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Posts de julho 2010

Palpites do fim de semana

30 de julho de 2010 18

Fim de semana de clássicos no Brasileiros e de jogos complicados nas séries B, C e D para os representantes de Santa Catarina. Vamos aos palpites, e quem quiser mandar os seus, espaço liberado:

Brasileirão

Atlético-GO 2 x 1 Guarani

São Paulo 2 x 0 Ceará

Fluminense 1 x 0 Atlético-PR

Avaí 3 x 0 Goiás

Palmeiras 2 x 1 Corinthians

Internacional 1 x 1 Grêmio

Vitória 1 x 2 Botafogo

Prudente 2 x 0 Santos

Cruzeiro 1 x Atlético-MG

Flamengo 0 x 0 Vasco

Série B

Bahia 1 x 1 Figueirense

Série C

Chapecoense 0 x 0 Brasil de Pelotas

Série D

Metropolitano 2 x 1 Pelotas

Iraty 3 x 1 Marcílio Dias

São José 1 x 2 Joinville

Quem levou ingressos de Metrô x Pelotas

30 de julho de 2010 3

Gente, a participação foi muito legal. O pessoal usou a criatividade mesmo para narrar os gols do Metropolitano (e até do Pelotas!). Foi difícil escolher apenas dois, mas consegui. Abaixo, os dois vencedores da promoção:

Denis Brandl

O lance incrível ocorre aos 46 minuto e 30 segundos do segundo tempo, o placar está 2×2 e o lance é uma cobrança de falta direta a favor do time de Pelotas. A torcida verde está em silêncio no Sesi, o Metropolitano que acabou o primeiro tempo ganhando de 2×0 cedeu ao empate no segundo tempo e agora vê a sua classificação antecipada na Série D ameaçada com esse lance. O juiz diz que o jogo vai até os 48 minutos, faltam 1 minuto e meio para acabar o jogo.

O atacante de pelotas, está preparado para bater a falta, 3 jogadores do Metro estão na barreira, e os demais jogadores estão na área para tentar salvar essa bola. João Paulo está tranquilo, mas ancioso, ele vê perigo para cima dele.

O juiz autoriza o chute, o atacante corre para a bola, mas a jogada é ensaiada, e quem bate é o lateral direito do time, a bola bate na barreira verde, bola dentro da área, sobra para o atacante do Pelotas, ele chuta, João Paulo espalma a bola numa defesa incrível. A bola sobra para o lateral esquerdo do Pelotas, ele chuta pro gol, mas Nequinha tira a bola de qualquer jeito e é escanteio para o time de pelotas. A torcida verde continua em silêncio, alguns torcedores do time de pelotas, cantam animados.

O juiz autoriza a cobrança do escanteio, o jogado de pelotas manda a bola para dentro da área, que sobra para um atacante que chuta direto no gol. Gavião consegue tirar essa bola, que chuta para Nequinha, iniciando um contra ataque do time do Metro. A torcida de Pelotas fica em silêncio e a Nação verde volta a cantar, incentivando o time que desce rapidamente com a bola.

Nequinha correndo com a bola, toca para o outro lado para o Pereira, pereira avança com a bola para a area, o contra ataque é rápido. Mas o Pereira esta cercado por dois jogadores de pelotas, ele tenta se livrar da marcação. Dribla um jogador, passa a bola no meio das pernas do outro jogador, ele quer cruzar, mas não consegue, ele vê o gavião sozinho no meio da área, então cruza a bola, que é interceptada de cabeça por um jogador do pelotas, a bola sobra para o Amaral Rosa, que no desespero chuta a bola com canela, num lance horrível, mas peraí o que aconteceu ? A bola entra rasteira dentro do gol, aos 47 minutos e 40 segundos. Os jogadores de pelotas não acreditam, os jogadores do metro comemoram com garra e alegria junto ao alambrado gritando com a torcida. O arbitro termina o jogo e o Metro consegue mais uma incrível vitória.

Daniel Cristiano Colsani

O time do pelotas dá um chute incrível pela lateral, o gandula blumenauense que joga com o time lança rapidamente para o goleiro papapaulo que arremessa para Nequinha que sai em disparada pela lateral, deixando todo o time do pelotas para trás.

