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Posts com a tag "Copa do Mundo"

A VOLTA DOS ARGENTINOS

28 de novembro de 2014 0

Num clássico que começou eletrizante, teve muita emoção, mas pouca qualidade técnica, o River Plate derrotou o Boca Juniors por 1 a 0 e vai para a decisão da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, da Colômbia.  Ou seja, a exemplo do que aconteceu na Copa Libertadores, o Brasil está fora da final.  E isso pode ser um sinal de alerta, afinal de contas, o único título brasileiro na temporada ficou com o Atlético Mineiro que conquistou a modesta Recopa Sul-Americana diante do Lanus, também da Argentina. E por falar em argentinos, foram os “hermanos” que decidiram a Copa do Mundo, no Maracanã, contra a Alemanha. Enquanto o Brasil, na semifinal, fez um papelão e levou 7 a  1, os argentinos jogaram de igual para igual com os alemães. Tá certo que perderam, mas foram muito superiores no desempenho em relação ao que o time de Felipão apresentou.

Foto: Diego Haliasz/River Plate

Se 2014 foi ruim para o futebol brasileiro e os argentinos se deram melhores, é importante projetar 2015 e principalmente a Libertadores que está chegando. Nela, a Argentina. depois de muito tempo, terá seus grandes de volta. Além do atual campeão San Lorenzo,  Boca Juniors e River Plate já estão  confirmados. Não sei se 2014 foi uma exceção, mas o futebol brasileiro ficou devendo e precisa dar a volta por cima.

DEUS É BRASILEIRO

13 de julho de 2014 0

Definitivamente, é Deus é Brasileiro. Mais uma prova disso foi dada neste domingo ,quando Ele evitou que víssemos a Argentina comemorar o título mundial em pleno Maracanã, a nossa casa e templo sagrado do futebol. Para a felicidade geral da nação, a Alemanha, com merecimento, muitas dificuldades e uma dose extra de sofrimento, levou a Copa do Mundo com a vitória que veio somente aos sete minutos do segundo tempo da prorrogação através de Goetze, o menino de ouro.

Foto: Abedin Taherkenareh/Agência EFE

A Argentina foi uma gigante que enfrentou a Alemanha de igual para igual e não venceu por detalhe. No primeiro tempo teve uma chance claríssima que Higuaín desperdiçou e, no começo do tempo extra, Palácio jogou pra fora a bola que valeria, àquela altura, o título. Os argentinos tiveram uma zaga segura, um meio campo muito bem posicionado, mas faltou intensidade no ataque. O time começou melhor e criou algumas chances, mas Messi não foi brilhante. Criou apenas duas grandes jogadas e como o time depende muito dele, não conseguiu colocar pressão ofensiva.  Mas mesmo assim, Alejandro Sabella teve grande méritos. Montou um time que mostrou como se jogam finais. Foi bem contra a Holanda e repetiu a dose diante da Alemanha, coisas que o Brasil ficou longe de alcançar.

Já a Alemanha começou mal pois perdeu Khedira no aquecimento. Kraemer foi mal e o time não conseguiu repetir a dinâmica que mostrou na terça-feira. A equipe só foi se acertar quando entrou Schurrle e Joachin Löw mexeu no desenho tático. Equilibrou ainda no primeiro tempo e quase largou em vantagem com uma cabeçada no poste. A partir do segundo tempo, assumiu o comando da partida e tentou não correr riscos. Não fez um jogo brilhante, mas foi competente e mereceu vencer pela organização, pelo planejamento, pela força coletiva e pela qualidade do conjunto. Thomas Müller foi valente. Schweinstreiger, à frente da zaga, um leão, o capitão Lham organizou o time jogando como lateral e Boateng foi estupendo. Não perdeu nenhuma. Fiquei desapontado somente com Kross que, além de perder duas grandes chances, rendeu menos do que vinha apresentando.

 

 

UM MOLEQUE MADURO

10 de julho de 2014 0

Chamado para a coletiva desta quinta-feira, Neymar deixou de lado seu lado moleque para responder de uma maneira séria e madura todos os questionamentos feitas pela imprensa. Não fugiu de nenhuma resposta e teve a lucidez e o senso de realidade que faltaram nas respostas dadas pela comissão técnica na véspera.

