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Posts de dezembro 2010

Quiz Retrospectiva 2010

30 de dezembro de 2010 1

Notaram que este blogueiro anda meio sumido, né? Descanso merecido de fim de ano. Mas não significa que não vou aparecer de vez em quando por aqui. Neste último post de 2010, uma retrospectiva diferente de alguns fatos importantes do esporte no ano. O mesmo material está na coluna Passe Livre, em fase de interinidadepor este blogueiro, na edição de fim de ano do Santa. As respostas do quiz (se preciso) vocês conferem a partir de sexta cedinho no Santa de papel.

Boa sorte e um ótimo 2011 para todos nós. Continuem por aqui, pois eu prometo continuar.

1 – Foram personagens da Copa do Mundo na África do Sul:

a) Sara Carbonero, Bono Vox e Felipe Melo

b) Larissa Riquelme, Bob Esponja e Joel Santana

c) Dunga, Polvo Paul e Mick Jagger

d) Lula, Vanusa e Capitão Nascimento

2 – Depois de uma sequência de vices, enfim foi campeão em 2010:

a) Handebol feminino de Blumenau

b) Botafogo

c) Mauro Ovelha

d) Rubinho Barrichello

3 – “Fernando está mais rápido do que você” foi uma frase que ficou marcada por ter sido dita a Felipe Massa por quem?

a) Pela Ferrari

b) Pela esposa dele

c) Pelo Rubinho

d) Pelo Galvão Bueno

4 – Santa Catarina entra em 2011 com quantas vagas garantidas em cada divisão do Brasileirão?

a) 1 na A, 3 na B, 0 na C e 1 na D

b) 2 na A, 1 na B, 2 na C e 1 na D

c) 2 na A, 1 na B, 2 na C e 2 na D

d) 2 na A, 2 na B, 1 na C e 2 na D

5 – Nome do time que eliminou o Internacional do Mundial de Clubes da Fifa:

a) Muzenza

b) Macumba

c) Mulambo

d) Mazembe

6 – Tiago Splitter chegou à NBA em 2010. Pela Seleção, ele foi eliminado do Mundial de Basquete ao perder para:

a) Argentina

b) EUA

c) Turquia

d) São Cristovão e Névis

7 – Ganhou tudo em 2010:

a) Flamengo

b) Avaí

c)  Barcelona

d) Inter de Milão

8 – Ex-jogador da Seleção que teve passagem meteórica (e desastrada) pelo comando do Metropolitano:

a) Cesar Sampaio

b) Bebeto

c) Serginho Chulapa

d) Clebão

9 – Acabou em 2010:

a) O atraso de salário em 99% dos clubes brasileiros

b) A Voz do Brasil

c) O time de futsal da Malwee

d) A moda do sertanejo universitário

CBF menospreza nossa inteligência

22 de dezembro de 2010 16

A CBF, através de seu dono, Ricardo Teixeira, brinca com a nossa inteligência. Peraí, vou ser mais claro: nos faz de otários. Todos nós.

Numa manobra de politicagem suja e que mostra o quanto a entidade não está nem aí para o nosso futebol, saiu disparando factóides para todo lado nos últimos dias. Nesta quarta, anunciou a polêmica unificação dos títulos brasileiros e o fim da chatice sobre a Taça das Bolinhas. Duas decisões equivocadas. Motivadas apenas por interesses paralelos.

Será que tanto fato para ocupar a mídia não esconde o desejo de “tirar o foco” das lambanças intermináveis na (des)organização da Copa de 2014? Pense nisso.

A CBF me enoja.

A unificação dos títulos brasileiros é vergonhosa. De repente, Sr. Ricardo Teixeira se convence, depois de décadas de assunto engavetado, por causa de um dossiê amador feitor por um jornalista. Uma única pessoa, apenas a opinião dessa pessoa serviu para mudar o mapa do futebol brasileiro. E o pior, o tal dossiê é fraco, cheio de argumentos contraditórios e tão frágeis que seriam derrubados em cinco minutos de debate sério. Na boa, um estudante de jornalismo faria melhor.