Esse menino vale ouro!! deixa dois sentados na entrada da grande área. Esse é o melhor lateral do brasil. È a certeza da próxima convocação de mano Menezes.

Nequinha vê Mario Andre subindo em disparada, Mario Andre cruza a bola na medida para Edmar que enche o pé de voleio para o gol, mais o goleiro do pelotas com um incrível reflexo consegue pegar a bola que ia no canto direito do gol.

Porem o rebote sobra para Gilberto o atacante Blumenauense que mete um canudo que estufa as redes do adversário. Gilberto sai para comemorar com a torcida verde que enche o SESI e leva todos a loucura…é o Verdão de santa Catarina rumo a Tóquio, se cuida Barcelona! E para os próximos adversários, cuidado que o Verdão veio pra atropelar. É gol é gol é gol do Verdão.

Parabéns aos vencedores. Os dois podem entrar em contato ainda nesta sexta pelo e-mail rodrigo.braga@santa.com.br para combinarmos a entrega.

Ganhe ingressos para Metrô x Pelotas

29 de julho de 2010 20

Seguinte, domingo o Metropolitano precisa do Sesi lotado para conseguir a terceira vitória seguida na Série D do Brasileiro, encaminhando a vaga para a próxima fase. Será um jogo bem complicado contra o Pelotas, provavelmente o adversário mais difícil da chave.

O blog vai dar uma forcinha. O clube disponibilizou dois ingressos para o jogo que este blogueiro vai passar adiante. Mas não será tão simples assim: levarão a mordomia pra ver o jogão na faixa os dois autores dos comentários mais criativos que descreverem um lance de gol do Verdão no jogo.

Está valendo, usem a criatividade!

Os vencedores serão revelados na sexta-feira, às 13h. Até lá, todos os comentários concorrem.

Sobre dinheiro público no futebol

29 de julho de 2010 3

A velha discussão sobre investimento público no futebol está de volta. Não sei em outros lugares, mas aqui no Vale do Itajaí ela sempre é acalorada, pois por incrível que pareça a opção ainda tem muitos defensores por aqui.

Matéria do Estadão dessa quinta-feira (e que também está no Jornal de Santa Catarina) relaa a situação do São Caetano, que vive dias difíceis em função de um desentendimento com a prefeitura local.

Explica-se: quando o Azulão apareceu no ano 2000 e tornou-se o “clube sensação” dos anos seguintes, chegando até a uma final de Libertadores, o dinheiro público jorrava. Só que em 2004 o prefeito incentivador morreu e o sucessor, que ironia, é conhecido na cidade por não gostar de futebol. E a pouca simpatia que tem ainda é pelo Palmeiras. O dinheiro sumiu e o clube, dependente dele, minguou.

É uma relação extremamente prejudicial essa, até porque confiar nos rumos da política para planejar um clube é viver a vida perigosamente demais. Outro exemplo é o Barueri, que por causa de brigas políticas pegou suas trouxinhas e foi-se embora pra Presidente Prudente, onde virou Grêmio Prudente. Mas não aprendeu a lição, porque lá a relação é a mesma. Sabe-se lá até quando.

Aqui vira e mexe alguém cobra da prefeitura e do governo do Estado estádio público. E no caso específico de Blumenau os comentários de que o prefeito não está nem aí pro futebol local (e torce pro Avaí) são frequentes. Por mim, bom que seja assim. Quanto mais longe o futebol ficar da política, melhor. Clubes, mesmo que a duras penas, precisam buscar a sustentabilidade na relação com o torcedor ou na iniciativa privada.

Políticos, por mais apaixonados que sejam pelo esporte, também deveriam se manter distantes na relação. Temos um caso escancarado aqui em Santa Catarina, e quem conhece o dia a dia sabe que pode até parecer bom no início, mas uma hora a fonte seca e o clube fica sem chão.

Definitivamente, política e futebol não combinam.

Falha no post do Mano Menezes

28 de julho de 2010 2

Pessoal, estava mesmo achando estranho que um post tão acessado não tivesse nenhum comentário. Pois agora, alertado por uma leitora do blog, consegui descobrir que havia um erro na liberação dos comentários do post sobre a lista de convocados do técnico da Seleção, Mano Menezes.