Foto:Heuler Andrey/Mowa Press/Divulgação

Neymar teve coragem ao dizer que vai torcer pela Argentina na final em consideração a Mascherano e Messi,  colegas de Barcelona. Mostrou independência ao dizer que não concorda com as declarações do empresário Vágner Ribeiro que pegou pesado com Felipão. E se emocionou ao falar sobre o lance com Zuniga que o retirou da Copa do Mundo. Chorou, mas garantiu que não guarda mágoa. E, acima de tudo, se mostra empenhado em dar a volta por cima. Tomara que ele consiga e que o exemplo do garoto sirva para todas da Seleção Brasileira.

FAÇAM AS APOSTAS

07 de julho de 2014 0

Foto:Kal Försterling/Agência EFE

Pela maneira como os semifinalistas chegaram, dá pra dizer que nessa Copa não tem nenhum time bobo e, ao mesmo tempo, nenhuma supermáquina. Afinal, todos se classificaram com diferenças mínimas. O Brasil fez um sofrido 2 a 1 na Colômbia, a Alemanha começou bem e ficou só no 1 a 0 sobre a França, a Argentina, da mesma maneira,  abriu o marcador cedo e tratou de garantir o resultado. E a Holanda, a última classificada, sofreu ainda mais ao decidir a vaga nos pênaltis após empate em 0 a 0 nos 90 e na prorrogação.

Além disso, nenhum semifinalista decolou. O Brasil começou fazendo 3 a 1 sobre a Croácia e foi criticado pela estreia considerada  fraca. Porém, mal sabiam os críticos que essa seria a melhor atuação da primeira fase. Nas oitavas, o jogo com o Chile foi uma tortura. E a melhor apresentação veio no primeiro tempo com a Colômbia na sexta-feira. Mas esse time não conta mais com Neymar e ficará sem o capitão Thiago Silva para o jogo de terça. A Argentina também oscilou e teve desfalques. O quarteto fantástico não aconteceu. Higuaín começou mal, Agüero foi a primeira baixa, Di Maria, quando começava a se destacar, também se lesionou, e Messi foi quem realmente fez a diferença. E esse é e foi o maior trunfo argentino no Mundial: o time de Sabella tem um jogador que resolve na hora do aperto.  Mas o confronto do Brasil é com a Alemanha e não com a Argentina.

A Alemanha começou arrasando. Fez 4a o em Portugal e parecia estar azeitada, mas depois mostrou que não era uma máquina e foi decaindo. Empatou com Gana e com pouco brilho fechou a primeira fase derrotando os norte-americanos por 1 a 0. Nas oitavas, a vitória na prorrogação sobre a Argélia mostrou que o time precisava mudar e Joachin Low fez os ajustes para eliminar a França. Abandonou o esquema que tinha uma defesa sem laterais e um ataque sem um centroavante. Mexeu e se deu bem. O time concentrou a força no meio-campo e passou sem sustos. BBem ao contrário da Holanda, que parecia um furacão na largada quando fez 5 a 1 na Espanha. Mas também perdeu força., precisou dos pênaltis para despachar a simpática Costa Rica. Os holandês contam com o jogador mais fantástico desta Copa, mas parece que o time é feito de um Robben extraordinário e  dez jogadores comuns.

As semifinais estão aí. Façam suas apostas. Quem quiser jogar suas fichas na força coletiva, escolha a Alemanha. Quem prefere o talento individual pode ficar entre a Argentina de Messi e a Holanda de Robben. E o Brasil é a coluna do meio. Não mostrou eficiência coletiva e perdeu Neymar, a referência técnica. Com isso dá pra dizer que o time de Felipão é a coluna do meio. UUma grande incógnita numa semifinal de gente grande.

FESTEJEM, MAS NEM TANTO

04 de julho de 2014 0

O Brasil derrotou o a Colômbia por 2 a 1 com um excelente primeiro tempo e uma desnecessária dose de sofrimento na etapa final. Digo isso porque na primeira parte do jogo, a Seleção assumiu o papel que realmente tem no cenário mundial. Mandou no jogo e pecou apenas por não ter conseguido fechar em 2 a 0, o que seria um placar muito mais merecido diante da superioridade apresentada. Aquele time “cagão” que jogou no Mineirão não entrou em campo no Castelão. A zaga ganhou todas. Os dois laterais renderam muito bem. Maicon foi um acréscimo importante pela direita. Fernandinho jogou o grosso e o fino e anulou James Rodriguez. Paulinho teve muita movimentação. Oscar saiu da toca e ajudou inclusive marcando. Hulk, mais uma vez, jogou muito e , mais uma vez, pecou na pontaria. Os dois que renderam abaixo da média foram Neymar, justamente o craque do time, e Fred, um totem, quase um cone.

