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Figueira toma as rédeas

28 de março de 2010 16

Quem lê o blog desde o começo do Catarinense vai lembrar que eu já disse aqui que era improvável que o Figueirense não reagisse e brigasse pelo título do returno. Com as derrotas de Avaí e Imbituba, o alvinegro manteve a ponta conquistada com a goleada de sábado sobre o Juventus. Além da liderança, o alvinegro joga, nesse momento, o melhor futebol do campeonato. E numa hora importante, decisiva.

A derrota do Avaí não chega a ser nenhum assombro, foi um grande jogo na Arena. Nos palpites, disse que o JEC, mesmo sem muitos objetivos nesse returno, poderia engrossar o jogo, principalmente pela rivalidade. E foi o que aconteceu. Vitória de um time que joga muito bem em casa, empurrado pela torcida que joga junto mesmo. De quebra, o tricolor voltou à briga por vaga nas semifinais. E se deixarem chegar, aí no mata-mata são outros 500… O Leão, apesar de um único ponto nas últimas rodadas, está perto das semifinais. Se vencer o Atlético, sábado, em casa, se garante.

Em Ibirama, um Metropolitano relativamente diferente daquele que andava envergonhando a torcida longe de casa. Infelizmente, no entanto, o resultado foi o mesmo: derrota para o Atlético. Mas aí faz parte desse esporte apaixonante que é o futebol. Perder lutando jamais envergonhará torcida. Foi um clássico de gols esquisitos, quatro deles no primeiro tempo. E o Trípodi fez de tudo: gol a favor, gol contra e cometeu pênalti. Mas ao menos não se omitiu. No fim o time deu uma cansada nítida (não é cornetagem, mas não seria o trabalho do demitido Sinclair já fazendo falta?) O Atlético foi premiado pela insistência e virou aos 49 da etapa final. Resultado normal de jogo também, azar de um, sorte de outro. Na tabela, o Metrô tem duas decisões no Sesi agora: Brusque e Avaí. Se vencer, está nas semifinais. E se o time finalmente jogou com raça fora de casa, é hora de a torcida, enfim, parar de envergonhar também. Os dois próximos jogos são para lotar o Sesi, sem desculpas esfarrapadas. Para o Atlético, as chances de ir às semifinais existem, mas são um pouco mais complicadas.

E a Chapecoense, ein? No jogo que poderia decretar o vexame do rebaixamento, lutou como deveria ter feito em todo o campeonato. Pergunto: será que os afastamentos de sexta-feira (que deverão evoluir para dispensas nesta semana), surtiram efeito? O Verdão está vivo, tirou do Imbituba a chance de ser líder do returno (e complicou demais a vida do time do Sul, que agora fecha com dois jogos fora de casa), e por fim mandou para Brusque uma pressão gigantesca.

Se o Brusque já precisava demais vencer o Criciúma nesta segunda, no fechamento da rodada, agora então virou questão de sobrevivência. Se conseguir a vitória, precisará de apenas mais uma nas duas rodadas finais (visita o Metrô e recebe o Imbituba), independente do que fizer a Chapecoense nos jogos contra Figueirense, em casa (complicadíssimo) e Joinville fora (outra pedreira). Para tristeza da imensa torcida do Oeste, a situação da Chapecoense ainda é muito perigosa. Talvez a reação tenha vindo tarde demais. Ainda mais se o Brusque fizer o que o Verdão não fez: bater o Criciúma em casa.

Comentários (16)

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    Do blogueiro: Acho que você fez algo errado, leitor. Em vez de comentar, reproduziu o começo do post. Tente outra vez.

  • Bueno diz: 28 de março de 2010

    Faltou um “h” ali na primeira frase, na décima primeira palavra.

    Do blogueiro: ?

  • Pessoa Comum diz: 28 de março de 2010

    Blogueiro, teus palpites estão ótimos, hehehe. Vai, Verdão. O único. O verdadeiro. Já tá quase lá. E o Gremião, hein? Cinquenta em casa, sem perder já é demais. Pêsames, colorados. Só falta o Ronaldinho na Seleção para tudo ficar supimpa. Vamu pulá, vamu pulá, vamu pulá….

