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Posts de fevereiro 2011

Tigre mostra força e leva o turno

27 de fevereiro de 2011 55

Foi surpresa? Até foi.

Foi zebra? De forma alguma!

O Criciúma não é um qualquer, tem tradição, é um dos grandes de Santa Catarina. Diante de toda a desvantagem que o regulamento lhe impunha, foi ao Scarpelli e bateu o Figueirense por 1 a 0. Se o regulamento foi personagem das discussões, por ser muito favorável ao time com vantagem, também foi ele, por ser uma decisão de 90 minutos, jogo único, que permitiu ao Tigre usar a estratégia que se mostrou vitoriosa. Uma bola parada e bingo!

Durante a semana cravei o Figueira favorito ao título, mas com ressalvas. As mesmas ressalvas que, no começo do Catarinense, me fizeram apontar o alvinegro favorito, por ser o melhor time, com o Avaí um pouco atrás e o Criciúma como o único time capaz de se intrometer na briga. Pois bem, o Leão decepcionou. O Tigre, não. Não tinha vencido nenhuma longe de casa, mas venceu quando precisava.

Sobre o jogo, lances e tal, não posso me aprofundar porque não pude ver o partida (por compromissos profissionais, estou em Porto Alegre). Fui me informar, claro, e vejo relatos de um Criciúma muito organizado e de um Figueirense nervoso e errando demais. Tem disso. Favoritismo demais em jogos como esses, entre times de tradição, costuma pesar mesmo. Mika fez o gol de falta (aliás, achei mais bonito que o gol do Ronaldinho na decisão do Rio, vocês não acharam?), mas o Criciúma inteiro trabalhou pelo título do turno.

Agora, a situação é a seguinte: o Tigre se intrometeu na briga que parecia ser particular entre os rivais da Capital. Já está na final (e de quebra se garantiu na Copa do Brasil de 2012). E jogou o abacaxi para Figueira e Avaí, que precisarão suar sangue no returno para chegarem lá. Mais ou menos como no ano passado, quando o Joinville venceu o turno e os dois de Floripa precisaram decidir o returno.

O returno, que naturalmente já seria melhor tecnicamente, com equipes mais entrosadas e mais reforçadas, agora promete ainda mais.

E parabéns ao Criciúma, que indiscutivelmente mereceu a taça do turno.

Figueirense é favorito no domingo

25 de fevereiro de 2011 30

E não há nenhum absurdo nessa minha afirmação, mesmo sendo a final do Orlando Scaperlli entre duas equipes das mais tradicionais do Estado.

Ainda assim, o Figueira é favorito, e posso aqui enumerar motivos:

No papel, o alvinegro é melhor que o Tigre. Tem um time mais rápido e com toque de bola mais envolvente. A força do Tigre, por outro lado, está nas jogadas de força dentro da área, com o trombador-eficiente Schwenck empurrando a bola para dentro. Na teoria, parece mais lógico o Figueira prevalecer.

O Figueirense joga em casa, terá o estádio cheio a favor e defende o retrospecto de ter empatado apenas um jogo no Scarpelli até aqui, o clássico com o Avaí. Mais do que o alvinegro estar em casa, o Tigre estará longe de casa, e até aqui o time do Sul não conseguiu ganhar nessa condição, mesmo tendo retrospecto idêntico ao do Figueira no  Heriberto Hülse. E domingo o Criciúma precisa vencer, empate não serve.

E aí chegamos ao terceiro ponto: o regulamento. Já disse aqui outras vezes que acho excessiva a vantagem ao time de melhor campanha no regulamento do Catarinense. Além de jogar em casa a partida única, ainda pode avançar apenas empatando. Acho demais. Em outros estaduais, a vantagem do empate não existe. No Rio, por exemplo, onde essa fórmula existe há muitos anos, o empate leva aos pênaltis. Por isso, semana passada, o Fluminense foi surpreendido nas penalidades pelo pequeno Boavista. Mesmo caso do Internacional, eliminado no Beira-Rio pelo quase desconhecido Cruzeiro de Porto Alegre (time tradicional da capital gaúcha, mas que só esse ano voltou à elite). Nos dois casos, fosse no Catarinense os visitantes não teriam tido a chance de conseguir a classificação, pois o empate no tempo normal seria do mandante. Mas como aqui é assim, me parece até muito provável um empate em confronto tão equilibrado, e o empate é alvinegro.