Agora está tudo normal outra vez. Peço desculpas a todos pela falha, coisas desse tal mundo virtual. Se alguém ainda quiser comentar, mesmo com o assunto já “envelhecido”, está lá. Mas se ninguém quiser vou entender perfeitamente.

A primeira lista de Mano Menezes

26 de julho de 2010 8

Está aí a primeira convocação da Era Mano Menezes na Seleção. Uma lista bem interessante, com muitos jogadores jovens e promissores e até a manutenção de jogadores da Copa da África.

Olha, eu gostei.

Do ponto de vista catarinense, o grande destaque, claro, é a merecidíssima convocação do goleiro Renan, do Avaí. Um jovem de 19 anos, orgulho da pequena São João Batista, que chega para ser uma aposta do ciclo olímpico. Renan assumiu o posto de titular no Leão e ninguém mais lembra do veterano Zé Carlos. Na Seleção, tem tudo para virar nome constante, ao menos e a princípio na lista olímpica para Londres/2012 como o outro goleiro aposta, Jefferson, do Botafogo. Ah, e aos mais apressadinhos, vale lembrar que Renan não é o primeiro atleta de clube catarinense convocado. Em 1995, o zagueiro Alexandre Lopes foi chamado por Zagallo, também para um amistoso. E ainda estava no Criciúma, onde se destacou no Brasileirão daquele ano (estava negociado e no ano seguinte iria vestir a camisa do Corinthians, mas ainda estava no Tigre). E outra: alguém aí lembra da campanha nas ruas pela convocação do Jairo Lenzi em 1992? era sério, o Parreira chegou até a falar disso na época. E o Lenzi de fato jogava demais naquele Criciúma que disputou a Libertadores de 1992 (e só parou no São Paulo de Telê e Raí, que seria campeão mundial).

De resto, gostei muito da convocação de nomes como o lateral Rafael (Manchester), David Luiz (Benfica), Réver (Atlético-MG), Ederson (Lyon), Henrique (Racing-ESP) e Jucilei (Corinthians). Todos jogadores de muito futuro e que, certamente, bem trabalhados serão nomes certos na lista final para 2014.

Outros nomes, claro, eram óbvios, como Ganso e Neymar, Hernanes, Sandro, Lucas, Carlos Eduardo, Diego Tardelli, Thiago Silva, Marcelo e o goleiro Victor. Todos ganham agora a oportunidade de justificarem a condição de queridinhos da galera. Deles, só Thiago Silva esteve na Copa. Mas, como os demais, agora terá a grande chance de ser protagonista. Por falar em protagonista, é a chance de ouro de Alexandre Pato. Que ele coloque a cabeça no lugar e não a jogue no lixo mais uma vez.

E os resquícios da Copa? Todos nomes justos: Robinho, Ramires e Daniel Alves. claro que outros ainda serão chamados em convocações futuras, mas a disposição de Mano em renovar ficou clara. E isso é bom.

Nomes que faltaram? Sei lá, de cabeça só consigo pensar em poucos nomes, como Elias (Corinthians), Wesley (Santos) e o lateral Jhonatan (Cruzeiro). Mas entendo as escolhas e acho que também foram boas. E foi só a primeira, claro, haverá muito tempo para dar chances a todos que merecerem.

Pra quem ainda não viu, abaixo a lista de Mano:

Goleiros: Renan (Avaí), Jefferson (Botafogo) e Victor (Grêmio)

Laterais: Rafael (Manchester United), Marcelo (Real Madrid), André Santos (Fenerbahçe) e Daniel Alves (Barcelona)

Zagueiros: David Luiz (Benfica), Henrique (Racing Santander), Réver (Atlético-MG) e Thiago Silva (Milan)

Meias: Ederson (Lyon), Carlos Eduardo (Hoffenheim), Hernanes (São Paulo), Sandro (Internacional), Paulo Henrique Ganso (Santos), Lucas (Liverpool), Jucilei (Corinthians) e Ramires (Benfica)

Atacantes: Robinho (Santos), Neymar (Santos), Alexandre Pato (Milan), André (Santos) e Diego Tardelli (Atlético-MG)

E vocês, gostaram? Faltou alguém? Participem!

