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O novo (rico) futebol brasileiro

Você pode escolher um número, dois, três, ou somar os oito.

1 - Crise econômica na Europa.

2 - Valorização do real na comparação com o dólar, o euro e a libra.

3 - Bancos europeus reduziram financiamentos para a contratação de jogadores de futebol.

4 - Os clubes brasileiros estão explorando bem suas fontes de receita.

5 - O saudável momento da economia brasileira.

6 - O desejo de voltar à Seleção.

7 - Metade dos grandes clubes da Europa opera com prejuízo.

8 - A redução nos salários dos grandes jogadores na Europa.

Escolheu? Somou?

Então você pode ter a certeza de que a volta de grandes jogadores ao futebol brasileiro não é um presente divino, nem obra do acaso, muito menos amor à pátria ou paixão confessa a determinada cor local.

Eles retornaram porque perceberam na Europa a existência de um novo Brasil. Observaram que o ambiente é bom e que vai melhorar ainda mais depois da Copa da África, assim que a Copa de 2014 estiver mais próxima do nosso horizonte.

O gaúcho Renan esteve perto do Estádio Beira-Rio na janela de janeiro. Com o negócio fechado, o goleiro poderia completar a seleção dos jogadores que retornaram ao futebol brasileiro nos últimos 14 meses. Renan atuaria ao lado de Maldonado (Flamengo), Alex Silva (São Paulo) e Roberto Carlos (Corinthians); Cléber Santana (São Paulo), Fernandão (Goiás), Corrêa (Atlético-MG) e Robinho (Santos), Fred (Fluminense), Adriano (Flamengo) e Ronaldo (Corinthians), com Roger (Cruzeiro) e Vagner Love (Flamengo).

Ronaldo foi o grande ímã. O ex-número 1 da Fifa (três vezes) abriu as portas no ano passado. Inovou, se transformou em quase um sócio do Corinthians. Na folha salarial, seu contracheque anuncia R$ 400 mil mensais. No contrato, o mais letal atacante do Brasil dos últimos 20 anos receberá R$ 13 milhões – 30% a mais do que na temporada passada. Com o Fenômeno, o Corinthians anunciou o maior patrocínio de camisa do Brasil em 2010: R$ 38 milhões. Sem ele, caem os valores para 2011, e os R$ 38 milhões podem se transformar em R$ 25 milhões.

– A dívida do Corinthians é de R$ 100 milhões. A diferença é que antes o clube faturava R$ 70 milhões por ano. Agora, vai ganhar R$ 160 milhões. É o efeito Ronaldo e Roberto Carlos – garante o presidente do clube, Andrés Sanchez.

Roberto Carlos seguiu projeto idêntico ao de Ronaldo, ideia do mesmo empresário, Eduardo Farah. O lateral está procurando parceiros para o Corinthians. Ganhará uma parte da quantia que arrecadar, algo como 50% se a empresa for brasileira, 80% se o contrato for fechado em dólares.

As parcerias de Fred e Adriano seguem outros modelos. Empresas privadas pagam parte dos salários dos jogadores. Eles não se comprometeram (ainda) em colocar dinheiro nos clubes através de novos contratos.

O caso de Robinho é único. O Manchester City fez um péssimo negócio ao contratá-lo por 42 milhões de euros junto ao Real Madrid. Em agosto, o Barcelona ofereceu 50 milhões de euros. O City não quis, imaginou que seu novo time começaria por Robinho. O engano foi tamanho que o clube inglês, propriedade de um bilionário árabe, emprestou o jogador de graça ao Santos, desde que os brasileiros pagassem seu salário de R$ 1 milhão.

O Palmeiras conseguiu até patrocínio para o uniforme do técnico Muricy Ramalho. O clube vai receber R$ 1,3 milhão por ano. Sem uma estratégica de marketing como as que trouxeram Ronaldo, Roberto Carlos e Robinho, o Palmeiras vê os rivais faturando:

– O Valdivia seria um cara que dá para fazermos marketing. Temos um flerte antigo com ele. O problema é tirar o meia dos Emirados Árabes Unidos – explicou o diretor de marketing palmeirense, Rogério Dezembro.

Os jogadores querem dinheiro.
Os clubes não têm, mas com a ajuda dos ídolos podem atrair patrocinadores. Não são salários europeus, mas são suficientes para aumentar (ou começar) uma fortuna. A Copa de 2014 será outra atração. Vai ser bom jogar no Brasil nos próximos quatro anos.

