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Posts de agosto 2011

Aviso: férias do blogueiro até dia 26

30 de agosto de 2011 9

Pessoal, um aviso aos leitores assíduos do blog:

Estarei em férias até o dia 26 de setembro, para curtir os primeiros dias de vida da minha segunda filha, a Carolina, que nasceu nesta segunda-feira, dia 29 de agosto, às 20h55min. E perder umas boas horas de sono, claro, afinal, não basta ser pai…

Neste período, estarei ausente do blog, que ficará em recesso até o meu retorno. Conto com vocês na volta. Prometo me esforçar para ficar ligado em tudo que estiver acontecendo nos campeonatos que estão rolando.

Quando for possível, entrarei nas redes sociais para conversar com a galera e mandar notícias. Quem quiser, claro, apareça por lá.

E o blogueiro, quando voltar, à ativa, espera voltar com novidades.

Grande abraço e até lá

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Chape na boa, os outros se complicam

29 de agosto de 2011 17

Do clássico na elite, que foi brilhante, já tratei em outro post. Falemos agora dos demais catarinenses no Brasileiro.

E o destaque vai todo para a Chapecoense.

Vitória de gente grande no Bento Freitas, classificação muito bem encaminhada no perigoso Grupo D. A chapecoense tem um jogo a menos e ainda recebe JEC e Caxias em casa e vai ao ABC enfrentar o moribundo Santo André. O time esá maduro, muito bem arrumado pelo Mauro Ovelha. Olha, não acho que o elenco possa fazer isso, mas eu aqui já posso dizer que o Verdão já pode pensar na próxima fase da Série C. E tomar todas as precauções pra não dar a bobeira do ano passado, quando perdeu o acesso que parecia favas contadas. Consistente, a Chapecoense merece essa vaga na Série B.

Já o JEC se complicou com a derrota para o Caxias em casa. Devolveu o time gaúcho à briga e agora vai precisa buscar pontos na Arena Condá pra não ficar em situação delicada. Num grupo tão equilibrado não dá pra vacilar, e deu tudo errado pro JEC no jogo da Arena. Superação agora é a palavra de ordem.

Na Série B, o Criciúma tropeçou em casa diante do São Caetano na virada do turno. É hora de apagar o que passou e focar no returno, em não cometer tantos erros. Apesar dos pesares, o Tigre está no bolo que briga pelo G-4. Não pode mais perder tantos pontos em casa, pois se lá no fim do ano a vaga não vier, certamente a culpa será desses pontos desperdiçados no Heriberto Hülse.

E na Série D, SC não vai bem. o Metropolitano decepcionou e já está eliminado após a quarta derrota seguida nos confrontos diretos com os favoritos da chave, Cianorte e Juventude. O time tinha condições para brigar pela vaga, mas vacilou, exclusivamente dentro de campo. Agora é hora de reavaliações. A direção fez o que podia, deu condições para o time disputar a competição em condições de almejar algo. O problema foi em campo, jogadores que eram apostas não confirmaram isso. Uma pena, ficam as lições para o Estadual, pois para o Metrô 2011 já era.

O Brusque ainda mantém chances bem remotas de classificação. Precisa primeiro vencer o Metropolitano em casa, e de quebra torcer para que haja um vencedor no jogo entre Juventude e Cianorte, em Caxias do Sul. Depois, duas finais de Copa contra o Cianorte, no Paraná, e o Juventude em casa. É difícil, mas ainda dá pra acreditar.

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Um clássico para a história

28 de agosto de 2011 14

Não sou o mais experiente em clássicos Figueira x Avaí. Ainda assim, me arrisco a cravar que o desse domingo, no Scarpelli, foi um dos mais eletrizantes de uma história de décadas.

Foi um jogaço, disparado o melhor clássico da rodada de clássicos do Brasileirão.

O Figueirense entrou em situação melhor, e em boa parte do jogo atuou melhor. O Avaí buscou forças na raça, coisas que só um clássico é capaz de proporcionar. E foi na raça que virou o placar. O Leão fecha o turno na zona de rebaixamento, mas com o astral renovado para sair da situação delicada no returno que começa na quarta-feira.