Bom, é isso. De qualquer forma, espero um grande jogo, uma final de times que mereceram chegar até lá. E que vale muito. Dará ao campeão a tranquilidade para trabalhar o elenco no returno e, além disso, a vaga na Copa do Brasil de 2012 a um dos dois catarinenses mais identificados com a competição nacional.

Vale aqui registrar também a responsabilidade do apito, que caberá ao Rodrigo D’Alonso Ferreira. Desejo toda a sorte do mundo para o árbitro, que é da nova geração. E como há muito tempo defendo a necessidade de renovação do quadro, espero que ele faça um grande trabalho.

Lição de casa catarinense

24 de fevereiro de 2011 12

A estreia dos catarinenses na Copa do Brasil 2011 foi muito boa. Dentro das possibilidades de cada um, Avaí e Brusque fizeram o que se esparava deles: a lição de casa.

O Bruscão, em casa, venceu o Atlético-GO por 3 a 2 e vai a Goiânia na próxima semana jogando por um empate. O adversário era favorito, saiu na frente numa bobeira brusquense. Mas o time da casa era melhor e mostrou isso quando o árbitro apitou o fim do primeiro tempo: foi para o vestiário vencendo por 3 a 1. William fez dois e Aloísio marcou um golaço. Sem exageros, poderia até ter marcado mais.

Na etapa final, o Brusque se fechou um pouco, acabou levando um segundo gol que sem dúvida torna mais difícil a missão. Com o resultado, o time de René Simões joga por um 1 a 0 ou 2 a 1 em casa, o que não é nada impossível. Mas também não é sonho imaginar que o Brusque possa ir ao Serra Dourada buscar a vaga.

Lá em Rondônia, o Avaí fez o dever de todo time da Série A nessa primeira etapa da Copa do Brasil, que é resolver a questão logo de cara. Foi lá, fez a festa dos torcedores e, em campo, fez um 3 a 0 suficiente para dispensar o jogo da volta na Ressacada. Jogou bem na reestreia do técnico Silas e dessa forma ganha a semana toda para preparar-se para a volta ao returno do Catarinense, quando precisará de toda a forma brigar pelo título.

Uma boa estreia dos catarinenses, que fizeram bonito pro Brasil ver.

Comente Brusque x Atlético-GO

23 de fevereiro de 2011 1

Jogo começa às 21h no Estádio Augusto Bauer e é a estreia do Brusque na edição 2011 da competição. Comente os lances desse e também da estreia do Avaí, contra o Vilhena-RO

Agora é Copa do Brasil

22 de fevereiro de 2011 10

A quarta-feira é de Copa do Brasil para o futebol catarinense. Reclamações de poucas vagas à parte, nossos representantes encaram situações bem diferentes. Enquanto o Brusque recebe o favorito Atlético-GO querendo, antes de mais nada, garantir o jogo de volta, em Goiânia, tudo que o Avaí quer nos confins de Rondônia é exatamente o contrário: dispensar a visita do simpático Vilhena, semana que vem, na Ressacada.

Em comum, ambos foram mal no turno do Catarinense e estreiam técnicos essa noite. O Avaí, no caso, reestreia Silas, enquanto o Bruscão aposta nos conhecimentos do gaúcho Nestor Simionato do futebol goiano.

O Brusque não é favorito contra o Atlético-GO, claro. O adversário está na Série A (escapou da degola na última rodada de 2010), foi semifinalista da Copa do Brasil no ano passado e atualmente lidera o Goiano. Tem uma base forte e a experiência do técnico René Simões. Mas o Brusque pode, sim, muito bem aprontar, aproveitando os atalhos do Augusto Bauer e contando com a pressão da torcida. Um bom resultado essa noite (por exemplo, um palpável 2 a 0) muda completamente a situação. Por outro lado, tomar gols em casa complica demais a situação do Bruscão, que já não terá o artilheiro Têti, que em decisão que não agradou os dirigentes do clube decidiu por conta própria transferir-se para o Santa Cruz-PE, que também estreia hoje no torneio, por sinal.

No caso do Avaí, é quase obrigação despachar o Vilhena. É o primeiro teste do “novo Avaí”, que sonha em ir avançando na Copa do Brasil e, principalmente, com dias melhores no returno do Catarinense. Salvo muita acomodação da equipe (o que eu particularmente duvido que ocorra em dia de estreia de técnico), o Leão não deve ter maiores problemas.

PS: O blog estará ligado na estreia dos catarinenses na Copa do Brasil nesta quarta. Acompanha, lance a lance, Brusque x Atlético-GO, no Augusto Bauer, a partir das 20h30min. Participe da transmissão e mande seus comentários ou perguntas.

