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Posts na categoria "Regional"

Treinador com currículo e em busca de um time

26 de março de 2012 9



Foto Andrea Graiz/Agência RBS



O Grêmio faz um time por ano, às vezes dois, na última década conheceu bem mais do que 20. A torcida não tem paciência, os dirigentes se movem pela impaciência dos fãs e os treinadores caem como zagueiros em goleadas. Agora, pela primeira vez em muito tempo, com Vanderlei Luxemburgo, chega um técnico vencedor, de currículo e há raras discussões quando ao saber de um “professor”. O time tem técnico. Soma seis vitórias em sete jogos.

O treinador, porém, ainda não tem uma grande equipe ao seu alcance. Todos sentem, da arquibancada ao banco de reservas, passando pelos adversários. Futebol é continuidade. Ao vencer o bom Cruzeiro (2 a 1), ontem, num gramado ruim, em Novo Hamburgo, graças a um gol de Marcelo Moreno, depois de um polêmico pênalti aos 53 minutos de jogo – onde até a BM entrou em ação, radical, pois usou até gás de pimenta contra os jogadores –, o Grêmio exibiu problemas antigos, de outros tempos com outros treinadores. O empate seria o resultado justo. A vitória mantém o 100% no Gauchão.

Leandro Vuaden conseguiu desagradar os dois lados, especialmente por permitir jogadas violentas. Não lembra o árbitro Fifa de outras temporadas. A defesa gremista continua inconsistente (Victor fez duas grandes defesas no Vale dos Sinos), os zagueiros sofrem com a bola pelo alto (de onde nasceu o gol de empate de Davidson) e os laterais não conseguem bom acabamento nas jogadas ofensivas (Gabriel não reencontra a forma perdida ainda em 2010). O meio-campo se move, marca, mas não cria (Léo Gago ainda não se encontrou e a lentidão de Marquinhos atrasa tudo) e o ataque, dependente de Kleber (o melhor jogador da temporada gremista), perde força com a má fase de Marcelo Moreno.

O Grêmio começou com um losango, com Fernando, autor do gol e o melhor em campo, como volante, ao lado de Souza e Léo Gago e com três atacantes, Bertoglio, Kleber e Moreno. Perdeu Kleber no segundo tempo, depois de uma entrada dura do zagueiro Léo Carioca. Sem o atacante, o argentino encostou em Moreno. O resultado foi nulo. A entrada de Leandro não mudou nada, nem a de André Lima.

O Grêmio não rendeu bem, foi dominado pelo Cruzeiro em boa parte do segundo tempo. As carências são as mesmas de 2011 e 2010: dois zagueiros e uma meia capaz de pensar o time e organizá-lo. A base existe, falta qualidade. A boa notícia é que Paulo Pelaipe sabe onde vivem as carências. A má é que a janela da Europa só abre em agosto. Luxemburgo precisa acertar o time com o grupo disponível, não há reforços à vista e um Gre-Nal deverá definir a Copa Farroupilha. Campeão do primeiro turno, o Caxias espera o vencedor do returno.

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A dupla Gre-Nal em ação na Copa (XI)

08 de julho de 2010 7

Brasileirão – Aos esquecidos, o Grêmio (12º) está distante oito pontos do líder Corinthians, já o Inter (15º) vive 10 pontos longe do primeiro lugar. Mas a Dupla está mais perto da zona de rebaixamento, dois ponto dos azuis, um dos vermelhos, do que da zona da Libertadores 2011.

Rio – O ex-volante Emerson, Grêmio, Seleção, Real Madrid, entre outros, deve ser o novo gerente de futebol do Flamengo.

Urna – O consenso entre situação e os diferentes grupos de oposição nas eleições presidenciais do Grêmio em dezembro é quase impossível.

Passado – O Grêmio 2010 vive em cima de nomes, ainda não alcançou a esperada fase de projetos.

Jogo-treino – Dagoberto fez dois gols na vitória do São Paulo sobre o Pão de Açúcar (4 a 2). Fernandão e Jorge Wagner completaram a goleada.

Euros – A Lazio diz que pode pagar R$ 20 milhões por Hernanes. O São Paulo pensa no negócio.

180 minutos –
Contra Peñarol, em Rivera, e Cerâmica (jogo-treino), o Inter de Celso Roth não marcou um gol sequer.

Aplausos – É impressionante o carinho da torcida colorada para com Paulo César Tinga.

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Histórias de Bebeto, o Canhão da Serra

14 de maio de 2010 12

No texto do jornalista Lucas Scherer, autor de Bebeto, O Canhão da Serra (Passo Grafic, 160 pág, R$ 24,90), que será lançado quarta-feira em Passo Fundo, o goleiro Manga definiu Bebeto (1946-2003) após sofrer três gols num treino no Beira-Rio:

– Acho que esse cara comeu sabiá. Ele chuta a bola de qualquer jeito e quando a gente vê está lá dentro do gol.


Um dos ícones do futebol gaúcho, famoso pela violência do seu chute de pé direito, Bebeto (na foto acima entre Everaldo e Ancheta) jogou em 11 times – Grêmio (1970 e 1971) e Inter (1968, 1976 e 1977) – marcou 395 gols (173 só no Gauchão) em 744 jogos.

