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Posts na categoria "Futebol"

Tremor no Chile alerta cidade que recebe Grêmio

02 de abril de 2014 4

O terremoto do norte do Chile recebeu atenção total dos países vizinhos, como Peru, Equador, Venezuela e Colômbia nas últimas horas. A mídia colombiana acompanhou os efeitos do sismo desde o início, mas logo o Observatorio Sismológico y Geofísico del Suroccidente del país (OSSO), avaliou as características do tremor e concluiu que não existe nenhum tipo de perigo para a costa colombiana.

“Susto e evacuação no Chile”, destacou o El Tiempo, um dos maiores jornais do país, Bogotá. “Não há alerta de tsunami para a costa do Pacífico colombiano” completou o periódico.

No dia 8 de fevereiro passado, Medellín, cidade na qual o Grêmio enfrenta o Atlético Nacional, às 22h desta quarta-feira pela Copa Libertadores da América, sentiu os abalos do seu mais recente terremoto, mas sem causar vítimas ou prejuízos financeiros. Quando acontece um desastre na região, todos, de alguma forma, ficam alertas e começam a acompanhar com atenção dobrada a cobertura maciça dos sites dos jornais, das rádios e das televisões.

O jornal El Colombiano, editado em Medellín, anuncia cinco mortos no desastre no Chile. Não deixa de destacar, porém, o futebol.

A decisão desta noite no Estádio Atanasio Girardot ganhou o seguinte título: “Vamos ver do que é feito o Nacional”. No texto, o lateral Farid Diaz diz que espera que o Grêmio não fique só atrás e saia para o jogo. “É um jogo de vida ou morte”, completou o atleta.

A derrota do Millonarios, equipe mais popular do país para o Independiente, pelo Campeonato Colombiano, e os empates de Barcelona e Atlético de Madrid e Manchester United e Bayern de Munique também receberam espaços nobres nos jornais locais.

Os outros assuntos do dia imprensa da Colômbia são comuns ao Brasil: problemas ambientais, corrupção na política, falhas no sistema educacional e violência urbana.

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O primeiro gremista em Medellín

01 de abril de 2014 10

gremistamedellin

O empresário Tiago Oliveira, 29 anos, é de Triunfo, mas mora no Nordeste. Saiu de Recife, fez escala em Brasília, foi até o Panamá e aterrissou nesta terça-feira no aeroporto internacional José María Córdoba, em Medellín. Gastou 26 horas no trajeto. Chegou fardado, vestindo uma camisa tricolor.

— O amor pelo Grêmio vale qualquer sacrífico — disse, no hall do Hotel San Fernando Plaza, o mesmo que hospeda a delegação gaúcha.

Oliveira buscava nesta terça-feira o contato de mais três amigos que ficaram de se encontrar na Colômbia. Um viria de Porto Alegre, outros de Curitiba e da Argentina. Todos ficarão em hotéis separados. Os encontros, antes da partida de quarta-feira, são sempre nos hotéis, nas ruas ou nos bares e restaurantes. Vale um café ou mesmo uma rodada de Club Colombia, a melhor cerveja local. O papo começa e não tem hora para terminar. Os amigos não se encontram todos os dias.

— É a quarta vez que venho a Colômbia, gosto do país. Em Bogotá, nos jogos que vi do Grêmio, colocávamos mais de cem torcedores nos estádios. Em Medellín, cidade do Interior, fico em dúvida. Não sei se teremos tantos gaúchos assim. Mas você sabe como o Grêmio é (risos)…

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Atlético Nacional para esquecer o Inter

31 de março de 2014 12

A derrota no Gre-Nal pegou o Grêmio desprevenido. Ninguém subestimava o Inter, nem dirigentes e muito menos a comissão técnica e dirigentes. Mas a confiança entre os gremistas era grande.
Nos bastidores do Olímpico, figuras importantes do clube diziam que a vitória tricolor no Gre-Nal abalaria o Inter uma semana antes de um dos maiores dias da história recente do clube, a festa de reinauguração do Beira-Rio da Copa do Mundo do Brasil.