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Volto logo

Aos que me seguem e gostam um pouco, aos que me criticam, mas não me ofendem (porque, afinal, tudo não passa de um jogo de futebol), aviso que vou entrar em férias, sair de circulação, desaparecer do meu veloz dia a dia na Capital.

A coluna em ZH descansa um pouco de mim até o próximo dia 23.

O blog deve continuar respirando com postagens, não tão periódicas, da beira da praia - com um laptop não há distância inalcançável.

A equipe de Esportes da Zero também tem o seu ingresso reservado neste espaço, aqui na web, sempre que preciso for.

Até breve!

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Estádios respiram 2014 a partir de março

As obras dos 12 estádios da Copa do Mundo de 2014 precisam começar em 1º de março e terminar em 31 de dezembro de 2012. O Ministério do Esporte prêve gastos de R$ 5,4 bilhões nas praças de jogos.

As 12 sedes já podem usar a linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco federal emprestará cerca de R$ 3,42 bilhões dos R$ 4,8 bilhões disponibilizados. O prazo de pagamento do empréstimo é de 12 anos.

Ainda lutando com São Paulo e Minas Gerais pelo jogo de abertura da Copa, Brasília terá o estádio mais caro entre todos – R$ 745,3 milhões e com o maior investimento do setor público. O governo distrital bancará R$ 345,3 milhões.

Entre os estádios privados, só o Beira-Rio não utilizará recursos públicos oferecidos pelo governo. O São Paulo vai usar recursos federais no Morumbi.

O Inter garante que bancará sozinho os R$ 130 milhões necessários para as obras de adequação, previstas para acabar em agosto de 2012, quatro meses antes do prazo final.

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Grêmio perde o mapa do mercado da bola

O Grêmio mostra e prova a cada 24 horas sua incapacidade de ir além na hora de contratar. O mercado da bola soa como um local hermético para os dirigentes tricolores, incapazes de inovar.

O clube não acha a porta de entrada. Não descobre nada. Busca os óbvios, como os reforços oriundos do Morumbi.

Um outro exemplo da dificuldade da diretoria azul em contratar está na defesa. Ou do que restou do forte sistema defensivo de temporadas passadas.

Léo saiu em dezembro. Réver deixou o Olímpico no mês seguinte. Sessenta dias depois, o Grêmio ainda não encontrou no mercado uma das suas principais carências, um zagueiro experiente.

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Fossati é só elogios no Beira-Rio

Bastaram 30 dias de abrigo vermelho para Jorge Fossati ganhar a confiança dos colorados - em cada canto, em cada corredor do Beira-Rio.

Os que o cercam enxergam o uruguaio mais preparado do que Muricy Ramalho e Abel Braga, por exemplo.

Mais do que um técnico, ele é um manager, alguém que observa o futebol como um todo, seja no aspecto psicológico, físico e tático, e não está apenas preocupado com as questões de campo.

Fossati, enfim, tem uma visão mais global do clube.

Leitor do blog,
como você analisa o trabalho de Fossati?

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Grêmio 2010 ainda em busca de um rosto. Qual a sua sugestão?

Depois de seis jogos, o torcedor azul ainda não pôde decorar o time titular de 2010. Silas continua a perseguição aos seus 11 prediletos e ao esquema ideal.

Sem Souza, sugiro esta formação, no 3-5-2: Victor, Mário Fernandes, Saimon e Maurício; Maylson, Willian Magrão, Fernando, Douglas e Lúcio; Jonas e Borges.

É cedo, claro, para críticas mais definitivas. Mesmo assim, nada custa um exercício de imaginação.

Leitor do blog,
você concorda com o time exposto acima? Comente e também mande o seu (3-5-2, 4-4-2, com Souza, sem Souza, vale tudo).

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Silas vê Mário como um futuro armador

Sumiu a promessa de 2009. Ficou o jogador. O paulista Mário Fernandes (foto) é o nome do Grêmio em 2010. O clube fixou o passe do zagueiro em 13 milhões de euros. O seu salário está dobrado. Mário vai receber R$ 25 mil a cada 30 dias.