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    Do blogueiro: Outro que colou o post e não comentou…

  • Vander – Avaiano diz: 28 de março de 2010

    Falae Braga tudo certo?
    Fico triste com a torcida do seu time Joinville. Adoram cornetear a imprensa da capital mas não se dão ao trabalho de prestigiar quem acompanhar a equipe na sua própria casa. Tenho lido seus posts e alguns admito que tens uma paixão incontida e em outras oportunidades como hoje és mais sereno! Minha impressão é que o Joinville não fará a final em casa e vai decidir ou contra Avai ou Figueirense. Com o Lima sendo expulso a cada 2 jogos fica fácil entender a bronca da torcida com ele e no mais qualquer time que joga pra cima do Joinville sabe que é possível ganhar. Mas gostaria de pedir mesmo a tua opinião sobre a arbitragem do estadual.
    Na minha opinião o campeonato só está tão ruim porque o nivel de arbitragem estraga o bom futebol e irrita torcedores.
    Espero que algum torcedor do Joinville também leia este post, caso contrário apenas confirmará o que disse antes. Só corneteiam a capital e esquecem do próprio umbigo!
    Um abraço!

    Do blogueiro: Joinville??? Eu??? Vander, essa eu não entendi, mas vá lá. Minha opinião sobre a arbitragem dei num post escrito na sexta-feira, deve estar uns 3 ou 4 abaixo desse que tu comentou. Confere lá. Grande abraço.

  • Clovis diz: 29 de março de 2010

    Caro Braga,
    Fui ao estádio sabado a noite ver o meu Furacão. Foi um bom jogo, com o Figueira dominando todas as ações. Wilson não fez nenhuma defesa importante e ainda fez um gol, aliás, um belo gol. Apenas acredito que Jr Negão está abaixo dos demais. Não sentimos falta do Geovânio.
    Domingo, pela TV, assiti o bvai mais uma vez jogar recuado e querendo a todo custo ganhar na marra, seja com simulação de penaltis, seja com excesso de reclamações. Sorte do JEC que o time do sul da ilha não sobe aproveitar as oportunidades que criou no final. O JEC tem um pessimo preparo fisico, com excessão do Tesser.
    Acredito que o Figueira vencerá os dois próximos confrontos (CHA e CRI) e quero que o bvai chegue em 2º ou 3º. Final de returno com um clássico seria o ideal. Bom para o campeonato e bom para Floripa.
    Abraço,
    Clovis

  • Fabricio Joaquim diz: 29 de março de 2010

    Respondendo ao Vander “sofredor” avaiano:

    Acho que o nobre está equivocado. Qualquer time que joga pra cima do JEC pode vencer? Duvido. Quando o JEC quer jogar e quando o jogo realmente vale alguma coisa, o JEC vai lá e joga. Infelizmente, naquela decisão do primeiro turno, os gols não saíram. Somente aquele que foi o mais importante do jogo, quando decretou o empate.
    Ontem, não só você, mas todo o Estado, viu um Avaí completamente acuado, sendo que o JEC poderia vencer até por 6 ou mais que seria absolutamente normal. O único problema do JEC é achar que o jogo já está decidido e relaxar no final. Isso tem acontecido sempre que o time está vencendo. Mas acredito que na final, valendo saldo de gols e tudo mais, certamente o JEC tomará outra postura e jogará mais sério ainda. Tenho certeza que fará os gols nas oportunidades que surgirem. Então, ainda acredito sim que o título virá para o tricolor do norte, o glorioso JEC!
    Quanto às arbitragens, acho que o nobre Vander anda chorando demais. Se os árbitros estão errando, com certeza é a favor do Avaí. Várias simulações do Vandinho que, na minha opinião, já merecia ser expulso. E com relação aos acréscimos, também reclamam demais. Se fosse assim, o jogo teria sido JEC 3 x 1 Avaí, visto que o time avaiano fez o seu segundo gols após os 50 minutos de jogo. Engraçado que na decisão do primeiro turno, o árbitro disse que o jogo seria até os 49. O JEC fez o gol aos 48:57 e mesmo assim, o árbitro deu mais 3 minutos de jogo? Alguém pode explicar isso? Até agora, só vejo falhas de arbitragens para beneficiar o Avaí e não o contrário, como reclamam tanto os torcedores “sofredores”.
    No fundo tudo isso é medo, visto que o time da ilha será rebaixado da série A, vai levar outro chocolate do Coritiba na Copa do Brasil e voltará a realidade: um mero time catarinense que nunca teve expressão alguma no futebol nacional.
    Forte abraço e saudações tricolores! Esse ano, o caneco é nosso!

