o goleiro, segurança de Seleção, o empate seria mais lógico.

Silas mereceu vaias. Decisão da torcida, não do cronista.

A vitória fez o Grêmio fechar 47 jogos sem derrota no Olímpico. É recorde gaúcho. O número merece reverência.

O futebol do Grêmio 2010 não ganha elogios. Serve para consumo interno, mas o Inter vem aí e a Copa do Brasil é sonho impossível, ao menos com performances semelhantes a deste sábado de verão.

A bela camisa, de listras largas e design arrojado, é a mais bonita dos últimos anos. O Grêmio acertou a mão. A Puma se puxou no desenho.

Os jogadores que a vestiram pela primeira vez fizeram a pior partida do ano. Algumas má atuações se repetem, como as do limitado Ferdinando e do desinteressado Hugo. Willian Magrão ainda não encontrou a sua melhor forma. Edilson decepcionou na segunda partida, Maylson não se firma, Rodrigo não é o grande zagueiro do lado esquerdo. Collaço continua tímido.

Silas ainda não acertou o time. Suas experiências continuam. O problema é no meio-campo, sem qualidade, habilidade. Não se vê um time organizado, com jogadas fortes, penetrações, tabelas, cruzamentos. O time está desestruturado. E Silas ainda imagina que com Rochemback e Fábio Santos tudo pode melhorar. Só na cabeça dele. Silas ainda não sabe o time que quer.

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Dica para os gaúchos da Copa

Os gaúchos que visitarem a África do Sul em dias de Copa podem matar a saudade de um bom churrasco, mas assado na grelha, longe dos clássicos espetos (como este da foto acima).

Basta falar “braii”, churrasco, em africâder. Aproveite e mate a sede com uma Castle bem gelada, a melhor cerveja local.

Os preços dos pacotes de viagem ao país da Copa flutuam entre R$ 17 mil e R$ 43 mil e ainda estão disponíveis.

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Quatro pontos sobre a nova roupa tricolor

O uniforme usado em 2009, e na vitória contra o Avenida, que você vê na foto acima, faz parte do passado. Na pele dos jogadores, o Grêmio exibe hoje, no Olímpico, às 19h30min, a camisa tricolor de 2010. No mesmo horário, as lojas especializadas começam a vender dois modelos, a tricolor e a branca. Abaixo, quatro coisas que você precisa saber sobre o novo fardamento gremista.

Design -
Os desenhos seguem os mesmos adotados pelas 12 seleções que usaram a Puma na Copa Africana de Nações. O Grêmio será a primeira equipe do mundo a adotar o novo design das camisas que as seleções utilizarão na Copa do Mundo da África – entre elas, Itália, Uruguai e Camarões. A empresa não liberou a imagem das camisas. Preferiu a surpresa.

Tecnologia -
As camisas possuem diversos recortes anatômicos, que facilitam os movimentos. Exibem diferentes tipos de tecido na mesma camisa e ainda utilizam tecnologia USP, absorção do suor e secagem mais rápida do atleta, que pode melhorar a performance.

Mudanças -
As modificações buscam potencializar a performance do atleta, não deixando o design arrojado de lado. A gola, os tons, as larguras das listras são diferenças do modelo lançado em 2009.

Futuro -
Serão apresentados, hoje, os modelos um (tricolor) e dois (branco). A terceira camisa será lançada mais adiante.

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O trio intocável do Olímpico

A relação de Paulo Silas com o alto escalão tricolor é a melhor possível. Ao contrário de seus antecessores, Celso Roth e Paulo Autuori, Silas é um técnico que ouve. Dá atenção às ideias dos dirigentes, mesmo as que não aproveita.

Os cartolas azuis também estão satisfeitos com o trabalho de Anderson Paixão. Quanto ao pai do preparador físico, Paulo Paixão, dizem que os seus gritos motivacionais de homem de Seleção Brasileira fazem toda a diferença no vestiário.

Em contrapartida, Silas ainda não conquistou o torcedor por completo. Longe disso. Pudera: 60 dias depois, uma certeza absoluta. Silas, que ouve os dirigentes, não sabe armar a defesa e ainda contrata zagueiros errados.