O Figueirense não tem muito a lamentar além do placar (e da seguida derrota seguida em clássicos no Scarpelli para o rival). Jogou bem, pressionou, coisa do jogo. Jogo que aliás poderia ter mudado de cara no pênalti que Júlio César mandou para longe e poderia ter decretado o 2 a 0. Na sequência, o Leão, que era dominado e falhava demais na defesa, cresceu. Equilibrou o jogo, fez Wilson trabalhar demais. E buscou o empate, com o estreante Lincoln (subiu no meio da zaga para marcar). A essa altura o clássico já era ótimo, e o Figueira fez 2 a 1 com Júlio César. Foi para o intervalo vencendo, tudo parecia dentro do que previa a maioria.

Só parecia.

Na etapa final, o Figueira perdeu muitos gols e acabou castigado quando Willian empatou em contra-ataque maravilhoso do Leão. Racionalmente, o empate parecia bom negócio para o porção azul, e o estreante Toninho Cecílio mudou o time para assegurá-lo. Mas o clássico histórico ainda reservava mais emoções. Willian, que durante a semana falou que era ótimo marcar no Scarpelli, fez o segundo dele, o terceiro do Avaí, decretou um carnaval fora de época na torcida avaiana. O gol desconcertou o Figueira, que não conseguiu mais se organizar em campo.

Um resultado de raça. Um clássico para os livros. E que a vitória dê força ao Avaí para sair da situação delicada.

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Ainda os protestos no clássico

28 de agosto de 2011 1

Neste domingo tem clássico Figueirense e Avaí, pelo Brasileirão.

Às vésperas, o assunto continua sendo a lambança da Federação Catarinense de Futebol, que tentou censurar protestos de torcedores no clássico contra a CBF, como vai ocorrer no país inteiro. Se você chegou de Marte hoje e está por fora, entenda a confusão aqui.

Sábado, o Ministério Público Federal agiu. Conseguiu liminar determinando que a Federação e o Estado, através da Polícia Militar, se abstenham de impedir a entrada ou retirar do Orlando Scarpelli alguma torcedor/manifestante durante o clássico. Em caso de descumprimento, a multa será de R$ 100 mil.

Belo trabalho a MP, sempre atuante, que preservou um direito elementar do cidadão, o de livre expressão.

Delfim esteve sábado no jogo do Metropolitano e foi abordado sobre o tema. Continuo com a mesma postura autoritária, desafiando a Justiça e dizendo que estava cumprindo o Estatuto do Torcedor. Também tentou convencer quem ouvia de que não faz esse papelão para defender o “amigo” Ricardo Teixeira. Simplesmente lamentável.

Bom, no fim a Justiça prevaleceu e os torcedores de Avaí e Figueirense terão todo o direito de protestar contra a gestão da CBF. Agora, que não desperdicem a oportunidade, já que o papelão da FCF atraiu os olhares de todo o país para as arquibancadas do Scarpelli neste domingo.

Também tem jogo em joinville, neste domingo. Quem sabe não tenhamos manifestações por lá também.

Mais tarde voltamos a falar disso no balanço da rodada.

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Palpites do Brasileirão #19

26 de agosto de 2011 7

A tão aguardada rodada dos clássicos no Brasileirão merece tratamento especial. Pena que estou tão atarefado por aqui. Então, meu plano é o seguinte: publico agora os palpites, pra vocês já irem participando. E mais tarde, com calma, comento um a um. Combinado? Então vamos nessa:

Brasileirão

Fluminense 2 x 2 Botafogo

Coritiba 3 x 1 Atlético-PR

América-MG 2 x 0 Atlético-GO

Palmeiras 1 x 1 Corinthians

Santos 2 x 1 São Paulo

Flamengo 0 x 0 Vasco

Grêmio 0 x 2 Internacional

Ceará 3 x 0 Bahia

Atlético-MG 2 x 3 Cruzeiro

Figueirense 2 x 1 Avaí

Série B

Criciúma 2 x 1 São Caetano

Série C

Joinville 2 x 0 Caxias

Brasil de Pelotas 1 x 1 Chapecoense

Série D

Metropolitano 3 x 3 Juventude

Cruzeiro 2 x 1 Brusque

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Federação Catarinense: que papelão!