Os dirigentes gremistas imaginavam prejudicar com uma vitória o bom astral da histórica festa colorada, no próximo final de semana, e deixar o adversário curtir a derrota até a data do segundo clássico. Seriam duas semanas de incertezas no Inter até o segundo clássico.

Só que deu tudo errado.

Na viagem a Colômbia, o discurso era só um na delegação. O Grêmio precisa de um bom resultado contra o Atlético Nacional para que todos possam esquecer um pouco o Gre-Nal 400 e a derrota de 2 a 1 na Arena, a primeira para o rival no novo estádio. Caso o jogo não apareça, o efeito Gre-Nal será dobrado.

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Messi ou Maradona? Zidane

22 de novembro de 2013 3

Foto: Diego Vara
Foto: Diego Vara

 

Pelé não consegue driblar a pergunta que o marca em todas as entrevistas coletivas: Di Stéfano, Maradona ou Messi, qual o melhor jogador da história do futebol argentino?

O Rei fica com Alfredo Di Stéfano, 87 anos, 21 como jogador, uma legenda no Real Madrid.

Sobre Messi, os elogios são discretos. “Excelente jogador”, diz. Mas vê um desempenho de Messi no Barcelona, coadjuvado por Xavi e Iniesta, de quem gosta muito, e outro bem diferente na seleção Argentina. Ele soma os dois Messi, Barça mais seleção, porém entende que o multicampeão Zidane, ex-jogador francês, é melhor.

Djalminha segue Pelé quando fala de Zidane, “um craque e um grande camisa 10”, mas entende que Messi é o número 1 do planeta no momento.

Rivelino não é fã do argentino. Prefere Maradona e acha que, tecnicamente, o ex-número 10 de todos os argentinos é superior a Messi. Aliás, Riva garante que Neymar, paulista como ele, supera Messi. Ele acha que Neymar está pronto para o Barcelona, Europa e Seleção Brasileira.

Pelé, Rivellino, Djalminha e Rivaldo estiveram no lançamento do shampoo Head & Shoulders na manhã de quinta-feira, em São Paulo.

 

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O grande jogo da nova era Koff

30 de outubro de 2013 8

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Luiz Zini Pires, enviado a Curitiba

luiz.zini@zerohora.com.br

O Grêmio faz nesta quarta-feira, às 21h50min, o jogo mais importante da nova era Fábio Koff, que começou em dezembro passado. No acanhado estádio de Vila Capanema, uma construção da primeira metade do século passado, e contra o Atlético-PR, uma equipe sem muita tradição na Copa do Brasil, o Tricolor poder dar o primeiro passo rumo as finais do torneio mais importante do país.

O empate não é visto como mau resultado — especialmente se for com gols. Os gaúchos levam a vantagem de disputar o segundo jogo na Arena. O fator local é temido pelos dois lados. Vagner Mancini, técnico dos paranaenses, pediu que a torcida faça o seu papel e pressione o Grêmio antes mesmo da partida se iniciar.

Os jornais do Paraná apontam o time local como favorito depois que o Grêmio foi surpreendentemente goleado pelo Coritiba no final da semana passada. Há uma certeza que o Atlético-PR vive melhor fase do que o seu arquirrival. O estádio vai lotar. São esperadas mais de 13 mil pessoas.

Renato não definiu o time, que não terá os suspensos Vargas, Kleber e Barcos. Preferiu não anunciar nada na entrevista coletiva na tarde desta terça-feira no CT do Coritiba.

Uma das opções é usar um terceiro zagueiro, unindo Werley, Rhodolfo e Bressan, e sair com Maxi Rodríguez e Lucas Coelho no ataque. Mas as opções com Elano e Zé Roberto continuam vivas. Os três volantes continuam intactos, Souza, Ramiro e Riveros.

O Atlético-PR tem o preparo físico como arma superior. Sua pré-temporada se estendeu entre janeiro e abril. O veterano Paulo Baier vive uma boa fase, não jogou domingo, descansou e é a esperança número 1 dos atleticanos. Quando tem falta perto da grande área, a torcida assiste de pé a cobrança.