A Inter, de Milão, segue o jogador com lentes de aumento, acompanha cada arrancada, cada passe, cada jogo. O técnico José Mourinho recebeu DVDs do jogador, seja como ala, lateral ou zagueiro. Viu. Gostou. Observou partidas inteiras e lances especiais.

Aos 19 anos, Mário não rejeita função. Pode ser ala, zagueiro, volante. Não se importa, quer jogar. Mas quem administra sua carreira acha que na zaga ele pode ser tornar num futuro bem próximo um nome mundial.

Para o comandante azul, nem lateral, muito menos zagueiro. O técnico Silas acredita que, quando estiver mais experiente, Mário Fernandes, 19 anos, fará grande sucesso como armador.

Leitor do blog,
onde você acha que deve jogar Mário Fernandes?

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Robinho é um poço de dúvidas

Quando deixou o Santos em 2005, Robinho pesava 60 quilos. Retornou quatro dias atrás com 73, dois acima do peso. Cinco anos atrás, viajou com a ideia de ser o número 1 da Fifa com a camisa do Real Madrid. Não ganhou nem a titularidade na Espanha. O Manchester City foi opção financeira. Ganhou dinheiro, perdeu status.

Meia década depois, Robinho volta ao Brasil lotado de incertezas. Não sabe se continua titular da Seleção depois dos últimos jogos de Nilmar.

– Jogando bem no Santos, tenho tudo para fazer um bom Mundial. Quero estar na Copa, esse pode ser o meu Mundial – afirmou o atacante.

Fora de campo, Robinho parece outro. Ao lado dos jogadores, ele continua brincalhão, porém quando o treino termina, vai direto para casa, evitando badalação. Mais de 200 profissionais observaram sua reapresentação na Vila Belmiro, segunda-feira. Em apenas um dia, recebeu 15 convites para entrevistas exclusivas.

Hoje, ele começa a trabalhar com bola. Em três dias estreia no clássico Santos e São Paulo. Robinho recebeu ligações de colegas como Diego e Elano. Com Dunga conversou por telefone, dias antes de acertar sua volta. O teor da conversa não vazou. Robinho é homem de confiança de Dunga.

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Silas se perde no calor

O técnico Silas brinca com o fogo dos descontentes. Quando precisa vencer, usa Joílson. Quando precisa virar, chama Fábio Santos e Fábio Rochemback. Quando tenta proteger a defesa, convoca Ferdinando. Os três jogadores que não deram certo na temporada passada ganham novas chances e impedem o ingresso dos jovens das categorias de base.

Silas usa um time datado, com Rafa Marques e Adílson, meses sem acertar um passe. Uma equipe que fracassou em 2009, perdeu tudo. Vencer, assim, é quase milagre, mesmo que o adversário pise no Olímpico e venha do Interior.

O empate em um gol com o São Luiz, nesta quarta de 40°C, é culpa do calor, lógico. Mas também é culpa, maior ainda, do desorganizado sistema de Silas, da sua ideia de futebol, se é que há uma, da escalação, das trocas equivocadas, das péssimas escolhas.

Silas não empolga, seu esquema não acerta, seu jogadores não se contemplam.  Pergunta, responda aí, se souber: será que Silas tem experiência para treinar um time com as exigências do Grêmio?

É muito cedo, 30 dias
não são quase nada, para se definir Silas, para projetar o seu futuro em Porto Alegre. Ou para dizer que ele não serve. Ou para sugerir a sua renúncia. Ou para provocar outro nome.

O certo é que Silas começa a ouvir as primeiras vaias das sociais do Olímpico, os primeiros sinais dos descontentes no pátio do estádio. O descontentamento saiu do murmúrio e ganhou os gritos. Ainda é o efeito Gre-Nal, mas o futebol discreto nasceu antes do clássico, ganhou corpo e se mantém, fraco e frágil. Em três jogos no Olímpico em 2010 venceu apenas um.

O ano do Grêmio ainda não começou. Se começou, não será o ano do Grêmio outra vez.

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Overdose de Gre-Nal

O Gre-Nal de Erechim, domingo passado, pode ser o primeiro de cinco no Gauchão. Basta Inter e Grêmio se classificarem para a segunda fase das Taças Fernando Carvalho e Fábio Koff e se cruzarem nos mata-matas em jogo único.

Depois, se cada time vencer um turno, haverá uma final em jogos de ida e volta ou mais dois Gre-Nais. Com os dois do Brasileirão, podem ser sete em 2010.