No Sesi, só o público decepcionou

25 de julho de 2010 12

2084 pessoas. Será esse o número de torcedores que querem futebol em Blumenau? Meio por cento da população, é esse o tamanho do apoio que quem monta um time de futebol na cidade pode contar?

Pelo jeito, é.

Em campo, o Metropolitano nem jogou bem, mas foi seguro e dominou o jogo para vencer o Iraty por 2 a 0, neste domingo, no Sesi. Era o jogo mais importante do ano (ou até em vários anos) para o clube, tão decisivo que era nos planos de se firmar no cenário nacional. A mobilização foi feita, dentro e fora de campo. Mas só os jogadores fizeram a parte deles. Nas arquibancadas, Blumenau decepcionou mais uma vez.

Que fique claro: parabéns aos 2084 que foram ao Sesi apoiar o time. Mas eu esperava mais, a diretoria esperava mais, a própria torcida esperava mais. Esse número, na casa dos 2 mil, parece que atualmente é o limite do Metropolitano, que há muito tempo não coloca mais gente que isso no estádio. Será que só eles curtem futebol por aqui? Claro que não.

É preciso colocar um ponto final nas desculpas esfarrapadas e na desconfiança que não se justifica.

Um clube só cresce com planejamento, organização e apoio. O Metropolitano dos últimos anos tem os dois primeiros requisitos, mas patina no terceiro. E sem ele, infelizmente, dificilmente terá vida longa.

Domingo que vem, o Verdão joga mais uma vez em casa. Recebe o Pelotas em jogo ainda mais importante. Nova vitória praticamente assegura a vaga na segunda fase da Série D. Não preciso nem dizer o quanto é primordial o torcedor estar lá para apoiar e fazer pressão por mais um resultado positivo.

Tenho certeza que esses 2 mil e poucos estarão lá. Mas gostaria, sinceramente, de ver pelo menos o dobro lotando o Sesi. Sim, é um desafio, quero ver se a torcida realmente está “até o fim” com o Metrô, como diz o hino verde. Qualquer número abaixo do dobro dos 2084 desse domingo vou encarar como decepcionante. Menos que isso, então, começarei a dar razão aos que acham que Blumenau não merece mesmo ter um time de futebol sério.

E depois que o Metrô fechar as portas (toc,toc,toc), não adiantará mais nada chorar as pitangas e achar culpados. A hora é agora. Quem vai fazer?

————-

Por fim, um breve resumo dos catarinenses no fim de semana (o Figueira não jogou):

Avaí: jogou mal e merecidamente não saiu do 0 a 0 com o Atlético-MG em um jogo duro (de assistir). Em tese, empatar com o Galo (mesmo na draga atual) não pode ser considerado vexame de forma alguma. Mas o Avaí jogou boa parte do 2º tempo com dois jogadores a mais. Foi mal, mas a sorte deu uma forcinha e o Leão manteve o quinto lugar.

Criciúma: Vitória importantíssima por 2 a 0 sobre o Brasil de Pelotas (para desespero do meu parceiro Fabrício Cardoso), no Heriberto Hülse. O Tigre arrancou bem demais na Série C e lidera o grupo da morte. Começa a mostrar que o uso da temporada até aqui (Catarinense e Copa SC) como laboratório vai dando resultados, com o time engrenando na hora mais importante.

Chapecoense: Estreou no mesmo grupo do Criciúma perdendo por 2 a 1 para o Caxias, no Centenário. Não vi, mas informações que me chegam dão conta de que o Verdão não fez uma partida ruim, o que é um consolo. Perder lá não é nenhum demérito, mas a pressão pelos resultados em casa certamente aumentou.

Joinville: Decepcionou na segunda apresentação na Série D. Jogando em Ponta Grossa, bobeou e perdeu por 1 a 0 para o Operário. O JEC é favorito na chave e precisa ficar atento, pois o tropeço embolou tudo no Grupo 9.

Marcílio Dias: Ao tomar de 4 a 0 do Pelotas no RS só confirmou o que já se esperava. Só está na Série D para testar o elenco formado para o principal objetivo: voltar à elite estadual. Diante de todas as dificuldades, seria demais achar que o Marinheiro entraria para disputar pra valer duas competições ao mesmo tempo. O time foi montado para disputar (e de preferência vencer) a Segundona catarinense. Por isso, obviamente não tem nível para o Nacional, e será o saco de pancadas da chave. Ou então o fiel da balança, pois a tendência é melhorar com o passar dos jogos e, se roubar pontos de alguém, pode decidir a classificação do grupo.