Mas é claro que qualquer que fosse o conteúdo do estudo, a decisão seria a mesma. Pois ela independe dele, já estava tomada. O fato que revirou o futebol brasileiro foi a eleição do Clube dos 13, em abril. Derrotado, Ricardo Teixeira prometeu não deixar barato a quem lhe tirou o direito de comandar milhões de reais (através do laranja Kléber Leite) e de poder se preocupar apenas com a Copa de 2014 (no mau sentido, claro). Vou ser didático: todos os times que “votaram” com Teixeira no C13 são favorecidos por essa decisão que ressuscita títulos do tempo do guaraná de rolha. Dos beneficiados, Fluminense, Palmeiras e Bahia votaram contra. Mas aí se deram bem, pois afinal até partindo de Teixeira não teria cabimento uma decisão que excluísse os três sem critério. Ou seja, entraram de carona. Quem me garante que todos os demais não condicionaram apoio a Teixeira a esta decisão? Quem garante? E os “prejudicados” são os que perdem a hegemonia no futebol brasileiro (o que é uma bobagem, convenhamos), mas que entram na vingancinha particular do chefão: os maiores desafetos de Teixeira, Flamengo e São Paulo, decisivos para a derrota na eleição da discórdia.

Minha opinião sobre a unificação já estava neste post aqui, mas reafirmo: é ridícula a decisão. Nada contra os jogadores campeões naquela época, todos estão devidamente na história do futebol brasileiro. Até parece que esse reconhecimento tardio vai mudar alguma coisa na vida de Pelé (pateticamente participando do circo agora, não precisava), Jairzinho, Tostão e tantos outros craques. Mas eram épocas diferentes, não podem ser colocadas no mesmo balaio. O Robertão até tinha formato parecido com o Brasileirão, mas a Taça Brasil era a avó da Copa do Brasil. Pra ganhar as cinco Taças Brasil que teve reconhecidas agora, entre 1961 e 1965, o Santos em algumas edições jogou apenas cinco vezes e no total jogou menos do que para ser campeão brasileiro em 2004, quando entrou em campo 46 vezes. Sem contar nível técnico, tantas outras coisas. O argumento do tal dossiê que “convenceu” Ricardo Teixeira é de que era esse o tipo de Brasileiro que se podia fazer naquela época, e que era reconhecido como tal. Bom, então a partir de hoje vou considerar o Uruguai tetracampeão do mundo, pois as duas olimpíadas que ganhou antes da Copa do Mundo (1924 e 1928) era o que se podia fazer de Mundial naquela época, era reconhecido como tal e deu origem à Copa que conhecemos hoje. Não é?

E a Copa do Brasil? Também vai contar como Brasileirão agora?

E aí tem ainda a Taça das Bolinhas, aquela malice sem fim. Pela mudança, seria o Santos o primeiro time pentacampeão brasileiro (e o primeiro tri consecutivo). Mas a Taça das Bolinhas era presente da Caixa Econômica Federal e conta sim apenas para o período do Brasileirão de fato (a partir de 1971). Assim, a decisão da CBF de não reconhecer oficialmente o título do Flamengo de 1987 dá a Taça ao São Paulo. Mas é outra decisão ridícula essa. E agora também sem fundamento lógico. Pois se a mesma CBF oficializou dois campeão brasileiros num mesmo ano (1967 e 1968, quando temos o abusurdo de dois títulos para o Palmeiras), porque não reconhecer Flamengo e Sport como campeões de 1987? O precedente está aberto, bastava boa vontade. Mas… A Copa União é outra mancha na história do nosso futebol, uma decisão patética que exigiu cruzamento do campeão da primeira divisão com o campeão da segunda divisão. É como se agora em 2010 Fluminense e Coritiba fossem dec idir quem seria o campeão de fato. Ridículo. O Sport Recife foi favorecido por uma decisão que queria prejudicar o Flamengo e, baseado nela, tem o direito de denominar-se campeão brasileiro. Mas no fundo sabe que não é, como no fundo os flamenguistas sabem que são campeões brasileiros de 1987.