Flamengo campeão de 87. Por que agora?

21 de fevereiro de 2011 26

Quase 24 anos depois, a CBF enfim reconheceu o óbvio: que o Flamengo é o campeão brasileiro de 1987.

Encerra-se assim uma das mais chatas e longas novelas do nosso futebol. O Fla ganhou a Copa União, organizada pelo Clube dos 13, e no fim tanto ele, campeão, quanto o vice Internacional se recusaram a disputar finais com Sport e Guarani, campeão e vice do módulo organizado pela CBF. O Sport, desde então, é reconhecido pela entidade máxima do futebol como campeão brasileiro daquele ano.

Uma tremenda presepada, pura pirraça. Que acabou nesta segunda-feira. Mas, como tudo que vem da CBF, não é tão simples assim. Ao torcedor rubro-negro, a Justiça foi feita. Mas, nos bastidores, qual foi o custo disso?

O que está por trás da decisão da CBF (leia-se Ricardo Teixeira) tem cheiro de podre. Voltemos a abril do ano passado, quando o Flamengo rompeu com a entidade para apoiar o candidato do Clube dos 13 (Fábio Koff) na eleição da entidade dos clubes. Teixeira queria colocar lá o amigo Kléber Leite, e assim garantir controle sobre as verbas de TV (principalmente) enquanto se ocupava de seu nosso negócio prioritário do momento: a Copa de 2014. Perdeu, e começou uma caça às bruxar a quem ousou barrar seus planos.

O resto da história todo mundo já conhece. O São Paulo, principal desafeto, viu, entre outras represálias, o Estádio do Morumbi ser excluído do mundial no Brasil sem argumentos racionais. Agora, a cartada final. Ricardo Teixeira sempre soube usar como poucos suas cartas na manga.

Começou a reaproximação com o Flamengo ao intermediar que a aliada Traffic bancasse a vinda de Ronaldinho para o clube, inclusive atravessando o negócio já dado como certo com o Grêmio, outro desafeto. Semana passada, aceitou que a maldita Taça das Bolinhas (disputada entre Fla e São Paulo) fosse para o Morumbi, num jogo de cartas marcadas que só a cartolagem são-paulina foi trouxa o suficiente para acreditar. Essa decisão de agora já estava tomada, e com ela constrange o desafeto paulista a ter que devolver a taça (bem feito, deveria ter proposto no dia divisão com o Fla para quebrar a CBF) e implode de vez o Clube dos 13. Em jogo, aqui, estão por exemplo os novos contratos de transmissão do Brasileirão, que pela primeira vez devem atingir o patamar do bilhão de reais.

O Flamengo aceitou ser usado, mas para o clube, e para o torcedor comum, o preço a ser pago foi aceitável. Ganhou Ronaldinho para desfilar pelo campo (por enquanto foi só o que ele fez) e encerrou essa chatíssima discussão sobre 1987, que só rendia mesmo na lábia dos torcedores rivais.

Agora que o Brasileirão ganhou mais um asterisco (já havia ganho vários no fim de 2010, com o “reconhecimento” de títulos anteriores a 1971, outra jogada para agradar aliados e cutucar rivais), ficam algumas pendências:

- O Brasileirão de 1987 é do Flamengo ou será dividido? E o Sport, como fica nessa? E as tais liminares do time pernambucano que a CBF usava convenientemente até ontem para não mexer no assunto?

- E a Taça das Bolinhas? Vai para a Gávea, fica no Morumbi ou será dividida? A decisão, ao que consta, é da Caixa Econômica Federal , antiga dona do troféu. Uma tremendo abacaxi.

E vocês, o que acham?

Figueira está na final. Fácil, fácil

20 de fevereiro de 2011 27

Futebol não é tão difícil assim de entender quanto pensam alguns. Qual era a chance de um time desentrosado reverter a vantagem do adversário, que na prática já era superior? era possível só porque é futebol, onde tudo pode acontecer, mas era pouco provável.

