Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de novembro 2011

Criciúma tem um projeto ou um dono?

29 de novembro de 2011 16

Responsável pela retomada da força do Criciúma, o empresário Antenor Angeloni foi mantido nesta terça-feira à noite, por maioria esmagadora, no cargo de presidente do clube do Sul do Estado.

Até aí, nada demais, uma vez que faz um bom trabalho.

Curioso é o período do novo mandato: 10 anos! Na verdade, Angeloni não foi tecnicamente reeleito. Foi aprovada por aclamação uma brecha no estatuto para que o departamento de futebol seja terceirizado, por assim dizer, a uma empresa de Angeloni (o Grupo Angeloni, que detém também a rede de supermercados, entre outros negócios), pela próxima década.

O sistema de gestão, inédito, era um desejo pelo qual Antenor já havia manifestado interesse. Inclusive condicionou a permanência à frente do clube a esta aprovação.

A contrapartida do empresário: revitalizar todo o estádio Heriberto Hülse, criar uma infraestrutura para as categorias de base no Centro de Treinamentos e, principalmente, sanar toda a dívida do Tigre, que hoje passa dos R$ 11 milhões. O objetivo é recolocar o clube na Série A do Brasileiro, o que mesmo aos trancos e barrancos esteve perto de conseguir já em 2011. O preço? Além de todo o tempo para fazer isso, os direitos (antigo passe) dos jogadores do Criciúma agora pertencem ao seu presidente.

O projeto, sem dúvida, deve gerar polêmica. Afinal, Antenor agora é presidente ou dono do Criciúma? Cada um tem o direito de enxergar como quiser.

Particularmente, acho que os clubes precisam buscar formas de crescimento. Antenor Angeloni é apaixonado pelo clube, mas antes disso é um empresário de sucesso que resolveu conduzir esta relação de forma profissional. Algo que deve ser elogiado. Vai investir pesado para tornar o Tigre ainda maior, mas antes disso resolveu certificar-se de que não vai rasgar dinheiro. Ah, se todo mundo que investe em futebol pensasse assim… Certamente, com mais profissionalismo outros clubes também conseguiriam atrair mais investimentos.

Para o Tigre, a princípio me parece um bom negócio. Mas só o tempo (e os resultados) dirão se valeu ou não a pena.

Siga o blogueiro no Twitter:

Manifesto da torcida do Figueirense

29 de novembro de 2011 8

Não estive no Orlando Scarpelli domingo. Nem tampouco acompanho de perto a discussão, o que me impossibilita de opinar a respeito. No entanto, recebi um pedido para levar adiante esta manifestação de uma comissão de torcedores do Figueirense. Publico abaixo e deixo o debate aberto, até para entender melhor o que de fato acontece.

[MANIFESTO] O Scarpelli é do FIGUEIRENSE!

Em nome da COFES, gostaria de manifestar a total indignação com o que ocorreu no jogo do último domingo (27/11), quando a torcida visitante adentrou no estádio portando uma enorme quantidade de MATERIAIS PIROTÉCNICOS, incluindo fogos, fazendo festa em frente à torcida do Figueirense.
A COFES é uma comissão de festas, portanto, abraçamos a causa de que um jogo de futebol fica muito mais bonito com a torcida utilizando de artifícios não-dolosos para amplificar o espetáculo.
Porém, o falho ESTATUTO DO TORCEDOR foi aprovado no Brasil, com o intuito de extinguir com muitos dos elementos em que deixam as arquibancadas com mais energia. Com isso a COFES deixou de levar ao Scarpelli pirotecnia. As nossas festas tornaram-se mais raras, pois os materiais não-pirotécnicos são bem mais caros e escassos.
Resolvemos respeitar a ADMINISTRAÇÃO do clube, com isso todos os nossos materiais são revistados pela Polícia Militar, com 2 horas de antecedência. Nesse ponto, inclusive, já passamos por situações constrangedoras, onde os materiais estavam separados em quantidades exatas, e a PM fez questão de misturar, propositalmente, dificultando ainda mais a organização da festa.
Já planejamos festividades com canhões de papel picado, mas fomos barrados pela falta de vontade dos administradores do estádio em liberar a passagem de um cabo de energia elétrica de um ponto ao outro. No último clássico, contratamos uma empresa especializada para apresentar um show de fogos na entrada do time, porém foi IMPEDIDA PELA POLÍCIA MILITAR, mesmo sendo fora do estádio, a realizar a queima dos fogos.

