Campanato, ABR O novo Mané Garrincha, com a grama plantada
No início, o governo do Distrito Federal inventou moda: ao demolir quase todo o estádio Mané Garrincha para construir, no lugar, uma nova arena para a Copa, decidiu mudar o nome do local para Estádio Nacional. Mobilização nas redes sociais, imprensa e ex-jogadores fez com que os políticos voltassem atrás na infeliz ideia de cancelar a homenagem a um dos maiores craques da história do Brasil. Acharam uma solução salomônica (e meio boba): o nome ficou Estádio Nacional Mané Garrincha.
O problema foi que, no contrato com a Fifa, estava o nome de Estádio Nacional, e a entidade bateu pé. Não entendeu por que aqui seria diferente da África do Sul e da Alemanha, onde estádios tinham seus nomes comerciais modificados durante a Copa — caso do Allianz Arena, que virou Estádio de Munique. Talvez tenha faltado explicar à entidade quem foi Mané Garrincha.
O caso chegou à Câmara Legislativa do DF, onde tramita projeto de lei obrigando a modificar o nome do estádio para a Copa das Confederações e o Mundial.
Hoje, em sua coluna mensal, o secretário-geral da Fifa trata da proximidade do evento e aponta que o único estádio ainda não concluído é o de Brasília. E mais, anuncia uma visita ao local assim:
Ao lado de Bebeto, Ronaldo e do ministro do Esporte, nós visitaremos em 14 de maio o Estádio Nacional Mané Garrincha, que leva o nome de um dos maiores ícones do Brasil em Copas do Mundo da FIFA.
Pelo jeito, lembraram a Fifa de quem foi Mané. Resta saber se a ideia de tirar seu nome do estádio, agora, será engavetadas.