Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Nada mudou

26 de julho de 2009 2

Brasil derrotou a Sérvia, em Belgrado, e mostrou que ainda manda no vôlei mundial/Divulgação Vipcomm
Entra ano, sai ano, e não tem jeito, Bernardinho é o cara. Quando achavam que o domínio da Seleção Brasileira no vôlei mundial, que já durava desde 2001, havia chegado ao fim com a derrota na final olímpica em Pequim, e a consequente saída de vários jogadores, duvidou do talento do técnico.
Eis que nesse domingo o Brasil, com uma Seleção cheia de moleques promissores, mostrou o cartão de visitas da nova geração com o título da Liga Mundial. E foi sobre a Sérvia, em Belgrado, em um ginásio lotado em que chamar o público de hostil seria, digamos, uma bondade. Sérvia e Rússia, esta arrrasada com um 3 a 0 na semifinal, sábado, eram apontadas como as novas donas do pedaço, com seus elencos muito altos e muito fortes. Tanto é verdade que atropelaram os EUA, atuais campeões olímpicos e que defendiam o título da LIga Mundial, na fase anterior.
Bernardinho chegou a dizer que seria difícil manter mais um ciclo de domínio no vôlei mundial. Talvez até seja, mas já mostrou, com a liderança de Giba e Serginho e a força da nova geração, que o Brasil tem muito gás para permanecer no topo. Diferente da outra equipe que dominou a modalidade antes de Bernardinho chegar, a Itália. Soberana nos anos 90, não soube renovar o time, que foi envelhecendo, envelhecendo e hoje não briga por títulos de expressão. Neste domingo, o Brasil alcançou aquela geração italiana com o oitavo título da Liga Mundial (sete deles ganhos nesta década, sob o comando de Bernardinho). Quando eu era mais jovem, via essa possibilidade, a do Brasil alcançar a Itália em conquistas de Liga, como algo quase inalcançável.
Pois é. Bernardinho é o cara.

Postado por Rodrigo Braga, de casa

Comentários (2)

  • soumetrô diz: 27 de julho de 2009

    Bernardinho pra técnico da Seleção (de futebol). O cara é fodão.

  • Sandro diz: 27 de julho de 2009

    Boa análise. O Vôlei brasileiro é tão vitorioso (com homens e mulheres) porque trabalha sério e estruturado desde as categorias de base. Esse domínio que vemos no principal também ocorre com os menores, é só ver a menina de Luiz Alves que ganhou o Mundial júnior na Tailândia mês passado. E aí, pra completar, conta com técnicos como Bernardinho e Zé Roberto, que desequilibram, aí fica fácil. Vida longa ao nosso vôlei, que nos mostra que no Brasil as coisas bem planejadas dão certo sim senhor.

Envie seu Comentário