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Por que o Mundial de Handebol se foi?

24 de maio de 2011 11

Texto publicado na edição desta terça-feira no Jornal de Santa Catarina:

Previsível

Desde o anúncio, em 2009, Santa Catarina em nenhum instante levou a sério a organização de um evento do porte do Mundial de Handebol. O fim da paciência da Federação Internacional, que vetou o Estado e transferiu a competição para São Paulo, foi um desfecho previsível.

Todos têm parcela de culpa: governo estadual, que empurrou com a barriga; cidades envolvidas, que esperaram tudo cair do céu. Blumenau, por exemplo, tanto bateu o pé para ser sede mas até ontem não havia definido o local dos jogos. É uma lição, sem dúvida.

Fora isso, há o prejuízo para o Estado. Sim, porque o Mundial de Handebol é uma competição de custo baixo, pelo tamanho que tem, e de retorno alto (estima-se lucro de até seis vezes o valor investido). Sem falar na projeção das cidades em mercados importantes, como Europa e Ásia, onde em alguns países o handebol é tão popular quanto o futebol. Turistas que viriam, ou a simples exposição de SC pela TV.

Perdemos isso. E porque não conduzimos o processo com seriedade.

Comentários (11)

  • Daniel Hoppe diz: 24 de maio de 2011

    Santa Catarina tem uma capacidade incrível de perder oportunidades.
    Com certeza os retornos seriam muito maiores do que os investimentos. Não só pela quantidade de turistas que viriam prestigiar o evento, mas pela divulgação no nome das cidades e do estado, sobretudo na Europa.

    Na Alemanha, por exemplo, o Handebol passa ao vivo em TV aberta, e não seria diferente com o Mundial Feminino.

  • Alvinegro em Joinville diz: 24 de maio de 2011

    É, Braga, não bastasse sermos trocados por Natal, em 2014, agora, somos trocados por São Paulo…

    E os governos estaduais e municipais têm a cara de pau de mandar elaborar propagandas com imagens e textos extraordinários tentando nos iludir. Com o nosso dinheiro…

    Sim, somos o Estado e temos a capital com melhor qualidade de vida do País, mas estamos muito aquém vários setores. Onde está a incompetência? Só nos políticos?

  • Eduardo M diz: 24 de maio de 2011

    Isso me trás a lembrança das informações que o Ancelmo Gois , sempre por dentro das coisas , trouxe na época da escolha das cidades sedes da Copa. Gois , que deu em primeira mão quais seriam as eleitas cerca de dois meses antes do anuncio oficial , publicou uma nota sobre a péssima apresentação feita pelo estado de Santa Catarina , muito superficial e sem passar uma firmeza financeira ao Comitê. Foi a primeira eliminada entre todas as candidatas.

    Pelo visto , nada serviu de lição

  • Rodrigo Ramos de Araújo diz: 24 de maio de 2011

    É lamentável saber que Santa Catarina perdeu essa grande oportunidade. Não tem nenhuma desculpa a não ser a falta de competência e organização do governo estadual e municipal. Acho interessante que o governo diz que Santa Catarina é o melhor estado, melhor isso, melhor aquilo, mas na hora de investir ninguém investe, acham que tudo irá cair do céu, por isso nosso estado é tão fraco politicamente também. Que tristeza…

  • Rodrigo Ramos de Araújo diz: 24 de maio de 2011

    Olá Braga, não quero me promover, apenas pedir para você acessar o meu blog e comentar, é sobre o mesmo assunto. http://www.turismoegastronomiablumenau.com
    Abraço.

  • Eduardo diz: 24 de maio de 2011

    Melhor qualidade de vida?????
    Vejam capitais brasileiras com melhor qualidade de vida, segundo a FGV

    Brasília (DF): 113,52%.
    Vitória (ES): 62,74%
    Curitiba (PR): 42,48%
    Belo Horizonte (MG): 39,59%
    Palmas (TO): 36,30%
    Goiânia (GO): 36,14%
    Florianópolis (SC): 34,84%
    Porto Alegre (RS): 34,52%
    Campo Grande (MS): 32,12%
    Rio de Janeiro (RJ): 20,50%
    São Paulo (SP): 18,91%
    Aracaju (SE): 8,62%
    Salvador (BA): 1,09%
    Natal (RN): 0,65%
    Tem mané que é cego.