Porém, neste último domingo, o que vimos foi uma liberdade total, uma zombaria em NOSSA CASA, território do Figueirense. A torcida visitante simplesmente fez o que quis, entrou com materiais proibidos, mostrando o clima total de impunidade, quanto a nós restou apenas ficar olhando.
Não é a primeira vez que a fiscalização do setor visitante do Orlando Scarpelli mostra favorecimento ao adversário. Outras torcidas já levaram materiais proibidos em grande quantidade para o nosso estádio e conseguiram entrar, facilmente, fazendo festa.
Se a direção do clube não é capaz de tomar providências, preferindo VETAR e até PUNIR os torcedores do Figueirense que acenderem um sinalizador ou pisca, e por outro lado permite que os visitantes façam o que bem quiserem, torna-se complicado compreender a verdadeira intenção da diretoria.
Esta nota é uma cobrança, um direito que nós temos. Em diversas reuniões sempre foi tratado sobre cumprir o que determina o estatuto. Optamos em seguir o tal regulamento para não prejudicar o Figueirense, que é a razão de tudo, mas NO MÍNIMO o tratamento deve ser igual. Seja qual for o adversário, em qual condição do jogo em disputa, JAMAIS poderão fazer festa, como a que foi vista no domingo, em nosso estádio. É inadmissível, inaceitável.
Não podemos mais tolerar isso. Afinal, se não querem apoiar a festa da NOSSA TORCIDA, que ao menos façam valer do outro lado o que estamos sujeitos durante todo o ano.

Alex Andree – Presidente da COFES

Metrô 6 x 1 BEC - vídeo completo

28 de novembro de 2011 25

O Metropolitano está perto de completar 10 anos de vida _ será dia 22 de janeiro, justamente na data da estreia no Catarinense 2012, contra o Brusque, no Sesi.

Trabalhando já no resgate da história do Verdão para as matérias do Santa em janeiro, me deparei com este vídeo no site Metroteca , do Daniel Gonçalves. É a íntegra de um dos jogos que a torcida verde não quer esquecer jamais: os 6 a 1 sobre o BEC, em 31/8/2003.

Não viu na época? Viu e quer relembrar? O blog publica o vídeo, já como largada para as comemorações dos 10 anos do Metrô.

Siga o blogueiro no Twitter:

O que nos reserva a última rodada

27 de novembro de 2011 12

Por algums minutos durante este domingo, estava tudo decidido. O Corinthians era o campeão e os quatro rebaixados estavam sacramentados.

Mas o Brasileirão mais equilibrado de todos os tempos não merecia terminar uma rodada antes. E assim foi.

O Corinthians terminou o jogo no Scarpelli campeão, mas ainda no gramado, esperando, viu o Vasco marcar no clássico carioca e continuar vivo na lute pelo título. Fantástico!

Quanto ao Figueirense: sucumbiu diante de dois adversários reconhecidamente melhores na reta final. Ainda tem chances, mas ficou difícil. Seja como for, o time terminará o campeonato em alta, com uma campanha muito acima de qualquer projeção mais otimista.

Mas o post quer fazer uma projeção da última e espetacular rodada do Brasileirão, domingo que vem. A CBF erra quase sempre, mas acertou em cheio ao encher a rodada final de superclássicos. Será uma rodada de tensão máxima. Eis o que ela nos reserva:

1 - O Corinthians pode ser campeão em cima do Palmeiras. Que, por sua vez, pode melar o título do maior rival.

