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Posts de outubro 2010

Goleada de 1 a 0 do Avaí!

30 de outubro de 2010 8

A essa altura do campeonato, 1 a 0 é goleada, massacre, atropelamento.

O Avaí precisava desesperadamente vencer, e venceu. Sofrido, 1 a 0 e só, mas valeu o empurrão da torcida e a vontade do time em campo. No final, a bola insistiu em não entrar para dar mais tranquilidade, mas o Leão mereceu o resultado.

Não sai da zona de rebaixamento, nem poderia, mas dá um suspiro. Ainda dá para sonhar com a permanência na elite, pois Atlético-MG e Guarani estão logo ali, ao alcance. Vitória, Atlético-GO e até o Flamengo deram uma escapada, mas também não podem se considerar fora da briga. As últimas seis rodadas serão de arrepiar.

O problema é que a tabela não é nem um pouco generosa com o Avaí. Por outro lado, se quer mesmo ficar na elite, os dois próximos jogos são a prova final. Pega o Corinthians, terceiro colocado, no Pacaembu, e recebe o Botafogo, quarto, na Ressacada. Em tese, duas derrotas normais. Se conseguir pontos (quanto mais, melhor), a esperança aumenta, e muito, até porque quarta-feira tem Guarani x Atlético-MG, em Campinas. E o Vitória pega o Santos na Vila.

Ainda dá, Avaí. Mas chegou a hora da superação.

Figueirense só adia a festa

30 de outubro de 2010 7

Se vencesse, o Figueirense já estaria virtualmente na Série A de 2011. Mas o jogo no Scarpelli, belo jogo, aliás, foi truncado, nervoso, bem disputado. O placar em branco não foi de todo ruim para o Figueira se pensarmos apenas na questão do acesso. Afinal, o alvinegro manteve os cinco pontos de frente para o Sport, o primeiro fora do G-4, e agora faltam apenas 6 rodadas.

Em termos de campeonato, não foi ruim. Mas a torcida saiu um pouco decepcionada. Queria a vitória e a festa.

Mas ela virá, é questão de tempo. O Figueirense só adiou a festa do acesso. Aliás, ao que tudo indica Coritiba, Bahia (grande notícia!) e Figueira já estão lá, e a última vaga ficará entre América-MG e Sport. Sinceramente, torço pelo segundo, para que subam apenas times de tradição e de grande torcida.

Em outro jogo desse sábado, o Criciúma fez praticamente um jogo de festa contra o Ituiutaba, no Heriberto Hülse, ambos já garantidos na série C de 2011. Só que, bola rolando, o Tigre perdeu um caminhão de gols. E acabou punido ao levar o empate dos mineiros no finzinho. O 1 a 1 repete a estratégia do encardido Ituiutaba na fase anterior, quando eliminou a Chapecoense. Mas também daquela mesma fase vem a lição que o Tigre precisa agora: em casa, os mineiros não tem lá muita torcida e dá perfeitamente pra ganhar lá (mesmo que ninguém tenha feito isso até agora na Série C). A Chapecoense perdeu a chance, mas se o Criciúma quer mesmo o título para fechar o ano da melhor forma possível, é só fazer um pouquinho mais de força.

PS: Nada a ver com os jogos do Figueira e nem do Tigre, mas tenho que comentar. Lamentável a arbitragem do catarinense Paulo Henrique de Godoy Bezerra no jogaço entre Inter e Santos, no Beira-Rio, pelo Brasileirão. Antes do jogo, o Renato Marsiglia, comentarista, mostrou receio com a escalação do trio (Carlos Berkenbrock e Marco Martins completavam). E não deu outra. Festival de lambanças e o Santos garfado de maneira vergonhosa (um gol mal anulado e um pênalti escandaloso no Neymar). A arbitragem catarinense precisa de reformulação urgente. No Estadual já é uma lambança atrás da outra. Aí, quando vai um ao Brasileiro, nos faz passar vergonha. A geladeira vai ser longa pro Bezerra e sua turma. Merecidamente.

Outra: e o Leandrão, hein, que no Inter virou Leandro Damião. Fez mais um e vai se transformando em peça fundamental do bom time colorado. E no Atlético de Ibirama tinha quem o xingava antes mesmo de entrar em campo. Pra mim, é sério candidato a revelação do Brasileiro, ao lado do outro garoto que marcou no Beira-Rio, Zé Eduardo, o Zé Love. Mas sobre seleção do Brasileiro eu ainda falarei em posts futuros.