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Festa de R$ 191 mil em Milão

Dunga chama outra vez seus 22 terça-feira que vem na sede da CBF, na Barra da Tijuca, no Rio. A razão é o amistoso do dia 2 de março com a Irlanda, em Londres. Ronaldinho não deve ser convocado.

Nada a ver com o escândalo que explodiu ontem no norte da Itália, uma semana antes da divulgação dos favoritos de Dunga. O Corriere della Sera, o jornal mais importante da Itália, conservador, porém, sério, afirmou na sua primeira página que Ronaldinho gastou R$ 191 mil em três dias de festa numa suíte de um dos três mais luxuosos hotéis de Milão.

Depois, saiu da maratona direto para Milanello, a concentração do clube, 24 horas antes do clássico com a Inter - que venceu por 2 a 0, mesmo com 10 homens, dia 24 do mês passado. O Gaúcho perdeu um pênalti no derby e teve uma atuação discreta.

No início da temporada, ele foi obrigado a deixar apressadamente uma discoteca depois de pressionado pelos fãs do Milan.

Ronaldinho confessou a amigos que está louco para voltar ao Brasil. Falta encontrar patrocinadores que banquem a mudança. Rico, ele admite ganhar menos. Bem menos.

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Boa grana para o Corinthians

A dívida do Corinthians soma R$ 100 milhões. A diferença é que antes faturava R$ 70 milhões por ano e devia R$ 100 milhões. Agora vai ganhar R$ 160 milhões em 2010 com a mesma dívida. É o feito Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos.

O clube garantiu R$ 38 milhõe por ano para o patrocínio de camisa. Deste total, o Ronaldo ficará com R$ 13 milhões - 30% a mais que recebeu em 2009. De salário fixo, ele ganha R$ 400 mil.

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O melhor e o pior do clássico

O nome do gol
O Inter saudou a chegada de Kléber Pereira, mas, logo no primeiro Gre-Nal da temporada, Alecsandro mostrou suas credenciais de matador. Liquidou o adversário com um chute de pé direito da entrada da área.

Sem chances
A boa defesa colorada anulou Borges. O atacante gremista teve apenas uma oportunidade de gol. Concluiu errado na área. Faltou sorte, companhia e futebol para o centroavante dos azuis.

A troca
Fossati sacou Taison aos 18 minutos do segundo tempo. Mandou Edu atacar. A jogada do gol de Alecsandro saiu da cabeça do reserva. O técnico colorado fez a substituição certa na hora exata. Sua ideia de contra-ataque funcionou. No primeiro round do Gauchão deu Fossati, não Silas.

O nome
Nove anos sem perder um clássico no Gauchão, o Inter venceu pelo segundo ano consecutivo em Erechim. Sandro foi o cara do clássico.

O motor
Giuliano jogou quase 80 minutos. Marcou, pegou, passou, chutou, quase fez gol. Será o jogador diferenciado do Inter na temporada.

O salva-vidas
Duas bolas pelo alto, cabeçadas de Índio e Nei, exigiram duas grandes defesas de Victor no primeiro tempo, defesas de Seleção Brasileira.

O desrespeito
Os jogadores ignoraram a interpretação do Hino Riograndense e foram se cumprimentar no gramado. Total falta de educação.

A surpresa
Silas escalou o dispersivo Joílson na ala direita. O jogador era nome sublinhado na longa lista de dispensas do clube em dezembro passado.

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Fossati domina os baixinhos de Silas