Ou seja, deu a lógica. O Figueirense só precisou de 14 minutos para liquidar o Joinville, que mal tinha enxergado a bola, e garantir a vaga na final do turno do Catarinense. E foi com uma facilidade de dar dó. Constrangedora. Vamos aos fatos:

O Figueirense já era favorito, jogava em casa, com a vantagem do empate, tinha ótimo retrospecto no Scarpelli e é mais time que o JEC. o time tricolor chegou à semifinal após uma surra em casa para o Metropolitano, que fez o técnico Giba mudar tudo. Seis reforços chegaram, três estrearam na decisão, sem mal terem treinado juntos. Se fossem atacantes até tudo bem, mas era a dupla de zaga e o volante de contenção. E o goleiro tinha estreado no jogo anterior, e ido mal. Mudar tudo isso é comum em jogo-treino, e ainda assim costuma render dor de cabeça. Calculem então numa decisão que já era complicada por natureza. Resultado, com o adversário sem entrosamento algum, o Figueira aproveitou para fazer o que qualquer um faria: matar o jogo logo de cara. Foi pra cima e em duas linhas de passe foi na cara do gol, explorando a ausência total de cobertura das laterais.

Então estou dizendo que os reforços do JEC eram ruins? Não, de forma alguma. Os que entraram são jogadores de confiança do técnico, já atuaram com ele. Mas quando puderam usar a experiência para consertar os erros dentro de campo, já estava 2 a 0. E o meio-campo, com dois veteranos (bons de bola, mas veteranos) era incapaz de correr o que seria preciso para buscar uma reação. Dos 14 minutos em diante, o jogo virou um treino de luxo. Nem o segundo tempo um pouco melhor do tricolor, quando até descontou com Ramon, mudou algo no cenário da partida. No fim, Fernandes tratou de fazer logo o 101 dele e matar o jogo. Outra vez explorando os buracos da defesa tricolor.

E a festa alvinegra foi ainda maior porque um dos gols foi do ídolo Fernandes, o aguardado centésimo gol dele pelo clube. Parabéns ao meia, sem dúvida um jogador que já escreveu o nome na história do clube da Capital. E merece todas as homenagens, pois já fez muito mesmo pelo Figueira. E o garoto Breitner, hein? Quem aí lembra, no início do campeonato, quando eu disse que ele seria um dos destaques? Fui criticado de tudo que é lado, lembram? Quem não lembra, refresca a memória clicando aqui.

Agora é a final entre as duas equipes que jogaram o melhor futebol (o Criciúma meio travadão, é verdade) até aqui. E que fizeram o melhor jogo do campeonato, vitória do Tigre por 2 a 0 no Heriberto Hülse. A decisão do domingo que vem, no Scarpelli, vale muito para ambos. Estar nesta final era quase uma obrigação, como era para o Avaí também, que fracassou. O título garante vaga na final, na Copa do Brasil de 2012 e a tranquilidade de não precisar recomeçar do zero no returno, que sem dúvida será bem mais forte tecnicamente. quem ganhar, só espera de camarotes para ver quem sobrevive na briga entre quem perder e o Avaí, que virá babando, e alguma eventual surpresa.

Sobre a outra semifinal e a classificação suada do Tigre, quem ainda não viu, confere o post aqui.

Criciúma na final do turno do Catarinense

19 de fevereiro de 2011 7

Foi uma dureza, como o blog já havia previsto. Mas no fim das contas o Criciúma faz valer a vantagem da melhor campanha na fase anterior para avançar à final do turno do Catarinense com o empate em 1 a 1 com a Chapecoense, neste sábado à noite, no Heriberto Hülse. Espera agora pelo vencedor do confronto entre Figueirense e Joinville, neste domingo, na Capital. Se der Figueira, a final é no Scarpelli. Se o JEC passar, a decisão é no Sul do Estado.

Foi um jogo muito complicado, gramado pesado, muita marcação. Gols, só na etapa final. O Tigre com Schwenck, no melhor estilo centroavantão. Foi lá, forçou a posição dentro da área e, no cruzamento do bom lateral Pirão, fiquei com a impressão de que o zagueiro, pressionado, empurrou pra dentro. Mas não tinha muito o que fazer (se ele não fizesse, o atacante guardaria certamente).  Em jogo difícil, quando uma única bola  resolve, quem tem gente com cara de camisa 9 nato costuma se dar bem. E a Chapecoense sentiu a falta do seu homem-gol, o bom atacante Aloísio, que ficou de fora. O Verdão do Oeste lutou, apesar da adversidade, e no fim duas bobeiras do Tigre quase lhe custaram a vaga. Na primeira, Everthon Cézar acertou um chutaço e o goleiro Andrey, digamos, colaborou. Logo em seguida, a zaga cochilou e Neílson, na cara do gol, teve a chance de dar a vitória de virada e a vaga para o time de Mauro Ovelha. Mas falhou.