Sábado decisivo para os catarinenses

29 de outubro de 2010 11

Domingo é dia de eleição, importante para os rumos do país nos próximos quatro (ou oito) anos.

Por isso, as rodadas do Brasileirão serão todas neste sábado. E elas serão decisivas para os rumos dos nossos catarinenses, que jogam todos em casa. Vejamos:

O Criciúma, na Série C, é o único que está tranquilo. Já garantiu o principal objetivo, que era o acesso, e agora vai em busca do “brinde”, o título. Título é sempre bom, e para o Tigre o da Série C significaria um bicampeonato (já ganhou em 2006) que só um clube no país possui, o Atlético-GO. E é favorito, não só na semifinal contra o Ituiutaba, mas também na final, contra o vencedor de Salgueiro-PE e ABC-RN. Neste sábado, recebe os mineiros no Heriberto Hülse, no jogo da festa. O adversário eliminou a Chapecoense e está invicto desde julho, por isso a importância de uma boa vitória em casa.

Na Série B, o Figueirense faz um jogão contra o Sport, no Scarpelli. É um dos clássicos dessa Segundona e para o alvinegro trata-se do jogo mais importante, pois o adversário é com quem ele briga diretamente agora. Significa o seguinte, sem enrolação: se ganhar, pode mandar gelar a champagne da festa do acesso, pois abriria oito pontos para o próprio Sport, que mesmo perdendo manterá a quinta posição, a primeira fora do grupo dos que sobem à elite em 2011. E faltarão apenas seis rodadas. Neste cenário, nem um empate neste sábado seria de todo ruim.

Por fim, a dura missão do Avaí na Série A. Enfrenta o Guarani na Ressacada e tem obrigação de vencer se ainda sonha em permanacer na elite. O Leão não pode sair da zona de rebaixamento nesta rodada, mas a vitória tem importância praticamente definitiva. Até porque, curiosamente, o Avaí vive situação inversa em relação ao arquirrival do continente: se perder, deixa o Guarani abrir oito pontos, faltando as mesmas seis rodadas. E como o Bugre é hoje o time fora da zona da degola com mais cara de candidato a cair (se levarmos em conta que o Atlético-MG já embalou para escapar), a situação do Avaí ficaria, digamos, irreversível.

Esperava falar do JEC neste post também, mas o STJD resolveu adiar o julgamento do América-AM e prolongou o sofrimento dos torcedores tricolores. No entanto, dados os fatos, acho pouco provável que o resultado seja diferente de punição ao time amazonense, o que levaria o JEC à Série C e nos daria uma curiosa semifinal de times eliminados pelo punido: Joinville x Madureira-RJ. Nos resta aguardar.

Ronaldinho merece a última chance

29 de outubro de 2010 10

Conforme prometi no post anterior, vou dar minha opinião após a confirmação da volta de Ronaldinho Gaúcho à Seleção. O técnico Mano Menezes o chamou para o amistoso contra a Argentina, dia 17, no Catar.

Não vou ser hipócrita. Já disse aqui mesmo várias vezes que não sou lá muito fã de Ronaldinho. O acho um jogador com um talento incrível, mas pouco produtivo em termos de futebol profissional. Entre outras coisas, já o chamei aqui no blog de foca amestrada e jogador de showbol. O acho muito inferior (em termos de time, não de talento, entendam) que camisas 10 clássicos, da linhagem de Zico, Platini, Zidane, para ficar nos recentes, como atualmente temos Kaká e em breve teremos Paulo Henrique Ganso.

Mas entendo Mano Menezes. E concordo com ele.

O Gaúcho já desperdiçou inúmeras chances de, enfim, cumprir com o papel de protagonista da Seleção que sempre quiseram dar a ele. É difícil, coisa pra fã do cara mesmo, lembrar de atuações marcantes dele com a camisa amarela (pessoas normais só lembram daquele jogo contra a Inglaterra, em 2002, mas esquecem que apesar do golaço e do passe para Rivaldo fazer o outro, ele foi expulso e quase nos complicou). Nos jogos importantes, invariavelmente, se escondeu.

E essa tem sido uma marca do futebol dele também nos clubes pelo menos nos últimos 5 anos. Joga muito um ou outro jogo contra um timeco qualquer, mas na hora do jogão, a única mágica que faz em campo é sumir. Basta lembrar do jogo da semana passada entre Real Madrid x Milan, pela Liga dos Campeões.

