Hoje, no 10º Fórum Empresarial/Fórum de Governadores em Comandatuba, na Bahia, o ministro do Esporte, Orlando Silva, disse que está tranquilo em relação ao cumprimento dos prazos para as obras de infra-estrutura para a Copa de 2014. E deu uma razão objetiva: a flexibilização da Lei das Licitações, que permitirá mais rapidez para contratar as obras.
Silva fez coro a outros integrantes do governo federal que, durante a semana, vêm tentando reduzir o pânico que começa a tomar conta de quem olha para o estágio da preparação para a Copa. Nos últimos dois meses, os alertas quanto ao atraso nas obras vieram de todo o lado: do presidente da Fifa, Sepp Blatter, aos ministros do TCU, passando pelo Ipea.
A defesa mais agressiva veio do ministro da secretaria-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que desqualificou a nota técnica do Ipea que considerava impossível terminar a tempo a ampliação da maior parte dos aeroportos brasileiros. Para ele, isso é "complexo de vira-lata".
Talvez estejamos vendo, por parte dos agentes públicos, exatamente o contrário. Em vez de subestimar a capacidade do brasileiro, todos vêm colocando muita fé na rapidez das construções. Quatro meses de 2011 já se passaram e não se vê, nas 12 cidades-sede, quase nenhuma das obras prometidas saindo do papel. Em Porto Alegre, apenas uma, a duplicação da Av. Beira-Rio, está andando.
É ótimo que o governo Dilma tome providências para reduzir a burocracia que, muitas vezes, emperra os investimentos. Porém, flexibilizar a Lei das Licitações exige que a fiscalização aumente na mesma proporção da velocidade em que os recursos públicos são liberados. Ou seja, é preciso investir nos órgãos de controle.
Afinal, estamos falando de R$ 33 bilhões, até 2014.