No último jogo, o Grêmio melhorou com a ausência de Rochemback em Santa Cruz. Você viu? Eu vi. Uma grandeza. Roca só joga no nome e devido ao tamanho do salário. Mário Fernandes é o oposto. Não tem o nome nem a vaga assegurada no time. Mas é o melhor zagueiro do Olímpico.

Nesta arrancada de 2010, o Grêmio tem apenas três titulares absolutos: Victor (foto acima), Mário Fernandes e Borges. Os outros oito ainda precisam jogar. Convencer.

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Palmeiras quer passar Inter em número de sócios. Será que consegue?

O Palmeiras lançou em novembro um projeto de sócio-torcedor, o Avanti.

A meta era superar os 100 mil sócios que o líder Internacional conseguiu nessa modalidade. Os dirigentes imaginaram 200 mil seguidores em dois anos.

Até a semana passada apenas 1.844 torcedores haviam se tornado sócios-torcedores do terceiro clube mais popular de São Paulo. Talvez um reflexo do mau momento do time alviverde. Por enquanto, Inter na frente.

Por falar em torcida, o marketing do Inter está aplaudindo de pé os fãs vermelhos. A nova camisa já vendeu mais de 15 mil unidades em fevereiro, mês de lançamento. Um outro modelo especial, que saúda Escurinho, vendeu 4 mil camisas desde dezembro.

A próxima aposta é uma camisa retrô com o histórico número 9 do goleador Flávio Bicudo, ídolo dos anos 1970.

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Mário Fernandes: “Meu futuro é na zaga”

Mário Fernandes ainda é alto e magro. De perto, parece ter menos que o seus 1m87cm, sustentado em 79 quilos. Ele ri como um menino. Brinca o tempo inteiro.

Parece um garoto do bem.

Seu alvo, dois minutos depois que eles tomaram assento numa sala da Redação de ZH, é o melhor amigo, Saimon, convocado ontem para a seleção sub-19. Mário não parece tenso por estar no meio de mais de cem barulhentos jornalistas desconhecidos às 14h de uma quinta-feira de trabalho diferente do seu.

– Ainda consagro esse cara, o Saimon (risos). Nos rachões (treinos) eu vivo colocando o guri (risos) na cara do gol.

Com os mesmos 19 anos, Saimon, antes sério, experimenta um sorriso. A sala do jornal passa a ser a sala da casa da dupla.

Mário Fernandes é o melhor zagueiro do Grêmio
, custa 13 milhões de euros e seu futuro é a Europa, talvez na concorrida janela de agosto, e a Seleção, depois da Copa da África. O promissor Saimon ainda aguarda a sua chance. Há os que acham (eu entre eles) que os dois deveriam jogar juntos no meio da zaga dos azuis neste começo de temporada. Mas técnico não confia em zagueiro jovem. Só nos imberbes que jogam no meio ou no ataque.

A zaga central é o ímã de Mário.
A lateral (ala) onde jogou nos últimos oito meses, como uma das grandes revelações do Brasileirão 2009, não interessa mais:

– Eu falei com o Silas. Fui procurá-lo. Disse que a lateral não me interessava mais. Quero jogar na zaga.

– E o técnico Silas? – eu questiono.

– Ele entendeu. Mas disse que eu preciso disputar a posição com os outros zagueiros, que o Grêmio contratou um lateral.

– O que significa que você pode ser reserva. Ok? Você está preparado para enfrentar um banco, se for o caso?

– Claro. Mas eu tenho capacidade para ser titular no meio da zaga. Preciso de mais experiência, claro, e sequência de jogos na posição. Necessito corrigir meu posicionamento, melhorar a impulsão, mas sei que tudo se resolve nos treinos.

– Dizem que você não tem corpo de zagueiro. Que precisa de mais massa.

– Ok, sou magro, mas não vou bater de frente com o Adriano. Ele me jogaria lá no fosso. Posso antecipar. Sei me antecipar.

Saimon, todo sério, com ar de capitão, atalha a conversa e diz:

– O Mário sabe antecipar. É uma das suas melhores características. Parece que ele pressente o lance no jogo. Vê a jogada antes do atacante.

Mário Fernandes tem um ano e meio como profissional. Antes foi lateral, zagueiro, meio-campo, centroavante e, na várzea, goleiro. Foi ainda pivô no futsal.