Mas o técnico da Seleção não poderia deixar de testar Ronaldinho, de dar a ele a última chance na Seleção. E Mano fez o certo. Não o chamou para jogar contra EUA, Irã ou Ucrânia. O chamou para jogar contra a Argentina, e sabemos que não existe amistoso contra a Argentina.

Ronaldinho sabe que é de fato a chance derradeira dele. Se quer mostrar que ainda está disposto a ser um jogador profissional de fato, e não um malabarista com bola, tem que ser agora. Se fracassar outra vez, o jogador não poderá dizer que não teve chance na Seleção de Mano, como teve nas anteriores.

A bola está com Ronaldinho. Vamos ver o que ele faz com ela.

PS: ainda sobre a convocação, não surpreende a volta de Neymar do castigo, só espero que ele tenha rendido. Surpresa sim e a não-convocação de jogadores da Seleção da Copa, como o goleiro Julio Cesar, Maicon, Lúcio e alguns outros que eram esperados. Não sei se é uma indicação do treinador de que vai mesmo renovar geral a Seleção. Se bem que ainda acredito que, ao menos o trio da Inter de Milão, ele vai chamar em algum momento.

Surpresa também Hernanes, comendo a bola na Lazio, fora da lista. Será que o treinador chamou Ronaldinho na vaga dele? Será que, para Mano, eles disputam posição?

Ronaldinho de volta. Você concorda?

28 de outubro de 2010 22

Uma rápida e despretensiosa enquete no blog:

Mano Menezes convoca nesta sexta-feira a Seleção Brasileira para o jogão contra a Argentina, dia 17 de novembro, no Catar (Por que no Catar?) Tá, saber eu sei, mas deixa pra lá….

Ronaldinho Gaúcho tem tudo, tudo mesmo, para ser a grande novidade na lista. Mano já deu pistas de que quer ser mais um a dar uma chance ao meia na Seleção. Neymar, livre do castigo após o caso que provocou a demissão de Dorival Júnior no Santos, também deverá estar de volta.

Quem aí acha que Ronaldinho merece mais uma chance na Seleção?

E quem acha que dessa vez pode dar certo?

Participem! Nesta sexta, se confirmada a convocação dele, dou a minha opinião.

Empate bom, mas ruim, do Avaí

28 de outubro de 2010 13

O que dizer de um gol aos 48 do segundo tempo? Oras, que marcá-lo é bom, e que obviamente levá-lo é ruim.

O Avaí da Copa Sul-Americana tem sido outro em relação aquele que naufraga no Brasileiro. Mas, como no jogo de Guayaquil, esqueceu que, como diria o poeta, o “jogo só acaba quando termina”. Cedeu o empate em 2 a 2 no Serra Dourada no apagar das luzes, em jogo no qual foi melhor que o Goiás. Ou seja, na tabela, resultado bom. Nas circunstâncias da partida, ruim.

No discurso, nenhum deles dava muita importância ao jogo, mais preocupados em fugir da degola no Brasileiro. Em campo, a história foi um pouco diferente. O Goiás começou melhor e saiu na frente com Rafael Moura, o He-Man (apelido dos mais ridículos do futebol). O primeiro tempo seguiu verde, mas o Avaí tomou as rédeas na etapa final. Empatou em pênalti cobrado por David e virou com um golaço de Marcelinho, quando o jogo tinha ritmo mais, digamos, preguiçoso.

O 2 a 1 deixava o Avaí na boa, e o time catarinense parecia tranquilo na missão de segurar o resultado. Só que o tempo foi se esgotando e o time de Banezzi permitiu o abafa dos donos da casa. E deu no que deu. Aos 48, novamente Rafael Moura, dessa vez em lance irregular, deixou tudo igual. Ele matou a bola na mão, sim, mas o lance não é fácil e o erro da arbitragem é compreensível (não que eu aceite o erro, mas eles acontecem, e já vi bem piores que esse).

Na real, o empate em 2 a 2 ainda é um baita resultado para o Leão, que pode empatar em 0 a 0 ou 1 a 1 na Ressacada, daqui a 15 dias. Resta saber se até lá o Avaí poderá desfrutar dessa vantagem e ir tranquilo à semifinal da Sul-Americana. Para isso, engatar uma sequência de vitórias que lhe tiram do abismo no Brasileiro seria primordial.