david

Mas esse excelente primeiro tempo ficou no intervalo. No segundo, gradativamente, a Colômbia foi se soltando, tomando conta do jogo e nem mesmo o segundo gol brasileiro, numa extraordinária cobrança de falta de David Luiz, diminuiu o ímpeto. James Rodríguez fez o gol de desconto e por pouco não leva pra prorrogação. Nos últimos dez minutos  muita gente vestindo o “fraldão”, temendo que a vitória escapasse. E isso tudo por quê? Por que  Felipão ficou cristalizado, parecendo que ainda estava no início  de carreira comandando o Criciúma em 1991. Demorou para mexer e acabou dominado pelos colombianos. No resumo, a defesa salvou na frente e salvou atrás.

NÃO TEM MAIS BOBO

02 de julho de 2014 0

Pelo equilíbrio que se viu nos confrontos das oitavas de final onde dois confrontos foram decididos nos pênaltis, três na prorrogação e somente três no tempo normal, nota-se um grande equilíbrio. Para não usar a batida expressão “não tem mais bobo no futebol”, viu para o outro lado e concluo que a Copa 2014 não tem um time que pode ser considerado uma máquina, uma equipe muito superior a qualquer outra. A disputa é tão parelha que na próxima fase teremos inclusive uma igualadade entre os continentes, pois classificaram-se quatro americanos (Brasil, Colômbia, Argentina e Costa Rica) e quatro europeus(Holanda, França, Alemanha e Bélgica).

Foto: Jefferson Barnardes/VipCom

 

Nem mesmo times que começaram a Copa com pinta de favoritos – Alemanha, Holanda e França – tiveram vida fácil. Talvez os holandeses, que seguem com 100% de aproveitamento,  foram os que menos oscilaram, Mas mesmo assim não conseguiram manter o nível excelência da estreia quando pulverizaram a Espanha – atual campeã – fazendo 5 a 1.

Foto: Oliveira Weiken/Agência EFE

O bom dessa coisa toda, é que se todas as classificações foram sofridas, o Brasil não precisa ficar tão aterrorizado com o que está acontecendo com a nossa seleção. Afinal de contas, está difícil para todo mundo. Até mesmo para os argentinos que sofreram para despachar a Suíça, um adversário inferior ao Chile que os brasileiros enfrentaram – e que precisaram mais uma vez do  brilho de Messi para decidir o jogo. E assim como o time de Felipão precisará jogar bem mais para passar pela Colômbia, os Hermanos terão na Bélgica um adversário igualmente complicado.

 

ONDE ESTÁ O LÍDER ?

29 de junho de 2014 0

A Seleção Brasileira sente a pressão de precisar vencer uma Copa do Mundo dentro de casa. Eu nunca tinha visto uma equipe tão tensa como a que enfrentou o Chile no sábado. Talvez o nervosismo explique a falha que resultou no gol de Alexis Sánchez e muitas outras cenas que vimos não só durante o jogo, mas principalmente nos momentos que antecederam as cobranças de pênalti. Por exemplo, Júlio César, justamente o homem que precisava estar com os nervos no lugar, chorava. E , enquanto isso, o capitão Tiago Silva, ao invés de mobilizar o grupo, se recolheu e foi rezar. Quem reanimou a equipe foi Paulinho, que nem no jogo entrou.

Foto: Denis Sabangan/Agência EFE

Até mesmo Luís Felipe Scolari, um motivador nato, estava uma pilha.  Passou o jogo todo bufando e fazendo caras de contrariedade. David Luiz, outro exemplo, fez uma das piores atuações pela Seleção.  Simplificou o máximo possível e invariavelmente optava em rifar a bola ao invés de tentar uma jogada mais elaborada. O time está desorganizado. Poucos estão conseguindo correr e pensar. Antes de mexer no time, é preciso acalmar a casa. Se a pressão continuar aumentando, o Brasil não vai longe. Está na hora de surgir um líder. Está na hora de colocar a casa em ordem.