Como eu disse, a CBF brinca com a gente, manipula como quer. Toma decisões de acordo com os seus interesses particulares e ainda ouve muita gente bater palma. É simplesmente lamentável. Pra pessoas em geral, não vai mudar nada. Só vai aumentar a discussão no bar, mas na prática torcedores vão continuar tratando aqueles torneios como sempre foram: como conquistas importantes, mas não como Brasileirões. A decisão da turma de Ricardo Teixeira servirá apenas para encher as discussões (e as tabelas, e as estatísticas) daqueles indesejáveis asteriscos.

Times catarinenses se mexendo

21 de dezembro de 2010 4

Enfim, o mercado para os clubes catarinenses deu uma agitada. andava meio paradão, exceção talvez fossem o Figueirense e o Criciúma (que apresentou o volante Carlinhos Santos). Agora, com o prazo se esgotando, começam a pipocar bons nomes em diversos clubes.

Nesta terça, o Avaí anunciou a volta do ídolo Marquinhos, que terá apresentação apoteótica nesta quarta, festa pra chegada de craque mesmo. A contratação em si é uma grande notícia, ótima para o Leão, ótima para Marquinhos, que teve uma passagem apenas razoável pelo Santos (mas sem dúvida melhor que as outras tentativas dele em clubes do eixo Rio-SP). No Avaí, Marquinhos está em casa. Inclusive, tenho pra mim que o episódio do choro no camarote da Ressacada naquele jogo com o Peixe foi definitivo. Ah, junto com Marquinhos também chegará do Santos o lateral Maranhão (acho mediano).

O Brusque (que tem feito boas contratações dentro da realidade catarinense, apresenta nesta terça o jogador do patrocinador, Aloísio Chulapa. Sem dúvida será umas das atrações do Catarinense 2011. A dúvida. agora, é saber em qu condições o veterano atacante chega ao Augusto Bauer. A última temporada dele, no Brasiliense, foi sofrível.

E o Metropolitano, enfim, deu uma boa notícia ao seu torcedor que já andava preocupado. Anunciou o atacante Jônatas e o zagueiro Marcus Vinícius, o Pipo. O primeiro é sem dúvida um jogador promissor, eu mesmo já o elogiei aqui em outras oportunidades. Foi artilheiro da Segundona pelo XV de Indaial, mas no último Estadual passou pelo Brusque e quase nem foi notado. Terá agora mais uma chance de que vale tanta expectativa em torno dele. E o Pipo é jovem, já tem no currículo passagem pelo Grêmio e jogou a última Série B pelo ASA de Arapiraca (AL). E ninguém nem vai poder dizer que ele é filho de diretor do clube (Ronaldo Loos), porque realmente tem futebol para enfim engrenar.

Bom, times se mexendo, aguardamos mais novidades. O Catarinense 2011 tá prometendo.

Aloísio Chulapa é do Bruscão

20 de dezembro de 2010 0

Agora é oficial: a diretoria do Brusque confirmou há pouco que o atacante Aloísio Chulapa será o reforço aguardado do clube para a temporada 2011. O jogador, campeão mundial pelo São Paulo há exatos cinco anos, será apresentado nesta terça-feira, às 18h.

Com a informação confirmada e atualizada, reitero o que disse sobre o jogador no post anterior, quando a possibilidade foi levantada pela primeira vez (confira o post aqui).

Acho um baita golaço da diretoria do Brusque, que de fato reforçou o time para o Estadual e a Copa do Brasil. E parabéns à Havan, que bancou e preferiu dar ouvidos ao departamento de futebol antes de assinar o cheque. É assim que se faz.

Inter de Milão campeã mundial de clubes

18 de dezembro de 2010 8

Não havia muitas dúvidas disso, salvo outra hecatombe como a de terça-feira. Mas deu a lógica, Internazionale campeã mundial sem nenhum trabalho diante do Mazembe, o que só escancarou o tamanho do vacilo colorado na semifinal. O time italiano aprendeu a lição, jogou sério (o Lúcio então) e matou o jogo logo de cara (aos 17 já vencia por 2 a 0). Depois, até poderia golear, mas só administrou e fechou a conta em 3 a o no fim. Em nenhum momento deixou a zebra nem botar o narizinho pra fora.