  • Ricardo Brandes diz: 29 de março de 2010

    Braga, não achei o Metropolitano tão diferente daquele que anda envergonhando a torcida fora de casa. Em vários momentos, o time poderia ter liquidado a partida, encostando nos líderes. Mas foi displicente e, além de tudo, mostrou-se contente com um possível empate. Deu no que deu. Vitória merecida do Atlético, que lutou até o fim… E a torcida do metrô engoliu mais uma derrota amarga, em um jogo em que o time poderia até ter vencido…

    O metrô até pode passar a próxima fase. Só que, jogando fora de casa, certamente vai decepcionar a torcida mais uma vez.

  • Rodrigo diz: 29 de março de 2010

    Fala Xará,
    Ontém eu estava lá na baixada, exatamente no alambrado pegando no pé do fraco assistente que por ali passava! Aliás, nem precisa mais falar de arbitragem neste campeonato, é uma verdadeira vergonha. Era só agente gritar que ele levantava a bandeira e marcava falta para o Metro. Sobre o jogo, gostei do time, bem diferente dos outros jogos fora de casa, jogaram com raça, vontade e até com certa qualidade, isto até onde o pequeno campo do estádio da baixada permitia, o resultado foi muito injusto. Destaco no jogo de ontém, o Fabinho, o Rafael, principalmente o Acerola, que incendiou o jogo e ganhou todas da defesa adversária, e a torcida que foi em peso a Ibirama.
    E para o restante do campeonato, nada está perdido, mesmo se o Criciuma ganhar hoje do Brusque, continuaremos dependendo das próprias pernas, pois o Criciuma ainda tem confronto direto contra o Imbituba.

    E continuando minha lista de possíveis reforços, para a possível participação na série D, acrescento o Julinho, lateral esquedo do Ibirama… joga muito!

    Abraços!

  • Vander – Avaiano diz: 29 de março de 2010

    Calma Fabrício!
    Nunca questionei a arbitragem somente para o Avaí e sabes disso! É só reler os posts. To falando num geral mesmo, até porque nunca vi arbitragem voltar atrás pra nada (é erro demais e é óbvio que o bosta do Chamusca contribui e muito). No mais é bom sofrer e estar na Série A do que sofrer para ver se não serão eliminados da D.
    Quanto a grande expressão do Joinville e que teus colegas saudosistas lembram da década de 80 não precisa chamar o Nardela é só desenterrar o antigo presidente mas não sei se ele conseguiria nos dias de hoje comprar uma vaga na série A e 8 canecos! Afinal eu não me lembro de nenhum título grande do JEC! Se for Catarinense e Copa SC temos mais que vcs! hauhauhauha. Só não vai começar a comemorar campanha igual ao Janelense alvirosado do estreito que fica feio!
    Ah o jogo de ontem foi ruim mesmo, como disse, vcs jogaram melhor e mereceram a vitória que poderia ser com um placar mais elástico. No mais vejo que teus amigos só corneteiam em blogs da imprensa da capital o que me leva a acreditar que nem a imprensa de Joinville acredita muito no JEC, a não ser que seja campeão para dai sim começar a babação.

  • marco diz: 29 de março de 2010

    Fala Braga, com um futebol mais alegre, um grupo que demonstra união, com um tecnico que entende de bola, fazendo o faijão com arroz básico. Assim é o figueirense hoje mostrando como se faz.
    Abraços amigo, aqui o chororô está terrivel, ninguem cala esse chororô, dezulivre.