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Alex Telles pede acesso à internet

28 de outubro de 2013 61

Luiz Zini Pires, de Curitiba

luiz.zini@zerohora.com.br

Depois do almoço, às 12h45min, Alex Telles apareceu no saguão do hotel Bourbon. De camiseta e bermuda oficiais do Grêmio, procurou uma das recepcionistas postadas atrás do longo balcão de mármore escuro.

Pediu uma senha para usar a internet no computador no seu quarto. Pegou o elevador e voltou ao espaço reservado à equipe gaúcha depois de três minutos.

Não falou com ninguém mais. Ele foi o primeiro jogador a aparecer no lobby do hotel na ressacada segunda-feira tricolor.

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Forlán e Scocco precisam ser titulares

22 de agosto de 2013 2

Mauro Vieira

Em certas partidas, dia ou noite, nem é preciso jogar bem. É necessário vencer. Foi o que o Inter fez na noite chuvosa desta quarta-feira no Vale do Sinos.

Em 45 minutos, depois de um primeiro tempo confuso, o Inter goleou o Salgueiro-PE no Estádio do Vale. Marcou três vezes, talvez, com um pouco mais de força, com o pé mais no fundo do acelerador, poderia ter dobrado o placar.

A vitória garante uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil antecipadamente. O jogo de volta, em Pernambuco, é apenas para cumprir a tabela. Os nordestinos não têm força física nem capacidade técnica para virar o placar na sua cidade em sete dias.

O Salgueiro-PE foi um dos times menos qualificados que atravessaram o caminho do Inter neste oito meses de 2013. O 3 a 0 foi brando.

Jorge Henrique foi o melhor em campo. Forlán e Scocco marcaram gols. Os dois estrangeiros não podem ficar de fora. São goleadores, jogadores de decisão, atacantes, de mobilidade, que não ficam apenas dependentes da bola na grande área. Eles precisam seguir juntos.

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Napoli avalia empréstimo de Vargas

15 de junho de 2013 9

Olheiros do Napoli acompanham muito de perto as atuações de Vargas em Porto Alegre, no Brasil e na América Latina.

Os italianos estão satisfeitos com o desempenho do atacante chileno. Entendem que ele está evoluindo, mas não pensam em buscá-lo no meio do ano. Querem que ele fique mais alguns meses no Grêmio. Acreditam que a experiência no futebol brasileiro será muito útil para o futuro do jogador da seleção do Chile, bem posicionado para disputar a Copa do Mundo de 2014.

Segundo a imprensa italiana, o novo treinador do clube, Rafa Benítez, não mostrou interesse na volta imediata de Vargas. Ele quer que o clube contrate dois atacantes mais experientes.

Uma das principais metas de Benitez é ganhar o Campeonato Italiano da próxima temporada.

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Koff sofre pressão para demitir Luxemburgo

28 de abril de 2013 105


Quando substituiu Paulo Odone, em dezembro de 2012, alguns dos principais assessores do presidente Fábio Koff não viam em Vanderlei Luxemburgo o técnico ideal para o Grêmio de 2013. Reclamavam do alto salário do treinador, das suas exigências e do espaço que ocupa nos times que o contrata. Muitas vezes Luxa se confunde com o próprio presidente do clube.

Na época, Luxemburgo era unanimidade entre os torcedores gremistas. Encerrou a temporada com aplausos no Olímpico, como ídolo. Quatro meses depois, sem o melhores resultados, fora do Gauchão e claudicante na Libertadores, o treinador não tem mais o total apoio dos torcedores e ainda sofre a pressão de integrantes do conselho de administração do clube.

O certo é que o trabalho de Luxemburgo está sob severa avaliação. A partida de quarta-feira, contra o Independiente de Santa Fé, é uma linha que Luxemburgo precisa cruzar. Se for bem, ganha fôlego. Se o time vacilar, como aconteceu nos últimos jogos, seu projeto pode ter um fim prematuro.

Joga em nome de Luxemburgo a falta de bons nomes disponíveis no mercado e mão firme de Koff, que ainda o segura.