25 de agosto de 2011 20

Que papelão, dona Federação Catarinense de Futebol.

Um comunicado publicado no site da entidade, que certamente vai entrar pra história entre as coisas mais patéticas já feitas no futebol catarinense, tentou intimidar protestos que estão sendo preprados contra a gestão da CBF na rodada de fim de semana do Brasileirão, que terá clássicos espalhados por todo o país. Quis proibir, atitude absolutamente coronelista, protestos no clássico catarinense, domingo, no Scarpelli.

Quer dizer, ainda quer, pois mesmo com toda a repercussão negativa que já causou em todo o país (o site da FCF recebeu mais de 1,2 milhão de acessos desde quinta à noite, tanto que saiu do ar), o comunicado segue lá, envergonhando mais uma vez o futebol catarinense.

Patético. E ficou ainda pior porque o presidente da FCF declarou aos colegas do Diário Catarinense, abre aspas: “Não concordo com essa manifestação e não vou admitir que aconteça dentro dos estádios de Santa Catarina, principalmente em dia de clássico. Ou seja, nem esconde que se acha acima do bem e do mal, ditador das coisas do futebol daqui.

Até entendo que a cúpula da nossa Federação queira defender o mandatário da CBF. Afinal, ambos estão há décadas desfrutando do poder. São alinhados, Delfim inclusive foi o chefe da delegação brasileira no recente Mundial Sub-20, conquistado pela Seleção na Colômbia. Quer agora retribuir o “mimo”?  Ou será que teme represálias por parte do chefão ao futebol catarinense, uma ponta frágil (sabem como é, a corda sempre estoura por aí).

Seja lá qual foi a razão, ela é descabida. Acima de qualquer coisa, até do Estatuto do Torcedor, usado de maneira cômica para justificar a censura aos protestos, está a liberdade de expressão, garantida a todos nós, brasileiros, na Constituição Federal.

Os incomodados, estes sim que se retirem. De preferência se retirem do poder.

Bom, o lado positivo é que o tal protesto, que talvez fosse até tímido como outros que têm ocorrido por aí, agora ganhou projeção nacional na mídia. Que as torcidas de Figueirense e Avaí, ao menos neste ponto, se unam no domingo, no Scarpelli. Transformem o protesto num grito de 20 mil pessoas, “incensurável”. E no resto do país também.

Ou seja, nom fim o desastrado tiro vai acabar saindo pela culatra…

A vontade popular, só ela, pode reverter os apoios que sustentam o poder na CBF há tanto tempo. Sem esse apoio, e só a vontade popular pode reverter isso, o castelo de areia cai rapidinho…

Parabéns ao manifestantes. E que papelão histórico da nossa Federação. E olha que ela é especialista no assunto.

Abaixo, a íntegra da nota oficial no site da CBF:

“A Federação Catarinense de Futebol vem a publico manifestar seu repudio contra qualquer manifestação ofensiva, realizada em jogos no território de Santa Catarina, direcionada ao Presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Dr. Ricardo Terra Teixeira, bem como à própria CBF.

Especialmente com relação a informações veiculadas na imprensa referentes ao clássico entre Figueirense e Avaí, válido pela Série “A” do Campeonato Brasileiro, que será realizado no próximo domingo, 28 de agosto, no estádio Orlando Scarpelli, as presidências das duas equipes também se mostraram absolutamente contrárias a este tipo de atitude por parte de seus torcedores.

A FCF ressalta que este tipo de manifestação se configura como uma infração ao Estatuto do Torcedor, cujo artigo 13-A, inciso IV, dispõe: “São condições de acesso e permanência do torcedor no recinto esportivo sem prejuízo de outras condições previstas em lei”- IV – “não portar ou ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, inclusive de caráter racista ou xenofóbico”.

O parágrafo único deste artigo estabelece que “o não cumprimento das condições estabelecidas neste artigo implicará a impossibilidade de ingresso do torcedor ao recinto esportivo, ou, se for o caso, o seu afastamento imediato do recinto, sem prejuízo de outras sansões administrativas, civis ou penais eventualmente cabíveis”.

