Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Velhinhos da Fifa implicam com a paradinha

30 de setembro de 2009 6

Paradinha nas cobranças de pênalti entrou para a lista da Fifa de crimes hediondos praticados com uma bola e, infelizmente, está com os dias contados/Mauro Vieira

O futebol está cada dia mais chato. Do jeito que vão as coisas, caminha para se tornar aquilo que a seleção da Alemanha pratica nas Copas do Mundo, futebol mecânico e baseado na força física, sem nenhuma criatividade. O drible já era, e faz tempo. Hoje é tão raro que quando ocorre arranca até suspiros e ganha espaço nos programas de TV. Comemoração no gol? Quase uma heresia. Vai chegar o dia em que o jogador vai se desculpar por ter balançado as redes.

Resumindo, improvisar no futebol está virando um crime.

A próxima vítima dessa cruzada é a paradinha nas cobranças de pênalti. Em visita ao Brasil nesta semana para um congresso da Fifa, o presidente da entidade que rege o futebol, o suíço Joseph Blatter, parou de implicar com o projeto do Morumbi para 2014 por alguns segundos para meter a colher na polêmica. Para ele, a paradinha é irregular e deve ser proibida o quanto antes pela Board, a reunião de velhinhos que nunca jogaram bola, mas de vez em quando mudam uma regra aqui e outra ali no esporte mais popular do planeta.

Os goleiros, claro, adoraram. Eles reclamam sozinhos há séculos do que consideram uma injustiça. Dizem que a cobrança de pênalti já é toda favorável ao jogador de linha, pois o goleiro nem se mexer pode (mas se mexe) naquele gol imenso. Com a paradinha, então, se tornaria impossível tentar a defesa.

A paradinha, produto da criatividade sem limites do futebol brasileiro, é uma das poucas coisas capazes de surpreender no futebol previsível da atualidade, cada vez mais baseado só em esquemas táticos. Tanto pela cobrança quanto pela possibilidade (remota, é verdade) de o goleiro defender e desmoralizar completamente o batedor. Tá certo que tem jogador por aí que exagera na firula, faz quase uma “paradona”, mas proibir a cobrança é mutilar um pouco mais o que restou de arte (pois improviso e jeitinho também são formas de arte, ou não?) no futebol.

Mas já adianto uma má notícia para os que por acaso concordem com esse post. Se o Blatter disse isso, a paradinha já era, está com os dias contados. Quem gosta que aproveite os últimos dias, pois logo elas serão vistas apenas nos registros de um futebol que não existe mais.

Postado por Rodrigo Braga, da redação

Comentários (6)

  • luiz otavio hilario diz: 1 de outubro de 2009

    Até que enfim a fifa tomou uma decisão sensata, da paradinha no futebol! aki no Brasil as paradinhas são ridículas! é uma afronta… se o goleiro não pode mexer nem andar como diz as regras… porque os cobradoes tem essa vantahens foi bom pois meu filho não vai sofrer tanto como sofre hj por ele ser um goleiro!braga gostei da coluna mais uma prá mim ascessar parabens!

  • Felipe Anderson Conceição diz: 1 de outubro de 2009

    A paradinha que foi liberada pela FIFA, é aquela no ato de ir em direção a bola, exemplos, Romario na copa de 94 e C.Ronaldo que faz em toda cobrança. O que é feito no brasil é contra a regra, que diz q o ato da cobrança deve ser em um movimento só, e o jogador nao pode travar na hora do chute para voltar o movimento, e muito menos passar o pé pela bola. A desculpa de q o penalti eh uma punição ao time q o cometeu eh furada… e a disputa de penaltis??? qm eh o culpado?

  • Paulo Pennaforte diz: 30 de setembro de 2009

    Rodrigo,paradinha ñ tem nada a ver com arte ou malandragem. É, isso sim, uma palhaçada. Parece aquela brincadeira de “bobinho” dos tempos de garoto, e isso definitivamente não é futebol sério. E depois, tudo é questão de equilíbrio; se o goleiro não pode se mexer nem adiantar-se, tampouco o cobrador do pênalti pode ficar naquela de “faço de conta que chuto, não chuto, volto, ameaço de novo, vou até o outro lado tomar um café, volto, ah, olha mãe como sou bonzão, fiz o gol…”. Bola fora,Rodrigo.

  • Fabrício Cardoso diz: 30 de setembro de 2009

    A paradinha transformou a penalidade máxima numa pena de morte. Se é o momento do chute que define quando goleiro pode se mover, fica injusto esta decisão ficar exclusivamente na mão (no caso, no pé) de uma das partes envolvidas. A arte faz a vida mais bela, mas não está acima da justiça.

  • Valfredo Scheidt diz: 30 de setembro de 2009

    Tem regras que demonstram o absurdo e ao mesmo tempo interesses pessoais, e não venham me dizer que isso não existe no futebol. Porque tem duas situações simples de manipular um jogo: com pênaltis e impedimentos. O pênalti vai sempre haver polemicas. Mas o impedimento com toda a certeza podia ser eliminado que todos sairiam ganhando, sem falar nos erros dos bandeirinhas.

  • fernando diz: 30 de setembro de 2009

    com paradinha até que fica mais pastelão.acho melhor sair correndo e prega um bicão na bola.

Envie seu Comentário