Natural de Soledade, Alberto Vilasboas dos Reis é o maior artilheiro da história do Gaúcho, de Passo Fundo, e goleador do Caxias no Campeonato Brasileiro.

O design da capa (à direita) é do colega Gonza Rodriguez.

 

:: Abaixo, algumas histórias de Bebeto, segundo o autor do livro:

Nas fotos acima, Bebeto com as camisas da Dupla e no Gaúcho, cumprimentando Figueroa
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Jogo Gaúcho 2×2 Grêmio, em 25/2/1968:

Este foi o “jogo do pai do Bebeto”. O Gaúcho perdia até os 43 minutos do segundo tempo, quando Meca cruzou da direita para Bebeto empatar. A bola bateu no travessão, na rede e nos ferros de sustentação da trave para finalmente tocar o gramado depois da linha do gol e ser agarrada pelo goleiro gremista Arlindo. O gol legítimo foi confirmado pelo bandeirinha.

Aí começou a confusão.

Arlindo, ainda segurando a bola, e o capitão gremista Sérgio Lopes foram reclamar a validade do gol. O árbitro da partida, prevendo problemas, tentou se proteger na mesa onde estava o delegado da Federação Gaúcha de Futebol. Lá também estava Aparício dos Reis, pai de Bebeto e delegado de polícia, que tinha problemas de visão. Ele cometeu dois erros: primeiro, pensou que o gol havia sido anulado pelo árbitro; segundo, que Arlindo, o goleiro gremista vestido todo de preto, fosse o árbitro. O delegado acertou então um tapa no rosto de Arlindo. Nisso, seu casaco abriu, aparecendo o revólver.

A confusão logo foi controlada, mas a imprensa de Porto Alegre deu uma versão diferente: o pai de Bebeto, de arma em punho, teria invadido o campo e dado um tiro para o alto, forçando o árbitro a validar o gol irregular do time da casa. Já  para a revista Placar não houve tiro, mas seu Aparício teria colocado o revólver na cara de Arlindo para que ele não reclamasse da legitimidade do gol.

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Jogo Gaúcho 7×1 Santa Cruz, em 30/3/1969

A torcida que foi ao estádio Wolmar Salton naquele domingo assistiu àquela que é considerada a melhor atuação de Bebeto pelo Gaúcho: quatro gols na vitória por 7-1 sobre o Santa Cruz.

Os gols do Canhão: aos 16 minutos do primeiro tempo, escanteio para o Gaúcho. Bebeto cabeceou no canto direito do goleiro. Gaúcho 1-0. Aos 28 minutos: Bebeto foi lançado por Zangão às costas do zagueiro Gildo e chutou na saída de Lory. Gaúcho 2-0. Aos 12 minutos do segundo tempo: Honorato matou a bola no peito e lançou para Bebeto, que bateu firme. Gaúcho 4-1. Aos 30 minutos do segundo tempo: Luiz Antônio subiu ao ataque e lançou Meca, que tocou na área; Flávio dominou e fez a assistência para Bebeto chutar forte. Gaúcho 6-1.

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Jogo Gaúcho 2×1 Internacional de São Borja, 13/6/1976 (O FAMOSO JOGO DA REDE FURADA PELO CHUTE DE BEBETO)

O jogo em si não teve muita importância, mas o segundo gol de Bebeto foi um daqueles lances folclóricos.

Pênalti a favor do Gaúcho. Na cobrança, o atacante chutou a bola com tanta violência que furou a rede do gol defendido por Luiz Alberto. A cena do árbitro Rui Cañedo consertando a rede ficou imortalizada e deu ainda mais força à mística do “Canhão da Serra”.

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Jogo Gaúcho 2×3 Grêmio, pelo Gauchão de 1976 (CEJAS NÃO VIU A BOLA…)

Talvez esta tenha sido a melhor apresentação do Gaúcho contra a dupla Gre-Nal. O técnico Adair Bicca montou um bom esquema de marcação, não dando liberdade a nenhum jogador gremista. O Grêmio só conseguiu marcar o gol da vitória aos 44 minutos e meio do segundo tempo.

O gol mais fantástico daquela tarde viria um pouco antes. Pedro atraiu a defesa do Grêmio e lançou Roberto, que chutou. A bola bateu na zaga e subiu. Ao vê-la cair, Bebeto acertou um voleio “com uma violência indescritível”, como lembra a crônica da partida publicada no jornal O Nacional. A bola entrou no ângulo esquerdo de Cejas: Gaúcho 2-1. O goleiro argentino diria:

— ¡Ni vi! ¡Ni vi! (Nem vi! Nem vi!)

Mas a sorte pararia de sorrir para o Gaúcho. Quatro minutos depois, em uma cobrança de escanteio, a bola sobrou para Eurico, que chutou forte de fora da área. A bola bateu no travessão e no rebote tocou nas costas de Ronaldo, entrando no gol: 2-2. Faltando 30 segundos para o fim do jogo, o golpe fatal. Eurico cobrou falta da meia-direita gremista. Alcino ganhou no alto e cabeceou no ângulo esquerdo de Ronaldo.

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Jogo Flamengo 1×1 Caxias, Brasileiro de 1978

As mais de 27 mil pessoas que foram ao Maracanã ver Zico, Carpegiani, Júnior e Adílio assistiram a um show de Bebeto.

