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Posts de setembro 2009

Federação já admite adiar abertura da Copa SC

30 de setembro de 2009 3

Demorou, mas a Federação Catarinense de Futebol (FCF) anunciou na noite dessa quarta-feira a convocação de todos os times integrantes da Divisão Principal e da Divisão Especial do Catarinense para uma reunião na próxima segunda-feira, dia 5. Na pauta, logicamente, a inevitável mudança na tabela da Copa Santa Catarina, que estava prevista para começar dia 18, mas deverá ser adiada em função da paralisação da Divisão Especial.

No encontro serão definidas, por meio de votação, mudanças na tabela e no regulamento da competição. Metropolitano, Brusque e Atlético de Ibirama serão os representantes do Vale.

No mesmo dia, garante a FCF, outra reunião definirá novas datas para o quadrangular semifinal da Divisão Especial. Para quem não lembra, a Segundona do Estadual foi suspensa após Porto e Concórdia terem sido punidos com perda de pontos e exclusão do quadrandular semifinal por utilizarem jogadores irregulares (deveriam estar suspensos). Os times recorreram da decisão, e agora o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, definirá se a punição será mantida.

A Divisão Especial deveria terminar dia 11, levando os dois finalistas à Copa SC, que por sua vez dará uma vaga ao campeão no Brasileiro da Série D de 2010. Até então a Federação sustentava ser possível manter as datas sem conflito. Mas agora parece que jogou a toalha e espera resolver o imbróglio com a ajuda dos clubes.

Postado por Rodrigo Braga, da redação

Velhinhos da Fifa implicam com a paradinha

30 de setembro de 2009 6

Paradinha nas cobranças de pênalti entrou para a lista da Fifa de crimes hediondos praticados com uma bola e, infelizmente, está com os dias contados/Mauro Vieira

O futebol está cada dia mais chato. Do jeito que vão as coisas, caminha para se tornar aquilo que a seleção da Alemanha pratica nas Copas do Mundo, futebol mecânico e baseado na força física, sem nenhuma criatividade. O drible já era, e faz tempo. Hoje é tão raro que quando ocorre arranca até suspiros e ganha espaço nos programas de TV. Comemoração no gol? Quase uma heresia. Vai chegar o dia em que o jogador vai se desculpar por ter balançado as redes.

Resumindo, improvisar no futebol está virando um crime.

A próxima vítima dessa cruzada é a paradinha nas cobranças de pênalti. Em visita ao Brasil nesta semana para um congresso da Fifa, o presidente da entidade que rege o futebol, o suíço Joseph Blatter, parou de implicar com o projeto do Morumbi para 2014 por alguns segundos para meter a colher na polêmica. Para ele, a paradinha é irregular e deve ser proibida o quanto antes pela Board, a reunião de velhinhos que nunca jogaram bola, mas de vez em quando mudam uma regra aqui e outra ali no esporte mais popular do planeta.

Os goleiros, claro, adoraram. Eles reclamam sozinhos há séculos do que consideram uma injustiça. Dizem que a cobrança de pênalti já é toda favorável ao jogador de linha, pois o goleiro nem se mexer pode (mas se mexe) naquele gol imenso. Com a paradinha, então, se tornaria impossível tentar a defesa.

A paradinha, produto da criatividade sem limites do futebol brasileiro, é uma das poucas coisas capazes de surpreender no futebol previsível da atualidade, cada vez mais baseado só em esquemas táticos. Tanto pela cobrança quanto pela possibilidade (remota, é verdade) de o goleiro defender e desmoralizar completamente o batedor. Tá certo que tem jogador por aí que exagera na firula, faz quase uma “paradona”, mas proibir a cobrança é mutilar um pouco mais o que restou de arte (pois improviso e jeitinho também são formas de arte, ou não?) no futebol.

Mas já adianto uma má notícia para os que por acaso concordem com esse post. Se o Blatter disse isso, a paradinha já era, está com os dias contados. Quem gosta que aproveite os últimos dias, pois logo elas serão vistas apenas nos registros de um futebol que não existe mais.

