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Posts de abril 2010

Ibirama desiste da Copa SC

30 de abril de 2010 42

Os indícios já eram grandes nos últimos dias. Na verdade, desde a despedida do Estadual. Nesta sexta-feira, porém, veio a confirmação por parte do real mandatário do clube: o ex-presidente Genésio Ayres Marchetti. O Atlético de Ibirama não vai mesmo disputar a Copa Santa Catarina, que começa no próximo dia 5.

Mais do que isso: encaminhou à Federação Catarinense de Futebol, que recebeu no início da noite dessa sexta-feira, um pedido de licenciamento por pelo menos um ano das atividades no futebol profissional.

Antes da desistência formal no documento para a Federação, a confirmação de Marchetti foi dada em entrevista ao colunista Cláudio Holzer, aqui do Santa, que estará na coluna Passe Livre da edição impressa do jornal no fim de semana. Em resumo, o dirigente se mostrou desanimado com os rumos do futebol em Ibirama. Investiu pesado para brigar pelo título, mas o time caiu de produção no returno e terminou na parte intermediária da tabela. Decepção também com o público, que pouco compareceu à Baixada. Marchetti chegou a dizer que a proibição da venda de cerveja nos estádios foi determinante para a queda na média de público. Reclamação que não é exclusiva do Atlético, registre-se. Ah, e teve também, claro, as tradicionais reclamações das arbitragens no campeonato…

Fica agora a pergunta: como vai ficar a Copa SC? O Atlético está no Grupo B, com Figueirense, Imbituba, Joinville e Chapecoense. Estrearia contra o Figueira, quarta, na Capital. Parece óbvio que a FCF não fará mudanças drásticas, já que o grupo tinha cinco times e agora ficaria com quatro. O mesmo se aplica ao Juventus, que está no Grupo A e, apesar de ainda não ter confirmado nada, também deve desistir da competição.

A Federação ainda não se pronunciou oficialmente. Mas o Atlético, isso parece certo, ao confirmar licenciamento pagará multa e, quando voltar, precisará disputar a Segundona (ou a Terceirona, caso fique de fora também dos estaduais das categorias de base). Mas tudo isso ainda precisará ser confirmado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). E os torcedores da Chapecoense nem deviam se animar muito, pois seria imoral se a vaga do Atlético na elite fosse repassada à Chapecoense. O mais honesto, e o que espero que aconteça, é que três equipes, e não duas, subam da Divisão Especial esse ano. Ou então que o Catarinense 2011 tenha nove times.

O Grupo A da Copa

29 de abril de 2010 9

Começando a análise dos grupos da Copa do Mundo 2010, conforme prometido, o primeiro a passar pelo Raio-X é o Grupo A, o dos donos da casa. Vamos lá:

Grupo A – Parreira vai pagar os pecados

Carlos Alberto Parreira, com todo aquele estilo lord inglês, fez uma tremenda sacanagem com o Joel Santana. Quando percebeu o tamanho do pepino que tinha aceitado ao assumir a seleção sul-africana, aproveitou um problema familiar para passar a roubada adiante, e escolheu para isso o “malandro Joel”. Aí Parreira voltou para o Rio e o Joel foi lá roer o osso, administrando as críticas e virando chacota mundial pelo inglês impecável. Quando chegou a hora da picanha, ou seja, da Copa, Parreira chutou Joel pra escanteio e voltou ao comando com a maior cara lavada do mundo. Sacanagem, ninguém vai me fazer mudar de ideia.

Pois bem, mas logo depois de voltar à seleção sul-africana, Parreira percebeu de que forma pagaria os pecados. No sorteio das chaves, a seleção anfitriã caiu em um dos grupos mais enroscados. Não estava nos planos, certamente. Sendo assim, vai precisar rebolar e muito para não entrar para a história das Copas como técnico da primeira seleção dona da festa a cair na primeira fase. Até Japão e EUA conseguiram escapar dessa. Para a África do Sul, não será nada fácil evitar o vexame. O Grupo A tem quatro seleções em condições de seguir adiante. As outras três, bem mais tradicionais, com mais chance que o time de Parreira.

A favorita da chave é a França, mas também não é tão favorita assim. Tudo porque o time não convence faz tempo, penou para chegar à Copa (se não fosse a mãozinha salvadora do Henry…) e não chega a assustar nenhum adversário. Porém, a Copa de 2006 mostrou que nunca é muito prudente menosprezar os franceses. Ainda mais que, em relação ao último Mundial, o time tem algumas jovens promessas em alta no futebol europeu. Casos, por exemplo, de Benzema (Real Madrid), Ribery (Bayern de Munique), Malouda (Chelsea), além dos “rodados” Henry e Anelka e de uma defesa sólida. Uma das vagas, ao menos, deve garantir.