A Inter de Milão merece o topo do mundo em 2010. Ganhou tudo, repetiu o Barcelona de 2009. Título que fecha um ano perfeito na história centenária do clube e que enfim coroa este fantástico Samuel Eto’o, um dos melhores atacantes que já vi jogar. Fez uma Copa do Mundo terrível com Camarões, mas nos clubes sempre foi vencedor. Tinha três títulos europeus, mas curiosamente nunca havia ganho o Mundial. Ganhou agora, e de quebra foi o bola de ouro como o melhor da competição. Justo, muito justo. Prêmio também para o trio brasileiro Julio Cesar, Maicon e Lúcio, dos poucos que se salvaram no fracasso do time de Dunga na Copa da África do Sul.

E o Mazembe? Bom, foi muito além do que jamais sonhou. Escreveu para sempre o nome do clube na história do futebol. Botou o futebol africano de clubes no mapa, um feito e tanto. Se aqui no Brasil já dizemos que joga a “Quarta Divisão” do futebol brasileiro (elite na Europa top, segundo escalão no Leste Europeu e terceiro nível nas arábias e oriente), calculem então como é na África. E ainda assim o Mazembe mostrou bons valores, jogou com seriedade para despachar Pachuca e Inter, que menosprezaram sim os africanos), mas na final não tinham muito o que fazer. Já sob os holofotes do mundo, todas as deficiências técnicas do time apareceram, e a Inter deitou e rolou. Mas a missão do Mazembe já estava cumprida, prova disso foi os jogadores, felizes, bancando as tietes dos astros da Internazionale no fim. O nome do clube já está na história.

E o nosso Inter? Bom, esse tem muito o que discutir e lavar a roupa suja após esse Mundial, no qual conquistou um constrangido terceiro lugar numa partida sonolenta e melancólica contra o coreano Seongnam. O vexame em Abu Dhabi não apaga de forma alguma a belíssima temporada do clube, que teve o bi da Libertadores, nem tampouco o trabalho magnífico  nos últimos para tornar-se um dos principais do país, mas muita coisa precisará mudar para 2011. A começar por jogadores acomodados, jogando com o nome. E uma certa predisposição para priorizar o marketing em detrimento do futebol, que ainda é (e sempre será) a razão dos clubes, e continuará sendo decidido dentro de campo. O Inter gaúcho perdeu a chance de ser bicampeão mundial para ele mesmo. Terá que lidar com isso.

É possível que nunca mais ocorra uma zebra em Mundiais como a derrota do Inter na semifinal, pois agora sul-americanos e europeus deixarão o salto alto fora de campo ao enfrentarem times de outros continentes. Infelizmente para a torcida colorada, foi esse o legado do Inter em Abu Dhabi, mudar a forma como se enxerga esta competição.

Agora, um recado aos torcedores colorados, sobretudo aos que não estão conseguindo lidar bem com as gozações rivais (a minoria, é verdade). Futebol é bom-humor, e torcedor tem que saber perder e ganhar da mesma forma. Outra coisa: só se tira sarro de time que incomoda, de time grande (ou alguém aqui se importou com a derrota do Goiás na Sul-Americana)? O Inter precisa saber que depois de anos vivendo como time pequeno, voltou a ser grande nesta década que está terminando, e não foi uma nuvem passageira. Pela estrutura que montou, seguirá sendo grande. E times poderosos sempre estão decidindo títulos, mas nem sempre vão vencer (e às vezes até vão dar vexame), mas logo estarão prontos para a próxima. O Inter precisa tirar o luto, lavar a roupa suja e tocar a bola pra frente. E sua torcida, que está aprendendo a lidar com tudo isso, logo logo tenho certeza levará tudo mais na espotiva, como deve ser.

A um mês do Catarinense 2011...

16 de dezembro de 2010 12

O Catarinense começa em 15 de janeiro, um sábado, com Avaí x Chapecoense e Criciúma x Concórdia. Ou seja, daqui exato um mês.

Hoje, minha projeção simplória do Catarinense 2011 é essa:

- Quem brigará pelo título

Figueirense (ligeiro favoritismo), Avaí e Criciúma

- Correm por fora

Joinville, Chapecoense e Brusque (olho no Brusque)

- Briga pela Série D e para não cair

Metropolitano, Marcílio Dias, Concórdia e Imbituba

Mais adiante, quando estivermos mais perto da estreia, e com os times melhor definidos, posso até rever (ou não) estes prognósticos.