Postado por Rodrigo Braga, da redação

Vitória do Figueirense é de quem quer subir

29 de setembro de 2009 9


Na projeção feita pelo blog, vitória sobre o líder Vasco em São Januário parecia pouco provável. Mas houve quem me alertou: “olha, o Ceará já mostrou ser possível, venceu no Maracanã com autoridade”.

Pois é. E não é que o Figueira repetiu a dose!

A receita atende pelo nome de simplicidade. O Figueirense de Márcio Araújo não inventa moda, faz o que precisa ser feito sem soluções mágicas. Por isso já jogou muito bem na goleada sobre o Paraná, em Curitiba, e finalmente engatou uma sequência de vitórias. E o melhor, está crescendo na hora decisiva, e isso bota medo nos rivais de cima. O time catarinense já deixou claro com as últimas atuações que quer subir para a Série A. Os outros que se virem para segurar as vagas deles.

Outros fatores que ajudam na escalada alvinegra: a chegada do volante Roberto Brum, o pastor, ajeitou o meio-campo. Fernandes, o ídolo, conseguiu espantar as lesões e comandar o time. E o Schwenck, para espanto de muitos, assumiu o papel de matador.

Do jogo, basta dizer que, taticamente falando, o Figueirense beirou a perfeição (não fosse pelo cochilo no finalzinho que permitiu ao Vasco descontar e botar pressão). Márcio Araújo usou a mesma arma que o Ceará já havia utilizado: marcação implacável, contra-ataque eficiente. Nesse cenário, o time do Vasco se afoba, passa a errar além da conta e irrita a torcida que, apesar da excelente campanha, não costuma ser muito paciente com tropeços. Mas o Vasco não tem motivos para se descabelar: o time já subiu, basta apenas a certeza matemática, e a campanha é digna de orgulho. Mas é inegável que o time não é assim tão superior aos rivais como os números sugerem.

Sobre o Figueirense, óbvio que ainda é cedo para falar em acesso, a briga promete ser dura até as rodadas finais. Mas os três pontos “fora dos planos” em São Januário clarearam demais a situação para o alvinegro _ a vitória do Ceará manteve o time fora do G-4, porém a derrota do Atlético-GO embolou a briga e a derrota do São Caetano deu mais tranquilidade (mas a Lusa voltou a ter chances).

Sábado, contra o Bahia no Scarpelli, é jogo para lotar o estádio e empurrar o time para a quarta vitória seguida e deixar o sonho da volta à elite ainda mais próximo.

Postado por Rodrigo Braga, da redação

Tenista italiana diz que faz sexo no vestiário

29 de setembro de 2009 5

Italiana, atual nº 10 do mundo, se considera mais bonita que Wozniacki e Sharapova, mas garante que pegaria a russa/AP

Está lá no globoesporte.com para quem quiser conferir. A bela tenista italiana Flavia Pennetta, na foto fazendo bonito em um desfile na semana de moda de Milão, deu uma entrevista quente (não, peraí, quente é pouco, incandescente) a um canal de TV italiano. A atual nº 10 do mundo começa a amontoar fãs mundo afora, e depois do que falou então…

Pennetta, 27 anos e 1m70cm, disse que o alemão Tommy Haas é o tenista mais bonito do circuito, mas que não dispensaria uma “rapidinha” com o russo Marat Safin, recém aposentado. Para Nadal, Federer e Del Potro ela também facilitaria o caminho. A italianinha também disse que há homossexualismo no tênis (dã) e que  não é adepta, apesar de que não dispensaria a russa Maria Sharapova (boba ela). Mas se acha mais bonita que a própria e que a dinamarquesa Caroline Wozniacki.

E não parou por aí. Flavia também falou do tempo em que namorava o espanhol Carlos Moyá (não dispensava sexo nem antes e nem depois dos jogos), que já transou em vestiário, em quadra de grama (uau!) e em avião. E por fim (precisa?) contou que recentemente deu um fora em um brasileiro, mas não revelou quem (façam suas apostas).