2 - O Vasco pode ser campeão vencendo o arquirrival Flamengo. Mesmo que não seja campeão, pode tirar o rubro-negro da Libertadores. Já o Flamengo pode carimbar vaga na Libertadores, inclusive direto na fase de grupos, passando outro rival, o Fluminense, e ainda por cima fazer do Vasco vice-campeão, o que, segundo os flameguistas, é especialidade da casa.

3 - No Beira-Rio, o Grêmio, de férias, pode enterrar de vez as chances do Inter de ir à Libertadores. O contrário, carimbar o passaporte batendo o rival, apaga os erros do ano todo.

4 - O Avaí, já rebaixado e com a lanterna garantida, pode terminar o ano sorrindo acabando com as chances de Libertadores do Figueirense. Já o alvinegro, se vencer e conseguir a vaga inédita, vai ter motivo de sobra pra zoar a desgraça do rival.

5 - Curitiba jamais viu um Atle-Tiba como esse. O Coxa, se vencer na Arena, vai à Libertadores e rebaixa o Atlético-PR na casa rival. O rubro-negro, se vencer, pode escapar e deixar o Coritiba sem Libertadores.

6 - O Atlético-MG, já praticamente de férias, tem a chance espetacular de rebaixar pela primeira vez o arquirrival Cruzeiro. Detalhe, em um estádio apenas com torcedores da Raposa. O time celeste com uma vitória no clássico escapa e pode ter um gostinho de deixar o Galo igual a ele: sem nada, nem Copa Sul-Americana.

7 - O Fluminense pega um Botafogo em queda livre e com um empate garante o terceiro lugar (vaga direta na Libertadores) e deixa o alvinegro chupando o dedo. O Fogão, se quebrar o jejum no clássico, que será em Volta Redonda (RJ), pode até conseguir a última vaga na Libertadores (difícil, mas pode), e ainda complicar a vida do rival.

8 - Em Mogi-Mirim, o São Paulo tem chances remotas de Libertadores após fazer um campeonato ridículo. Ainda assim, um jogo pode amenizar os erros do campeonato inteiro. Já o Santos, de time reserva e já pensando no Mundial, pode estragar os planos do rival e ainda passá-lo na classificação.

9 - Não é clássico estadual, e sim regional. Ceará e Bahia vale muito pro Vozão, que só vencendo em Salvador tem chances de escapar do rebaixamento. O Bahia não está exatamente em férias: se vencer, pode terminar o ano com uma vaga na Sul-Americana.

10 - Por fim, o único jogo que é quase um amistoso: em Goiânia, o Atlético-GO recebe o já rebaixado América-MG. Com um empate já se garante na Sul-Americana, mas se perder pode se complicar.

Uma rodada absolutamente eletrizante, histórica! Vamos aguardar.

Siga o blogueiro no Twitter:

JEC bota a mão na taça da Série C

26 de novembro de 2011 33

Que o Joinville era mais time que o CRB, eu já sabia. Disse isso no post anterior. Duas dúvidas pairavam: como o time se comportaria diante da pressão da torcida no Rei Pelé e, principalmente, se manteria o embalo após ter ficado um mês parado, esperando pela definição do adversário na decisão.

As duas respostas foram dadas de forma incontestável.

O JEC mandou no jogo em Maceió. Abriu 2 a 0 pra não deixar dúvidas, e mesmo quando o time da casa diminuiu e a torcida acordou, o time tricolor manteve a calma, costurou um contra-ataque pra matar o jogo, e assim foi.

Um 3 a 1 que deixa o JEC com uma mão e 88% da outra na taça da Série C, o que vai premiar uma campanha impecável do representante catarinense. Sábado que vem, é manter a seriedade, mesmo com a vantagem de poder perder por 2 a 0, e fazer a merecida festa com a torcida, que vai lotar a Arena e fazer a última parte da festa.

E tem outra coisa: tem estrela o tal do Arturzinho. É técnico pra ser respeitado, conhece desse negócio chamado futebol.


Fim de semana decisivo dos catarinenses

25 de novembro de 2011 4

O sábado e o domingo são definitivos para o futebol catarinense em 2011.