Na teoria, portanto, os outros três brigam em condições semelhantes pela vaga restante. Uruguai x México promete ser o grande jogo da chave. Se houver vencedor, ele é favorito a passar. E os dois vão precisar de algum cuidado para encarar a pressão da torcida nos jogos com a África do Sul. Se conseguirem suportar as irritantes vuvuzelas, os problemas dentro de campo certamente serão menores. E o time de Parreira, o traíra, ah, esse só com muito barulho das cornetas sul-africanas mesmo. O time é ruim, e de fato a única coisa que pode salvá-lo em um grupo tão equilibrado é o fator arquibancada. Quem assistiu ao filme “Invictus”, saberá do que eu estou falando.

Meu palpite – Passam França e Uruguai

PS: Sexta-feira que vem tem a análise dos grupos B e C

Análise dos grupos da Copa

29 de abril de 2010 0

A Copa do Mundo da África do Sul começa daqui a seis semanas (dia 11 de junho, com África do Sul x México). A partir dessa sexta-feira, e nas próximas seis, o blog vai fazer uma análise de cada um dos oito grupos do Mundial 2010. Opinião mesmo, citando os que considero favoritos, os jogos destaques, e outras coisas, em cada chave.

O cronograma será este aí abaixo, para os leitores acompanharem e opinarem, concordando, discordando ou mandando as próprias análises:

- 30/4 – Grupo A

- 7/5 – Grupos B e C

- 14/5 – Grupo D

- 21/5 – Grupo E

- 28/5 – Grupo F

- 4/6 – Grupos G e H

Nesta sexta, então, entra no ar o primeiro. Participem.

Sem essa de futebol arte

28 de abril de 2010 19

Nunca gostei da expressão “futebol arte”. É daquelas pomposas que, na real, não dizem nada.

A derrota do Barcelona para a Inter de Milão, nas semifinais da Liga, apenas mostrou mais uma vez que no futebol não tem essa de melhor e pior. Ninguém ganha de véspera. O Barça era a sensação da Europa e todo mundo achou que golearia. Foi incapaz de furar a retranca da Inter de José Mourinho.

Moral da história? A Inter mereceu a vaga na final. No fim das contas, foi mais time que o Barcelona. Em casa, fez o resultado. Fora, soube ser eficiente. Correu risco tendo o ataque catalão o tempo todo na porta da sua área, mas acabou dando certo na soma dos 180 minutos.

Na visão simplista de alguns, o futebol retranqueiro e eficiente dos italianos venceu a arte em forma de jogo de bola dos espanhóis. Tremenda injustiça, pois a Inter jogou demais no primeiro jogo, enquanto o Barça não soube confirmar em campo todo o favoritismo das pranchetas. A única verdade nisso tudo é que, na hora da verdade, times italianos e alemães sabem decidir como poucos. E os espanhóis, que deitam e rolam no campeonato nacional de mentira, inflado pelo marketing e cheio de times de quinta categoria, acabam caindo um pouco na real quando encaram um desses. Vale lembrar que já no ano passado o Barça já havia passado por situação semelhante, e só levou o Mundial de Clubes porque o Estudiantes cansou nos minutos finais e entregou a rapadura.

E o Messi? Não jogou nada, o que mais uma vez abastece os críticos do geniozinho argentino, que argumentam que ele some quando a coisa é pra valer. É um pouco injusto, mas que ele deu margem nesta quarta, isso ele deu. Fica a torcida pra que ele joga o mesmo na Copa…

Inter x Bayern, Mourinho x Van Gaal, é uma final sem nenhum prognóstico que não seja um tremendo chute.  Mas me arrisco a apostar em duas coisas: 1) Grande chance de um 0 a 0 com decisão nos pênaltis. 2) Quem gosta do tal futebol arte pode reservar estes 90 minutos da tarde de 22 de maio, um sábado, para passear no parque, fazer compras ou dormir. Em campo estará a essência da eficiência europeia que tanto nos rouba Copas do Mundo.

Última coisinha: a queda do Barça e de seu futebol vistoso serve de exemplo bem claro de que o badalado Santos não é imbatível como pensam alguns. Basta seguir o manual do Mourinho e correr pro abraço.

O gol mais perdido de todos os tempos

28 de abril de 2010 5

Todo mundo sabe que a Major League Soccer (MLS) não é lá nenhum fenômeno de futebol arte. Futebol bom na terra do Tio Sam é o das mulheres. Mas eis que os caras se superaram. Em um jogo da atual temporada, Los Angeles Galaxy (o time, ou seria ex-time?, do Beckham) e Kansas City Wizards faziam mais um jogo chatinho quando surgiu este lance, que promete entrar para os registros do futebol mundial.