O Canhão abriu o placar com um chute de fora da área, depois de receber um passe de Luiz Freire. Zico empatou. Bebeto ainda teve a chance de dar a vitória ao Caxias. Só que a bola acertou o travessão de Cantarelli, aos 38 minutos do segundo tempo.

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Uma história do tempo em que esteve no Inter em 1976-1977

Bebeto foi vendido pelo Caxias ao Inter no final de 1976. Sua contratação, um pedido do técnico Rubens Minelli, foi anunciada no dia da conquista do bicampeonato brasileiro sobre o Corinthians. Bebeto era o primeiro reforço do Inter que tentaria o tri brasileiro e o inédito título da Libertadores da América em 1977.

O sonho de disputar os títulos nacional e da América deu espaço à frustração em poucos dias. Bebeto viu a repetição do que acontecera em 1968. Minelli pediu demissão e foi substituído por Carlos Castilho, que estava no Operário de Campo Grande.

A concorrência no ataque colorado era forte. O titular era Dario, o Dadá Maravilha, artilheiro do campeonato brasileiro de 1976. Bebeto lutou por um lugar. Em um coletivo marcou três gols no empate por 6-6 entre titulares e reservas, deixando o goleiro Manga (que abominava sofrer gol do time reserva) furioso. Inexplicavelmente, Bebeto acabou sendo a quarta opção de Castilho para o ataque, atrás ainda de Pedro, seu ex-companheiro de Gaúcho, e de Joãozinho Paulista.

Novamente pouco aproveitado, e sem jogar nenhuma partida oficial, o Canhão da Serra voltou para o Caxias no final de março de 1977.

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:: Gols por competições

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Nota oito para árbitro de Grêmio x Pelotas

13 de abril de 2010 103

A Comissão de Arbitragem da FGF deu nota oito ao árbitro Fabrício Corrêa, que apitou o polêmico Grêmio e Pelotas (1 a 2, foto acima).

Fabrício foi muito questionado por alguns lances da partida da última quinta-feira:

1. O Grêmio reclamou um pênalti em Jonas na etapa incial.

2. Os azuis acharam que Clodoaldo “cavou” o segundo pênalti pelotense, em jogada com Mário Fernandes.

- Você concorda com a avaliação?

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A propósito

Por falar em árbitros e Gauchão, o trio de ouro da arbitragem local, Carlos Simon, Leandro Vuadem e Leonardo Gaciba, entra no sorteio para apitar os Gre-Nais decisivos do Gauchão, se o Inter vencer o Pelotas, domingo, na final da Taça Fábio Koff.

A ideia é reservar o segundo clássico, o decisivo, que seria disputado no Estádio Olímpico (2 de maio), para Carlos Simon.

Depois ele entra em ritmo de Copa.

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Faltou gana ao Grêmio de Silas

09 de abril de 2010 141

O Grêmio entrou em campo com dois metros de salto alto. Imaginou a vitória, fácil, barbada, antes de pisar na boa grama do Olímpico. Pensou que nem precisava correr, pegar, suar dois litros a mais da cota normal. Quando se deu conta, estava 2 a 1.

Claro que o atrapalhado árbitro Fabrício Correa ajudou.
Viu pênalti no peixinho de Clodoaldo. Mário Fernandes afirmou, depois do jogo, que tocara no jogador pelotense. Mas ainda fico com a minha impressão, a de que não houve a penalidade. O erro de Correa não serve como justificativa. O Grêmio se abateu. Levou a vaia de 2010. Nem antes, nem no meio dos 90 minutos. Depois, correta ação. A vaia é arma letal do fã.

O Grêmio jogou a sua pior partida da temporada. O Pelotas fez a melhor. O Pelotas tem time inferior. Mas sua vontade foi superior. Ganhou de virada, com dois gols de pênalti. A torcida pelotense fez a festa do seu ano longe da Boca do Lobo.

Silas não conseguiu explicar a derrota. Nem o mau futebol, nem a ausência de jogadas ensaiadas. Depois de 90 dias, o Grêmio não tem uma só jogada forte. Se você sabe, diga aí.

A folha de pagamento dos azuis roça os R$ 4 milhões a cada 30 dias. A do adversário mal chega aos R$ 150 mil mensais. O resultado espanta, especialmente porque a campanha do Grêmio era irrepreensível. Caiu uma invencibilidade de 51 jogos, uma sequência de 15 vitórias. É um dano sério na confiança do time. Sua próxima performance na Copa do Brasil será uma grande incógnita. O Avaí é superior ao Pelotas. Creia.

Não vá pensar que o Grêmio é o pior entre os piores depois de ser batido pelo Pelotas. Não é. Pode buscar os últimos números. O que espanta é a facilidade com que o Pelotas venceu e como os comandados de Silas se abateram.

O Grêmio, mal, muito mal, teve quase 15 minutos para empatar. Não criou uma só situação de gol neste tempo todo. Foi um amontoado.

A derrota, antes de tudo, mostra, outra vez, o fracasso na contratação dos medalhões. Com Bergson e Maylson, o time ganhava. Com Hugo, fora de forma, e Leandro, sem ritmo, o time afundou. Mithyuê, que sempre entrou bem, não foi sequer lembrado.

