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Posts do dia 25 dezembro 2009

Eis minha lista dos 10 maiores jogos de 2009

25 de dezembro de 2009 7

Virada do Brasil contra os EUA, que valeu o título da Copa das Confederações, em junho, na África do Sul, merece estar na lista dos top 10 do ano que está terminando/André Penner/AP

O Yahoo! Brasil divulgou nesta semana _ confira link aqui _ uma lista com vários destaques de 2009. Nada mais natural para a época, inclusive. No quesito futebol, apareceram, na opinião do site, os 10 principais jogos do ano que está terminando. Não concordei com todos, apesar de admitir que é uma bela lista, e por isso tentei montar a minha própria (as mudanças são poucas). Mas como a memória já apresenta sinais claros de fadiga a dois dias das férias, posso ter esquecido de algum. Por isso, pra variar, peço a colaboração dos leitores. Vamos à lista, então:

Palmeiras 1 x 1 Corinthians (8/3 – Paulistão)
Paulistão, primeiro gol de Ronaldo pelo Corinthians, já nos acréscimos do clássico em Presidente Prudente. O gol, além de histórico, garantiu ao Timão a possibilidade, que seria confirmada mais tarde, de ser campeão estadual invicto.

Chelsea 4 x 4 Liverpool (14/4 – Liga dos Campeões)
Um jogaço fantástico. O Liverpool fez 2 a 0, o Chelsea virou para 3 a 2, deixou o adversário virar outra vez para 4 a 3, mas conseguiu o empate no finzinho para avançar às semifinais da Liga. De tirar o fôlego! E o curioso é que, uma semana depois, o Liverpool esteve envolvido em outro 4 a 4 que merecia vaga nessa lista, este contra o Arsenal, pelo Inglês, em jogo no qual o russo Arshavin marcou os quatro gols do time londrino.

Brasil 3 x 2 EUA (28/6 – Copa das Confederações)
Todos queriam ver o grande jogo do ano, Brasil x Espanha, uma prévia daquela que muitos imaginam será a final da Copa de 2010. Mas os espanhóis mantiveram a tradição e amarelaram na semifinal da Copa das Confederações diante da aplicação tática dos EUA. Erro que a Seleção de Dunga quase cometeu também, permitindo que os americanos abrissem 2 a 0 (cabia até mais) no primeiro tempo da final, em Johanesburgo. Mas, na etapa final, o time de Dunga resumiu em 45 minutos a bela temporada que teve, virando para 3 a 2 (dois de Luís Fabiano e um do capitão Lúcio) e ficando com o título.

Real Madrid 2 x 6 Barcelona (2/5 – Espanhol)
Não bastasse tudo o que significa a mítica rivalidade enre os dois gigantes da Espanha, o que o Barcelona fez em pleno Santiago Bernabéu foi realmente mágico. Num ano que terminou perfeito para o Barça – ganhou tudo o que disputou –, essa foi a cereja do bolo. Goleada histórica por 6 a 2, em tarde mágica de Lionel Messi (2 gols) e, principalmente, de Xavi, que deu passe para quatro tentos catalães.

Argentina 2 x 1 Peru (10/10 – Eliminatórias)
Um tango dramático em todos os sentidos. A sucessão de lambanças de Maradona no comando da seleção argentina levaram a essa situação vexatória: um tropeço em casa, diante do lanterna Peru, poderia deixar os hermanos de fora da Copa de 2010. E os argentinos venciam por magro 1 a 0 até os 44 do 2º tempo, quando um temporal caiu sobre Buenos Aires e quase ninguém viu o Peru empatar o jogo. No desespero, toda a nação argentina se atirou ao ataque e o trombador e questionado Martín Palermo, impedido, aos 48 minutos, salvou a pátria (no fim os peruanos ainda tiveram um pênalti não marcado). Maradona, aliviado, deu peixinho no gramado encharcado. A vaga na Copa viria quatro dias depois, em outra vitória dramática, contra o Uruguai, no Centenário.

