Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Seleção"

Vitória animadora para o Brasil

02 de setembro de 2016 0

20160901201326_3

Pelo que jogou e pela valiosíssima vitória em Quito, o Brasil merecia uma recompensa maior na tabela. Entretanto, subiu apenas uma posição e ainda não entrou na zona de classificação. Passou de sexto para o quinto lugar e ainda não teria vaga direta. Estaria disputando a repescagem. Mas de qualquer forma, já é um avanço.

Se na tabela as coisas não mudaram muito, dentro de campo já se percebe uma transformação. O time passou da água para vinho. Nem parecia que era a estreia de Tite e que ele teve somente três dias de trabalho. O Brasil jogou como um time entrosado. Mostrou padrão e estratégia. Não se perdeu na correria equatoriana e soube superar os problemas da altitude. O time teve uma atuação parelha. Talvez Willian tenha sido único a destoar. O trabalho de meio-campo foi espetacular. Casemiro, Paulinho e Renato Augusto foram o núcleo de um setor que tomou conta do jogo e deu o suporte para que Neymar e, principalmente, o estreante Gabriel Jesus pudessem brilhar e desequilibrar.

Há muito tempo não se via uma atuação tão boa da seleção brasileira. Há muito tempo também não se torcia tanto pela nossa seleção. Tite estreou muito bem e , a partir de agora, dá pra acreditar em recuperação. O próximo jogo, contra a Colômbia, é tão difícil quanto o de ontem, mas a confiança voltou. Não só entre os torcedores, mas também entre os jogadores. Enfim,o Brasil começa a mudar de cara.

Seleção à espera de um milagre

13 de junho de 2016 0

13428435_779958208772767_4132733209019313611_n

O fato de perder com um gol de mão mostra que nosso futebol está no fundo do poço. Não temos moral nem mesmo para reclamar. Afinal, na estreia, foi o Brasil o beneficiado porem erro de arbitragem no jogo contra o Equador. Agora, chegou a vez de ser prejudicado. O erro é do jogo. Até mesmo os grosseiros como o de domingo. O que não dá pra suportar e a falta de alguém na CBF que seja reconhecido e respeitado e tenha autoridade e legitimidade para cuidar dos interesses da nossa Seleção e do nosso futebol.

Espero que esse novo fiasco sirva para uma sacudida que há muito tempo o nosso futebol está precisando. Uma sacudida que foi prometida após a Copa de 2014 e que nunca aconteceu. Estamos esperando um mudança. Afinal, o risco de ficar fora de uma Copa do Mundo nunca foi tão grande. Estamos em crise técnica, crise de técnico, crise de dirigentes e crise de identidade.

Precisamos que algo aconteça. Nem que seja um milagre. Porque, do jeito que está, não dá pra aguentar.

Existe vida sem Neymar?

22 de junho de 2015 0

Numa semana em que perdemos o Mundial Sub-20 para a Sérvia e fomos eliminados na Copa do Mundo Feminina pela Austrália, a classificação da Seleção Brasileira na Copa América foi a única boa notícia para o nosso futebol. Só a classificação, pois o futebol apresentando diante da Venezuela continuou abaixo do esperado. E não vale dizer que Neymar fez falta, pois ele está fora da competição e está fora da delegação.

17447643

E assim será daqui pra frente enquanto o Brasil seguir no Chile, Na vitória de 2 a 1 sobre os venezuelanos, Robinho até que foi bem. Mas nada de animador. Pois, se projetava que o jogador do Santos, pelo histórico, daria um pouco de liderança ao grupo e que Phillipe Coutinho, com sua técnica, poderia suprir parte do talento de Neymar. Mas nenhum deles conseguiu encher os olhos. O Brasil jogou para o gasto. Deu para vencer e confirmar o primeiro lugar no grupo.

Agora a exigência aumenta. Quem perder volta pra casa. E o Paraguai é melhor que a Venezuela e o Peru, adversários que o Brasil suou para vencer. E para sábado, Dunga precisará fazer o time jogar mais com o que tem. É hora de esquecer Neymar e aproveitar o máximo possível essa temporada chilena para fazer o time amadurecer e provar que não é Neymardependente. Acho pouco provável que isso aconteça, mas a oportunidade está aí.

 

O nível do futebol na Copa América

18 de junho de 2015 0

Cléber Grabauska analisa a competição após a quase totalidade da segunda rodada.