Na partida, Fábio Santos não acertou uma só jogada de ataque. Uma só, eu vi, eu contei. Do outro lado, Edilson fez algo parecido. Ferdinando se perdeu, ajudado pelo péssimo jogo de Willian Magrão. Douglas caminhou em campo e ainda exibiu um comportamento de juvenil ao chutar uma bola contra o bandeirinha. Foi expulso. Sua atitude foi uma vergonha. Ele mostrou um lado que ainda estava oculto, ao menos em Porto Alegre.

O Inter entregou a Taça Fernando Carvalho ao Grêmio ao perder no Beira-Rio. O Grêmio cede a Taça Fábio Koff ao rival depois de patinar no Olímpico. Eles podiam trocar de Copa. Na troca de gentilezas, sentados, poderiam repensar o ano de cada um.

Existem certas noites que o torcedor precisa esquecer. Pensar.

Se perguntar:

- Será que é com este time que eu vou? – devem estar pensando os gremistas.

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A noite em que o futebol pediu licença no Vale: Noia e Inter fazem o jogo do ano

08 de abril de 2010 54

No melhor jogo da temporada, cerca de três meses de futebol, quartas, quintas e domingos, Novo Hamburgo e Inter alcançaram o topo. Fizeram a melhor, a mais eletrizante e imprevisível partida dos últimos cem dias. Precisaram de seis gols, 90 minutos e 10 pênaltis para garantir um nome na semifinal da Taça Fábio Koff. Poderia ser qualquer um. Deu Inter porque acertou o décimo pênalti.

O Inter, que espera o Ypiranga com força máxima, sábado, festejou. Os jogadores se abraçaram. Os dirigentes respiraram. O Gauchão ainda é real.

O Inter quer a Libertadores, esnoba o Regional,
mas no fundo não dispensa o saboroso gosto de mais um título. O Gre-Nal é a meta.

O Inter não foi bem outra vez. Não pelo ataque, mas pelo sistema defensivo, pelos três gols que um nervoso e irreconhecível Abbondanzieri sofreu – depois se recuperaria defendendo o último pênalti da série de cinco do Noia. O próprio argentino, sincero, criticou sua atuação nas entrevistas finais.

A defesa foi o ponto fraco da noite no Vale dos Sinos.
Sandro e Guiñazu foram envolvidos, não receberam a melhor colaboração de D’Alessandro, que não consegue organizar uma só jogada ofensiva, e Giuliano.

Alecsandro foi um dos melhores na decisão, dois gols (um golaço, como o de Walter), assistência, movimentação. Chutes de fora da área, de onde nasceram dois gols do Inter, são raros no nosso futebol. Mas quem arrisca, sempre faz. A falta de jogadas laterais, especialmente no segundo tempo com a saída de Kléber, prejudicou tanto a defesa quanto o ataque.

Jorge Fossati tenta solidificar seu 4-4-2 (ou 4-2-2-2) depois de três meses envolvido com o 3-5-2. Precisa de sequência, necessita também que Índio e Bolívar entrem em forma, que Guiñazu guarde posição, que D’Alessandro resolva jogar, que Giuliano recupere o futebol de 2009. Se o quinteto crescer, o Inter vai junto.

Se era o azar que incomodava o Inter, a zica sumiu.
O Ypiranga bateu o favorito Caxias, algoz do Inter, semanas atrás, no Centenário, e precisa jogar no Beira-Rio. Até o favoritismo voltou, não para o Clássico, que raramente tem, mas para vencer o time do Interior e disputar, quem sabe, o segundo Gre-Nal de 2010.

E Gre-Nal, seja entre azuis ou vermelhos, é sempre bem-vindo. O futebol agradece. Se ele vier, se for igual a Noia e Inter (3 a 3), se reunir a mesma energia, será excelente, a melhor notícia do ano para quem gosta de futebol.

Que venham mais 10 pênaltis!!

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Taça à espera de um tricampeão

07 de abril de 2010 1

Só o clube que for campeão por três vezes, seguidas ou alternadas, receberá em definitivo o troféu de campeão gaúcho criado pelo engenheiro Nilmar Tomasi.

A taça recebida em 2009 pelo Inter volta este ano para a sede da FGF. O campeão de 2010 terá direito a uma réplica com 70% do tamanho da original.

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Uma rodada 100% decisiva

03 de abril de 2010 3

Todos os oito confrontos da última rodada da Taça Fábio Koff, segundo turno do Gauchão, amanhã, às 16h, valem alguma coisa.

Serão 90 minutos intensos no RS. Veja as ambições de cada time e faça suas apostas:

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São José e Pelotas –
Vale vaga nas finais e Série D para o Pelotas. O Zequinha está classificado nas duas.

Inter e Universidade
– Lutam por vaga nas finais.

São Luiz e Caxias
– Com Caxias classificado, o São Luiz briga, mas depende da derrota do Pelotas e que Inter ou Universidade vença seu jogo.

Santa Cruz e Veranópolis – O Veranópolis necessita da vitória e ainda de uma combinação de resultados: derrota do Pelotas e Inter e Universidade não podem empatar. O Santa Cruz está fora.