Você jogaria como volante?

– Jogo – ele ri, alto – Jogo em qualquer uma, mas prefiro ser zagueiro. É onde posso render mais. É o meu chão. Vou brigar pela posição.

– Mas zagueiro precisa tomar café da manhã – eu rio (Silas falou que Mário precisa se alimentar melhor, que sempre pula uma das principais refeições do dia).

– Quando eu estou em casa, não tomo mesmo. Moro sozinho e acordo tarde. Mas nas concentrações, hotéis ou nas viagens, sempre gosto de um bom café da manhã.

– E a sua família? Tudo bem?

– Meus pais são separados. Tenho duas irmãs e um irmão. Meu irmão, Jonatam, mora em São Paulo e é centroavante das categorias de base do Corinthians.

– Bom de bola?

– Melhor do que eu (risos)…

Mário não se alonga na conversa sobre a família, nem quer falar da confusão que o fez fugir do Estádio Olímpico e voltar a São Paulo em março do ano passado:

– Passou. Acabou. Foi uma lição de vida.

Pergunto sobre Walter, que abandonou o Beira-Rio, se trancou em casa e não quer voltar. Ele pensa. Fala:

– Vai ver ele precisa de um tempo para ele mesmo…

Mudo de assunto, pergunto sobre as propostas europeias:

– Não sei de nada. Não há nada concreto.

– Você vale mesmo R$ 30 milhões?

– É muito dinheiro. Não sei… Nunca pensei na quantia. Um zagueiro…

– Mas o José Mourinho (técnico da Inter, de Milão) gosta de você, viu uns DVDs.

– Tô sabendo… Na Inter joga o Lúcio, de quem eu gosto muito.

Sem namorada, sem falar inglês, Mário gosta de jogar boliche, de um McDonald’s, (porque não vem de outro planeta), e de passear na Calçada da Fama. Mas gosta mesmo é de jogar de zagueiro:

– Meu futuro é na zaga.

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Veja os bastidores da entrevista:

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Gramados da Dupla não têm descanso

Beira-Rio e Olímpico exibem dois tipos de grama na temporada. A bermuda é a cobertura do verão. A ryegrass, igual a dos estádios europeus, é usada nos meses mais frios. No final do mês que vem ou no começo de maio, os dois estádios, assim como o Alfredo Jaconi, do Juventude, receberão uma nova cobertura de ryegrass sobre a bermuda. São necessárias duas semanas sem jogos.

Os gramados dos estádios da Dupla são diferenciados
, dois dos melhores do país. Só não ganham nota máxima dos especialistas porque os times usam o nobre espaço para longos treinos. Falta aos gaúchos um centro de treinamento como os do São Paulo e do Palmeiras, por exemplo.

O gramado do Parque Antárctica só recebe jogos oficiais. Treinos? Nem em sonho.

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Mário Fernandes, Silas e um gole de café

Na quarta-feira pela manhã, antes da partida diante do Avenida, Mário Fernandes teve seu café da manhã acompanhado de perto por Silas. O técnico optou por não ter a cena fotografada. A repercussão de sua declaração no domingo já era suficiente. Até a mãe do zagueiro ligou para o filho e, num tom de brincadeira, perguntou se ele estava fazendo o desjejum corretamente.

Pela arrancada de ponta a ponta do gramado que o jovem emplacou no jogo de ontem, no segundo tempo, o café deve ter sido reforçado mesmo.

Silas não mencionou Mário e sua alimentação por acaso, no domingo. O primeiro a alertar sobre as carências alimentares de Mário Fernandes foi o preparador físico Paulo Paixão. O garoto entendeu o recado e inclusive contratou uma cozinheira particular.

Aliás, um emissário da Juventus, de Turim, observou Mário Fernandes, domingo, no Olímpico. Ontem, mais dois europeus acompanharam o jovem zagueiro. Mário é um dos jogadores mais observados do Brasil no momento. José Mourinho, técnico da Inter, de Milão, já viu DVDs do gremista. Virou fã. Pede a contratação junto à diretoria do clube italiano. A multa rescisória imposta pelo Grêmio é o grande motivo para manter afastados os gulosos olhares europeus. Os 13 milhões de euros assustam.

