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Posts do dia 25 março 2010

Arbitragem catarinense: uma lástima

25 de março de 2010 10

Seria crise o que está acontecendo com as arbitragens neste Catarinense?

Não, não é. Porque crise deixa subentendido que houve uma piora daquilo que já foi bom um dia. E eu pergunto: em algum tempo o apito no Catarinense mereceu conceito acima do lamentável?

Este Catarinense 2010 ilustra bem o que quero dizer. Dentro de campo, equilíbrio e até uma certa qualidade técnica dos times. Um bom campeonato, portanto, de acordo com a evolução do futebol do Estado nos últimos anos. Já no apito…

O que vemos a cada rodada é um rodízio de lambanças do grupinho de 5 ou seis árbitros que se revezam no apito. Li o companheiro Castiel, que esteve na Ressacada, qualificando a arbitragem do “vovô” Luiz Orlando de Souza (alô, dona Fifa!) como “digna de aposentadoria”. Precisa dizer mais? Até foguete em campo teve (será que vem punição por aí ou ficará por isso mesmo?) No Sesi, praticamente um oásis: mesmo debaixa de muita água, Paulo Henrique de Godoy Bezerra fez um bom trabalho, sem inventar, na vitória do Metrô sobre o JEC.

Mas convenhamos: relatos como esse do Sesi são exceções. A regra é sempre reclamação, questionamentos e lamentações por erros crassos dos homens do apito. Em Ibirama, também na quarta, o pessoal de Brusque também reclamou do Ronan Rosa no empate sem gols entre Atlético e Brusque.

A pergunta é: tem solução?

Com a palavra, os homens da Federação. Ao meu ver, o quadro de arbitragem catarinense precisa urgentemente de reciclagem. Novos nomes (afinal, onde está a nova geração?) Não foi formada corretamente, por isso não é colocada na vitrine? Até 2009, o principal árbitro do Estado era “importado” (Wagner Tardelli), e antes dele o Márcio Rezende. Ambos vieram aqui encerrar a carreira e, pelo jeito, barraram o surgimento de novos nomes.

Parece óbvio que a arbitragem local precisa urgentemente entrar no mesmo ritmo de evolução dos clubes, que pularam de um semi-amadorismo vexatório para um profissionalismo ainda razoável, mas já satisfatório nos últimos anos. Na maior parte dos casos, claro, nem todos seguiram a tendência.

Nem vou falar em profissionalização dos árbitros, porque esse não é um problema catarinense, mas brasileiro e até mesmo mundial. Mas é possível sim investir mais na qualificação técnica, acabar com os apadrinhamentos e outras politicagens tão comuns no apito. E, claro, aposentar quem já deu o que tinha que dar e deixar surgir novos nomes. Pior do que está dificilmente vai ficar, não acham?

Ah, se fosse sempre assim...

25 de março de 2010 9

Nesta quarta, o Metrô do Sesi voltou a ser o Metrô do Sesi. Ou seja, jogou bem, raçudo, dando bicão quando necessário, e venceu mais uma diante da torcida. Nesse caso, diante da pouca torcida que foi ao estádio (difícil de entender esse povo, viu…).

Importante, nesse caso, foi mesmo vencer. De virada, o time blumenauense está de volta ao G-4 do returno. Ficará por lá se no fechamento da rodada, nesta quinta, o Criciúma não vencer a desesperada Chapecoense no Índio Condá. De qualquer forma, o time está vivo na briga, e de quebra tirou o JEC do páreo. Agora, o campeão do turno só espera mesmo pelo adversário na final, provavelmente obrigado a decidir longe da Arena.

Mas como diz o título do post, ah, se fosse sempre assim Verdão. Falta agora esse Metropolitano, o que tem sangue nas veias, suplantar aquele outro, o apático, que costuma representar a camisa verde nos jogos longe do Sesi (só de lembrar daquele jogo no Scarpelli me dá até um arrepio…). Domingo, o desafio é o clássico regional contra o Atlético, lá na Baixada. A torcida, pelo que ouvi, nem quer goleada como nas últimas passagens por lá, meio a zero tá louco de bom, como diria um amigo meu.

Bom, o post é curto, até pelo adiantado da hora. Mas lembro uma coisinha: cravei na mosca a vitória por 2 a 1 do Verdão nos palpites da rodada.

Outra vez nos acréscimos!

25 de março de 2010 2

O Figueirense deu o troco em grande estilo. No turno, no Scarpelli, tomou o gol de empate nos acréscimos. Nesta quarta-feira, na Ressacada, mais uma mostra de como o futebol pode ser irônico. O Leão vencia até os 49 minutos, até que Willian, que está virando pedra no sapato azurra, deixou tudo igual.

Fantástico, como sempre deve ser um clássico cercado de tanta rivalidade.

Foi um grande jogo, pelo que acompanhei (vi um pouco do clássico, um pouco da vitória de virada do Metrô sobre o JEC). Fiquei com a impressão de que o Avaí foi um melhor, mas, apesar de ter desperdiçado algumas chances de matar o jogo, nada que justicasse vitória mais elástica que o 1 a 0 que ia se concretizando até os 49 minutos. Aliás, que dureza para a torcida azurra. Outro gol de empate em 1 a 1 no apagar das luzes (comparação com a final do turno na Arena é inevitável).

O Figueira lutou, até meio desordenado, e acabou premiado pelo empate. Aliás, 1 a 1 que eu cravei nos palpites da rodada, registre-se. Na tabela, o Avaí lidera, mas vê a turma encostar. Uma derrota na Arena, domingo, por exemplo, poderia complicar uma classificação dada como certa às semifinais. O alvinegro, com 10 pontos, pode perder uma posição se o Tigre vencer a Chapecoense, nesta quinta, mas não deixaria o G-4. Pega o rebaixado Juventus sábado e vai encostar de vez na ponta de cima.

Registro aqui os parabéns à sensacional campanha do Imbituba. Vice-líder do returno, da classificação geral e com o artilheiro isolado da competição, Felipe Oliveira, com 13 gols. Fantástico, até porque ninguém, ninguém mesmo, acreditava nessa possibilidade.