Larguei de vez a Fórmula 1

25 de julho de 2010 35

É isso mesmo. Já estava bem afastado desde 1994, quando Ayrton Senna morreu. Junto com ele, um dos únicos ídolos que tive na vida até hoje, na verdade também se foi a Fórmula 1 que nós brasileiros tanto admirávamos. Depois disso, o que vimos foi só vergonha, nada mais.

Neste domingo, o que vimos na Alemanha, o escândalo Massa/Alonso, não chega a surpreender. Jogo de cartas marcadas e interesses maiores passando por cima da esportividade não poderiam resultar em outra coisa que não em marmelada.

Aliás, a Fórmula 1 é esporte? Se é que um dia foi, hoje certamente não é mais. São tantos os interesses que não é mais possível deixar espaço para coisas tão fora de moda como competição, espírito esportivo, rivalidade. A Fórmula 1 hoje está em outro patamar. E não tenho mais dúvidas, o Brasil ficou para trás.

O Brasil de tantos pilotos importantes na história da categoria hoje só faz figuração. Não que os pilotos sejam ruins (certamente não estão no mesmo nível de Senna, Piquet, Fittipaldi, mas para braço-duros não servem. O problema é que o Brasil não derrama milhões de dólares na categoria como outros países. Sem dinheiro, sem relevância. Hoje nossos pilotos são apenas coadjuvantes fingindo que competem por alguma coisa.

Felipe Massa, coitado, teve que se sujeitar à humilhação diante das câmeras, justamente no dia em que tinha todas as chances de voltar a vencer exatamente na data em que se completava um ano do acidente que quase o vitimou nos treinos do GP da Hungria. A Ferrari, que já tinha feito isso com Rubens Barrichello, repetiu com Massa porque os brasileiros hoje na F-1 servem para isso: para marcar presença e agradar o público local, mas para o negócio são apenas, com o perdão do trocadilho, massa de manobra. Como Bruno Senna na prova passada, quando foi “convidado” a ceder o lugar no cockpit para um japonês endinheirado se divertir um pouquinho. Uma humilhação ao sobrenome mais importante da F-1 (dentro das pistas, claro).

Fernando Alonso, o mimadinho oficial da Fórmula 1, despeja toneladas de dinheiro nas equipes que vai. Deve ser porque não confia no próprio talento, que é grande, diga-se de passagem, pois sempre faz questão de exigir privilégios que chegam a esta vergonha que testemunhamos neste domingo. Tentou fazer isso na McLaren e, como não conseguiu, foi embora fazendo beicinho. Na Renault, com o amigo e comparsa Flavio Briatore, protagonizou aquela vergonha em Cingapura em 2008, ganhando uma vitória graças a uma farsa protagonizada (por ordem da equipe), por Nelsinho Piquet. Na Ferrari, com histórico longo de marmeladas, Alonso encontrou terreno fértil para fazer o que bem entende.

E não haverá punição alguma, não se iludam. A pizza já está no forno. E essa Massa teve que engolir, tornou-se apenas um segundo piloto irrelevante. Por mais que faça uma bela prova, como foi o caso na Alemanha, não vencerá se os interesses da equipe estiverem acima. E Alonso vai manchando a trajetória na modalidade com episódios como esses.

Por isso abandonei de vez as corridas. Não quero mais passar recibo de otário, assistindo a um negócio que está sendo, ou já foi, decidido nos bastidores. Deu pra mim.

Mano será tampão na Seleção?

23 de julho de 2010 38

Os bastidores da negociação talvez a gente só vá conhecer mais adiante, ou talvez nunca conheça. Mas a verdade é que Muricy Ramalho foi convidado para ser o novo técnico da Seleção Brasileira. Mas declinou do convite e permanecerá no Flu, numa manobra surpreendente para muitos, mas não para quem conhece Muricy.

O convite de fato foi feito pela manhã, confirmando o que um assíduo frequentador aqui do blog, o “meu correspondente carioca” Eduardo Moura, já havia antecipado na semana passada: um almoço há uma semana já teria deixado tudo meio encaminhado.

