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Um breve resumo do feriadão que passou

16 de novembro de 2010 8

Leitores mais atentos do blog certamente perceberam a ausência deste que vos escreve nos últimos dias. Foi uma conjunção de fatores a culpada. Foi desde a bondade do meu chefe, que me deu fol ga no feriadão, até a precariedade da internet brasileira, que não funciona nos locais e nas horas que a gente mais precisa dela.

Bom, mas estou aqui para resumir tudo que aconteceu nestes dias de feriadão. E foi muita coisa. Algumas, acompanhei de perto. Outras, precisei dar uma lida para me atualizar. Mas como este blogueiro não foge de dar suas opiniões sobre tudo, vamos lá:

Começamos, claro, pelo acesso do Figueirense. Esperado já era, óbvio. Eu mesmo já o tinha anunciado por aqui rodadas antes. A volta do Figueira à elite é merecidíssima, nada mais que o fruto de um trabalho bem feito, que teve como méritos a humildade de reconhecer os erros da queda em 2008 e a competência de arrumar o que precisava ser arrumado e focar, única e exclusivamente, na volta para o lugar onde o clube merece estar. Só lamento que tenha sido como foi no fim das contas, de forma meio esquisita. O Figueira jogou sábado à tarde (perdeu, porém fez um jogaço com o Coxa em Curitiba, uma legítima final da Série B), mas só pode comemorar às 23h, quando terminou o jogo do Bahia com a Portuguesa, que garantiu matematicamente o acesso. Relatos de jogadores dão conta de que a festa começou no ônibus que trazia o time de volta à Floripa. Coisas desses regulamentos geniais que a nossa CBF nos proporciona. Mas que não apagou em nada a festa da massa alvinegra. O Figueira chegou lá. O título ficou impossível, mas na real quem se importa? A Série B tem quatro campeões, e o Figueirense é um deles em 2010. E que siga trilhando o caminho certo para não deixar nunca mais a elite.

Por falar em elite, o segundo tópico é o Avaí. A vitória sobre o Inter, domingo, no Beira-Rio, pode sim ter sido decisiva para a permanência do Leão na Série A. Era difícil acreditar, sobretudo para quem viu a pelada lamentável que foi o jogo contra o Goiás, pela Sul-Americana. Mas, sabe-se lá o que aconteceu, o time lá no Beira-Rio comeu grama em campo. E não me venham falar que o Inter usou reservas, blá, blá, blá, porque o time reserva do Inter, se jogasse o Brasileirão, ficava frouxo na parte de cima da tabela. Foi uma vitória emblemática essa do Avaí. E que tornou a conta do que já parecia pouco provável, a permanência na elite, bem mais real: faltam três jogos, nove pontos, e possivelmente se vencer dois o Avaí escapa do rebaixamento. Isso porque tem muita gente marcando passo na parte de baixo da tabela, e 43 pontos ao que tudo indica serão suficientes. Então, minha gente, agora é hora de esquecer tudo de errado que rolou em 2010, esquecer todas as limitações, tudo. E focar apenas nos três jogos. Ou melhor, nos dois próximos, em casa, diante de Atlético-GO e Santos. Se repetir neles a atuação do Beira-Rio, e se a torcida fizer a parte dela, o Avaí fica na Série A e 2011 será histórico para o futebol catarinense.

Ainda sobre o Brasileirão. Muita gente me perguntou o que achei do pênalti no Ronaldo, que definiu a vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro, sábado. Estava escutando o jogo na hora, a imagem só vi nesta segunda-feira. E gente, me apavorei ao ver o lance, fiquei sem entender porque tanto drama. Foi muito pênalti! O zagueiro parece uma vaca brava pra cima do Ronaldo, que obviamente deu uma valorizada. O lance é indiscutível. O que se pode debater é o pênalti a favor do Cruzeiro não dado (achei pênalti) e outros lances. Mas é como eu sempre digo: a arbitragem brasileira é péssima (e eu ainda votei nesse Sandro Ricci como o menos pior do Brasileirão) e uma hora ou outra sempre vai errar ou contra ou a favor do seu time. Agora, Cuca fazendo chororô (inédito) também não é pra tanto. Se o Cruzeiro perder o Brasileiro, não será por esse jogo. E nem o Fluminense, que deu uma tremenda vacilada ao empatar com o Goiás em casa, visivelmente nervoso em campo. Aí, fica difícil. Ou melhor, fica fácil botar a culpa em conspirações da arbitragem, né?

