Antes mesmo de apanhar as malas no aeroporto de Guararapes, em Recife, o visitante pode reservar um táxi num dos três guichês disponíveis. Fácil, rápido e seguro. Depois de pagar, pode ser com cartão de crédito, o passageiro é encaminhado à porta de saída. Os carros estão todos estacionados, usam a cor branca e são facilmente identificados.
- Não consigo falar outra língua, mas me viro mesmo assim - garantiu Valquíria Ferreira, 42 anos, que trabalha na Coopseta, um serviço de táxis da capital pernambucana.
Na chegada fui recebido pelo motorista Fernando Lira, o Bugalu, 60 anos. Em bom português, ele falou lentamente, quase soletrando as palavras.
- De que país você é? — questionou.
Quando disse que era de Porto Alegre, ele me interrompeu. Bem humorado, disse:
- Nem me fale. Sou torcedor do Náutico. Não posso ouvir falar no Grêmio - brincou.
Simpático e atencioso, mas sem saber uma só palavra em inglês e espanhol, Bugalu não conseguiu dizer o preço de outras corridas, como do hotel na Praia de Boa Viagem até o CT do Náutico ou do hotel até a Arena Pernambuco, o estádio da Copa das Confederações, em São Lourenço da Mata, distante 28 quilômetros do centro de Recife:
- Eu não sei, mas vou saber junto com você - falou o motorista.
Prontamente, Bugalu acionou o rádio do seu carro e pediu o preço de cada corrida e as distâncias exatas dos pontos questionados.
- Nós não sabemos falar inglês, mas ajudamos qualquer um em português - sentenciou o motorista.
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