Deu a lógica, deu Inter. O 1 a 0 foi apertado, mas não mostrou o jogo real em Erechim. As mais significativas chances de gol estiveram sempre nos pés colorados. Victor brilhou três vezes, duas no primeiro tempo ao defender duas cabeçadas, de Índio e de Nei, respectivamente, duas defesas de goleiro de Seleção Brasileira. Na comparação com o adversário, o Inter tem um time mais qualificado, com melhores jogadores. Sandro foi o melhor, Giuliano passou perto, Alecsandro fez o gol matador. Só que qualidade técnica não é tudo no futebol. Os vermelhos também são mais altos e mais fortes. A imposição física é quase sempre definitiva no futebol. O Gre-Nal ofereceu mais uma prova. O time de baixinhos de Silas exibiu a mesma fragilidade de outras partidas. Quando Joílson é a arma secreta, quando Ferdinando aparece como volante, quando Souza continua achando que é dono do time e tenta fazer de tudo, até tentar atravessar o corpo sólido do adversário, você sabe, os conceitos sobre futebol precisam ser revistos com alguma urgência no Olímpico. O técnico Jorge Fossati tem absoluta razão. O Grêmio está um degrau abaixo do Inter. O Grêmio está errado ao apostar num time baixo, de toque de bola, sem força e imposição. Falta ao time um bom zagueiro pelo lado direito, um volante com alguma liderança, uma melhor consistência defensiva. Silas está apenas começando. É difícil fazer uma análise mais profunda. É preciso mais algum tempo, Mas o seu começo é de um técnico que ainda não sabe consertar defesas, nem solidificar o meio campo. O Gre-Nal é o espelho desta superioridade. A vitória foi normal. O Inter mergulha na sua oitava Copa Libertadores com a confiança dos vencedores. O Grêmio, outra vez, se recolhe e tenta rearrumar casa.

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Mulheres, cocaína e futebol

Foto: Lorenzo Galassi, AP
Foto: Lorenzo Galassi, AP
“Craque”, dizem os fãs. “Playboy”, afirmam as revistas de fofoca. “Louco”, garantem os italianos. “Drogado”, acusam os britânicos.

O romeno Adrian Mutu, 31 anos, camisa 10 da Fiorentina, ex-Juventus, Inter e Chelsea, é um pouco de tudo e muito mais. Ontem, ele voltou ao topo do noticiário. Seu exame antidoping de 10 de janeiro, após a partida contra o Bari, pelo Campeonato Italiano, deu positivo pelo estimulante sibutramina. A sibutramina foi banida na Europa. No Brasil, a venda é controlada.

Em 2004, quando jogava pelo Chelsea, Mutu foi punido por uso de cocaína e recebeu uma suspensão de sete meses - Jóbson, do Botafogo, ganhou dois anos por uso de crack. O Chelsea demitiu o jogador. Alegou justa causa. O Chelsea tem tolerância zero a drogas - o goleiro australiano Mark Bosnich foi banido do clube pelo mesmo motivo em 2002.

No julgamento, seis anos atrás, Mutu disse que usou cocaína para melhorava sua performance sexual com uma nova namorada, que não era viciado e nem usou a droga para render mais dentro de campo.

O Chelsea foi à Justiça, chamou a Fifa, e o jogador precisa pagar ao clube R$ 45 milhões por quebra de contrato. Com base nas regras da Agência Mundial Antidoping (AMA), Mutu corre risco de pegar entre um e quatro anos de afastamento.

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O lado esquerdo do Inter

Há um semana, a transferência do lateral Eltinho, 22 anos, para o Inter era “notícia plantada por empresários”, segundo a direção colorada. Na quarta à noite, o próprio jogador confirmou a vinda para Porto Alegre.

Antes de dizer “sim”, Eltinho foi assediado pelo Santos. Recebeu até ligação do técnico Dorival Júnior. A Libertadores 2010 pesou na decisão.

No Catarinense 2009, Eltinho se machucou, era reserva de Uendel, ex-Fluminense. No Brasileirão, recebeu apoio de Silas. Fez boas partidas e marcou gols. Exibiu qualidade no apoio, boa saída de bola, mas deficiência na marcação.

Do atual grupo do Avaí, sem dúvida, era um dos referenciais. Quarta, não atuou bem e ainda foi expulso contra o Criciúma.

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A viagem de Anderson

Campeão inglês, europeu e mundial pelo Manchester United, o ex-gremista Anderson está de bronca com Sir Alex Ferguson. Não concorda com o rodízio de jogadores adotado pelo técnico escocês no time titular. Ele foi multado em R$ 239 mil — o equivalente a duas semanas de seu salário.

Ele era o xodó do superexigente Ferguson. Não é mais.

No fogo dos seus 21 anos, Anderson quer atuar em todas as partidas e ainda sonha com a Seleção. Pensa em deixar o clube, mas o United não quer nem falar no assunto.

Por ter vindo ao Brasil sem licença, dias atrás, quando esteve no Rio, será multado. O camisa 8, que custou R$ 54 milhões em setembro de 2007, fez apenas nove dos 23 jogos na Premier League.