Aliás, pra quem ainda não viu, confira a tabela do Catarinense 2011 atualizada

Copa do Brasil: Avaí e Brusque na boa

15 de dezembro de 2010 12

Saiu a aguardada tabela da Copa do Brasil 2011. Confira aqui o ofício da CBF.

O Brusque aguardava ansiosamente pela divulgação do adversário. Entre os que se dividiam entre querer um adversário famoso ou uma molezinha, prevaleceu o meio-termo. O Bruscão vai encarar o Atlético-GO, que foi semifinalista na edição desse ano (perdeu para o Vitória) e depois deu o troco no time baiano o mandando para a Segundona no Brasileiro. Primeiro jogo será dia 23/2, no Augusto Bauer. A volta, dia 2/3, no Serra Dourada (o jogo pode ser no acanhado Estádio Antonio Acioly, de fato a casa do Atlético). Mas na tabela da CBF consta o Serra Dourada mesmo.

É óbvio que o Brusque não é favorito contra um time da Série A, mas é perfeitamente possível surpreender o time goiano. O Bruscão está formando um bom time e vai ter que jogar a vida no jogo do Augusto Bauer.

Já o Avaí ganhou, digamos, uma molezinha. Dureza mesmo vai ser viajar até Vilhena (RO) para encarar os donos da casa, no mesmo dia 23/2. Porém, dá para apostar em o Leão avançando já no primeiro jogo, sem muitos sustos. Se for preciso, o jogo na Ressacada será dia 3/3.

Mais tarde, comento o desmembramento da tabela, com os cruzamentos seguintes.

CBF encherá o Brasileirão de asteriscos

13 de dezembro de 2010 10

A CBF prometeu que vai homologar até o final do mês os títulos pré-Brasileirão, aqueles ganhos de 1959 até 1970.

A decisão é polêmica e sabe-se lá por que a CBF resolveu mexer nisso agora (aliás, sabemos sim…). Com isso, Santos e Palmeiras passarão a ter 8 títulos brasileiros (O Peixe foi pentacampeão consecutivo na época de Pelé e Cia). Vão liderar o ranking, passando São Paulo (seis títulos) e Flamengo (cinco mais a polêmica Copa União de 1987). Ambos não ganharam nada no período que agora será empurrado pra dentro do mapa do Brasileirão.

Daqui por diante, tudo vai mudar quando o assunto for Brasileirão. O problema é que encherá a história do campeonato de asteriscos, pra dizer que tal conquista se refere a isso, a outra aquilo outro e por aí vai. Vai virar uma bagunça.

Minha opinião: não há dúvida de que eram torneios importantes a Taça Brasil, a Taça de Prata e o Robertão (Roberto Gomes Pedrosa, goleiro e ex-presidente do São Paulo). Tanto é verdade que os campeões eram os representantes do país na Libertadores da América. Mas eram outros tempos, sabe-se lá qual era o comprometimento dos clubes com esses torneios. Vale lembrar que o Santos de Pelé escancaradamente preferia excursões pelo Exterior para faturar uns trocados do que torneios como a Libertadores, inclusive. Sem falar que em alguns anos houve mais de uma disputa. 1967 e 1968 terão dois campeões brasileiros cada. O Palmeiras ganhou dois títulos em 1967. Mais esquisito, impossível.

Por tudo isso, acho que os clubes precisam sim valorizar as conquistas, mas eles deveriam seguir como torneios anteriores ao Brasileirão (por exemplo, o Palmeiras teria 4 Brasileiros, 2 Taças Brasil, 2 Taças Robertões e 1 Copa do Brasil). Simples assim, mas pra variar a CBF gosta de fazer sempre o mais complicado. Dá margem para as famosas teorias de conspiração.

Ou seja, não precisava.