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Grêmio escapou de levar um choque no Gre-Nal

28 de abril de 2013 37

Ao contrário do Grêmio, dividido entre a Libertadores e o Gauchão, o Inter parece muito mais concentrado no campeonato regional. Está mais motivado. Basta dar uma volta pelo hotel Blue Tree, em Caxias do Sul, concentração colorada na Serra.

O café da manhã exibiu um grupo de jogadores tranquilos, organizados em duplas, ocupando diversas mesas na sala de refeição, quase na entrada do hotel. Dunga conversou com torcedores hospedados no mesmo local, que também falaram normalmente com os atletas. Uma fila de torcedores da cidade aguardava os jogadores que saiam do café. Os fãs ganharam autógrafos e fotos.

Na cidade, o Juventude ainda festeja a classificação em cima do Grêmio. Quem sofre mais são os serranos ligados ao Caxias, o rival caxiense. Quem caminha pelas ruas nota que a maioria entende que o Inter está melhor do que o Grêmio no momento. Basta comparar as duas equipes.

Se o Grêmio tivesse passado, encaminhado um jogo final da Taça Farroupilha, contra o Inter, o favoritismo seria colorado.  O time de Dunga, que tem uma base mais antiga do que a do Tricolor, está mais organizado. Em campo se mostra bem mais competitivo e com uma ideia mais clara de futebol.

Seus melhores jogadores, como D’Alessandro, Forlán e Leandro Damião, estão em boa fase, marcam gols em quase todos os jogos e garantem as vitórias do Inter. O Grêmio, pelo contrário, não conta com a força das suas estrelas, nem com a qualidade do seu treinador nas últimas partidas.

Pelo que se vê em campo, o Grêmio escapou do Inter. As vitórias coloradas seriam naturais caso a lógica entrasse em campo nos clássicos, que poderiam ter sido três na reta final do Gauchão. Gre-Nal agora só no Brasileirão e o primeiro será disputado na Arena.

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Trabalho de Luxemburgo corre perigo

27 de abril de 2013 104

Atrás de uma das goleiras do Estádio Alfredo Jaconi, a torcida gremista gritou pelo nome de Dida até o último segundo da última cobrança do Juventude. O goleiro não segurou um só. Quem pegou foi Fernando, o adversário. A defesa levou o Ju para a decisão da Taça Farroupilha, o segundo turno do Gauchão.

A derrota escancarou os problemas do Grêmio, ausente das decisões dos dois turnos do Campeonato Regional. Mostrou que o time não vai bem no Chile, não engrena na Arena, não convence em Caxias do Sul.

Ao Grêmio falta velocidade, o time é lento, quase para nas jogadas de ataque. O meio-campo, sem Elano, perdeu criatividade. Os laterais parecem proibidos de buscar as laterais. Os atacantes não sabem o que é cruzamento.

Depois dos pênaltis, a torcida do Juventude tratou Grêmio como freguês nos seus cânticos. Fez festa, soltou foguetes, buzinou.

Os gremistas silenciaram. Estão todos preocupados com o time. Fábio Koff buscou bons jogadores, mas o time não engrena, não dá esperança. Vanderlei Luxemburgo ainda não acertou a mão. O tempo passou. Luxa tem apenas a Libertadores. Seu projeto está sub suspeita. Seu futuro passa por quarta-feira contra o Independiente de Santa Fe.

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Aquecimento dos atendentes chilenos no Estádio CAP

18 de abril de 2013 13

Um grupo de recepcionistas e atendentes do Estádio CAP, do Huachipato, fizeram um aquecimento antes da partida. Receberam as últimas instruções dos seus líderes.

Cerca de 100 pessoas vão cuidar dos cerca de 10 mil torcedores esperados na partida. Os torcedores do Grêmio podem passar de 50. Só pelo hotel, passaram mais de 30 entre às 13h e as 17h, muitos em busca de ingresso. O Grêmio liberou alguns.

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Grêmio retorna a Porto Alegre nesta sexta

18 de abril de 2013 0

O Grêmio deixa Talcahuano nesta sexta-feira, às 9h50min. Faz uma escala em Santiago do Chile, quando embarca em voo direto para São Paulo, às 13h50min. Então, às 19h35min, segue para Porto Alegre. A chegada no aeroporto Salgado Filho está prevista para às 21h12min.