A Diretoria e o Presidente da FCF, Dr. Delfim Pádua Peixoto Filho, reiteram sua parceria e seu apoio à Confederação Brasileira de Futebol e seu Presidente, Dr. Ricardo Teixeira, que sempre foi um amigo e deu suporte ao futebol catarinense. Lembramos ainda que “ninguém será considerado culpado até o transito em julgado ter sentença penal condenatória”, conforme trata nossa Constituição Federal, no inciso LVII do Artigo 5º.

A Federação Catarinense de Futebol deseja ainda que os jogos realizados no estado sejam momentos de confraternização e lazer para os torcedores, e que prevaleça o espírito esportivo, com paz entre as torcidas e destas com relação a todos os envolvidos no meio esportivo, sejam clubes, órgãos de imprensa ou entidades administradoras do desporto”.

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Mauro Galvão não disse a que veio

25 de agosto de 2011 1

Uma sucessão quase interminável de erros.

Mauro Galvão, baita zagueiro, não foi bem como dirigente. Ao menos não no Avaí.

Caiu nesta quarta-feira.

Saudade não vai deixar, creio eu. E o Avaí sinaliza que a faxina está por começar no clube.

Curiosamente, Toninho Cecílio já fez, no Palmeiras, a função que Galvão fazia na Ressacada.

Fato é que o Avaí precisa chacoalhar, e não só em dentro de campo, no elenco, para reagir. E Mauro Galvão não disse a que veio. A saída me parece oportuna.

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Clássico tem favorito?

24 de agosto de 2011 27

Perguntinha fácil essa, né?

Antes de começar, um detalhe importante. Este singelo post é o nº 1.000 nestes 2 anos e 3 meses do blog. É coisa, hein… Que venham muitos outros ainda.

Bom, agora voltemos ao tema:

Fim de semana temos a aguardada rodada dos clássicos regionais fechando o turno do Brasileirão. Para nós, claro, o destaque é o clássico catarinense às 18h de domingo, no Scarpelli. O primeiro entre os rivais da Capital na elite desde 1976. Naquele ano, dois jogos, uma vitória por 1 a 0 para cada lado. E a pergunta é pertinente: é possível atribuir favoritismo a alguém?

Se for, claro que ele seria do Figueirense. Joga em casa, vive momento excelente, não tem desfalques relevantes. O Avaí, por outro lado, é penúltimo colocado, trocou de técnico, está obviamente em crise e, pra piorar, Rafael Coelho não joga e Lincoln (ai, ai, ai) provavelmente não estreia.

Cenário bem claro, não? Ainda assim, e juro que não é média, não enxergo favoritismo. Primeiro porque clássico é campeonato à parte. Quando a bola rola a situação de cada time fica do lado de fora, o que conta é o que rola em campo. Outra, se o Figueira tem um time melhor, e está em casa, isso joga sob seus ombros uma pressão pelo resultado e deixa o Leão quase que na condição de franco-atirador. Mais um fator para equilibrar as coisas. E temos ainda a questão do técnico novo. Qualidade de Toninho Cecílio de lado, uma estreia de treinador sempre cria um clima diferente no elenco.

Bom, são esses os ingredientes. Não vejo favorito, clássico é um troço diferente, não tem jeito. Como diria o filósofo Jardel…

Por enquanto, não arrisco palpite. Mas não vou fugir da raia. Até o fim de semana, ele estará aqui.

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Toninho Cecílio no Avaí. Hummmm...

22 de agosto de 2011 35

Nem vou enrolar, não gostei da opção do Avaí por Toninho Cecílio, mesmo sendo ele uma espécie de plano C. Cheira a diretoria entregando os pontos, desistindo de lutar. Me parece cedo para isso.

O único “se não” é que eu também torci o nariz para a chegada de Jorginho ao Figueirense, meses atrás. Continuo discordando dele em algumas coisas, mas já não posso mais tachar o trabalho dele como ruim. Não é.

Sobre Cecílio, deixo aqui apenas uma observação de um colega blumenauense, Rafael Dalagnolo, sempre ligado nas estatísticas da bola:

Toninho Cecílio trabalhou em três clubes na Série A até hoje: Fortaleza em 2006 (rebaixado), Prudente e Vitória em 2010 (ambos rebaixados).

Não me parece a melhor escolha.

Mas como disse meu colega Castiel, deixa o homem trabalhar e que venha o clássico!