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Nome do gol

O maranhense Kléber Pereira, 34 anos, 1m80cm, jogou em oito clubes em 15 anos de carreira, viveu quatro anos no México. No Santos ele foi o quarto maior artilheiro da era pós-Pelé com 84 gols.

Em sete brasileirões, entre Atlético-PR e Santos, marcou 101 gols em 182 jogos. Foi goleador em 2008.

Ele era conhecido apenas como Kléber. Ganhou o Pereira porque o Santos já tinha um Kleber, hoje ala esquerda do Inter.

Ele saiu do Santos porque ficou ao lado de Luxemburgo na peleia com a nova direção.

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A força dos ricos paulistas

No bafo do Inter, na caça da mesma Libertadores, Corinthians e São Paulo, respectivamente o  segundo e o terceiro times mais populares do país, investiram milhões nos últimos dois meses em reforços.
O São Paulo contratou nove: os zagueiros André Luis, Xandão e Alex Silva, os meiocampistas Léo Lima, Rodrigo Souto, Cléber Santana, Carlinhos Paraíba e Marcelinho Paraíba e o atacante Fernandinho.
O Corinthians chamou sete novos jogadores, o zagueiro Leandro Castan, o lateral Roberto Carlos, os volantes Ralf, Tcheco e Moacyr, o meia Danilo e o atacante Iarley. Com a chegada de Moacir, Mano Menezes terá cinco volantes à disposição. Com as contratações de Tcheco e Danilo, ele passou a ter sete meias.
– Estamos montando o grupo. Quando você monta mal, você passa o ano todo tentando reorganizar. É muito importante fazer essa combinação dos jogadores. Estamos avançados em relação a alguns adversários – disse Mano.
– Quem estiver melhor vai jogar. Tenho de administrar isso – explicou o técnico do São Paulo, Ricardo Gomes.
No Morumbi, Cléber Santana, por exemplo, pode jogar mais recuado, disputando posição com Jean, Richarlyson, Hernanes ou Rodrigo Souto. Mais avançado, ele teria de brigar com Léo Lima,  Jorge Wagner, Carlinhos Paraíba e até com Marcelinho Paraíba, que pode atuar no ataque também.

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Poder no Olímpico

No gramado, Souza manda nos azuis. Ele cobra todos os escanteios e todas as faltas. Não adianta se aproximar. A bola parada tem nome e sobrenome, Willamis de Souza Silva, 30 anos, 31 verões em oito dias.

Souza é uma força no vestiário também. É o dono da chave. Desde a saída de Tcheco, ele assumiu o comando. Aliás, quando técnico do Grêmio, em 2008, Celso Roth ficou irritado com o ex-capitão Tcheco por ele ter perdido parte da liderança para o meia.

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A queda dos Elefantes

Jogador da Costa do Marfim, Didier Drogba
Jogador da Costa do Marfim, Didier Drogba

A Costa do Marfim era definida como a melhor seleção da África. Engolia nigerianos e camaroneses, outras equipes tradicionais. Perdeu pontos ao cair nas quartas de final da Copa Africana das Nações, domingo, em Angola. Decepcionou torcedores e analistas que qualificavam a seleção da ex-colônia francesa como favorita absoluta do torneio.

Adversário do Grupo G do Brasil no Mundial da África, que começa em 134 dias, a Costa do Marfim, país de 21 milhões de habitantes, ameaça agora demitir o técnico, o bósnio Vahid Halilhodzic. Em entrevista, ontem, ele se mostrou “decepcionado e abatido após dois anos de trabalho e uma série de 23 partidas de invencibilidade”. Criticou seus comandados pela “passividade em momentos cruciais” em jogos recentes e por “não conseguiram suportar a enorme pressão” de serem favoritos ao título continental.

A seleção, que teve aproveitamento de 77% nas eliminatórias, enfrenta o Brasil dia 26 de junho, às 15h30min. Sua estrela Didier Drogba (foto) fez seis gols em cinco jogos.

A Copa da Alemanha (2006) foi o seu primeiro Mundial – 19º lugar entre 32 equipes. Alem de Drogba, os melhores jogadores são Eboué (Arsenal), Yaya Touré (Barcelona), Kolo Touré (Manchester City), Zokora (Sevilla) e Kalou (Chelsea). Entre os seus, a seleção é chamada orgulhosamente de “Os Elefantes”.