  • Fabricio Joaquim diz: 29 de março de 2010

    Meu nobre Vander,

    Veremos então na final. Isto, é claro, somente se o teu time chegar lá. Vamos ver o que acontece nessas duas últimas rodadas e também no quadrangular.
    Acredito ainda numa classificação do JEC no quadrangular. Acho que tudo é possível, depois do Imbituba perder da fraca Chapecoense. Acredito que o JEC vencerá seus próximos jogos. Um contra o Juventus que, apesar de jogar sem Lima, Eduardo e Fabiano, não tenho dúvidas que consegue uma boa vitória. E a última partida, na ARENA, contra a Chapecoense. Esse pode ser o jogo em que o time de Chapecó tem grande chance de ser rebaixado. Ainda mais depois daquele jogo “marmelada” na Ressacada, ano passado, quando o Avaí entregou pra Chapecoense pra tirarem o JEC da final.
    Então, eu quero mais é que o time do oeste seja rebaixado mesmo e que o JEC venha a ser o grande Campeão deste ano. Vamos lá, JEC! Pra cima deles novamente! E que desta vez, faça TODOS os gols que perdeu contra o Avaí.
    Saudações tricolores!

  • Mario L. Nascimento diz: 29 de março de 2010

    Vander.

    Realmente, o Avaí tem um título nacional, que o JEC não tem. E está na série A. Estamos muito atrás, da D, de fato. Contingências de um esporte que, tanto quanto do bom momento, depende também da história, da tradição e da torcida. Nisto, somos iguais, meu caro.

    Com a diferença de que o JEC tem bem mais público que o Avaí no estadual. Aliás, tem quase tanto torcedor joinvilense para ver o JEC contra o Metropolitano, o Imbituba, o Avaí, o Figueirense quanto avaianos para ver o teu glorioso Leão contra Flamengo, Vasco, São Paulo, Grêmio e outros. Tá, você vai dizer que não é atração, que ninguém quer ver times pequenos. Mas torcedor que é torcedor não vai para ver o adversário. Vai para ver o seu time. Eu vou a todos os jogos do JEC. Detalhe: moro em Curitiba.

    E falando em frequência no estádio no catarinense, tenho que citar a torcida do Figueirense. Mesmo quando o alvinegro não era líder, eles estavam lá. A média é parecida com a do JEC, mesmo com a campanha ruim do time no primeiro turno. Nisso, meu amigo, vocês têm que tirar o chapéu para as torcidas do JEC e do Figueirense. Podem mudar de comportamento e passar a comparecer à Ressacada (estádio cada dia mais bonita, parabéns) ou continualr a arranjar desculpas, com têm feito sempre.

    De fato, Vander, se você analisar sem paixão, a única coisa que diferencia o Avaí do JEC (e do Figueirense e do Criciúma) é que está em um momento melhor, depois de ficar 30 anos sem saber o que é jogar na elite do futebol brasileiro. No ranking da CBF, JEC 583, Avaí 491. A distância é de 2 títulos da série A.

    Mesmo em número de títulos estaduais, o JEC não fica atrás. Você não deve saber, mas os 3 primeiros campeonatos considerados estaduais (dos quais o Avaí ganhou dois) não contaram com equipes do interior. A Liga era somente de Florianópolis. Portanto, estaduais mesmo, o Avaí tem 12, mesmo número do JEC. Com o detalhe que somente 5 deles foram conseguidos nos últimos 60 anos, enquanto o JEC (que apareceu em 1976) ganhou 12.

    Não quero dizer que o Avaí não tem méritos, porque a tradição (o Avaí é dos clubes mais antigos do estado) conta e conta muito. Mas é bom você baixar a bola e reconhecer que não é só um bom momento que faz o time.