O autor da proeza é Key Kamara, jogador de Serra Leoa, na África. Acreditem se quiser, ele conseguiu fazer isso. Tropeçou na bola sobre a linha do gol e, ao cair, a empurrou com as mãos para o fundo das redes, obrigando o árbitro a anular o lance.

Pra mim, o gol perdido mais perdido de todos os tempos. E vocês, concordam? Ou apresentam outros candidatos? Abaixo, o lance mágico de Key Kamara:

Sul-Americana: Avaí dá azar no sorteio

27 de abril de 2010 28

A semana é de decisão no Catarinense, mas para a torcida do Avaí esta quarta-feira está reservada para sentir, enfim, o clima de competição internacional.

A Conmebol sorteou, em Assunção, os grupos da Copa Sul-Americana, que começa em 4 de agosto e vai até 8 de dezembro, a primeira competição do Leão com exigência de passaporte. Tá certo que a Sul-Americana não tem o mesmo glamour da Libertadores, mas é exatamente por isso que a cartolada confirmou as expectativas e anunciou que o campeão desse ano ganhará vaga na Libertadores de 2011. Um senhor upgrade no torneio, convenhamos.

O sorteio, não houve as novidades que alguns esperavam, colocou o Avaí diante de um time brasileiro no primeiro mata-mata. E a opção, o torcedor há de convir, não foi a melhor. O Leão levou azar no sorteio e vai encarar o Santos, sensação do futebol brasileiro em 2010. Os outros confrontos entre brasileiros na primeira fase são: Atlético-MG x Prudente, Vitória x Palmeiras e Goiás x Grêmio.

E aí, torcedor azurra. O que achou?

A obrigação de vencer por 3 gols

26 de abril de 2010 19

Quando duas equipes de tradição se enfrentam, pode até acontecer uma vitória por larga margem de um ou de outro, mas não é lá muito normal.

Digo isso porque nos jogos de ida das finais dos principais estaduais, no domingo, todos os visitantes venceram. E se eles já tinham vantagem, ela ficou ainda maior para a grande final, domingo que vem.

É claro que quero falar da final do Catarinense. O Avaí transformou a vantagem que já tinha em uma verdadeira mordomia ao vencer 3 a 1 no JEC em plena Arena. O Leão, que não perde na Ressacada desde setembro, vai precisar levar de três ou mais para não ser bicampeão. Convenhamos, a tarefa do time de Mauro Ovelha flerta com a impossibilidade.

Sim, porque uma coisa é vencer por três gols de diferença. Acontece toda hora, apesar de, como eu já disse, em confronto de times tradicionais ser pouco comum. Outra coisa, quem entende de futebol sabe, é entrar em campo precisando vencer por três gols de diferença. A pressão mais atrapalha do que ajuda, enquanto que o adversário fica na cômoda situação de ficar à espera de um único contra-ataque para matar o jogo.

Essa é a situação do JEC e também do Inter, que precisará ir ao Olímpico fazer 3 a 0, ou mais, no arquirrival Grêmio.Santo André (Paulista), Ipatinga (Mineiro) e Bahia (Baiano) terão missão um pouco menos impossível, vencer por 2 gols de diferença, todos fora de casa, Santos, Atlético-MG e Vitória, respectivamente.

Se conseguirem sair de campo campeões, serão dignos de recepção épica, daquelas que depois viram DVD. Mas até os torcedores sabem que é pouco provável.

Avaí bota uma mão na taça

25 de abril de 2010 58

A previsão, inclusive desse blogueiro, era de equilíbrio na grande final do Catarinense 2010. Os motivos eu já havia colocado anteriormente: tradição de ambos e os desfalques e cansaço do Avaí, além do fator Arena a favor do JEC no primeiro jogo.

Mas o que se viu no campo encharcado da Arena neste domingo foi um show do Avaí de como se joga uma final. O que deixou o Leão na condição inegável de virtual bicampeão Catarinense. Mesmo cheio de desfalques, deu de ombros para a pressão da torcida do JEC e dominou, matando o jogo ao construir o 2 a 0 nas chances que teve. O JEC até acordou no fim, descontou e esboçou uma pressão, mas no fim a verdade é que 3 a 1 ficou barato. E a missão do time de Mauro Ovelha é quase impossível: vencer por três gols de diferença no jogo da volta, domingo que vem, na Ressacada.

A chuva atrapalhou, é verdade. Mas as duas equipes perderam com isso, portanto não serve de desculpa. O árbitro Paulo Henrique de Godoy Bezerra ia bem até o lance do pênalti do César Prates no Laércio. Discutível, mas eu não daria. Ou seja, influência da arbitragem (que novidade) no resultado final, mas sejamos justos, nada que tenha desvirtuado a superioridade do Avaí nos 90 minutos.