Postado por Rodrigo Braga, da redação

Amaral, o ex-coveiro, é ídolo na Austrália

28 de setembro de 2009 8

Amaral é rei no Perth Glory, time da metrópole mais isolada do planeta, que atualmente briga pelo título da liga australiana/Divulgação

Eu achava que o volante Amaral (lembram dele?), que ficou famoso naquele timaço do Palmeiras da Era Parmalat, mas que também jogou no Corinthians, Vasco e, pasmem, na Seleção Brasileira na época do Zagallo, tinha pendurado as chuteiras. Então vocês imaginam a minha surpresa ao receber um e-mail dizendo que o carismático jogador atualmente tem vida de rei nos confins da Austrália.

Amaral, que na época áurea também ficou famoso pelo fato de ter sido coveiro antes de aparecer no futebol e, principalmente, pela namorada maravilhosa que levava a tiracolo (uma oriental de parar o trânsito que certamente apaixonou-se pelo olhar irresistível dele…), é o ídolo maior da torcida do Perth Glory, time da linda cidade de Perth, considerada a metrópole mais isolada do planeta, localizada no extremo-oeste da Austrália (leia mais sobre a cidade e sobre o time).

Na segunda temporada dele na equipe _ antes jogou na Polônia, onde sofreu com a praga do racismo _, o time atravessa a melhor fase dos últimos anos, dividindo a liderança da A-League (o campeonato australiano) de 2009/2010 com os mesmos 13 pontos de Gold Coast e Sidney F.C, equipes bem mais tradicionais por lá. A chegada de Amaral deu liga na paixão dos moradores de Perth pelo futebol. E os muitos brasileiros que moram por lá (pelo jeito não há um cantinho sequer no planeta sem brasileiros) fizeram até uma homenagem em vídeo ao camisa 25 que, obviamente, foi parar no Youtube e o blog reproduz abaixo.

Mas a pergunta que não quer calar é: será que o Amaral continua com aquela japinha?

Postado por Rodrigo Braga, da redação

Figueirense está no páreo (continuação)

28 de setembro de 2009 4

Sábado, após a goleada sobre o Paraná, postei aqui no blog (releia aqui) que o Figueirense estava muito na briga por uma das vagas na elite do Brasileiro. Mostrei as 12 últimas rodadas do alvinegro, nas quais em oito vai enfrentar adversários que estão na parte de baixo da tabela. Os jogos mais complicados são o desta terça-feira, contra o Vasco em São Januário (difícil trazer pontos até pela fase vascaína, mas não impossível _ o Ceará já mostrou isso vencendo no Maracanã), e contra o São Caetano, na última rodada _ pode até ser apenas um amistoso de luxo, dependendo do que rolar até lá.

Mas faltou algo, e por isso o blogueiro volta ao tema. Não basta o Figueira alcançar o número mágico de 64 pontos (faltam 22). Ainda é preciso dar uma secadinha básica em pelo menos três rivais _ na opinião deste blog o Vasco já subiu e o Guarani está muito perto disso. Restariam então duas vagas para quatro times (além do Figueirense, Atlético-GO, Ceará e São Caetano). Nada mais oportuno, então, do que analisarmos também os confrontos que restam aos rivais.

A conclusão inicial é que a situação alvinegra é primeiro fazer a parte dele, depois ver o que acontece com os outros. um fator que pode ajudar é que os três outros ainda encaram confrontos diretos. Confira:

Atlético-GO (47 pontos, precisa de 18)

ABC (F), São Caetano (C), Paraná (F), Portuguesa (C), Fortaleza (F), Brasiliense (C), Duque de Caxias (F), Guarani (C), Ceará (C), Ipatinga (F), Juventude (F), Bahia (C)

Situação – Os confrontos mais complicados, contra São Caetano, Ceará e Guarani, faz em casa. Deve ficar com uma das vagas.

Ceará (44 pontos, precisa de 20)

Campinense (F), Fortaleza (C), ABC (F), Brasiliense (C), Portuguesa (F), Duque de Caxias (C), Ipatinga (F), Bragantino (C), Atlético-GO (F), Guarani (C), Ponte Preta (F), América-RN (C)

Situação – Não chega a ter um caminho muito espinhoso, mas um dos jogos em casa é o clássico contra o desesperado Fortaleza. Além disso, os confrontos vão ficando mais difíceis nas rodadas finais.