Romaria
Entre 10h e 17h famílias da região se deslocaram até o hotel para manter contato com o conterrâneo Vargas. Quase todos trouxeram filhos pequenos, a grande maioria vestindo camisas azuis da Universidad de Chile, La U, um dos times mais famosos do país e equipe que projetou Vargas. Contaram com o jogador, no mínimo, quatro vezes, antes e depois do café e do almoço.

Apostadores
O jogo entre São Paulo e Atlético-MG rendeu muitas apostas entre a delegação do Grêmio. Vanderlei Luxemburgo, na noite de terça-feira, previu a derrota do Galo. O assessor Marcos Chitolina ganhou uma garrafa de vinho de Rui Costa:

— Precisa ser chileno. E caro — brincou Chitolina.

Salários
Os dirigentes gremistas ficaram impressionados com os números das folhas salariais dos grandes times do Chile. A Universidad de Chile paga cerca de R$ 900 mil de folha salarial mensal. Muitos clubes sobrevivem da venda de jogadores para o mercado da Europa. O Huachipato, adversário do Grêmio, sobrevive com a ajuda da CAP, a maior siderúrgica do país e que dá nome ao seu estádio. A folha do time é de cerca de R$ 500 mil mensais.

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Sala de espera na concentração em Talcahuano

18 de abril de 2013 0

O presidente Fábio Koff, o assessor Marcos Chitolina e o diretor executivo Rui Costa passaram boa parte da tarde desta quinta instalados em sofás perto da entrada do Hotel Sonesta. Foram saudados por vários torcedores do Grêmio que chegavam a Talcahuano de avião, 45 minutos de distância da capital Santiago, ou de ônibus, seis horas de viagem.

Quem usou o transporte aéreo sofreu. Uma neblina espessa só desapareceu perto do meio dia, o que permitiu a descida dos aviões. A delegação recebeu visita de torcedores de Porto Alegre, Caxias do Sul, Santa Maria, Fortaleza, Mar del Plata, entre outras cidades. Mas poucos quiseram se arriscar no cassino que fica dentro do hotel, à direita de quem entra.

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Zini e Boaz falam sobre o jogo entre Huachipato e Grêmio

18 de abril de 2013 3

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Koff vê jogo com atletas e Luxemburgo

18 de abril de 2013 2

Um dos amplos salões do andar térreo do Hotel Sonesta Concepción recebeu um público especial às 22h de quarta-feira: os jogadores gremistas, toda a comissão técnica e o presidente Fábio Koff. No cardápio, sucos, pães frutas, café e a partida entre São Paulo e Atlético-MG (2 a 0) pela Libertadores. Duas telas gigantes, com cadeiras estofadas em volta, exibiram o jogo decisivo.

A atenção não estava só no jogo em São Paulo, mas também na partida contra o Huachipato, em Talcahuano. Koff, Vanderlei Luxemburgo e os atletas conversaram muito, comentaram as imagens que rolavam nas duas telas, falaram do jogo do Grêmio desta noite, dos outros desta fase e lembraram momentos da atual Libertadores.

Koff, que havia sido convidado para participar de um jantar à base de peixes e vinhos nobres da região com os dirigentes do Huachipato, ficou no hotel. Misturou-se aos jogadores, conversou com todos, falou da sua experiência na Libertadores e projetou o Grêmio na competição.

— Foi um encontro muito legal, proveitoso mesmo, o que mostra com o ambiente no clube é bom. Tenho a certeza que faremos uma grande atuação no Chile — falou o diretor executivo Rui Costa.

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Os dois mosqueteiros tricolores

17 de abril de 2013 9

Fanáticos pelo Grêmio, Celso Corrêa, 58 anos, (na foto acima à esquerda), e Luís Carlos Schroeder, 55, não medem distância para estar perto do time. Os dois são gaúchos e estão aposentados.