A impressão que ficou do primeiro jogo foi de que alguns jogadores do Joinville tremeram de forma inesperada na hora da decisão, perdendo o primeiro jogo do ano diante da torcida (e justo quando não podia). Diferente do time da Capital, que já tinha mostrado a mesma personalidade nos jogos contra o Grêmio, pela Copa do Brasil. Sem Sávio e Vandinho, o Avaí minimizou os desfalques e teve atuação coletiva excelente. O time jogou bem na Arena, mas as atuações de Roberto, Davi, Robinho e, principalmente, do lateral Patric, o melhor do jogo, merecem registro. No Joinville, o desfalque do Tesser parece ter feito mais estragos que a coleção de ausências avaianas. De resto, Ricardinho, o herói do turno, até fez um belo gol de falta, mas nada além disso. E a dupla Cris e Lima esteve abaixo do esperado.

Dizer que o JEC não pode reverter a situação complicadíssima na Ressacada não seria justo. Poder, até pode. Mas eu, sinceramente, não acredito nisso. O Leão está muito perto do bicampeonato estadual, que desde o começo do campeonato era encarado como uma obrigação do clube azurra. E o Mauro Ovelha? Seria a sina do bom técnico fazer boas campanhas e perder na final? Ou consegue um milagre na semana que vem, ou vai chegar ao quarto vice-campeonato estadual.

E olha que muita gente achava, eu entre eles, que dessa vez ele tinha o melhor time nas mãos para quebrar o incômodo tabu.

Palpites da final do Catarinense

23 de abril de 2010 16

Estaduais acabando, mas os palpites seguem firmes. Abaixo, minhas opiniões da decisão do Catarinense e de outros estaduais importantes. Quem quiser opinar, o espaço é democrático, já sabem. Só deixo um aviso: como estarei viajando, só poderei liberar comentários a partir de sábado à noite. Mas não deixem de mandar.

Joinville 2 x 1 Avaí

A primeira decisão em 180 minutos deste Estadual. Mas para o JEC é como antes, pois é esse o jogo do tudo ou nada. O tricolor precisa usar o fator campo/torcida, além dos desfalques e do cansaço avaiano pela sequência de decisões, para fazer o resultado. Uma vitória por larga margem seria o ideal, mas parece pouco provável em um duelo tão equilibrado. O Avaí vai tentar segurar a pressão e levar tudo para a Ressacada. Mas se o JEC bobear, pode encaminhar o bi.

Internacional 0 x 0 Grêmio

É no Beira-Rio o primeiro jogo da final do Gauchão. Mas, sinceramente, não acho que o Inter fará valer o mando, como tem feito nos últimos anos. Vou de empate.

Santo André 1 x 3 Santos

O time do ABC fez bela campanha e merecidamente está na final do Paulistão. Mas, convenhamos, trata-se de uma formalidade de 180 minutos antes de a taça ser entregue ao Santos. Não acredito na possibilidade de zebra.

Ipatinga 1 x 1 Atlético-MG

O Ipatinga passou por cima do Cruzeiro, mas o Luxa não vai deixar isso acontecer outra vez. Empate nesse primeiro jogo da final do Mineiro.

Massa não quer ser Rubinho

22 de abril de 2010 13

É complicada a situação do brasileiro Felipe Massa na Ferrari. Piloto de relativo talento (o melhor brasileiro desde Ayrton Senna seguramente), ele convive com a desconfiança na Ferrari. Tudo porque não tem um título mundial no currículo.

Em 2010, já ficou claro para todo mundo (menos para alguns comentaristas brasileiros…) que Massa é segundo piloto na Ferrari. Fernando Alonso não é de manter política de boa vizinhança, a passagem traumática pela McLaren em 2007 já mostrou isso. E ele exige tratamento preferencial. Tem como argumentos fortes os dois títulos mundiais, a fama (justa) de piloto mais talentoso da atualidade e, principalmente, o caminhão de dinheiro dos patrocinadores espanhois que o acompanham aonde ele vai. Difícil vai ser alguém na Ferrari dizer não para ele.

Ferrari, brasileiro submisso… já vimos este filme antes. Mas agora com uma diferença bem clara. Felipe Massa não é o Rubinho Barrichello e não vai aceitar a condição de servir pura e simplesmente o companheiro Alonso. Questão de temperamento, apenas isso. Massa tem pavio curto, diferente do conformado Rubinho. Ou seja, a fechada entre os companheiros na entrada dos boxes na China provavelmente foi só o primeiro capítulo de uma batalha que vem por aí.

O brasileiro está em desvantagem em todos os quesitos, mas vai lutar. Ao menos isso. Já é alguma coisa.