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Sobre dinheiro público no futebol

29 de julho de 2010 3

A velha discussão sobre investimento público no futebol está de volta. Não sei em outros lugares, mas aqui no Vale do Itajaí ela sempre é acalorada, pois por incrível que pareça a opção ainda tem muitos defensores por aqui.

Matéria do Estadão dessa quinta-feira (e que também está no Jornal de Santa Catarina) relaa a situação do São Caetano, que vive dias difíceis em função de um desentendimento com a prefeitura local.

Explica-se: quando o Azulão apareceu no ano 2000 e tornou-se o “clube sensação” dos anos seguintes, chegando até a uma final de Libertadores, o dinheiro público jorrava. Só que em 2004 o prefeito incentivador morreu e o sucessor, que ironia, é conhecido na cidade por não gostar de futebol. E a pouca simpatia que tem ainda é pelo Palmeiras. O dinheiro sumiu e o clube, dependente dele, minguou.

É uma relação extremamente prejudicial essa, até porque confiar nos rumos da política para planejar um clube é viver a vida perigosamente demais. Outro exemplo é o Barueri, que por causa de brigas políticas pegou suas trouxinhas e foi-se embora pra Presidente Prudente, onde virou Grêmio Prudente. Mas não aprendeu a lição, porque lá a relação é a mesma. Sabe-se lá até quando.

Aqui vira e mexe alguém cobra da prefeitura e do governo do Estado estádio público. E no caso específico de Blumenau os comentários de que o prefeito não está nem aí pro futebol local (e torce pro Avaí) são frequentes. Por mim, bom que seja assim. Quanto mais longe o futebol ficar da política, melhor. Clubes, mesmo que a duras penas, precisam buscar a sustentabilidade na relação com o torcedor ou na iniciativa privada.

Políticos, por mais apaixonados que sejam pelo esporte, também deveriam se manter distantes na relação. Temos um caso escancarado aqui em Santa Catarina, e quem conhece o dia a dia sabe que pode até parecer bom no início, mas uma hora a fonte seca e o clube fica sem chão.

Definitivamente, política e futebol não combinam.

Comentários (3)

  • Silvério diz: 29 de julho de 2010

    Como o poder público DEVE ajudar um time de futebol:
    - Reforçar a segurança nas imediações do estádio do clube nos dias de jogos.
    - Utilizar a guarda de trânsito para auxiliar os engarrafamentos.
    - Disponibilizar mais linhas de ônibus em dias de jogos.
    - Construir infraestrutura para o entorno do estádio, linha de trem e corredor de ônibus, praça ao ar livre, etc.

    Do blogueiro: Concordo plenamente

  • Eduardo M diz: 29 de julho de 2010

    Braga ,

    Espero que você tenha lido o meu comentário sobre o Duque de Caxias. Infelizmente é mais um dos milhares de “times de prefeituras” do nosso país. O muncipio de Duque de Caxias tem 900 mil habitantes e figura entre os dez maiores Pibs municipais do Brasil , graças ao polo petroquimico que ali existe em torno da Reduc e da RioPol. Segue a linha do Ipatinga , do São Caetano e Gremio Prudente e tantos outros.

    Duque de Caxias é o terceiro municipio mais populoso da região metropolitana do Rio , atrás de São Gonçalo ( 1 milhão de habitantes ) e o Rio ( 6.5 milhões de habitantes ). Está separada fisicamente do Rio por um canal , que fica atrás do Aeroporto do Galeão. Com a construção da Linha Vermelha nos anos 90 , acabou se aproximando e muito da cidade do Rio. Mas continua sendo uma cidade dormitório , mesmo tendo uma enorme geração de riquezas. Talvez se a prefeitura cuidasse mais da cidade , usando melhor o dinheiro arrecadado pela atividade quimica , Duque de Caxias poderia ser um lugar bem mais aprazivel.

  • Eduardo M diz: 29 de julho de 2010

    Braga ,

    O blog do Milton Neves acaba de informar que o jogador Rivaldo , do Avai , foi comprado pela Traffic e já não veste mais a camisa do time catarinense.

    A noticia é confirmada ai ?

    Sim, ontem já. Já foi até anunciado pelo Palmeiras.

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