Corrêa saiu de Porto Alegre com a delegação, segunda-feira. Schroeder viaja desde Fortaleza. Deixou o Brasil no mesmo dia. Seguiram junto para Talcahuano no mesmo voo nesta quarta-feira, ambos com a camisa do clube:

— Gastei as minhas milhas entre o Brasil e o Chile e fiz o trajeto interno usando o cartão. Vou pagar em várias vezes. Dinheiro bem gasto — brinca Schroeder.

— Estou sempre ao lado do Grêmio. Conheci o Fábio Koff na viagem. Me emocionei. O Vanderlei Luxemburgo nos aproximou. Eu fui apresentado ao Luxa no ano passado. Já ganhei a viagem — admite Correa.

Schroeder mora no Ceará desde 2012. Acompanha o Grêmio pela TV e internet.

— Começo o meu dia clicando a zh.com em busca do noticiário do Grêmio. É meu vício.

Ele gosta de viajar e leva o clube consigo:

— Na minha mala tem caneta, chaveiro, distintivo, calendário, tudo do Grêmio. Por onde passo deixo um pedacinho do meu time. Estive na Alemanha, na cidade de Ulm, onde moram amigos, e adesivei bares e restaurantes. Tá lá, o distintivo do meu Tricolor.
Corrêa não quis dar uma volta na noite de Santiago na terça-feira. Ficou no hotel. Tinha um compromisso.

— Você pode não acreditar, mas assisti a um vídeo de um jogo do Huachipato. Não gostei muito. Dá para ganhar. Mas é um time que chega junto, viril. Será preciso atenção.

Os dois prometeram ir junto ao jogo nesta quinta-feira. Esperam outros gremistas. Antes, Schroeder promete caminhar por Talcahuano:

— Quero colocar um adesivo em algum bar. Os chilenos são muito bacanas. Vão entender a minha paixão

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Uma cidade com medo de tsunamis e terremotos

17 de abril de 2013 0

No centro sul do Chile, banhada pelo Oceano Pacífico, com temperatura média de 13ºC, Talcahuano (se diz talcauano), faz parte da província de Concepción, com 52% de mulheres na população de 1,3 milhão de pessoas e um florescente centro comercial, industrial e universitário.

Capital provincial, a cidade de Concepción, a maior da área, já foi quase destruída por terremotos quatro vezes desde 1730. Num deles, foi reconstruída vários quilômetros de distância da origem.

Os 180 mil habitantes da cidade-sede do Huachipato, dono de uma torcida pequena, fiel e ruidosa, adversário do Grêmio nesta quinta-feira, não esquecem 2010. Num sábado, 16 de fevereiro, às 3h34min, um terremoto seguido por um tsunami sacudiu a região. Dias depois, sem água, comida, eletricidade e telecomunicações, com ruas, estradas e trilhos de trem obstaculizados, casas em escombros e parte da população nas ruas, começaram as discussões, as brigas, os saques em lojas, shoppings e supermercados.

Houve mortos e feridos. O exército foi chamado, decretou toque de recolher e Talcahuano foi denominada zona especial de catástrofe.

Dois anos depois, a cidade ainda se recupera do desastre climático. O medo dos tsunamis é real.

A professora Carla Rodríguez, 30 anos, diz que todos os dias se confronta com os danos causados pelos tremores de 2010. Mas não vive assustada.

- Claro, sentimos o impacto do último, foi muito duro e triste, mas não podemos pensar em tsunamis todos os dias. Não viveríamos.

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Dida, Mello e o café da manhã

17 de abril de 2013 4

O goleiro Dida “madrugou”. Antes das 9h já procurava seu primeiro copo de suco da manhã, junto com uma generosa taça de café com leite. Ele foi o primeiro jogador do Grêmio que despertou na manhã agradável de 10 graus centígrados em Santiago. Os outros começaram a aparecer no saguão perto das 10h.

— Bateu a fome — disse Dida, sempre quieto, sempre na dele.

Depois do goleiro titular, desceu dos andares superiores do Hotel Hilton Garden, no meio do caminho entre o aeroporto e o centro da Capital, o preparador físico Antônio Mello. Ao ser avisado que o café da manhã é muito bom, com sucos, frutas, cereais, pães variados, croissants com ar francês e muffins no melhor estilo norte-americano, Mello desejou bom-dia a todos e foi em direção à sala especial reservada aos gremistas.