O avaí da Sul-Americana bem que poderia dar uns conselhos ao Avaí do Brasileirão…

Palpites do meio e fim de semana

27 de outubro de 2010 13

Sim, este é um post diferente. Nada mais justo, uma vez que a semana futebolística é diferente. Já antecipo hoje os palpites da 32ª rodada do Brasileirão, que começa nesta quarta e só vai terminar no sábado, e de quebra já coloco Copa Sul-Americana, Série B e Série C (mudei ao longo da tarde, pois tinha a informação, equivocada, que o primeiro jogo do Criciúma seria em MG). A Série D não colocarei, ainda, mas se ao longo da semana o JEC de fato ganhar na Justiça o direito de jogar as semifinais, acrescentarei aqui. Espaço aberto para todo mundo participar:

Brasileirão

Flamengo 1 x 2 Corinthians

Fluminense 1 x 0 Grêmio

São Paulo 2 x 2 Atlético-PR

Atlético-GO 1 x 1 Ceará

Vitória 2 x 0 Vasco

Internacional 1 x 1 Santos

Atlético-MG 2 x 1 Botafogo

Palmeiras 0 x 2 Goiás

Prudente 1 x 2 Cruzeiro

Avaí 1 x 0 Guarani

Brasileiro Série B

Figueirense 2 x 0 Sport

Brasileiro Série C

Criciúma 3 x 1 Ituiutaba

Copa Sul-Americana

Atlético-MG 1 x 3 Palmeiras

Goiás 2 x 1 Avaí

Adriano, o Imperador, já era

26 de outubro de 2010 20

Adriano tinha tudo para ser uma dos maiores atacantes da história do futebol. Tinha mesmo, sem exagero. Potencial ele sempre teve de sobra, faltou mesmo é cabeça.

Por isso, Adriano está prestes a se tornar de vez um ex-jogador. A imprensa noticiou nesta terça-feira que o Imperador quer deixar a Roma em janeiro, está infeliz por lá. Mas já?

Adriano sabota a própria carreira há anos. Chances ele teve aos montes, e em alguns momentos até deu impressão de que voltaria a ser aquele Adriano do auge, no início dos anos 2000, quando ganhou da torcida da Inter de Milão o apelido de Imperador, numa brincadeira com o Imperador romano Adriano.

Mas a cabeça fraca fez aos poucos todos desistirem dele, a Seleção Brasileira inclusive. A Europa, em especial a Itália, não faz bem a ele, homem simples que cultiva com gosto (e de forma tocante) as origens de favelado carioca. Depois de carregar o Flamengo nas costas rumo ao inesperado título brasileiro em 2009, Adriano quis mais uma vez provar que poderia dar certo na terra da bota.

Chegou cercado de expectativa ao Roma e deu aquele discurso que já conhecemos bem: “que agora seria diferente”, aquela coisa toda. Meses depois, coleciona desafetos no elenco, não se dá bem com o técnico, cria casos e reclama publicamente. Por fim, quer ir embora. Nada mais Adriano. A fase do clube não ajuda, é verdade (é péssima), mas Adriano não poderia jogar pela janela mais esta oportunidade que a vida lhe deu. Mas não tem jeito, o Inperador não controla a própria cabeça. E paga por isso.

Se de fato deixar a Roma, a carreira de Adriano na Europa estará encerrada. Restará a ele voltar ao Brasil e tentar, mais uma vez, dar a volta por cima. Mas veremos toda aquela novela mais uma vez. Adriano parece uma novela mexicana, daquelas bem dramalhão mesmo. Um fim triste para quem poderia, mesmo, ter entrado para o Olimpo dos maiores.

Blumenau quer o Mundial? Então mostre

26 de outubro de 2010 3

Um movimento nas últimas semanas tenta reverter a decisão, política, de excluir Blumenau das sedes do Mundial feminino de handebol, que será disputado em Santa Catarina em dezembro do ano que vem.

Praticamente já obteve sucesso na empreitada, já que, também politicamente, Joinville saiu do páreo, abrindo um caminho sem traumas para Blumenau entrar. Logo, a decisão de se indignar com a exclusão foi digna de aplausos, do contrário ficaria tudo como estava. Na política, cada vez mais enraizada no esporte, funciona assim. Infelizmente.