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É tempo de faxina no Metropolitano

22 de agosto de 2011 9

Como bem disse a reportagem do Santa dessa segunda-feira (veja aqui), a viagem a longa e dá tempo para refletir bastante. No retorno de Cianorte (PR), o Metropolitano deve encaminhar o futuro.

Há muito o que encaminhar, por sinal.

O time decepcionou. Nos confrontos diretos que valiam a classificação, fracassos sucessivos e erros imperdoáveis. Notem que falo do time, não do clube. O clube (direção, parceiros), fez mais do que poderia, deu condições que poucos clubes na competição (se é que há algum) dão. Fora de campo, estava tudo funcionando, apesar das dificuldades. O fiasco foi dentro de campo. A culpa, nesse caso, é EXCLUSIVAMENTE de jogadores e comissão técnica.

Portanto, trata-se de um caso onde não é nenhuma falta de coerência propor uma faxina geral.

Poucos merecem ficar. Pra cumprir tabela na Série D (apesar das chances matemáticas, o futebol praticado não permite mais acreditar na vaga), que se coloque a base para jogar. Comprometimento sem dúvida será maior. Quem veio para aproveitar as condições que o clube oferece (certamente boleiros comentam isso entre eles) como se estivesse num spa, que sigam seus rumos. Saudade dúvido que deixem.

O técnico tem história no clube, mas paramos por aí. Lio Evaristo é simpático, tudo o mais, mas está provado que é “técnico bombeiro”. O discurso “oba-oba” só se justifica quando é para tirar o time do atoleiro. Ele pedia uma oportunidade para montar um trabalho, teve apoio de muita gente e ganhou o que queria. Fracassou, então que assuma a responsabilidade e siga a vida em outro lugar. Obrigado, Lio, pelas vezes que você salvou o clube. Quem sabe volte pra isso em outra oportunidade. Por hoje, deu pra ti. Além disso, já passou, e muito, da hora de profissionalizar o departamento de futebol.

Agora, o clube.

Desde que se falou na tal união de empresários pelo Metropolitano, o foco sempre foi o Catarinense de 2012. Pois bem, até agora quando as pessoas na rua cobravam (e com razão) e até agora tudo não passava de blá-blá-blá, a justificativa era essa. Pois bem, a Série D já era, o clube não pode fechar as portas, reabrir em novembro, quase dezembro, e achar que vai subir de patamar no Estadual como que num passe de mágica.

Empresários, vocês vão mesmo colocar a mão na massa? Então que comecem já o planejamento para o clube projetar o futebol de Blumenau novamente. A direção também vive momento de transição. Quem quer investir cobra a permanência do Dr. Edson “Pingo”, que por estatuto deixa o clube em outubro. Ele já me confidenciou vontade de passar a bola pra frente, mas não abandonar o Metrô, assumir outro tipo de responsabilidade. E eu concordo. Ele já fez a parte dele (bem feita, por sinal). É hora de outro chegar para assumir, “mudar a roupa”, o discurso, agregar novas ideias. Se entre todos que foram à imprensa dizer que estavam com o clube, ninguém puder assumir essa responsabilidade, então começo a acreditar que o discurso de “tâmo junto” era mesmo da boca pra fora. Compromissos profissionais todos têm.

O Metropolitano ainda é muito jovem, fará 10 anos no início de 2012 (aliás, ótima data pra mudar de patamar). Quem cobra resultados imediatos está errado, mas até dá pra entender o torcedor blumenauense, carente de alguém para torcer e acreditar. O Metropolitano precisa de uma sequência, de um planejamento de longo prazo que esteja acima dos altos e baixos normais do futebol. Precisa de mostras claras de união e de onde quer chegar. Precisa conquistar o torcedor (e pra isso vitórias em campo são, sim, obrigatórias). fiascos como o que esse grupo de jogadores protagonizou só fazem o projeto andar pra trás, mas não pode ser assim.

É nessa hora, quando se está por baixo, que quem é sério precisa mostrar que é. Levanta a poeira e dá a volta por cima.

Se fizer isso, o Metropolitano ganha pontos diante daqueles que insistem em desconfiar dele.

Nisso, eu acredito.

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