Mano Menezes então, o ex-favorito, ficou com cara de paisagem durante toda a sexta-feira e, eis que com a recusa de Muricy, ressurgiu, recebeu convite e até já aceitou (vai confirmar no sábado, mas já aceitou. Mas e agora, como Mano lidará com a condição evidente de Plano B (ou C, se levarmos em conta que Felipão foi a primeira opção de Ricardo Teixeira?

A verdade é que eu não queria, pessoalmente, nem Muricy, nem Mano. Mas entre os dois acho que a CBF tinha feito a melhor escolha ao optar por Muricy. Bom, sobre Mano eu já tinha falado em post anterior. O diferencial agora é apenas saber como será o dia a dia com essa condição de “tampão” que o treinador acabou submetido, queira ou não. Aquela velha história que até Dunga teve que conviver nos primeiros anos à frente da Seleção: se não for bem, Mano não fugiria da “missão” de apenas guardar vaga para outro treinador (leia-se Felipão) assumir na hora da verdade, quando o clima de Copa de 2014 estiver dando o ar da graça.

Mano precisará fazer boas escolhas, fazer de fato a renovação que todos querem e, principalmente (e aí que está todo o problema), conseguir vitórias logo de cara. Do contrário, dificilmente vai durar para ser o técnico na Copa mais importante da história do futebol brasileiro.

Não que o treinador gaúcho já não tenha passado por momentos mais complicados que esse na carreira. Para quem já teve que tirar leite de pedra em times do interior gaúcho e na Segundona em duas oportunidades, reerguendo Grêmio e Corinthians, fazer a Seleção engrenar, com todas as opções que brotam a todo instante por aí, não parece tão assustador. Então, boa sorte, Mano.

Avaí de Lopes é outro time

22 de julho de 2010 14

Este blogueiro que vos escreve admite: não faz nem um mês foi totalmente contrário à contratação de Antônio Lopes para substituir Péricles Chamusca no Avaí. Entre outras coisas, disse, aqui mesmo, que Lopes estava ultrapassado.

Pois é, errei. Humildemente admito.

Não que Lopes não seja ultrapassado, até é. Mas é inegável que ele manja muito desse troço chamado futebol. Desde que voltou da parada da Copa, o Avaí, sob a batuta do delegado, é outro time. Taticamente disciplinado, ousado e até, por que não, com uma pitada de sorte. E ainda começa a mostrar ao Brasil o talento de algumas promessas, caso do atacante Roberto (não marcou no Maraca, mas deu trabalho). Tanto é que Sávio, que veio para ser estrela, faz tempo que não joga e, já recuperado, não faz falta não ao time. Ou faz?

O mérito de Lopes é saber enxergar o jogo ali do banco de reservas. No primeiro tempo, o Avaí era presa fácil para o Flamengo, que foi para cima e abriu o placar. Poderia até feito mais enquanto o time catarinense tentava se encontrar. E o que fez o treinador? Mudou o cenário no intervalo. Além da habitual chacoalhada na turma, tirou os apagados Diogo e Robinho e colocou Marcos e Davi. Bingo!

O Avaí da etapa final fez pouco caso do fato de estar enfrentando o atual campeão brasileiro no Maracanã. Encurralou o Flamengo e chegou ao merecido empate com um golaço de falta do zagueiro Gabriel. Um balaço na gaveta, chute raro que só confirma aquela máxima: quando a fase é boa…

Para Lopes, o Avaí poderia até ter tido melhor sorte, e poderia mesmo. Mas o empate ficou de bom tamanho, um belo resultado para um time que segue em ascensão no campeonato. Sábado, enfrenta um cambaleante Atlético-MG na Ressacada. Se vencer, pode até ir parar no G-4.

E Antônio Lopes, o delegado, merece aqui os méritos. O Avaí tem um objetivo claro, achar um padrão de jogo e lutar para permanecer na elite. A primeira parte ele já fez logo de cara. E com isso ao que tudo indica vai facilitando a segunda tarefa, pois o Avaí mais uma vez vai frequentando as posições de destaque na tabela.

Se nada ainda está ganho, obviamente, o “velhinho” Lopes ao menos já nos mostrou que merece crédito e respeito. Deixemos o homem trabalhar, então.