    Quanto à tua acusação de que o JEC comprou tudo na década de 80, só rindo mesmo. Quero que você me faça uma relação de títulos ganhos pelo Joinville sem merecimento. Não vale ficar falando sem mostrar os fatos. O Giuliari, presidente da FCF, era joinvilense, sim. Mas ele deixou a FCF em 1983 e o JEC ganhou mais 5 títulos estaduais depois disso. Sua melhor campanha na série A (a melhor de um time catarinense por mais de 20 anos, superada apenas nos últimos anos por Figueirense e Avaí) foi em 1985. Além do mais, se você não sabia, fique sabendo que foi esse joinvilense o responsável pela entrada de SC no campeonato brasileiro, estrategicamente através dos times da capital. A ampliação do Scarpelli para que o Figueirense disputasse o campeonato em 1972 teve o dedo desse joinvilense, assim como a consolidação da doação do Adolfo Konder para o Avaí. Se quiser saber mais sobre isso, pesquise um pouco.

    Futebol é, além de bons times e boas campanhas, história, tradição e torcida. Se ficar sem ganhar títulos por muito tempo acabasse com um clube, o Corinthians não existiria mais. E está aí, com a segunda maior torcida do país. Se fazer uma ou outra boa campanha fizesse o milagre de transformar um clube em grande, o São Caetano e outros não teriam caído.

    Curta o bom momento do Avaí. Eu também estou curtindo (fora do campeonato catarinense, claro) e vou ver o jogo de quarta no Couto Pereira, torcendo para o Leão reverter o quadro desfavorável. Alias, esses dois jogos contra o Coritiba deveriam servir para você e os outros avaianos refletirem. O Coritiba é série B, o Avaí é série A. Pelo teu raciocínio, o Avaí teria atropelado o Coxa na Ressacada e viria para cá com sangue doce. Acontece que o Coritiba tem mais de 100 anos. Foi campeão brasileiro na série A e na B. É o maior ganhador de títulos no PR. Tem história. Tem tradição. Tem torcida. Por isso o Avaí não teve e não vai ter vida fácil. Da mesma forma que a tradição do JEC e do futebol de Joinville pesam na hora dos jogos do nosso estadual.

    Curta o bom momento do Avaí. Mas não tripudie sobre os outros clubes que, tanto quanto o Leão da Ilha, têm peso no futebol de Santa Catarina. Não faz bem e não é verdadeiro. O jogo de ontem mostrou isso. O final do estadual pode mostrar mais ainda.

    Sucesso ao Avaí e à Chapecoense na Copa do Brasil.

  • Vander – Avaiano diz: 30 de março de 2010

    Opa!
    Valeu Mario! Na verdade eu já sou um pesquisador do futebol catarinense, sei como foi a década de 80 e note que nunca falei da qualidade do time do JEC e sim dos dirigentes. Sempre troco idéias com o Fabrício que é um dos poucos torcedores apaixonados do JEC que sempre acompanham o time mesmo em tempos difíceis mas quando falasse em público e estrutura permita-me discordare em especial a torcida. Mas referente ao público te digo que é complicado gastar 100 pratas ou 60 ( ingresso mais barato) para acompanhar na bela Ressacada o jogos do Leão e isso é culpa da diretoria que tema ilusão de ver casa cheia com esses preços. Corremos o risco de se chegarmos a final com vcs de vermos a Arena lotada e a Ressacada apenas com um bom público. (aliás já discuti o assunto com o Fabrício e peço tua opinião: – Porque a prefeitura não passa a administração da Arena pro JEC, não consigo entender, pois o JEC é quem usufrui, leva público, paga as taxas, acho um tanto injusto e esse foi um legado que o Giuliari não conseguiu deixar, um estádio pro JEC).
    Em relação a título quem define isso é a Federação, até o Corinthians já foi campeão do mundo! E na história do Avai se pesquisares verás que ao longo das décadas em que o JEC não participou havia o Caxias, Carlos renault, Paula Ramos e tantos outros que sempre confirmaram que nosso campeonato é equilibrado sem a superioridade expressiva de nenhuma equipe. Dos títulos do JEC o que considero mais ganho em campo é o de 85 esse sim estava com um time que deixava qualquer técnico de olhos cheios.
    No mais minha opinião é um pouco de mágoa em relação a Joinville, pois existem muitos colegas teus que pregam um ódio gratuito a capital levando para um lado nada bom querendo ganahr no grito, ressaltar a economia, população e isto não é ponto de discussão para futebol, sempre brinco que se a capital fosse em joinville e que com o dinheiro que circula na cidade seria possível construir uma praia, de repente o joinvillenses ficariam mais calmos, pois a diferença de culturas é imensa mas fica a apenas 2 horas de viagem e nossas vocações são distintas, enquando joinville é um grande polo de industria e conhecimento, somos os olhos dos turistas e eventos e caminhando a passos lentos para entrar na industria do conhecimento.
    Por fim te agradeço o comentário, pois são poucos os que discutem nesse nível e que não saem corneteando por ai.