O governo marfinês pediu que a comunidade internacional passe a chamar a Costa do Marfim de Côte d’ Ivoire em qualquer idioma. Ninguém atendeu. Se for bem na Copa, quem sabe…

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A despedida de Higuita

Vinte mil pessoas assistiram ao jogo de despedida do colombiano Higuita, 43 anos, 52 gols em 25 anos de carreira, domingo, em Medellín. O goleiro exibiu a sua clássica defesa “escorpião” (foto), saiu da área driblando e cobrou falta. Ronaldo, convidado, não apareceu.

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Ecos de Milão

Pato pega o jato da meia-noite, em São Paulo, e volta amanhã a Milão, depois de uma semana em Porto Alegre tratando de uma lesão muscular. O jovem atacante só volta aos gramados em fevereiro, talvez na segunda quinzena, contra o Manchester United pelas oitavas-de-final da Copa dos Campeões.

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Pato levou à sério sua recupreação no Beira-Rio, sempre em dois turnos. Domingo, assistiu à derrota do seu Milan na casa do empresário Gilmar Veloz. Sofreu como um torcedor. Disse que prefere mil vezes estar em campo do que na frente da tevê.

Pato está muito próximo de Ronaldinho na Europa. São amigos, saem juntos, trocam lembranças de Porto Alegre. Um dos lugares que eles gostam de frequentar no norte italiano é o celebrado restaurante do meia Seedorf, uma casa especializada em comida japonesa chamada Finger’s.

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Negócios sem rivalidade

Ao telefone, desde São Paulo, Ana Silvia Stabel, consultora de projetos especiais para times de futebol, Corinthians entre eles, Fifa e eventos culturais, fala como é importante os clubes deixarem a rivalidade de lado na hora de fechar um negócio envolvendo patrocínios.

– A rivalidade precisa ficar dentro de campo e entre os torcedores. Os dirigentes devem permanecer acima das paixões na hora de pensar ou concluir um negócio. Eu mesma ofereci uma sugestão de uma linha de camisas ao Palmeiras, mas seus dirigentes vetaram o projeto porque o fornecedor era o mesmo do Corinthians – diz.

Claro, o Palmeiras perdeu dinheiro. Ana acredita que o futebol brasileiro possa ser beneficiado com o  aumento do poder aquisitivo da Classe C. Ela cita as camisas oficiais alternativas do Corinthians, vendidas a R$ 50 e R$ 30.

– Foi um enorme sucesso de vendas. Favorável à construção de novos estádios no país, acreditando na Copa de 2014, Ana acha que será necessário motivar as pessoas a frequentar as arenas todos os dias e não apenas em datas de jogos.

– Cabe, assim, à s empresas promoverem espetáculos nas arenas, oferecer shows, concertos. Não podemos ficar dependentes.

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Camisa do Inter que circula pela internet é falsa

Conversei por telefone com o diretor de Marketing do Inter Jorge Avancini.

Logo na segunda frase, ele interrompeu:

- As camisas que circulam na Internet como sendo as novas do Inter são falsas. Mais do que falsas, são piratas - disse Avancini.

Ele acredita que as novas camisas devem ser lançadas depois do Carnaval.

Discreto, sem querer avançar no assunto, ele disse apenas que o tom de vermelho será o mesmo, mas a camisa receberá uma maior quantidade de branco.

- Nós temos um cuidado muito grande com o tom do vermelho. Ele precisa seguir a cor original do clube. O uniforme que lançamos na temporada passada teve grande aceitação.

O certo é que o Inter estréia dia 23 na Copa Libertadores com a camisa nova. Newell’s Old Boys e Emelec começam a decidir amanhã (quarta) quem será o quarto integrante do grupo do Inter na Libertadores e adversário colorado na estreia do torneio. Na primeira partida, o time do coração de Messi, recebe os equatorianos no Estádio Coloso del Parque, em Rosário. O jogo de volta será no dia 10.

Em pré-temporada, com o calendário nacional sintonizado com o europeu, as duas equipes obtiveram bons resultados. O Newell’s venceu a Copa Cidade de Rosário, enquanto o Emelec a Copa do Pacífico. O que será melhor para o Inter: enfrentar um time mais fraco nos 2.800 metros de Quito ou uma equipe argentina em uma viagem mais curta?

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