  • Fernando JS diz: 24 de maio de 2011

    Infelizmente, quase tudo no Brasil (principalmente no esporte) é feito com pouco planejamento, com pouca competência, com muita demora e, quando se consegue fazer algo, é gastando-se muito mais que o planejado… é a pura realidade… pior ainda é depender de governo, política, etc… quem sabe um dia melhora…

  • Páris F. Amaral diz: 24 de maio de 2011

    Enquanto esses políticos só pensam em preencher “cargos” nas cabiderias, ops, nas secretarias regionais, para se perpetuarem no poder, nosso estado perde investimentos importantes, a começar com o mega projeto do Eike Batista, que sem dúvida iria alavancar o progresso na região de Biguaçu, melhorar sem sombras de dúvidas, tôda a infra estrutura do estado, rodovias, nível de emprego, construção civil, etc..O povão precisa perceber desde já, quem de fato não quer o progresso de nossa gente. É só raciocinarem um pouquinho. O progresso com certeza iria deixar muita raposa velha no ostracismo. E assim “la nave va”. Para encerrar, o que traria mais retorno para nosso povo, 36 secretarias regionais ou remuneração mais digna aos abnegados professôres?

  • JUSTOS CARVOEIRO diz: 25 de maio de 2011

    Paulo diz:

    23 de maio de 2011 às 1:14 pm
    Braga,

    O Criciúma vai brigar apenas pela manutenção na série B, e olhe lá! Pensar na série A e pensar alto demais, olhando-se a extrutura do clube, e principalmente seu passado de altos e baixos. Mesmo que venha subir numa hipótese altamente improvável, cai no ano seguinte, como de costume, pois as exigencias e investimentos para uma série A estão muito acima da realidade do clube e da própria cidade. A série B está de bom tamanho para um clube da expressão do Criciuma.
    ——————————————————————————————————–

    FASSO DE SUAS PALAVRAS A MINHA EM REFERENCIA A CIDADE DE FLORIPA E OS TIMES DA CAPITAL.

  • JUSTOS CARVOEIRO diz: 25 de maio de 2011

    florianópolis é uma cidade com 400 mil habitantes em uma região de 600 km quadrado, teve que comprar o estreito, um pedaço de são josé pra não deixar de ser capital.

    criciuma é uma cidade com 200 mil habitantes em uma area de 247 km 2, ou seja se somarmos as cidades vizinhas e totalizar os 600 km2 chegariamos a 350 mil habitantes.

    CRICIUMA tem só um grande time, tem grandes industrias e tem uma torcida apaixonada.

    ou seja, se alguem tem condições de disputar a séie A e ser campeão é o TIGRE, assim como ja foi em diversas competições nacionais.

  • Gabilem Martins Estrela diz: 25 de maio de 2011

    A transferencia do estaleiro OSX para o municipio de São João da Barra , RJ , não teve como fator decisivo o embroglio ambientalista e uma possivel falta de força e habilidade do governo do estado de SC em negociar. Foi importante sim , mas o determinante foi a entrada do gigante grupo sul coreano Hyunday Heavy Industries nos negócios do grupo EBX , controlado pelo Eike Batista.

    Há cerca de 250 km da cidade do Rio , no litoral norte do estado , próximo as cidades de Campos e Macaé , está sendo erguido o gigantesco Complexo Portuário e Industrial do Açú , numa area equivalente e uma vez e meia toda a extensão da ilha de Manhattan , e cuja 100% das ações pertencem a empresa LLX , braço logistico do grupo EBX.

    O projeto , que nasceu ambicioso , aumentou ainda mais de proporções quando a Hyundai comprou 25% do Complexo e 15% das ações do estaleiro OSX. Interessada diretamente no desenvolvimento do Açú , o grupo Hyundai foi decisivo na atração de diversas empresas para o Complexo. Duas siderurgicas , sendo uma chinesa e outra europeia , estão levantando duas plantas maiores que a CSN e a CSA , por exemplo. Juntas , irão produzir cerca de 20 milhões de toneladas de aço , aumentando em 30% a capacidade brasileira no setor.

    Mas a atuação da Hyundai não parou por ai. Anunciou a instalação de uma empresa de equipamentos para o setor de petroleo e gás e naval. Irá construir plataformas e guindastes , empregando mais de mil pessoas. Uma montadora do grupo também irá se instalar no Açu. Com tudo isso , era natural que a Hyundai H.I , dona de 25% do Complexo e de 15% do estaleiro OSX , forçasse a transferencia do futuro estaleiro para o Complexo do Açú.

    Além disso , duas usinas termoeletricas , duas cimenteiras , uma refinaria de petroleo e uma montadora de carros , a Nissan-Renault , já estão começando a erguer suas plantas industriais no Açu. A LLX ainda negocia com mais 65 empresas ( dados oficiais de abril de 2011 ) para se intalarem na região.

    O resultado disso tudo é que o grupo EBX , através do seu braço imobiliário , a REX , comprou uma area equivalente a 20% de todo o municipio de São João da Barra onde irá erguer do zero uma “cidade planejada’ para 300 mil habitantes , já que a população estimada para a cidade em 2020 é de 350 mil habitantes , contra os 35 mil atuais. A frente desse ambiciosos projeto de criação de uma cidade , o urbanista Jaime Lerner.

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