    Um forte abraço. (hoje vai dar Leão – se chamusca deixar é claro) E nos vemos na final!

    Fabrícioooo, pode andar com a camisa do JEC em Floripa sim, mas o pessoal vai reclamar do cheiro de naftalina! é por isso! heheheheh

    Um abração aos dois e se a final for aqui que tal um churrasco?

    Uhuuuu

  • Fabricio Joaquim diz: 30 de março de 2010

    Pois é, Vander…

    A maioria dos familiares da minha esposa, torcem pelo Avaí. Já cheguei a vestir a camisa do JEC e visitar um parente dela na Costeira. A sensação que tive não foi das melhores. Confesso que fiquei preocupado se alguém não estaria nos esperando na volta. Mas tudo bem, isso já passou. Depois desse episódio, nunca mais arrisquei a andar com a camisa tricolor por Floripa.

    Mas quase toda semana, pelo menos no trabalho, costumo trazer a camisa sim e vestí-la. Até porque na empresa tem bastante torcedor do JEC também. Com certeza, vou garantir meu ingresso para os dois jogos da final. Na ARENA, vou de certeza. Já na Ressacada, tenho receio. Se for contra o Figueirense, acho que vou no Scarpelli também.

    Enfim, apesar de toda essa “choradeira” de vocês (avaianos), ainda acredito que o JEC será o Campeão 2010. Provou isso, mostrando que quando o jogo realmente vale alguma coisa, o time joga. Além disso, temos os melhores laterais de SC: Chiquinho, Eduardo e Rafael Tesser. E também um centro-avante matador: Lima. Infelizmente, parece que o garoto Eduardo teve uma contusão séria. Vamos aguardar! Mesmo assim, o Chiquinho dá um banho!

    E quanto ao churrasco, estamos aí! É só combinar!

    Saudações tricolores! 2010 = JEC 10.000 sócios e Campeão Catarinense

  • Mario L. Nascimento diz: 31 de março de 2010

    Vander,

    eu não comparei estruturas, não. Neste item, reconheço que os times da capital estão na frente, principalmente por falhas estratégicas do Joinville, que durante muito tempo só se importou com os resultados em campo. Estava tudo bem enquanto os conseguia. Agora vêm os questionamentos sobre as administrações passadas, que tanto mal fizeram. Ainda é cedo para afirmar, mas as coisas parecem estar mudando para melhor.

    Tamanho de torcida só vamos ter alguma idéia quando for feita uma pesquisa abrangente (em todo o estado, representativa de pelo menos 75% da população) e séria, respeitando a cultura local. Para você ter idéia, pesquisas apontam que clubes tradicionais de fora do estado têm mais torcida que os clubes locais de SC. É uma subversão da realidade. Se aparecer uma pesquisa em Joinville em que o JEC não apareça, em Chapecó sem a Chapecoense e assim por diante, claro que Flamengo, Corinthians, São Paulo etc. vão aparecer na frente dos nossos. Ao que sei, existem algumas pesquisas somente em Florianópolis e, ainda assim, mostram números nos quais eu não acredito. Não é possível que Avaí ou Figueirense esteja atrás de quem quer seja na capital e região. Claramente as pesquisas foram mal feitas.

    A imensa maioria dos torcedores em SC tem simpatia por outros clubes. O que é necessário (e seria extremamente útil a todos, clubes, imprensa, torcida, profissionais de marketing) é que a pesquisa (respeitando a cultura local de simpatia aos grandes clubes do Brasil) pergunte por 3 clubes em ordem de preferência. Por exemplo, em um jogo entre Avaí e Vasco, você torceria para quem? Essa resposta é que define a ordem.

