Conversei com Jorge Fossati, o treinador uruguaio de 60 anos, com larga experiência em jogos na América do Sul. O uruguaio viveu na altitude, em Quito, trabalhou em Bogotá, tem experiência de sobra em partidas acima do nível do mar.
Falei com o ex-treinador colorado na noite de quarta-feira, minutos antes de Inter e Santa Cruz, em Caxias do Sul. Fossati já treinou 10 equipes do continente, entre Brasil, Equador, Argentina e Paraguai.
O Grêmio fez bem em antecipar sua viagem ao Exterior?
Jorge Fossati – Olha, eu tenho bastante experiência em jogos na altitude. Não viajaria com grande antecedência, como fez o Grêmio. Acho que o ideal é chegar um dias antes do jogo. Se tivesse tempo para treinar, o faria em outro lugar, não em Bogotá.
E o efeito da altitude?
Fossati – Desembarcaria em Bogotá na quarta feira, se o jogo fosse na quinta-feira. Dormiria na cidade. Antes, faria um breve trabalho, um treinamento estádio da decisão, mas só para que os jogadores se acostumassem com a velocidade da bola, que é muito diferente. Mas cada treinador tem o seu método de trabalho.
Como o senhor classifica o jogo entre Santa Fe e Grêmio?
Fossati – O Grêmio é favorito. Tem mais time, bons jogadores, alguns de seleção. O técnico (Vanderlei Luxemburgo) é experiente e capacitado. Claro que tem o efeito da altitude, mas Bogotá não é La Paz. Os efeitos não são tão severos como na cidade boliviana ou em Cuzco, no Peru. Acho que o Grêmio passa. É um dos bons times da Libertadores.
O árbitro é uruguaio, Roberto Silvera. O senhor o conhece bem?
Fossati – Ele é meu conterrâneo, sim, o conheço bem. Ele pode fazer um grande jogo, tem experiência, preparo físico e personalidade. Eu não me preocuparia com a arbitragem na Colômbia.
Fossati cobra na Justiça uma dívida que o Inter tem com ele desde 2010. Passou dois dias em Porto Alegre envolvido com advogados. Precisará voltar em julho.
O treinador recusou uma propostas para treinar o Independiente, de Buenos Aires. Quer voltar ao trabalho só depois da Copa das Confederações.
Fossati acredita no Grêmio de Luxemburgo (foto Luis Acosta/AFP) na Colômbia.

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