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Entre a defesa e o meio-campo gremistas

Silas ainda está em fase de testes. Ele se exibe, ao mesmo tempo que apresenta seu grupo. Há certezas. Há mais incertezas que certezas apesar da Taça Fernando Carvalho, que vive no museu do Olímpico – assim como uma legítima Fábio Koff dorme no Beira-Rio desde a temporada passada.

Quem quiser se enganar pode esquecer que a decisão do primeiro turno foi contra o Novo Hamburgo, no Olímpico, e que o 1 a 0 azul foi um placar injusto.

Com dois meses de ação se pode crer que Silas não sabe arrumar defesa, ajustar meio-campo. Seu ataque, comandado por Borges, porém, merece aplausos.

Se Victor e Mário Fernandes são titulares certos, os outros três da zaga são enormes pontos de interrogação. Rafa Marques não aprova. A venda de Réver levou o clube às compras. Trouxe Maurício, Rodrigo e Ozeia. Não confio neles.

Vi Rodrigo, em Santa Cruz, e observei um zagueiro comum, amigo do chutão. Prefiro o garoto Saimon aos três. Como acho que Fábio Santos já ganhou todas as chances possíveis e jamais conseguiu jogar três boas partidas em sequência. Bruno Collaço é ainda muito jovem, mas merece novas oportunidades. Ninguém sabe o que Collaço pode fazer. Todos sabem o que Fábio Santos não pode fazer.

O meio-campo ainda é terra de ninguém. O time tem sete volantes. Os que jogaram mais, e não aprovaram, chamam-se Ferdinando e Rochemback. O segundo é um mistério. Um dos cinco maiores salários do clube não consegue marcar como um volante, nem criar como um meia. Ainda não sei o que ele faz em campo. Seu nome, seu salário, sua experiência pressionam Silas e ele continua errando mais do que acertando.

Adilson sabe marcar, tem mobilidade, mas erra todos os passes. Foi um jogador que não evoluiu de uma temporada para a outra. Precisa trabalhar mais com bola, assim como Willian Magrão ainda deve melhorar a sua condição física.

O menino Fernando, a grande revelação, não recebe as chances que merece porque Ferdinando foi escolha pessoal de Silas. Maylson quando entra vai bem, mas ainda não ganhou uma sequência de jogos, a mesma de Rochemback, por exemplo. Eu acho que Rochemback não vai jogar mais do que estamos observando a cada 90 minutos.

Eu formaria um trio com Adilson, Fernando e William Magrão, com Douglas, Jonas (Hugo) e Borges mais adiante. Na zaga, Victor, Mário Fernandes, Saimon, Rodrigo e Collaço.

Gostei da estreia de Edilson. Parece mais ala, mais atacante, mais bola no pé, menos marcador, menos concentrado na defesa. É preciso observar.

O que fica é que o Grêmio ainda precisa do grande zagueiro e do volante diferenciado. Ou aposta nos garotos, faz em casa, ou sai atrás de um Battaglia, do Boca, para patrulhar a zaga. Um experiente e qualificado volante funciona como professor também.

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Palermo mira marca histórica e a África

O goleador que os torcedores do Boca chama de El Titan, Martín Palermo, 36 anos, fez o seu 218º gol com a camisa do clube mais popular da Argentina. Se igualou a Roberto Cherro como o maior artilheiro da história dos 105 anos do clube. Foi na noite quente de terça-feira, 4 a 4 com o Vélez.

O número 9 ainda desperdiçou um pênalti, mas não teve medo de pedir para que Maradona o inclua entre os seus 23 da Copa da África. Ele disse:

– Que Diego continue a ter meu nome em sua cabeça é muito gratificante.

Além de Palermo, que igualou um recorde de 72 anos, os candidatos ao ataque da Argentina na África são Messi (Barcelona), Higuaín (Real Madrid) Tevez (Manchester City), Agüero (Atlético de Madrid), Milito (Inter de Milão), Lavezzi (Napoli) e Lisandro López (Olympique de Lyon).

“Cómo no va a ir Palermo al mundial”
, mancheteou o diário esportivo Olé, editado em Buenos Aires.