Por último, Fórmula 1. Esse tal de destino é fodão mesmo! Não é que, na hora da verdade, cobrou da Ferrari e do mimadinho Alonso a fatura pela roubalheira na Alemanha? A RBR recusou-se a fazer jogo de equipe mesmo quando isso lhe seria conveniente, por ordem do dono da companhia, um cara que, pasmem, acredita no esporte. O resultado veio na pista, com título para Sebastian Vettel, o preferido da equipe, inclusive (mesmo quando tudo apontava para o companheiro Webber). Vettel é o melhor piloto da atualidade, ao lado de Hamilton, e o título ficou em boas mãos. Quanto a Alonso, mostrou tudo que é: mau perdedor, mimado e de caráter duvidoso. Ah, e fraco também, pois quando precisou passar um carro sem que pudesse contar com ordens externas para favorecê-lo, fracassou. E, por requinte de crueldade, o destino ainda colocou à frente dele uma Renault, o carro que lhe deu os primeiros títulos e com o qual ele fez muita maracutais sob as ordens de Flavio Briatore. Bem-feito para Alonso e para a Ferrari, tiveram o que mereceram.

Comentários (8)

  • André diz: 16 de novembro de 2010

    Braga…concordo com tudo o que foi escrito. Cabe ressaltar que o lance do Corinthians não pode ser analizado separado do contexto. Vi o jogo e foi uma vergonha. O bandeirinha mostrou sua má intenção ao dar 4 impedimentos inexistentes do time do cruzeiro. Teve pelo menos dois lances de penalidade iguais, sendo uma do Chicão e outra do goleiro no 2ºtempo. Essa falta de critério é que mata. Sandro Meira Ricci é um ridículo. Ele acha que é o cara . Bossal; arrogante e persegue jogadores. Pra quem quiser lembrar foi o juiz que apitou Figueira e América M. e não deu umas dez faltas no 1ºtempo, expulsou o Maicon em um lance de jogo sendo que se tivesse o mínimo critério teria expulsado dez jogadores.

    Do blogueiro: Aí pode ser, André. Critérios de arbitragem são um horror mesmo, mas o problema é que nos últimos dias só vi gente esperneando pelo lance do pênalti, e não há como não ver pênalti no lance. Mas eu sempre prefiro acreditar na ruindade dos árbitros do que em má intenção. Abraço

  • Gerson Luiz – Blumenau, diz: 16 de novembro de 2010

    Quanto à F1, uso as palavras do Renato Mauricio Prado (O Globo/SporTV): “Quem com Safety Car fere, com Safety Car será ferido!”.
    Sobre o fato da Prima-dona da F1 (Alonso) ficar preso atrás de uma Renault, tinha mais coisa em jogo, pois os motores da RBR são fornecidos pela empresa francesa.
    As atitudes da Prima-dona no final dessa corrida são mais uma prova de que ele não merece ser um Tri Campeão como foram Nelson Piquet e Ayrton Senna.
    E quanto ao cordeirinho Massa, nunca vai passar de um segundo piloto na Ferrari. Será mais fácil o Bruno Senna, o Digrassi ou qualquer outro ser campeão antes dele. Mas com os novos talentos que estão surgindo (principalmente os alemães) vai ser difícil algum brasileiro ser campeão na F1 tão cedo.

  • Piter diz: 16 de novembro de 2010

    Suas palavras alguns dias atrás:

    “A casa caiu para o Avaí

    3 de novembro de 2010 | Categorias: Blog do Braga, Brasileirão, Futebol

    É, gente, ficou difícil demais para o Avaí.

    Perder para o Corinthians no Pacaembu, sobretudo um Corinthians disputando título, não tem nada de trágico. Trágico é como o Avaí perdeu. Destemperado, dominado pelo nervosismo, falhando em lances bobos e, contrariando o que eu ouvi por aí, sendo goleado merecidamente. E em uma rodada que os adversários diretos colaboraram.