    Em um post do ano passado no blog Os Impedidos o Cioatto mostrou um levantamento populacional que fiz das regiões de Florianópolis, Criciúma e Joinville, com alguns pressupostos baseados nas pesquisas existentes. Não prova nada, obviamente, mas mostra alguns números de potencial. Como Joinville e Criciúma têm somente um time, o potencial é maior para o Tigre e o Coelho. Na região da capital (de longe a maior conurbação do estado) as preferências são divididas entre o Leão e o Furacão. Só por isso, existe a probabilidade de os dois do interior terem mais torcedores que a dupla da capital. É só uma conta (o fato de não se basear em pesquisas de campo a torna pra lá de fajuta, diga-se), mas mostra alguma coisa. Por outro lado, isso não diminui a importância de qualquer dos 4 (ou 5, se incluirmos a Chapecoense) maiores do estado. E a rivalidade local, por outro lado, só faz aumentar a importância da dupla da capital. Por essas e outras eu venha advogando a necessidade de uma pesquisa abrangente. Só não sei porque ninguém se mexe nesse sentido. Acho que ainda falta profissionalismo…

    Independentemente de quem possa ter a maior torcida do estado, a presença nos estádios tem mostrado o Avaí abaixo de Figueirense e Joinville. E não é de hoje. Apesar de eu concordar que os preços altos afastam o torcedor comum, o Leão vive apregoando que tem cerca de 15 mil sócios. Mesmo esses não estão comparecendo. No clássico da capital, foram pouco mais de 6 mil em um público total de 9 mil. No Scarpelli 6,7 mil sócios para um público total de 12 mil. Na final do primeiro turno 6 mil sócios e convidados do JEC em um público de 13,4 mil. Isso é algo que deveria preocupar a diretoria do Avaí. Mesmo contando com a melhor estrutura atualmente (os resultados assim o mostram), o Leão não tem conseguido encantar o seu torcedor. Espero que essa realidade mude na série A, com a ampliação da bela Ressacada.

    Acho bem complicado que a Prefeitura passe a adminstração total da Arena para o JEC. O clube sempre se mostrou péssimo administrador e a situação atual do Ernestão (que o Caxias está recuperando) mostra bem o que eu digo. Além disso, com a administração terceirizada, a função social das instalações públicas poderia ser comprometida. Por outro lado a Prefeitura também não mostra boa administração desse patrimônio. Não importa quem seja o administrador. O que tem faltado é visão estratégica e competência. O espaço é muito mal utilizado e não há um modelo para que isso possa mudar.

    Quando citei os primeiro títulos quis apenas fazer um contraponto ao que se diz em relação a isso. Mesmo que a Federação reconheça, existem controvérsias que nunca foram levantadas. A maioria dos estados reconhece títulos de mais de um clube em determinadas épocas em que eram formadas ligas paralelas, pelos mais diversos motivos. Isso ocorreu também em SC, mas nunca ninguém levantou que entre 1933 e 1936 quem representava SC no campeonato brasileiro de seleções não era a atual FCF, que havia se desligado da entidade nacional da época. Portanto os campeonatos dessa época não poderiam ser computados como estaduais. Ou, no mínimo, outros campeonatos deveriam ser levados em conta e os títulos atribuídos também aos clubes que os ganharam. Vale também para os primeiros campeonatos, onde os clubes do interior não participaram.

    O fato de os títulos serem mais antigos, mais ou menos significativos não altera em nada as posições históricas nem de Avaí nem de JEC. Se um construiu a tradição desde 1924, outro aproveitou a tradição de Caxias e América e a consolidou com vários títulos em pouco tempo. O mesmo vale para Figueirense e Criciúma. Todos merecem a posição que conquistaram.

    E vamos ao churrasco. Seja em Joinville, ou em Florianópolis.

    Abraços a todos.

    PS: comento a relação Joinville x Capital em outra ocasião.

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