FESTEJEM, MAS NEM TANTO

04 de julho de 2014 0

O Brasil derrotou o a Colômbia por 2 a 1 com um excelente primeiro tempo e uma desnecessária dose de sofrimento na etapa final. Digo isso porque na primeira parte do jogo, a Seleção assumiu o papel que realmente tem no cenário mundial. Mandou no jogo e pecou apenas por não ter conseguido fechar em 2 a 0, o que seria um placar muito mais merecido diante da superioridade apresentada. Aquele time “cagão” que jogou no Mineirão não entrou em campo no Castelão. A zaga ganhou todas. Os dois laterais renderam muito bem. Maicon foi um acréscimo importante pela direita. Fernandinho jogou o grosso e o fino e anulou James Rodriguez. Paulinho teve muita movimentação. Oscar saiu da toca e ajudou inclusive marcando. Hulk, mais uma vez, jogou muito e , mais uma vez, pecou na pontaria. Os dois que renderam abaixo da média foram Neymar, justamente o craque do time, e Fred, um totem, quase um cone.

david

Mas esse excelente primeiro tempo ficou no intervalo. No segundo, gradativamente, a Colômbia foi se soltando, tomando conta do jogo e nem mesmo o segundo gol brasileiro, numa extraordinária cobrança de falta de David Luiz, diminuiu o ímpeto. James Rodríguez fez o gol de desconto e por pouco não leva pra prorrogação. Nos últimos dez minutos  muita gente vestindo o “fraldão”, temendo que a vitória escapasse. E isso tudo por quê? Por que  Felipão ficou cristalizado, parecendo que ainda estava no início  de carreira comandando o Criciúma em 1991. Demorou para mexer e acabou dominado pelos colombianos. No resumo, a defesa salvou na frente e salvou atrás.

NÃO TEM MAIS BOBO

02 de julho de 2014 0

Pelo equilíbrio que se viu nos confrontos das oitavas de final onde dois confrontos foram decididos nos pênaltis, três na prorrogação e somente três no tempo normal, nota-se um grande equilíbrio. Para não usar a batida expressão “não tem mais bobo no futebol”, viu para o outro lado e concluo que a Copa 2014 não tem um time que pode ser considerado uma máquina, uma equipe muito superior a qualquer outra. A disputa é tão parelha que na próxima fase teremos inclusive uma igualadade entre os continentes, pois classificaram-se quatro americanos (Brasil, Colômbia, Argentina e Costa Rica) e quatro europeus(Holanda, França, Alemanha e Bélgica).

Foto: Jefferson Barnardes/VipCom

 

Nem mesmo times que começaram a Copa com pinta de favoritos – Alemanha, Holanda e França – tiveram vida fácil. Talvez os holandeses, que seguem com 100% de aproveitamento,  foram os que menos oscilaram, Mas mesmo assim não conseguiram manter o nível excelência da estreia quando pulverizaram a Espanha – atual campeã – fazendo 5 a 1.

Foto: Oliveira Weiken/Agência EFE

O bom dessa coisa toda, é que se todas as classificações foram sofridas, o Brasil não precisa ficar tão aterrorizado com o que está acontecendo com a nossa seleção. Afinal de contas, está difícil para todo mundo. Até mesmo para os argentinos que sofreram para despachar a Suíça, um adversário inferior ao Chile que os brasileiros enfrentaram – e que precisaram mais uma vez do  brilho de Messi para decidir o jogo. E assim como o time de Felipão precisará jogar bem mais para passar pela Colômbia, os Hermanos terão na Bélgica um adversário igualmente complicado.

 

ONDE ESTÁ O LÍDER ?

29 de junho de 2014 0

A Seleção Brasileira sente a pressão de precisar vencer uma Copa do Mundo dentro de casa. Eu nunca tinha visto uma equipe tão tensa como a que enfrentou o Chile no sábado. Talvez o nervosismo explique a falha que resultou no gol de Alexis Sánchez e muitas outras cenas que vimos não só durante o jogo, mas principalmente nos momentos que antecederam as cobranças de pênalti. Por exemplo, Júlio César, justamente o homem que precisava estar com os nervos no lugar, chorava. E , enquanto isso, o capitão Tiago Silva, ao invés de mobilizar o grupo, se recolheu e foi rezar. Quem reanimou a equipe foi Paulinho, que nem no jogo entrou.

Foto: Denis Sabangan/Agência EFE

Até mesmo Luís Felipe Scolari, um motivador nato, estava uma pilha.  Passou o jogo todo bufando e fazendo caras de contrariedade. David Luiz, outro exemplo, fez uma das piores atuações pela Seleção.  Simplificou o máximo possível e invariavelmente optava em rifar a bola ao invés de tentar uma jogada mais elaborada. O time está desorganizado. Poucos estão conseguindo correr e pensar. Antes de mexer no time, é preciso acalmar a casa. Se a pressão continuar aumentando, o Brasil não vai longe. Está na hora de surgir um líder. Está na hora de colocar a casa em ordem.

HORA DE MUDAR

23 de junho de 2014 0

O Brasil venceu, deu goleada, confirmou a vaga e terminou em primeiro lugar. Agora o desafio é eliminar o Chile nas oitavas de final, mas o time Luís Felipe, apesar de aplicar 4 a 1 em Camarões, continua gerando desconfiança, pois o desempenho no Mané Garrincha foi de altos e baixos. No primeiro tempo, o Brasil foi Neymar Futebol Clube. Ele fez os dois gols e evitou um susto maior após o gol de empate dos camaroneses. No segundo tempo teve o gol de Fred e a boa entrada de Fernandinho que arrumou o meio-campo e ainda conseguiu marcar o gol que fechou a goleada.