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Quem vai substituir Carvalho e Koff no Gauchão?

A partir do ano que vem, as taças dos primeiro e segundo turnos do Gauchão não mais se chamarão Fernando Carvalho e Fábio Koff. Haverá uma alternância de nomes, um revezamento para homenagear outros grandes nomes do futebol do Estado.

Quem serão os agraciados em 2011? Ainda não se sabe. Mas a leitora Heloísa Pires já deu as suas sugestões:

“Deixo, aqui, a minha sugestão para os nomes da Taças do Gauchão do ano que vem: VICENTE RAO e SALIM NIGRI, respectivamente”.

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Primeiro Rei Momo de Porto Alegre, Vicente Rao fundou as primeiras escolinhas de futebol do Inter e foi o pioneiro na concepção de torcidas organizadas no clube. Jogador na década de 20, também criou a expressão “Rolo” para o grande time do Inter da década de 40.

Salim Nigri marcou seu nome no Grêmio. Torcedor apaixonado, fez surgir a primeira torcida organizada do clube. Foi por meio de uma faixa feita por ele com os dizeres “Com o Grêmio onde estiver o Grêmio” que Lupcínio Rodrigues completou o refrão do hino tricolor. Salim morreu na noite da última-segunda-feira, aos 83 anos.

Enfim, duas belas sugestões para estampar as taças do Gauchão de 2011. E você, também tem seus nomes preferidos?

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Os leitores e a polêmica da nova década

Recebi vários e-mails de leitores reclamando que eu iniciei a nova década um anos antes em alguns dos meus textos publicados no blog no começo da semana. E eles estão lotados de razão. Tecnicamente, a nova década começa somente no dia 1º de janeiro de 2011.

Eu me adiantei no tempo. Usei uma licença poética. Me espelhei no começo do novo milênio, uma década atrás. Lembra da quantidade de foguetes que coloriram nossos céus no anos 2000? O mundo preferiu comemorar no ano 2000 e não em 2001. Eu segui o mesmo caminho.

O questionamento de vocês, que ligou o meu sinal vermelho, me fez correr até o experiente professor René Gertz, do departamento de História da PUC e da Ufrgs. Conversamos longamente. O professor disse:

- Seu eu fosse jornalista, se fosse escrever um artigo, eu trataria 2010 como a nova década. As pessoas gostam de ordem, de buscar no 0 (zero) o começo de alguma coisa. Tanto que todos festejaram 2010 como o começo de uma nova década. Na cabeça das pessoas a nova década já começou, embora só comece de verdade em nove meses, em janeiro de 2011 - explicou Gertz por telefone.

Não sei se as frases do professor Gertz explicam algo. Mas eu aprendi algo com ele.

Obrigado pela leitura e pelos e-mails.

Abraço!

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Brasileirão para asiático ver

Presidente do Clube dos 13, Fábio Koff está perto de realizar um sonho antigo: levar o Campeonato Brasileiro para o mercado asiático. A rede de televisão Starhub vai retransmitir os jogos. A sua principal concorrente, a Singtel, apresenta o Campeonato Inglês ao vivo, uma das maiores audiências esportivas locais.

Diretor Executivo do Clube dos 13, Paulo Samuel está em Cingapura para a assinatura do contrato, que acontecerá em meio a Feira Mundial de Mídias Esportivas (Sportel).

Depois, Samuel seguirá para Dubai, onde iniciará negociações para levar o futebol brasileiro também aos Emirados Árabes Unidos. Antes, em Manchester, representará o Clube dos 13 na assembleia anual da Associação de Clubes Europeus, que abriga os 144 maiores do continente.

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A incrível renovação de Jonas

As negociações entre Jonas e Grêmio atravessaram várias zonas de turbulência nas últimas semanas.

O atacante, que renovou ontem, arrancou a conversa pedindo cerca R$ 320 mil mensais por um novo contrato. Ele queria estacionar no mesmo andar de Borges, o mais alto salário do clube. O Grêmio ofereceu R$ 150 mil. Uma série de conversas depois a direção colocou incríveis R$ 170 mil na mesa.

O futebol grego tem mostrado interesse em levar o atacante.

O que você acha, leitor do blog: é um justo valor?

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