Esportivo e Novo Hamburgo – O Esportivo tenta fugir do rebaixamento. O Noia, classificado, busca uma vaga na Série D do Brasileiro.

Juventude e Grêmio – Com Grêmio garantido, o Ju procura vaga nas finais da competição.

Porto Alegre e Avenida – O Avenida pode ir às finais, mas os dois tentam fugir do rebaixamento.

Ypiranga e Inter-SM – As duas equipes têm chances de avançar para a próxima fase.

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Para Paulinho, futebol começou aos 19

02 de abril de 2010 15

O lateral-esquerdo Paulinho (abraçado pelos companheiros na foto), é um dos destaques do Gauchão pelo Novo Hamburgo e está sendo observado pela Dupla e por times do Brasileirão.

Até os 19 anos, Paulo César Elias, hoje com 25, nunca havia pensado em ser jogador profissional. Talvez porque a realidade de boia-fria, nas lavouras de café de Guaranésia, no interior de Minas Gerais, não o permitisse pensar tão alto.

E você, leitor, conhece outras histórias de jogadores que encararam o futebol como profissão um pouco mais tarde que o padrão?

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Invencibilidade esconde dúvidas no Grêmio

28 de março de 2010 112

Vencer, o Grêmio vence. Bateu o Esportivo (2 a 0), alcançado seu 50º jogo sem perder no Olímpico. Façanha, partida histórica que merecia mais que as 10 mil pessoas que se acomodaram no estádio no final da tarde do domingo chuvoso.

O fã não entendeu assim. Tratou o Esportivo como um adversário qualquer.  Imaginou ingenuamente que 50 jogos invictos se conseguem em todas as temporadas.

Ao vencer mais uma no Gauchão, o Grêmio prova que anda sobrando na competição. Faz a melhor campanha, os números estão ao seu lado. É o grande líder.

O Esportivo exigiu pouco, quase nada, é um dos times mais fracos do campeonato. O Grêmio é que não jogou nada de especial. Ficou no básico. Jogou bem menos do que na quarta passada, quando o Novo Hamburgo sentiu o melhor Grêmio da temporada. Jogou o suficiente para superar Esportivo, onde o goleiro Caio brilhou. O time de Silas ainda deve exibições mais qualificadas, resultados mais sólidos, capazes de oferecer ao torcedor uma confiança superior na Copa do Brasil.

Gauchão engana, não é norte, nem parâmetro.
Mas Gauchão ajuda a organizar um time para competições superiores se o técnico souber trabalhar, olhar o futuro com os olhos de hoje.

Silas carrega o mérito de ter organizado um time em três meses. Seu time hoje tem cara e coragem. Tem um esquema definido, mas eu não vejo, por exemplo, jogadas ensaiadas e a equipe não marca mais gols de cabeça. A força aérea tricolor não sai do chão.

Mas o que Silas precisa entender, e a prática vai provar, é que alguns jogadores não serão de grande utilidade na atual temporada, como não tiveram na passada. Começo por Fábio Santos, Rafa Marques e Rochemback, que ganham chances importantes desde 2009 e não conseguem qualificar os titulares. Lembro de Ferdinando, Edilson e William, que a cada partida mostram que não somam nada de especial aos 11.

Ao insistir com os seus, Silas rouba espaço dos mais jovens. Lembro que Maylson, o melhor em campo, e Mithyuê, outro destaque, só ganharam oportunidades porque os titulares e os reservas imediatos se machucaram. Não é possível pensar num meio-campo sem Willim Magrão e Adilson, hoje suspenso.

Estranho a falta de gols de Jonas, tenho certeza de que William não será um goleador porque nunca foi um artilheiro na sua carreira. Silas não pode depender da dupla Jonas e William. Eles foram testados. Não superaram as expectativas. Jonas precisa de um novo companheiro enquanto Borges não volta.

Bergson merece uma oportunidade.
Não na meia, como nesse jogo. No ataque, mas aí vive William, que desceu no Olímpico conduzido pela mão de Silas.

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Inter precisa sacudir o vestiário inteiro

28 de março de 2010 73

Jorge Fossati continua. Fernando Carvalho segura o técnico.

O torcedor vaia o primeiro, pede a sua demissão, reclama do segundo, exige providências.

Em campo, os jogadores oferecem uma certeza ao fã. O Inter está à deriva. Perdeu em Caxias (2 a 0), depois de levar três do modesto São José no meio da semana. São seis jogos em série sem vitória. O bom futebol não aparece, o time competitivo da Libertadores sumiu.

O colorado é um grande ponto de interrogação. Ninguém sabe mais o que esperar, em quem confiar. Os problemas se sucedem. O esquema tático não dá certo, as individualidades não parecem. Fossati não consegue fazer o time jogar e o time não joga com Fossati.

Os dirigentes querem tirar o foco do Gauchão. Acenam com a Libertadores. Imaginam que em três dias, numa ação mágica, o Inter pode mostrar o que não está conseguindo em campo nas últimas semanas. Mais do que insatisfeito, o torcedor parece resignado com a má fase do time. Poucos acreditam que possa haver uma mudança radical em apenas 72 horas. A lógica diz que o futebol não vai aparecer. Mas o futebol é menos lógico do que eu imagino. Uma partida pode mudar tudo. O modesto Cerro uruguaio tem nome de vítima?