São Caetano (41 pontos, precisa de 23)

Guarani (C), Atlético-GO (F), Portuguesa (F), ABC (C), Duque de Caxias (F), Paraná (C), Campinense (F), Ipatinga (C), Brasiliense (F), Juventude (C), Fortaleza (F), Figueirense (C)

Situação – Dos quatro é o que tem a tarefa mais difícil, não só pelos pontos, mas também levando em conta os confrontos. Se conseguir uma das vagas será por muito mérito mesmo.

E você, como analisa a situação do Figueira e dos adversários diretos? Mande a sua opinião.

Postado por Rodrigo Braga, da redação

Avaí erra demais e ressuscita o Fluminense

27 de setembro de 2009 17

Atacante Alan aproveitou bem as falhas da defesa avaiana e marcou dois dos três gols do Flu no Maracanã/Marino Azevedo/Photocamera

Não era domingo de Páscoa, mas o Avaí testemunhou uma ressurreição em pleno gramado do Maracanã esta tarde. Aliás, testemunhou não, permitiu mesmo. O time catarinense deu bobeira, deixou o Fluminense virar e acabar com um jejum de 11 jogos sem vitória.

Na prática, pouca coisa mudou com o resultado. O Avaí continua tranquilo, a poucos pontos de conseguir o objetivo na competição, e o Fluminense, apesar da vitória suada, já está virtualmente rebaixado e vai precisar de um milagre muito maior do que esse para escapar.

E não dá para dizer que o Avaí não começou fazendo aquilo que muita gente cobrava: jogar no desespero adversário. Tanto seguiu a cartilha que no contra-ataque Muriqui deixou William na cara do gol para fazer 1 a 0. Parecia que a coisa ia ser fácil, mas este blogueiro mesmo alertou durante a semana (veja aqui): era preciso respeitar a camisa e a tradição do tricolor carioca.

O time atual do Flu dá dó, mas raça e vergonha na cara a garotada mostrou que tem. A zaga avaiana cochilou e Alan empatou. Ainda assim, os planos do Leão seguiam inabaláveis, tanto é que logo após uma bola na trave Muriqui fez 2 a 1. Agora bastava jogar nos erros do Flu, que ficariam ainda mais claros. O terceiro quase saiu, mas ainda antes do intervalo uma nova bobeira, esta de Anderson, que perdeu a bola para o meia Conca _ o único jogador acima da média no Flu _ e ele serviu Fábio Neves para empatar.

Veio o segundo tempo e o roteiro estava mantido: Avaí melhor em campo, pressionando em busca do gol. Mas uma nova falha coletiva da defesa permitiu a virada em outro gol do jovem Alan. Justo não era, mas futebol também é ganho por quem aproveita melhor os erros adversários. Era para o Avaí fazer isso, mas no fim das contas o feitiço virou contra o feiticeiro.

Do terceiro gol do Flu até o fim o que se viu foi um time desesperado para segurar o resultado, tal qual um esfomeado diante de um prato de macarronada. O Avaí até tentou, mas aí esbarrou na boa atuação do goleiro Rafael. Além da derrota, o Leão precisa trazer lições do jogo no Rio, como parte do aprendizado de um clube que quer permanecer na elite.

Postado por Rodrigo Braga, da redação

A matemática não mente: Figueira está no páreo

26 de setembro de 2009 9

Time catarinense goleou o Paraná por 4 a 0, em Curitiba, e em quinto, com 42 pontos, entrou de vez na briga pelo acesso/Divulgação

O Figueirense fez o que dele se esperava. Foi ao Paraná, jogou com autoridade de quem quer o G-4, explorou o desespero do rival e goleou por 4 a 0. Enfim, engatou uma vitória na outra nesta Série B, o que há muito não ocorria.
Não importa. Interessa é que a sequência veio na hora certa, o Figueira começa a ganhar fôlego na reta final. Não vou aqui detalhar o jogo, foi um massacre. Quero me apegar à matemática para afirmar que o time catarinense está no páreo mais uma vez. E agora parece que é pra valer.
Com 42 pontos, o Figueirense é quinto colocado. Na opinião desse blogueiro o Vasco (58) já subiu, óbvio, e Guarani (49) e Atlético-GO (47) só perdem as vagas se bobearem demais. Dessa forma, resta um lugarzinho no voo de volta à elite, e ele será disputado até o fim por Ceará (44), Figueirense e São Caetano (41). Os demais, pra mim, já deixaram a briga.
Faltam 12 rodadas, 36 pontos em disputa, e o alvinegro do Estreito precisa de 22 pontos para chegar ao número mágico que é 64, o que para os matemáticos de plantão é o suficiente para subir. Ou seja, sete vitórias e um empate até o fim. Parece muito? Vamos analisar os jogos que restam:

Vasco (F) - Difícil, até dá pra sonhar com um empate, mas a derrota seria natural
Bahia (C) - Adversário de tradição, mas jogando em casa precisa vencer
Fortaleza (F) - Time cearense está desesperado, nas últimas posições. Se usar a mesma estratégia inteligente desse sábado no Paraná, vence
Juventude (C) - Outro adversário que luta pra não cair. Jogo duro, mas vitória possível
Vila Nova (F) - Terceiro seguido que briga pra não ser rebaixado. Jogar em Goiânia é muito complicado, talvez um empate não seja mau negócio
Ponte Preta (C) - É possível que a Macaca ainda esteja sonhando com o acesso, o que reforça a necessidade de se impor em casa e vencer
Brasiliense (F) - Mesmo no DF, é um dos times mais fracos da competição, ainda que esteja no meio da tabela. Vitória possível
Campinense (C) - Vitória obrigatória, pois o time paraibano briga pra não cair e é fraco
América-RN (F) - Dá para vencer, mas jogar em Natal, mesmo com o América praticamente rebaixado, é sempre muito difícil. Empate pode ser bom
Bragantino (C) - Pode ser o jogo do acesso, dependendo do andamento das coisas. Em casa, mesmo que os paulistas ainda tenham alguma chance, é preciso vencer
Duque de Caxias (C) - Vitória obrigatória. Provavelmente o adversário já estará rebaixado e terá feito aquela famosa dispensa de metade do elenco
São Caetano (F) - Adversário difícil, por sorte o jogo pode não valer mais nada. Risco grande de derrota

Conclusão: o Figueirense faz seis jogos em casa e seis fora, e dos 12 adversários, oito (75%) brigam na parte de baixo da tabela. A matemática não mente jamais, o Figueira está muito na briga pelo acesso. O resto é conversa de corneteiro.

Postado por Rodrigo Braga, de casa

Palpites do fim de semana

26 de setembro de 2009 3

Antes tarde do que nunca, mais uma rodada dos tradicionais palpites

Palmeiras 2 x 1 Atlético-PR
O Palmeiras, como todo time do Muricy que se preza, vai sofrer, mas no fim vai ganhar mais uma e ficar na boa.

Barueri 1 x 3 Cruzeiro
O Cruzeiro é o maior mistério desse Brasileirão. Quando todo mundo imagina que o time vai engrenar, roe a corda. Mas dessa vez acho que a Raposa leva a melhor.

São Paulo 1 x 1 Corinthians
Clássico equilibradíssimo no Morumbi. Cada um, por razões diferentes, precisa muito vencer. Vejo um pequeno favoritismo do tricolor, mas ainda assim aposto no empate.

Fluminense 1 x 2 Avaí
Cautela é sempre bom, eu já disse em um post anterior. Se o Avaí souber respeitar a tradição do Fluminense e jogar de forma inteligente, se aproveitando do desespero do rival, vence até com certa facilidade.

Internacional 2 x 2 Flamengo
Outro jogo que promete na rodada. O Inter joga em casa, onde sempre é forte, mas vive fase turbulenta na competição. Já o Flamengo vive seu melhor momento, com Adriano e Pet jogando muito. Cara de empate.

Goiás 2 x 1 Grêmio
O Goiás, com a dupla de ex-colorados Fernandão e Iarley, vai frear a subida do Grêmio e de quebra se manter firme na briga pelo título, apesar de poucos acreditarem nessa possibilidade.

Coritiba 2 x 0 Náutico
No jogo dos desesperados, o Coxa leva vantagem por jogar em casa.

Atlético-MG 3 x 1 Santos
O Galo vence em casa e é outro que segue na briga pela ponta. O Peixe vai se conformando com um lugarzinho na zona intermediária da tabela.