No fim, empate em 1 a 1 e vaga do Criciúma. Já disse aqui em posts anteriores que, nessa fórmula do Catarinense, acho vantagem demais para um time jogar a partida única em casa e ainda ter a vantagem do empate. Neste sábado mesmo, por exemplo, nos campeonatos Carioca e Gaúcho, Fluminense e Internacional empataram em casa e acabaram eliminados nos pênaltis. Valesse lá o regulamento daqui, teriam ambos avançado. Mas é isso, aqui é assim, os clubes aceitaram e não adianta chorar. Aliás, se tem uma coisa que a Chapecoense deveria chorar é aquele empate com o Concórdia aos 49, em casa, que lhe custou simplesmente a condição de decidir esta semifinal em casa, com toda a vantagem.

O Tigre não tem nada com isso. Perdeu os 100% de aproveitamento em casa, mas podia perder. Dos dois melhores times do Estadual até aqui, um já está na decisão, merecidamente. Falta o Figueira confirmar no campo esta condição no domingo.

PS: E não é o que o Célio Amorim foi bem no apito! Deve ter sido o uniforme roxo…

Análise das semifinais do Catarinense

18 de fevereiro de 2011 46

Tá chegando a hora. Final de semana serão conhecidos os finalistas do turno do Catarinense 2011. Os quatro que chegaram foram os mesmos que o blogueiro projetou um mês antes (veja aqui), mas em posições diferentes. De qualquer forma, foram os quatro melhores até aqui.

São dois jogos, um sábado e um domingo. Jogos únicos, na casa do time de melhor campanha. Não gosto dessa regra, já falei isso outras vezes. Acho uma vantagem excessiva para um time jogar em casa e ainda ter a vantagem do empate num jogo único. Pelo menos essa (a vantagem do empate) eu tiraria. Empatou, pênalti (como é no Rio de Janeiro, por exemplo). Bom, mas a regra é essa aí e vamos comentar em cima disso.

Não só por toda essa vantagem, mas principalmente por terem os melhores times, Criciúma e Figueirense têm claro favoritismo diante de Chapecoense e Joinville, respectivamente. Significa que já estão na final? Óbvio que não. Até pela decisão ser em um único jogo, onde uma falha individual, uma atuação abaixo da expectativa, ou mesmo um adversário inspirado, tudo isso é potencializado.

Abaixo, o que penso de cada jogo:

Criciúma x Chapecoense (sábado, 19h30min – Heriberto Hülse)

O Tigre joga em casa, onde é 100% até o momento no Estadual, e está num momento melhor que o Verdão do Oeste. Mas vejo esse como o confronto mais equilibrado da semifinal. Principalmente porque o time de Mauro Ovelha costuma jogar de forma eficiente fora de casa. E é o tipo de partida onde um esquema defensivo, esperando por um único contra-ataque, pode resolver a parada. Tudo isso na teoria. Como também nela, na teoria, p Tigre tem mais time e é favorito. Palpite: Criciúma 2 x 1

Figueirense x Joinville (domingo, 16h – Orlando Scarpelli)

O Joinville vive um momento conturbado. Entre altos e baixos, despediu-se da fase de classificação apanhando de 4 a 1 do Metropolitano em casa. Não bastasse isso, o técnico Giba não achou o time ideial e tem planos inclusive de colocar em campo domingo vários estreantes que chegaram essa semana ao clube, sem nenhum entrosamento. Pra piorar, o adversário é o Figueirense, melhor campanha e melhor time do Estadual até aqui. Jogando em casa, tem passado por cima dos adversários. É favorito, por tudo isso, mas apesar do momento do JEC não acredito na facilidade do jogo da fase anterior, quando o Figueira tocou 4 a 0 no mesmo Scarpelli. Aquilo foi uma exceção num duelo de duas forças do Estado, dificilmente vai se repetir. Palpite: Figueirense 3 x 1

E vocês, mandem seus palpites e suas expectativas das semifinais.

Blumenau terá 2ª edição da Copa Kaiser

17 de fevereiro de 2011 2

Está confirmada a 2ª edição da Copa Kaiser de Futebol Amador em Blumenau. O torneio, que fez sucesso em 2010, será disputado entre os times da região nas categorias veterano, aspirantes e titulares (adultos). A data de início dos jogos ainda não está definida.

Interessados em participar já podem procurar a Associação de Futebol Amador de Blumenau (Afablu) pelo (47) 3336-0998 ou e-mail afablu@hotmail.com. O vencedor da categoria titulares disputa o título nacional da Copa Kaiser.

Em 2010, o Salto do Norte venceu a edição blumenauense ao bater o Bandeirantes na decisão e foi disputar a fase final nacional em Belo Horizonte, onde conquistou a medalha de bronze.