Corinthians 3 x 3 Botafogo (23/8 – Brasileirão)
Em um Brasileirão que ficou marcado por muitas lambanças da arbitragem, esse jogo parece resumir tudo. No Pacaembu, teve de tudo: um jogão, afinal foi 3 a 3, e muitos erros (foram quatro em lances de gol, só pra ficar nos mais importantes). Teve até gol de mão validado. Uma vergonha!

França 1 x 1 Irlanda (18/11 – Eliminatórias)
A França precisou, literalmente, de uma mãozinha do atacante Henry para se garantir na Copa do Mundo. Na repescagem europeia contra a Irlanda, venceu em Dublin por 1 a 0, mas em casa deixou o adversário repetir o placar e levar a decisão para a prorrogação. Nela, Henry dominou escandalosamente a bola com a mã e tocou para Gallas fazer o gol da classificação. O lance quase gerou um incidente diplomático e a Fifa cogitou, sim, anular o jogo. No fim, sobrou apenas um puxão de orelha no atacante espertinho e o choro irlandês.

Cruzeiro 2 x 3 Fluminense (1/11 – Brasileirão)
Onde começou, enfim, a arrancada sensacional que salvou o Fluminense do rebaixamento iminente no Brasileiro? Pra mim, apesar de a invencibilidade que salvou o tricolor ter começado algumas rodadas antes, foi neste jogo, no Mineirão, que o time acreditou que ainda era possível escapar. O Flu não podia perder, e foi para o intervalo levando 2 a 0 e um vareio de bola de um Cruzeiro embalado, que sonhava com título. No segundo tempo, o time carioca se atirou ao ataque de forma suicida e deu certo. Fred, torcedor assumido do Cruzeiro, deu show, mas não comemorou. O Flu virou para 3 a 2 e calou o Mineirão lotado. No fim, segurou o resultado como quem defende um filho, e comemorou como título o resultado. Emocionante, sem dúvida.

Coritiba 1 x 0 Internacional (3/6 – Copa do Brasil)
Poucas vezes lembro de ter visto uma pressão tão intensa de um time sobre outro. Na semifinal da Copa do Brasil, no frio de zero grau de Curitiba, o Coxa precisava reverter a vantagem de 3 a 1 que o Inter trazia do jogo do Beira-Rio. Logo, precisava de um 2 a 0. Passou a semana jurando que dava e a torcida foi junto. No jogo, muita pressão, mas gol só aos 30 da etapa final. Dali em diante, ataque contra defesa e o time gaúcho se defendendo com bravura. Duas demonstrações distintas de raça, mas o Colorado acabou levando a melhor. Foi para a final, onde seria derrotado pelo Corinthians. E o Coxa, que saiu de campo aplaudido, mal sabia o que lhe aguardava no Brasileirão…

Botafogo 3 x 2 São Paulo (22/11 – Brasileirão)
O Flamengo foi campeão, com méritos, mas provavelmente foi esse jogo que decidiu o título. Na antepenúltima rodada, o São Paulo podia arrancar para o tetra, bastava afundar um moribundo Botafogo no Engenhão. E o alvinegro, desesperado, ainda contava com a curiosa torcida dos rubro-negros. No jogo, o Fogão saiu na frente, tomou a virada mas, na base da superação, virou outra vez e venceu nos minutos finais, naquele que para muitos foi o mais emocionante jogo do Brasileirão. Festa alvinegra e rubro-negra (o Flamengo perderia naquela rodada a chance de liderar ao tropeçar no Goiás), decepção tricolor. A lamentar apenas que, mais tarde, o herói daquele jogo, o atacante Jobson (2 gols e atuação que só não foi perfeita porque foi expulso no fim) tenha sido flagrado no antidoping.

Postado por Rodrigo Braga, da redação