— É de um bom café que eu preciso.

Na porta de entrada do hotel, um grupo de funcionários do clube já organizava os mais de 950 quilos de bagagem que seguiria com o Grêmio para Talcahuano. O motorista de micro-ônibus ajudava na transferência da bagagem.

— Mais um voo, mais um carregamento. Ainda faltam alguns até a volta para Porto Alegre — brincava Cristiano Brum.

O voo do Grêmio para o interior do Chile, onde joga com o Huachipato, às 22h de quinta-feira, estava marcado para às 12h20min.

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Dois torcedores gremistas no Chile

16 de abril de 2013 3

Dois solitários torcedores gremistas aguardavam a chegada do time nesta terça-feira em Santiago, no CT da Universidade do Chile. A portoalegrense Juliana Vilalba, 39 anos,e o chileno Roberto Henriquez, 38, esperavam os jogadores enrolados numa bandeira tricolor. Ela com a ca missa do time:

- Eu ensinei o Roberto a gostar do Grêmio.

- Em troca, ela passou a torcer pela Universidad de Chile.

De mãos dados, os dois fizeram cara de triste quando disseram que não poderiam ver o Grêmio em Taucahuano.

- É longe e é caro -diz ela.

Juliana e Roberto namoram desde 2011, mas ela decidiu se mudar para o Chile no final do ano passado. Acompanham os jogos pela Internet,

- Já se o escore – fala Juliana.

- Eu também, 1 a 0, gol de Vargas, ex-jogador da Universidade de Chile – garante Roberto.

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Os detalhes da chegada gremista ao Chile

16 de abril de 2013 7

Uniformes

A delegação do Grêmio desembarcou em Santiago com mais de 950 quilos de bagagem. Um ônibus foi contratado só para levar o material até o hotel Hilton, onde o grupo de jogadores está hospedado. Vieram três jogos de camisas tricolores e três jogos do uniforme número 2, o branco. Há jaquetas e calças de abrigos especiais para o frio, dezenas de chuteiras e tênis.

Insônia

O presidente Fábio Koff não consegui dormir em São Paulo. Passou a noite acordado. Perto das 4h da manhã, ligou para o assessor de futebol Marcos Chitolina. Uma hora depois já estava no aeroporto, pronto para embarcar para o Chile. Então, aproveitou um voo de mais de três horas e sem turbulência e compensou o sono perdido no Brasil no conforto da primeira classe.

Avião

Os jogadores viajaram ao lado de passageiros comuns no trajeto entre São Paulo e Santiago. O chileno Vargas, que é chamado de Edu Vargas no seu país, foi o mais festejado. Distribuiu autógrafos e sorriu nas fotos. O atacante é uma pessoa tímida, fica na dele, não conversa muito.

Desconforto

A viagem do Grêmio foi muito cansativa. A delegação deixou Porto Alegre na segunda-feira perto das 20h, chegou em São Paulo uma hora e meia depois. Acomodados no hotel depois das 22h, os jogadores precisaram acordar muito cedo, perto das 4h para pegar o voo às 7h para o Chile. Desembarcaram no Chile perto das 11h e foram direto para o hotel. Nesta quarta-feira tomam outro avião para Talcahuano, terra do Huachipato.

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Arena não receberá primeiros jogos do Grêmio no Gauchão

10 de janeiro de 2013 41

Os dois primeiros jogos do Grêmio no Gauchão não serão na Arena. O motivo é o gramado do novo estádio gremista, que ainda não está 100%.

As partidas contra Canoas, dia 24, e Santa Cruz, dia 27, podem ser disputadas no Olímpico ou até mesmo em um terceiro estádio.

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Treinador com currículo e em busca de um time

26 de março de 2012 9



Foto Andrea Graiz/Agência RBS



O Grêmio faz um time por ano, às vezes dois, na última década conheceu bem mais do que 20. A torcida não tem paciência, os dirigentes se movem pela impaciência dos fãs e os treinadores caem como zagueiros em goleadas. Agora, pela primeira vez em muito tempo, com Vanderlei Luxemburgo, chega um técnico vencedor, de currículo e há raras discussões quando ao saber de um “professor”. O time tem técnico. Soma seis vitórias em sete jogos.