Fossati usou outra vez seu 3-5-2 na Serra. Perdeu. Mudou o esquema e perdeu de novo. O Caxias venceu com justiça, confiança e segurança. Jogou mais. Jogou como se fosse o time grande, mandou na partida, atacou e defendeu como e quando bem entendeu.

Entre os dois esquemas, o Inter mostrou jogadores dispostos, ninguém se escondeu, mas a má fase de alguns colorados espanta, assusta, não recomenda.

Kleber não acerta na lateral ou na ala, Bolívar está fora de forma, Sorondo, lento. Wilson Mathias não tem nada de espetacular, Nei e Bruno se equivalem na mesmice, Kléber Pereira não se parece mais com o centroavante matador que costumava ser. Guiñazu corre o campo inteiro sem orientação. Abbondanzieri joga perigosamente fora da grande área.

O Inter foi envolvido tática e tecnicamente pelo Caxias. Sua derrota não deixou dúvidas. A fase colorada é uma das piores dos últimos anos. Perder é do jogo. Mas levar cinco gols em 180 minutos de São José e Caxias é um sinal de que uma mudança será bem-vinda. Não parece que a culpa é apenas do técnico. Não é.

O Inter precisa sacudir o vestiário inteiro. Saber quem está muito interessado em jogar e quem está mais ou menos interessado em jogar. Quem vestiu a camisa do projeto da Libertadores, quem usa a camisa apenas como ornamento. O jogo com o Cerro é um recomeço, mas uma possível (e até provável) vitória não pode esconder todo esta jamanta de problemas.

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Argel, entre o jogador e o técnico

27 de março de 2010 11

Aos mais chegados, Argel confessa que seu temperamento é um mix de Felipão e Leão, dois de seus ídolos. Na beira do gramado, no entanto, ele se parece muito com o jogador temperamental que foi no Brasil e na Europa.

Argel é um técnico emergente. Sabe organizar um time. Seu conhecimento tático é evidente. Mas o seu comportamento na beira de campo é o de um jogador nervoso e instável. Argel ainda não consegue controlar suas emoções.

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Inter e Rio Grande em impasse por relíquia

17 de março de 2010 7

O Memorial do Sport Club Rio Grande não pretende se desfazer de um precioso documento datado de 23 de maio de 1909, onde o primeiro presidente do Inter, João Leopoldo Seferin, coloca o clube recém-fundado na Capital à disposição do Rio Grande para futuros jogos.

Helena Portela, responsável pelo Memorial, aceita emprestar a relíquia ao novo museu colorado para uma exposição, mas nega qualquer possibilidade de negócio.

Guardada num cofre, a carta é um dos raros documentos com a assinatura de Seferin.

O memorial tem um acervo de 5 mil itens catalogados, entre eles fotos raras de 1900 (como esta acima), que exibem os primeiros passos do clube mais velho do Brasil.

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Camisa de primeira, futebol de terceira

06 de março de 2010 110

O Grêmio de Paulo Silas não se firma. Não evolui. Patina. Depois de dois meses de trabalho, seu time é uma preocupação só. Um dos três maiores salários do clube, o opaco Hugo é o grande enigma do time.

O Campeão do primeiro turno ganhou do modesto Porto Alegre no Olímpico, 1 a 0 (gol de William), completou sua oitava vitória consecutiva, mas, outra vez, Victor foi o melhor em campo. É dele o mérito da vitória. Sem o goleiro, segurança de Seleção, o empate seria mais lógico.

Silas mereceu vaias. Decisão da torcida, não do cronista.

A vitória fez o Grêmio fechar 47 jogos sem derrota no Olímpico. É recorde gaúcho. O número merece reverência.

O futebol do Grêmio 2010 não ganha elogios. Serve para consumo interno, mas o Inter vem aí e a Copa do Brasil é sonho impossível, ao menos com performances semelhantes a deste sábado de verão.

A bela camisa, de listras largas e design arrojado, é a mais bonita dos últimos anos. O Grêmio acertou a mão. A Puma se puxou no desenho.

Os jogadores que a vestiram pela primeira vez fizeram a pior partida do ano. Algumas má atuações se repetem, como as do limitado Ferdinando e do desinteressado Hugo. Willian Magrão ainda não encontrou a sua melhor forma. Edilson decepcionou na segunda partida, Maylson não se firma, Rodrigo não é o grande zagueiro do lado esquerdo. Collaço continua tímido.

Silas ainda não acertou o time. Suas experiências continuam. O problema é no meio-campo, sem qualidade, habilidade. Não se vê um time organizado, com jogadas fortes, penetrações, tabelas, cruzamentos. O time está desestruturado. E Silas ainda imagina que com Rochemback e Fábio Santos tudo pode melhorar. Só na cabeça dele. Silas ainda não sabe o time que quer.

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Entre a defesa e o meio-campo gremistas

04 de março de 2010 47

Silas ainda está em fase de testes. Ele se exibe, ao mesmo tempo que apresenta seu grupo. Há certezas. Há mais incertezas que certezas apesar da Taça Fernando Carvalho, que vive no museu do Olímpico – assim como uma legítima Fábio Koff dorme no Beira-Rio desde a temporada passada.