UMA DÚVIDA, UM MISTÉRIO E UM ACERTO

27 de junho de 2014 0

Foto: Jefferson Botega

 

O Chile  pode eliminar o Brasil. Até pode. não está proibido. Afinal, os nossos fregueses nas Copas têm um time com qualidade, um bom treinador e pelo menos três bons destaques individuais: Vidal, Aránguiz e Alexis Sánchez. Porém, os chilenos demonstram muito mais preocupação com a arbitragem do que com o adversário. Inclusive, isso foi assunto na coletiva com Felipão na sexta-feira. Mas futebol se joga dentro de campo. É lá dentro que tudo se resolve. EE agora, nas eliminatórias, errar é proibido. Por isso, se espera muito mais do time brasileiro. Aliás, time que tem uma dúvida, um mistério e um acerto.

A dúvida é David Luiz que sente uma lesão nas costas e pode ser substituído por Dante. Não muda a estrutura do time, mas David é muito mais jogador.
O mistério está na lateral-direita entre Daniel Alves e Maicon. Eu gostaria de mudança, pois Daniel Alves falha na marcação e não consegue acrescentar qualidade ao ataque.
E o acerto é a confirmação de Fernandinho no lugar de Paulinho. O segundo tempo do jogo com Camarões já serviu para confirmar isso, pois Fernandinho conseguiu jogar nas duas intermediárias, ajudando na marcação e se somando ao ataque, coisa que Paulinho não estava conseguindo fazer.

E tomara que o Brasil acerte. Jogue mais do que vem jogando. Que não precisa somente do brilho de Neymar para vencer. Para isso, vai precisar de muita coisa e principalmente da inspiração de Hulk e Oscar na criação  e na chegada ao ataque. Assim como coloquei na alça de mira a sequência de Paulinho no jogo com Camarões, para o confronto com o Chile miro em Hulk. Caso ele continue com a produção irregular que teve nos dois jogos que atuou, possivelmente, Felipão voltará com novidade para o segundo tempo. Afinal, o tempo de ajustes já passou. Agora é hora de acontecer na Copa.

O PULSO AINDA PULSA

19 de junho de 2014 0

 

Acima da tradicional garra charrua, o talento de Luisito Suarez foi determinante para a vitória do Uruguai sobre a Inglaterra por 2 a 1 nesta quinta-feira no Itaquerão. Recuperado às pressas de uma cirurgia no joelho, o atacante do Liverpool foi o herói na vitória ao marcar dois gols  e ressucitar um time em quem poucos ainda acreditavam. O Uruguai segue vive,mas ainda vai depender de outros resultados. Já a Inglaterra não conseguiu repetir a boa atuação que teve na estreia e perdeu novamente. O único consolo é que Wayne Rooney, após dez jogos em três Copas, finalmente marcou um gol.

Foto: Ilustração de Gonza Rodriguezluisito suarez

Suarez segue com a trajetória de herói para os uruguaios. Pois, na África do Sul, em 2010,  ele também teve um papel destacado ao salvar com a mão um lance que seria gol de Gana.  Gesto decisivo para a permanência dos charruas naquele Mundial.

DECEPÇÃO

17 de junho de 2014 0

O Brasil não venceu, não evoluiu e não garantiu a vaga antecipada para as oitavas de final. Muito mais que o resultado (0 x 0 com o México), o rendimento da Seleção foi a maior decepção desta terça-feira no Castelão. O time de Felipão não teve trabalho coletivo, nem brilho individual. Mesmo que Ochoa, goleiro mexicano, tenha sido o melhor em campo com pelo menos três defesas importantes, vale lembrar que foi Júlio César, quase nos acréscimos, que fez o papel de salvador da pátria ao rebater uma pancada da entrada da área.

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

No primeiro tempo, com Ramires, o Brasil foi mal e não teve ataque. No segundo, com Bernard no lugar de Ramires, o ataque continuou inexistindo e , para piorar, o time perdeu o meio-campo. Nos primeiros vinte minutos da etapa final, o Brasil viveu um filme de terror com o gol de Júlio César sendo bombardeado o tempo todo. Felipão mexeu com Jô e, mais tarde, com Willian, mas foram trocas sem grande lucro. Somente nos últimos vinte minutos as coisas melhoraram. Surgiram algumas chances, mas o gol não saiu e a frustração foi geral. Neymar e Marcelo foram os melhores, mas faltou parceria. Faltou conjunto, logo isso que sempre foi marca registrada dos times de Felipão.

Apesar do empate e da liderança no grupo , o resultado diante do México tem um peso de derrota. A equipe sai de Fortaleza mergulhado no descrédito, parecendo que o hexa é algo impossível.   Até segunda-feira, contra Camarões, será assim.