Botafogo 2 x 1 Vitória
Apesar do bom time baiano de adversário, acho que o Botafogo volta a vencer em casa pelo Brasileiro e respira na luta pra não cair.

Sport 2 x 0 Santo André
Mais um jogo de desesperados na rodada. E aposto no time da casa mais uma vez.

Série B

Paraná 1 x 2 Figueirense
Ótima oportunidade para o Figueirense, enfim, engatar uma sequência de bons resultados. O Paraná é fraco e joga sob pressão. Se jogar de forma inteligente, o time catarinense traz os três pontos.

Duque de Caxias 1 x 5 Vasco
O time da Baixada Fluminense, coitado, só quer a renda do jogo pra pagar as dívidas por ter caído de paraquedas na Série B. Dos 10 piores públicos da competição, nove são dele, incluindo um jogo com 25 torcedores (ou seriam heróis?) nas arquibancadas. O Vasco, que não tem nada com isso, vai aproveitar mais uma tarde de festa no Maracanã para golear e ficar ainda mais perto da vaga na elite.

Série D

Chapecoense 3 x 1 Araguaia
A festa vai ser grande no Índio Condá. Vitória, vaga na Série C de 2010 e missão cumprida para o bom time dirigido por Mauro Ovelha. Tudo muito merecido, diga-se de passagem.

Postado por Rodrigo Braga, de casa

(Mau) Exemplo da Arena serve de alerta

25 de setembro de 2009 8

Cinco anos após a inauguração, Arena Joinville convive com a falta de jogos e sofre com a ausência de manutenção/Fabrizio Motta

O jornal A Notícia, de Joinville _ através do colega Diego Santos, com quem dividi o banco da universidade na década passada (estamos velhos!) _ traz uma série de reportagens muito interessante, a qual o Santa de papel publica parte na edição deste fim de semana, sobre a agonia da Arena Joinville, que completou cinco anos (isso mesmo, só cinco!) na sexta-feira.

O estádio municipal, inaugurado em 2004 como o mais moderno de SC, motivou o sentimento nada nobre da inveja em muitos blumenauenses na época. Isso porque por aqui muita gente sempre pleiteou o mesmo tratamento por parte dos governantes. Lembro de ter ouvido, por exemplo, que Joinville só teria conseguido a obra por interferência direta do governador Luiz Henrique (ex-prefeito da maior cidade do Estado e que, curiosamente, nasceu em Blumenau).

A verdade é que, cinco anos depois, a Arena definha. Como quase tudo que é administrado pelo poder público, falta manutenção, planejamento para torná-la rentável e outras tantas coisas. Para piorar, a chegada da casa nova, que nesse meio tempo foi ampliada para 22 mil lugares, coincidiu com a pior fase do JEC, que de lá pra cá até rebaixado no Estadual foi, coleciona fracassos e passa mais da metade do ano de portas fechadas. Ou seja, mais um mito que cai: o de que antes de ter time forte é preciso ter um estádio. Joinville tem um belo estádio, mas descuidou dele justamente porque há tempos não tem um time forte (pelo menos não no nível da tradição de lá).

Tá, mas por que, afinal, a discussão aqui no blog?

Porque Blumenau discute como nunca a construção de um estádio. Fala-se na ampliação do Sesi, no estádio próprio do Metrô, através de parcerias, e, claro, de um estádio municipal. Penso ser ponto pacífico que a cidade precisa, na pior das hipóteses, de uma alternativa ao Sesi, que nos últimos dois anos passou a maior parte do tempo fechado por várias circunstâncias e deixou o Metropolitano na mão. Mas torço que a opção estádio municipal seja descartada.

Governantes já mostraram não ter condições de administrar um complexo esportivo. Aí está o exemplo de Joinville, aqui do lado. Além disso, tem aquela velha discussão de que governo tem mais com o que se preocupar do que estádio de futebol. Projetos como esse, quando bem administrados, podem ser bem rentáveis para a iniciativa privada. Tenho certeza que se a Arena Joinville tivesse um dono de fato, jamais completaria cinco anos na situação em que está. Pensem nisso na hora de falar de estádio em Blumenau, por favor.

Postado por Rodrigo Braga, da redação