Quem quiser se enganar pode esquecer que a decisão do primeiro turno foi contra o Novo Hamburgo, no Olímpico, e que o 1 a 0 azul foi um placar injusto.

Com dois meses de ação se pode crer que Silas não sabe arrumar defesa, ajustar meio-campo. Seu ataque, comandado por Borges, porém, merece aplausos.

Se Victor e Mário Fernandes são titulares certos, os outros três da zaga são enormes pontos de interrogação. Rafa Marques não aprova. A venda de Réver levou o clube às compras. Trouxe Maurício, Rodrigo e Ozeia. Não confio neles.

Vi Rodrigo, em Santa Cruz, e observei um zagueiro comum, amigo do chutão. Prefiro o garoto Saimon aos três. Como acho que Fábio Santos já ganhou todas as chances possíveis e jamais conseguiu jogar três boas partidas em sequência. Bruno Collaço é ainda muito jovem, mas merece novas oportunidades. Ninguém sabe o que Collaço pode fazer. Todos sabem o que Fábio Santos não pode fazer.

O meio-campo ainda é terra de ninguém. O time tem sete volantes. Os que jogaram mais, e não aprovaram, chamam-se Ferdinando e Rochemback. O segundo é um mistério. Um dos cinco maiores salários do clube não consegue marcar como um volante, nem criar como um meia. Ainda não sei o que ele faz em campo. Seu nome, seu salário, sua experiência pressionam Silas e ele continua errando mais do que acertando.

Adilson sabe marcar, tem mobilidade, mas erra todos os passes. Foi um jogador que não evoluiu de uma temporada para a outra. Precisa trabalhar mais com bola, assim como Willian Magrão ainda deve melhorar a sua condição física.

O menino Fernando, a grande revelação, não recebe as chances que merece porque Ferdinando foi escolha pessoal de Silas. Maylson quando entra vai bem, mas ainda não ganhou uma sequência de jogos, a mesma de Rochemback, por exemplo. Eu acho que Rochemback não vai jogar mais do que estamos observando a cada 90 minutos.

Eu formaria um trio com Adilson, Fernando e William Magrão, com Douglas, Jonas (Hugo) e Borges mais adiante. Na zaga, Victor, Mário Fernandes, Saimon, Rodrigo e Collaço.

Gostei da estreia de Edilson. Parece mais ala, mais atacante, mais bola no pé, menos marcador, menos concentrado na defesa. É preciso observar.

O que fica é que o Grêmio ainda precisa do grande zagueiro e do volante diferenciado. Ou aposta nos garotos, faz em casa, ou sai atrás de um Battaglia, do Boca, para patrulhar a zaga. Um experiente e qualificado volante funciona como professor também.

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Quem vai substituir Carvalho e Koff no Gauchão?

04 de março de 2010 81

A partir do ano que vem, as taças dos primeiro e segundo turnos do Gauchão não mais se chamarão Fernando Carvalho e Fábio Koff. Haverá uma alternância de nomes, um revezamento para homenagear outros grandes nomes do futebol do Estado.

Quem serão os agraciados em 2011? Ainda não se sabe. Mas a leitora Heloísa Pires já deu as suas sugestões:

“Deixo, aqui, a minha sugestão para os nomes da Taças do Gauchão do ano que vem: VICENTE RAO e SALIM NIGRI, respectivamente”.

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Primeiro Rei Momo de Porto Alegre, Vicente Rao fundou as primeiras escolinhas de futebol do Inter e foi o pioneiro na concepção de torcidas organizadas no clube. Jogador na década de 20, também criou a expressão “Rolo” para o grande time do Inter da década de 40.

Salim Nigri marcou seu nome no Grêmio. Torcedor apaixonado, fez surgir a primeira torcida organizada do clube. Foi por meio de uma faixa feita por ele com os dizeres “Com o Grêmio onde estiver o Grêmio” que Lupcínio Rodrigues completou o refrão do hino tricolor. Salim morreu na noite da última-segunda-feira, aos 83 anos.

Enfim, duas belas sugestões para estampar as taças do Gauchão de 2011. E você, também tem seus nomes preferidos?

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Filho de Silas também venceu no domingo

02 de março de 2010 2

No sábado, você só leu aqui no blog sobre o primeiro jogo do filho de Silas na Segundona gaúcha. Agora, você tem o resultado. Assim como o pai, o jovem jogador sorriu ao fim do domingo.

Nathan, 20 anos
, estreou nos 5 a 0 do SER Santo Ângelo sobre o Juventus, de Santa Rosa, nas Missões.

Jogou os 30 minutos finais, entrou na função de quarto homem do meio-campo e foi garçom de dois gols. O canhoto Nathan, que atua na ala e na meia, recebe passaporte comunitário nos próximos meses e planeja jogar na Europa em agosto.

Ontem, papai Silas estava orgulhoso.

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A Taça e suas realidades

01 de março de 2010 31

Título se comemora, não se pergunta. As maiores questões ficam para o dia seguinte, depois da festa, dos foguetes, das buzinas, da sequência de chopes.

Como foi?

O que foi?