Confira os títulos que a CBF vai oficializar como Brasileirões:

Taça Brasil
1959 – Bahia
1960 – Palmeiras
1961 – Santos
1962 – Santos
1963 – Santos
1964 – Santos
1965 – Santos
1966 – Cruzeiro
1967 – Palmeiras
1968 – Botafogo

Torneio Roberto Gomes Pedrosa / Taça de Prata
1967 – Palmeiras
1968 – Santos
1969 – Palmeiras
1970 – Fluminense

Como vai ficar o mapa dos campeões:

Santos* e Palmeiras* – 8

São Paulo e Flamengo** – 6

Corinthians e Vasco – 4

Internacional e Fluminense* – 3

Grêmio, Botafogo*, Bahia* e Cruzeiro* – 2

Atlético-MG, Atlético-PR, Coritiba, Guarani e Sport** – 1

*Contando com os títulos pré-1971 que serão homologados pela CBF

**O Flamengo ganhou a Copa União em 1987, mas a CBF considera o Sport o campeão daquele ano

Artur foi o pai do vôlei blumenauense

13 de dezembro de 2010 2

Blumenau perdeu nesta segunda-feira chuvosa um grande cara, Artur José Novaes. O conheci lá no final dos anos 90, quando como repórter iniciante do Santa convivia quase que diariamente com ele cobrindo os jogos do então Barão/Ceval. O Professor Artur conversava pacientemente, antes e depois dos treinos. Até conselhos (muitos) ganhei dele. Arthur era assim, um paizão. Foi o paizão do vôlei blumenauense. Foi o inventor do vôlei blumenauense.

Mas a história dele começava bem antes do que essa que eu participei. Ele foi mais que um técnico de vôlei, foi um esportista nato, dos maiores que Blumenau (especialista nisso) já criou. Artur Novaes foi embora mas deixou um legado a ser seguido. De que o esporte pode ser feito de paixão, sim, mas também com seriedade, competência, planejamento e, principalmente integridade. Artur sempre seguiu isso e talvez até por ser tão íntegro por vezes não chegou onde realmente queria e podia.

Blumenau deve muito a este grande homem que nos deixou.

Aloísio Chulapa no Brusque em 2011

12 de dezembro de 2010 5

A informação foi apurada pelo jornalista Rodrigo Santos, da Rádio Cidade de Brusque, e foi dada em primeira mão no blog dele neste domingo (confiram aqui).

Se confirmado, é o fim do mistério sobre o tal jogador de renome que o Brusque prometeu trazer para 2011, mantendo a filosofia usada esse ano com o atacante Viola.

Dessa vez, o nome é Aloísio Chulapa, 35 anos, 1m88cm e 86kg, que teve uma passagens marcantes por Atlético-PR e São Paulo, e outras nem tanto em Flamengo e Vasco, por exemplo. Ele disputou a Série B pelo Brasiliense, não foi lá muito bem como todo o time, que acabou rebaixado. Mas é jogador em atividade, bem diferente de Viola quando chegou ao Bruscão.

Ao meu ver, há outras diferenças:

Vamos combinar que Aloísio não é exatamente um craque de renome, capaz de chamar os holofotes para o Augusto Bauer como foi Viola. A Havan, autora da contratação, queria outro nome, de mais impacto (Dodô era a minha aposta). Em reunião, a direção do clube tentou convencer o dono do cheque a trazer Chulapa. O motivo? Pra mim está claro:

Se Aloísio não é exatamente um craque, é sem dúvida um baita jogador de grupo, humilde, vai agregar muito valor ao elenco do Brusque sem querer ser o centro das atenções. Certa vez li uma entrevista do goleiro Rogério Ceni na qual ele dizia que Aloísio é um dos jogadores mais fantásticos que ele já conheceu e um dos poucos amigos que ele tem no futebol. E no tricolor foi onde Aloísio realmente se destacou, ora em lances de craque (como o passe de letra para o gol de Mineiro na final do Mundial de Clubes de 2005, contra o Liverpool), ora por ser exatamente isso que Ceni se referiu: um jogador de grupo.

Nesse ponto, vejo a escolha como uma das melhores que o Brusque poderia ter feito. O clube deixou claro que não quer repetir os erros da tentativa com Viola, que notadamente rachou o grupo com seus privilégios. Chulapa não fará isso, tem tudo para de fato “entrar no projeto”. E se não é um cracaço, pra ruim ele também não serve. Sem dúvida pode fazer a diferença na realidade do futebol do nosso estadual.

Se for esse o nome, parabéns ao Brusque e à Havan pela escolha.