    Não foi pênalti o lance do segundo gol do Ronaldo, o quarto do Timão. Mas e daí? A cobra já estava morta faz tempo. A expulsão do Robinho merece punição, coisa de criança sem comprometimento. A do Emerson não havia muito o que fazer, mas complica ainda mais a sequência já tenebrosa do Leão.

    O Avaí botou o pé na cova, até não pelos resultados, pois como eu disse, os rivais diretos também marcaram passo, e a coisa ainda está bem embolada. Até daria para acreditar num milagre, mas o problema é outro: o futebol pífio e a falta de comprometimento de alguns jogadores. Difícil, bem difícil, acreditar, neste cenário, em uma vitória sobre o embalado Botafogo, domingo, na Ressacada. Ainda mais com os desfalques. E se ela de fato não vier, o rebaixamento será fato virtualmente consumado.

    Vendo o jogo de hoje, porém, fiquei com a impressão de que este Avaí não quer mesmo ficar na elite. E tem outra: tantos erros como o clube cometeu neste Brasileirão não costumam passar impunemente.

    Uma pena.”

    E AGORA??? QUANTA DIFERENÇA COM O ATULAS DISCURSO???

    PRA QUAM JÁ TINHA ENTERRADO O AVAÍ….. RESPEITO VOCÊ, POR ISSO TENHA MAIS RESPEITO COM O AVAÍ, O “BRAGA PAI DINA”.

    Obs: espero que o comentário seja publicado.

    Do blogueiro: É óbvio que seu comentário será publicado, e a minha resposta também é óbvia: o Avaí que perdeu para o Corinthians (e empatou com o Botafogo, e perdeu para o Goiás) era o mesmo que venceu o Inter? A diferença no discurso está na diferença de atitude do time. Você é torcedor e é natural enxergar as coisas com a cegueira dos apaixonados, mas eu apenas analiso futebol, dia a dia, fato a fato. Por isso não há incoerência nenhuma em mudar de discurso. Sempre torci para o Avaí ficar. Antes, achava que não dava mais. Agora, continuo achando complicadíssimo, mas o time tem condições de buscar. Espero que você compreenda a diferença. Abraço

  • Rodrigo Silva diz: 16 de novembro de 2010

    Tem toda a razão: Falou em Elite: Lembra-se logo do Avaí. A esperança cresceu muito com essa vitória. Agora é dedicação e confiança pra liquidar dentro de casa. Daqui de Florianópolis não pode sair essa disputa.

  • emerson diz: 16 de novembro de 2010

    Alonso é o melhor piloto do mundo, mas, infelizmente, não tem o carisma e o caráter dos grandes ídolos. Se ele fosse um Barrichello de caráter e levasse tudo na boa, ele não seria um grande ídolo da Espanha, ele seria um grande ídolo do mundo, como foram Senna, Prost, Lauda e alguns outros.

  • lian diz: 16 de novembro de 2010

    Caro Emerson,voce não viu e não conhece Alonso>Vem falar de caráter de Prost e Sena,que se matavam na Maclaren e viviam falando mal um do outro.Alonso é um piloto espetacular e só não ganhou por um êrro de equipe.Imagina se fosse o medíocre do Massa o que não estariam dizendo.Barrichello é um chorão de lamentos nojentos

  • Diego Hames diz: 16 de novembro de 2010

    È Braga, quem assistiu o jogo do Inter x Avai (eu assisti) viu que o colorado entregou o jogo né! È brincadeira. Assim, até o Guarani da Palhoça consegue ficar na Série A.
    Abraço

  • emerson diz: 16 de novembro de 2010

    Bem, Ilan, uma coisa é uma briga de dois gênios querendo fazer história (dentro da própria equipe), outra é o Alonso querer discutir por que o piloto da outra equipe não o deixou passar. Nada a ver o Alonso discutindo com o Petrov (Renault), baita sem-noção o Alonso. Como sabe vencer, também tem que aprender a perder. Além de talento, um ídolo precisa deixar exemplo de luta, dedicação e humildade. Falta este último para o Alonso. Para o bem do esporte, Vettel foi o campeão. Continuo achando que Alonso é o melhor PILOTO, mas um ÍDOLO precisa ter muitos outros atributos. Alonso tem que deixar o orgulho de lado e rever alguns conceitos.

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