A simbólica Taça Fernando Carvalho é do Grêmio. O tricolor superou o Novo Hamburgo. Fez 1 a 0 num belo gol de falta de Ferdinando, o volante que a torcida não gosta muito. Foi o gol salvador.

– Para mim o Grêmio está em primeiro lugar, é uma emoção muito grande vestir essa camisa e fazer um gol na final – disse o volante.

O NH jogou melhor. Creio que o empate seria um resultado mais justo, mais de acordo com o futebol das duas equipes.

Mas quem é que disse que futebol se faz com justiça?

Quem?

Os pênaltis deveriam decidir tudo em nome do jogo final. Não da campanha. Na soma total, o Grêmio dá de relho no Novo Hamburgo.

Vi no Grêmio os mesmos problemas de sempre
(no estádio, o murmúrio de descontentamento dos torcedores viu coisa parecida). Uma defesa vulnerável, um meio-campo sem a qualidade que o Grêmio merece, um Douglas com quase zero de criatividade, um Hugo desatento, um Jonas sumido. Fábio Santos, desta vez, foi bem, assim como Mário Fernandes, embora ele esteja segurando demais a bola em alguns movimentos ofensivos.

Victor foi outra vez o nome do jogo, salvou tudo nos 90 minutos contra o bom NH montado por Gilmar Iser. No final, Silas colocou quatro volantes em campo, numa linha absurda, que não impediu que o Noia criasse situações de gol.

O toque de bola do Grêmio é pobre, não observei jogadas ensaiadas, nâo vi jogadas de aproximação, ultrapassagens, jogadas fortes pelas laterais, cruzamentos de linha de fundo.

O NH exigiu o Grêmio, foi o time que mais exigiu depois do Inter, no primeiro clássico do ano. Apesar do título, o Grêmio continua pisando em falso na temporada. A Copa do Brasil, meta do ano, é quase impossível. É preciso crescer muito, mais do que você imagina. E um bom time começa por uma defesa firme e organizada e por um meio-campo que saiba marcar e jogar.

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Quanto vale a primeira taça da nova década

28 de fevereiro de 2010 46

O Grêmio, assim como o Inter, tem obrigação de disputar títulos. Ganhar é outra coisa. Não é obrigação, ainda mais que do outro lado sempre existe uma equipe igualmente qualificada.

O melhor exemplo é o Gre-Nal. Qualquer um pode vencer.

A derrota é normal, fora vexames ou sequências intermináveis de péssimos resultados.

Mas quando o jogo é com o Novo Hamburgo, por exemplo, quando observamos a história dos dois clubes, a obrigação de vitória é toda, absoluta, do Grêmio - sem desmerecer o NH que faz um grande trabalho e organizou um bom time.

Se o Noia vencer, a zebra correrá solta no Olímpico, depois de ter passeado pelo Beira-Rio sete dias atrás. Zebras nunca mandam avisos. O Grêmio é favorito como sempre é quando enfrenta times do Interior.

O Grêmio precisa desesperadamente de títulos.
Vive num deserto de faixas. Sua primeira década do terceiro milênio foi um desastre, seja na comparação com ele mesmo ou com o rival vermelho.

A Taça Fernando Carvalho (foto acima ) seria mais do que o recomeço. Seria um símbolo. Exibir no museu azul o troféu que leva o nome do colorado histórico pode ser um feito, uma amostra dos novos tempos, uma recuperação, uma nova vida, uma grande experiência para os mais jovens, uma certeza para os experientes – a Taça Fábio Koff vive no Beira-Rio.

O Grêmio precisa ganhar, somar, recuperar títulos. Refazer sua fama de vencedor. Ganhar o primeiro turno do Gauchão é um passo. O Gauchão seria dois, mas vai enfrentar um Inter, mais real, menos virtual mais adiante.

Há no horizonte tricolor, além do Estadual, a Copa do Brasil, o Brasileirão e a Copa Sul-Americana, quatro campeonatos reais em 2010. Três são viáveis. O Brasileirão é irreal, ao menos hoje, mirando os outros clubes, exercitando o futuro.

Foi na Sul-Americana que o Inter buscou verniz
para a sua primeira Libertadores. Foi na Sul-Americana que o Inter reaprendeu a jogar na América do Sul, conheceu a Bombonera, experimentou outras fortalezas bem guardadas. O Grêmio também precisa da Sul-Americana para voos mais longos no continente.

Uma taça observa a outra. É ímã.

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A outra decisão da família Silas

27 de fevereiro de 2010 3

Nathan, 19 anos, estreia neste domingo na lateral esquerda do SER Santo Ângelo, na Região das Missões, no Interior do Rio Grande do Sul. Seria um começo qualquer não fosse o jovem filho do técnico gremista Paulo Silas.

Nathan, ao contrário do pai, é canhoto, mas se parece muito como ele em campo. Tem a mesma corrida, o jeito de pegar na bola, a qualidade técnica, o passe certo.

Silas estava louco para assistir aos primeiros passes do filho, que enfrenta o Juventus, de Santa Rosa, grudado no alambrado do estádio. Mas, no mesmo dia, na mesma tarde, o técnico decide seu primeiro título no Estádio Olímpico. Sabe que a Taça Fernando Carvalho tem um enorme valor simbólico para o Grêmio, tão carente de títulos nos últimos 10 anos.

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