Os argumentos para excluir Blumenau eram, convenhamos, ridículos. Rede hoteleira precária era um deles. Até é verdade, mas quem vê pensa que as outras cidades do Estado são uma maravilha. De qualquer forma, serve de alerta para as autoridades da cidade. Não é de hoje que Blumenau passa vergonha pelos seus hotéis. Outro argumento: falta de um ginásio adequado. Também é verdade, e aqui novamente nossos responsáveis merecem um puxão de orelha. O Galegão ficou lindo após a reforma, mas não tem as medidas exigidas para um jogo de handebol. Isso que pelo menos há cinco anos a cidade tem um dos melhores times do país na modalidade. Blumenau pode ainda oferecer o Sesi e, a primeira opção, uma quadra adaptada dentro da Vila Germânica. É improviso? Até é, mas pergunto: na Europa não vivem criando soluções assim, temporárias? Economicamente é até mais viável do que, por exemplo, criar um elefante branco só para isso (já que estamos no clima dos elefantes brancos da Copa do Mundo de 2014). É uma boa opção. Se os organizadores do Mundial não quiserem aceitar, é porque estão de má vontade e pronto.

Esta semana é decisiva para o tema, e agora vem a razão desse post. Pela ação de alguns abnegados nos bastidores, Blumenau está de volta ao páreo. Agora chegou a hora de a cidade mostrar que quer de fato sediar o Mundial (e por que não ser protagonista dele?). Quinta-feira, às 19h, o time feminino de handebol da cidade (Furb/FMD), que faz um trabalho fantástico há anos, decide no Sesi vaga na final da Liga Nacional pelo quinto ano seguido. Por si só o jogão contra a forte equipe de Concórdia (pedra no sapato este ano) já valeria a ida ao Sesi. Mas lotar o ginásio e fazer uma festa linda tem ainda outro significado: mostrar pra todo mundo (o jogo será transmitido pelo ESPN Brasil) que a cidade gosta e tem tradição na modalidade. E que tem força para sediar o Mundial.

Já vi em anos anteriores isso acontecer, o Sesi lotar nos jogos da turma da Fabiana e Cia. Recentemente, a síndrome do futebol blumenauense tem acometido também o handebol (e o vôlei, e o futsal, e o basquete…). Chegou a hora de os blumenauenses mostrarem que não são torcedores de sofá. E aí, vamos mostrar?

Não é hora de arrumar desculpa

25 de outubro de 2010 17

O Avaí está com o pé na cova. Isso é fato. Tem gente que já está rebaixando o Leão, coisa que este blogueiro, escaldado, não faz mais depois do episódio Fluminense no ano passado.

Também já li matemáticos decretando que, com mais de 80% de chances de cair, o Avaí já era. Lembro novamente que, ano passado, o Flu chegou a ter 99% de chances de rebaixamento. Outra: em 2008, o São Paulo tinha 1%, mera formalidade matemática, de possibilidade de título. Terminou o campeonato tricampeão. Ou seja, no futebol, nada, nada mesmo, pode ser considerado 100% impossível.

O que mais me preocupa não são números, mas sim o futebol e o clima no Avaí. O time não tem jogado nada faz tempo, tem a pior campanha do returno, perde gols bobos, tem jogador com ar de “tanto faz como tanto fez”. Escapar é possível, só que precisa mudar muita coisa. A atitude até mudou nos últimos jogos, mas, como eu disse no post anterior, só atitude não ganha jogo. Ou melhor, ganhar um até pode ganhar, mas salvar do rebaixamento, aí só isso não vai bastar.

Não é hora também de procurar pelo em ovo. Reclamar de arbitragem agora, falar em complô, essas bobagens, não vai ajudar em nada. A verdade é que não mais clima pra complô algum. Não há mais times grandes em risco (o Atlético-MG já escapou, mais pela bola que resolveu jogar do que pelos pontos que tem, e o Flamengo corre um risco apenas formal). A briga será entre times de mesmo nível: Avaí, Goiás, Vitória e Guarani; com o Atlético-GO praticamente fora dessa turma.

E, de todos eles, o Avaí é, de longe, o que joga o pior futebol no momento. Ou seja, é o favorito pra cair pela bolinha que está jogando, e não por armação alguma de bastidores. A reação, e ela ainda é possível, precisa partir de dentro da Ressacada. Ficar chorando as pitangas agora me parece desculpinha antecipada de quem já jogou a toalha.