Foto: Jefferson Barnardes/VipCom

Mas a goleada não encobre falhas permanentes e sistemáticas do time. A defesa continua exposta. Daniel Alves é uma avenida. O meio marca à distância, Oscar e Hulk não conseguem alcançar um nível que chegue perto do de Neymar e Fred, apesar do gol, segue participando pouco dos jogos. Mas nem tudo é pessimismo. As modificações feitas no segundo tempo mostram que o time pode melhorar. A troca de Fernandinho por Paulinho foi um enorme acréscimo a ponto de, caso Neymar não tivesse jogado tanto, o volante do Manchester City seria o craque do jogo. Ramires entrou bem no lugar de Hulk e se não teve uma produção ofensiva espetacular mostrou que pode ser um auxílio para evitar que o lado direito da nossa defesa fique desguarnecida.  O Brasil segue na Copa e ,daqui pra frente, precisa mudar  de escalação e de desempenho. Tudo com Felipão.

DECEPÇÃO

17 de junho de 2014 0

O Brasil não venceu, não evoluiu e não garantiu a vaga antecipada para as oitavas de final. Muito mais que o resultado (0 x 0 com o México), o rendimento da Seleção foi a maior decepção desta terça-feira no Castelão. O time de Felipão não teve trabalho coletivo, nem brilho individual. Mesmo que Ochoa, goleiro mexicano, tenha sido o melhor em campo com pelo menos três defesas importantes, vale lembrar que foi Júlio César, quase nos acréscimos, que fez o papel de salvador da pátria ao rebater uma pancada da entrada da área.

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

No primeiro tempo, com Ramires, o Brasil foi mal e não teve ataque. No segundo, com Bernard no lugar de Ramires, o ataque continuou inexistindo e , para piorar, o time perdeu o meio-campo. Nos primeiros vinte minutos da etapa final, o Brasil viveu um filme de terror com o gol de Júlio César sendo bombardeado o tempo todo. Felipão mexeu com Jô e, mais tarde, com Willian, mas foram trocas sem grande lucro. Somente nos últimos vinte minutos as coisas melhoraram. Surgiram algumas chances, mas o gol não saiu e a frustração foi geral. Neymar e Marcelo foram os melhores, mas faltou parceria. Faltou conjunto, logo isso que sempre foi marca registrada dos times de Felipão.

Apesar do empate e da liderança no grupo , o resultado diante do México tem um peso de derrota. A equipe sai de Fortaleza mergulhado no descrédito, parecendo que o hexa é algo impossível.   Até segunda-feira, contra Camarões, será assim.

OS SUL-AMERICANOS NA COPA

15 de junho de 2014 0

Quatro vitórias e duas derrotas. Esse é o resumo dos sul-americanos na primeira rodada da Copa do Mundo. Brasil e Argentina – dois candidatos ao título – largaram em igualdade de condições. Alcançaram vitórias muito mais na base do talento individual de Neymar e Messi do que na qualidade ofensiva. E nos dois jogos, a vitória foi determinada pelo imponderável. No caso do Brasil, pelo erro do juiz ao marcar um pênalti inexistente em cima de Fred. E no dos argentinos pelo gol contra marcado pelo Bósnia logo a dois minutos.

Foto: Oliveira Weiken/Agência EFE

 

Chile e Colômbia foram as duas boas notícias do continente. O Chile teve um começo arrasador contra a Austrália com dois gols em menos de quinze minutos, mas não manteve o mesmo nível durante toda a partida, levou um gol num descuido e por pouco não cedeu o empate aos australianos. Mas o time chileno merece um desconto porque Arturo Vidal – meia da Juventus – está descontado e não conseguiu  jogar tudo que sabe. Já os colombianos foram muito mais consistentes. Fizeram 3 a o0 na Grécia com naturalidade. A ausência do ídolo Falcão Garcia não foi sentida no primeiro jogo. O time da pinta que tem muito material do meio pra frente com James Rodriguez, Cuadrado e Téo Gutiérrez, tento ainda Bacca e Jackson Martínez como opção no banco.

As decepções foram Equador e Uruguai. O Equador nem tanto. Por ingenuidade levou a virada nos acréscimos e perdeu um jogo que poderia até ter vencido. O problema é que nesse grupo onde uma vaga é da França, esse jogo era decisivo para os equatorianos. O Uruguai sim foi horroroso, Levou 3 a 1 de virada para a inexpressiva Costa Rica. Todos esperavam muito do uruguaio Cavani. Mas quem brilhou foi o jovem Campbell destaque costarriquenho. Nem mesmo a volta de Luís Suarez será capaz de mudar o panorama dos uruguaios no grupo que naturalmente já era difícil com Itália e  Inglaterra e que, agora, ganha a Costa Rica como líder e candidata.