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Posts do dia 17 outubro 2011

JEC vai do abismo à redenção em 2 anos

17 de outubro de 2011 84

Um post para dar os parabéns ao Joinville Esporte Clube e aos seus torcedores. O acesso do JEC à Série B do Brasileiro, com méritos e com autoridade, atropelando o Brasiliense por 4 a 1 no DF, faz bem a todo o futebol de Santa Catarina.

E coroa o ressurgimento de um dos mais tradicionais clubes do Estado.

Não faz muito tempo, o JEC perambulou até pela Segundona estadual. Conseguiu reorganizar-se, buscou apoios, voltou a unir a cidade em torno do projeto. Vai colher os frutos agora, voltando à Série B nacional depois de 7 anos. Não só o clube, mas quem joga no clube, a cidade, quem trabalha indiretamente com o clube (imprensa de Joinville, por exemplo). É um dia de festa, sem dúvida.

Curiosamente, a festa hoje vem exato um ano depois daquele fatídico jogo com o América-AM na Arena, que eliminou o tricolor e parecia ser uma tragédia, mas na verdade foi o começo de tudo, já que o adversário perdeu a vaga no Tapetão por excesso de lambança. Outra curiosidade: também foi o Brasiliense o coadjuvante da festa do acesso do Avaí à Série A, em 2008.

Com os dois acessos seguidos, o JEC saiu do abismo da Série D (em 2009 precisou buscar a vaga na Quarta Divisão via Copa SC) para uma competição que já proporciona uma projeção muito maior. Tem TV, tem adversários tradicionais, mais dinheiro, e a possibilidade de chegar à elite. É mudar da água suja pro vinho do Porto. Uma pena que a Chapecoense não foi junto. Era muito mais time que o Ipatinga, mas fraquejou na hora decisiva. De novo. Ano passado viu o Tigre subir, agora o JEC.

Passada a festa merecida, dá para pensar em ir em busca do título da Série C (que Criciúma e Avaí já trouxeram pra SC). Mas também é tempo de já projetar 2012. Na Série B é tudo melhor, mas também tudo mais difícil. O JEC não pode perder a oportunidade de se estabilizar no cenário nacional, fazendo campanha ruim e caindo outra vez pra C. De maneira cautelosa, e com apoios da comunidade em geral, dá para projetar uns 2 anos de Série B antes de ir forte buscar o acesso à elite. Sem atropelos. Mas se o projeto crescer, e a vaga aparecer antes, por que não?

Parabéns ao JEC e a todos os envolvidos. Agora vamos aguardar mais algumas rodadas para saber se o tricolor vai representar SC sozinho ou com a companhia dos rivais Criciúma e Avaí. Não é o objetivos dos dois, claro, mas tornaria a Série B um mini Catarinense em 2012.

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Cariocas mandam no Brasileirão 2011

17 de outubro de 2011 2

É, não faz muito tempo, os clubes cariocas colecionavam vexames, um atrás do outro. Nada por acaso, os clubes eram uma zona.

O tempo passou, algumas coisas mudaram, e o futebol voltou a ser motivo de orgulho na cidade maravilhosa. A 8 rodadas do fim do Brasileirão, os quatro grandes do Rio estão brigando pelo título, e hoje estariam todos classificados para a Libertadores 2012. Já pensaram, uma Libertadores com Vasco (único já garantido), Flamengo, Botafogo e Fluminense? Sem falar que nos últimos anos tivemos títulos do Flamengo (2009), Fluminense (2010) e Vasco (Copa do Brasil 2011). Qualquer um deles, ou até o Botafogo (que eu arrisco ser favorito) podem levar o Brasileirão 2011, aumentando assim a dinastia. E isso sem o Maracanã, hein!

O Rio vive um grande momento. Que se reflete no futebol. A bagunça generalizada de anos atrás começou a ser substituída por gestões mais profissionais nos clubes. Dirigentes folclóricos trocados por gente que realmente quer o bem dos clubes, identificados com eles e zelosos do patrimônio.

Claro que nem tudo ficou perfeito do dia pra noite, mas é nítido que houve um choque de gestão. Importante pra isso foi três dos quatro terem ido dar um passeio na Série B (o Flu até na C) pra repensarem algumas coisas. Voltaram de lá fortalecidos, todos eles. O Flamengo não caiu (e não foi por falta de tentativa), mas parece que também aprendeu a lição. Hoje, os clubes são bem mais organizados, investiram em Centros de Treinamento (quem ainda não tem está a caminho) e a gestão ficou mais profissional. Pra completar, todo grande do Rio tem ídolo dentro de campo. Os times são bons, e se fora de campo a cartolagem não atrapalha, a tendência era mesmo de brilhar.

Curiosamente, hoje é em São Paulo (até então modelo de organização) e também em Minas que vemos dirigentes caricatos, apegados ao poder a todo custo e que prejudicam os clubes. Resultado? Tá na tabela (e dentro de campo). Basta conferir.

Como eu digo. Futebol não tem segredo. Nada, nada mesmo, é por acaso. Se os clubes dos outros estados não voltarem aos trilhos a tempo, prevejo vida longa para a Dinastia Copacabana na elite do futebol brasileiro.

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