O treinador, porém, ainda não tem uma grande equipe ao seu alcance. Todos sentem, da arquibancada ao banco de reservas, passando pelos adversários. Futebol é continuidade. Ao vencer o bom Cruzeiro (2 a 1), ontem, num gramado ruim, em Novo Hamburgo, graças a um gol de Marcelo Moreno, depois de um polêmico pênalti aos 53 minutos de jogo – onde até a BM entrou em ação, radical, pois usou até gás de pimenta contra os jogadores –, o Grêmio exibiu problemas antigos, de outros tempos com outros treinadores. O empate seria o resultado justo. A vitória mantém o 100% no Gauchão.

Leandro Vuaden conseguiu desagradar os dois lados, especialmente por permitir jogadas violentas. Não lembra o árbitro Fifa de outras temporadas. A defesa gremista continua inconsistente (Victor fez duas grandes defesas no Vale dos Sinos), os zagueiros sofrem com a bola pelo alto (de onde nasceu o gol de empate de Davidson) e os laterais não conseguem bom acabamento nas jogadas ofensivas (Gabriel não reencontra a forma perdida ainda em 2010). O meio-campo se move, marca, mas não cria (Léo Gago ainda não se encontrou e a lentidão de Marquinhos atrasa tudo) e o ataque, dependente de Kleber (o melhor jogador da temporada gremista), perde força com a má fase de Marcelo Moreno.

O Grêmio começou com um losango, com Fernando, autor do gol e o melhor em campo, como volante, ao lado de Souza e Léo Gago e com três atacantes, Bertoglio, Kleber e Moreno. Perdeu Kleber no segundo tempo, depois de uma entrada dura do zagueiro Léo Carioca. Sem o atacante, o argentino encostou em Moreno. O resultado foi nulo. A entrada de Leandro não mudou nada, nem a de André Lima.

O Grêmio não rendeu bem, foi dominado pelo Cruzeiro em boa parte do segundo tempo. As carências são as mesmas de 2011 e 2010: dois zagueiros e uma meia capaz de pensar o time e organizá-lo. A base existe, falta qualidade. A boa notícia é que Paulo Pelaipe sabe onde vivem as carências. A má é que a janela da Europa só abre em agosto. Luxemburgo precisa acertar o time com o grupo disponível, não há reforços à vista e um Gre-Nal deverá definir a Copa Farroupilha. Campeão do primeiro turno, o Caxias espera o vencedor do returno.

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Os gols de João Paulo

13 de janeiro de 2012 13

No dia da apresentação do meia Marcos Aurélio, contratado junto ao Coritiba, o outro meia, criado no Beira-Rio, João Paulo, 20 anos, marcou um gol no time reserva, que venceu o Gramadense, recheado com jogadores sub-18, por 3 a 0, num jogo-treino de 60 minutos. É o segundo em dois treinos consecutivos. Rápido e veloz, sem medo de grande área, lugar dos seus dois gols, João Paulo começa a ganhar mais espaço no grupo.

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Inter testará duas bolas em Gramado

07 de janeiro de 2012 22

O Inter testa às 16h deste sábado o gramado do Estádio dos Pinheirais. Será o primeiro treino com bola em Gramado. A manhã foi dividida entre academia e corridas na grama.

Foram investidos R$ 11 mil no gramado, que ganhou a consultoria da agrônoma Maristela Kuhn, que presta serviços à FIFA e é responsável pela grama do Olímpico e Beira-Rio,

O gramado está mais fofo. Foi perfurado, ganhou areia e está mais nivelado. As duas áreas ganharam grama nova. As reformas começaram em novembro passado.

O Inter trouxe um carregamento de 60 bolas, 30 que serão usadas no Gauchão, 30 na Libertadores. Os jogadores devem falar sobre a qualidade de cada uma depois dos treinos. João Paulo foi escalado para a entrevista coletiva.

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