O Criciúma se despede da Série B do Brasileiro jogando no ABC contra o São Caetano. No fim das contas, o Tigre decepcionou na reta final da Segundona. Cumpre tabela e, de time que até outro dia sonhava com o acesso, se não vencer o ameaçado Azulão pode terminar a competição colado na zona de rebaixamento, tão equilibrada foi esta Bzona.

O Avaí é outro que cumpre tabela já pensando em 2012. Vai fazer companhia ao Tigre na Série B e já testa jogadores para o Catarinense. Enfrenta um perigoso Coritiba no Couto Pereira, ainda sonhando com Libertadores. Em condições normais, a parada é complicadíssima e o risco é alto para o Leão.

Agora, os jogos que valem muito:

Na bela Maceió, o Joinville começa a decidir a Série C contra o CRB. A grande dúvida é se o time vai sentir a longa parada desde a confirmação do acesso, esperando pela definição do enrolado grupo do adversário da decisão. O CRB tem como líder o atacante Aloísio Chulapa, que conhece bemo JEC por ter o enfrentado em outra decisão este ano, inclusive, a da Copa SC, jogando pelo Brusque. Ainda assim, vejo o tricolor como favorito ao título. Ainda mais se marcar gols neste jogo no Rei Pelé. Seria a coroação de um acesso brilhante, com direito a melhor aproveitamento do país no Brasileiro (contando todas as séries), e repetindo os feitos que Avaí e Tigre, seus companheiros de Série B em 2012, já alcançaram no passado. Para Santa Catarina, é mais um título nacional.

Por fim, o Figueirense. Faz o jogo mais importante do ano domingo, no Scarpelli, contra o Corinthians. Se vencer, praticamente se garante na inédita Libertadores e muda de patamar. Mas o adversário pode sair de Floripa campeão brasileiro, por isso também encara uma decisão. O Figueira foi muito mal no segundo tempo contra o Flu, semana passada, mas não acredito que a maionese tenha desandado. Com Julio Cesar de volta (precisamos ver em que nível de sacrifício), e também com o Ygor no meio-campo (essencial no esquema do Jorginho), o Figueira pode estragar os planos dos paulistas. De qualquer forma, todas as atenções estarão voltadas para o Scarpelli no domingo. Cabe ao Figueira ser o protagonista da história.

Siga o blogueiro no Twitter:

As novas camisas do Metropolitano

23 de novembro de 2011 35

Gostei muito das novas camisas do Metropolitano, que serão usadas no Catarinense 2012. A Taschibra também estará na camisa, mas nas costas.

E vocês? Gostaram?

Vamos improvisar uma enquete aqui no blog…

Siga o blogueiro no Twitter:

Os melhores do Brasileirão 2011

22 de novembro de 2011 13

Brasileirão na reta final, é hora de definir as listas de melhores da competição. O blog, como manda a tradição, antecipa a sua. Eu votei em pelo menos três eleições que devem divulgar os finalistas nos próximos dias, incluindo a da CBF (confira aqui os finalistas). Em todas, a lista foi a mesma, a que vocês podem conferir abaixo.

Explicando: em cada posição, são três finalistas. O primeiro nome de cada (em negrito) é, para este blogueiro, o melhor do Brasileirão 2011. Claro que em algumas posições três finalistas é pouco, haverá injustiças, enquanto em outras até o vencedor não mereceria estar ali. Nos zagueiros, por exemplo, confesso ter armado uma gambiarra pra acomodar os que achei merecedores. Em azul, coloco os que até mereceriam estar na lista, mas como são apenas três finalistas, ficam de fora. E reforço, meus votos foram baseados em quem, para mim, foi melhor durante as 36 rodadas, até aqui, do Brasileirão, e não o melhor jogador (nem sempre as duas coisas coincidem). Eis a lista. Quem quiser opinar, concordando, discordando ou mandando a sua própria, espaço liberado.

Goleiros

Fernando Prass (Vasco), Jefferson (Botafogo), Júlio César (Corinthians) Wilson (Figueirense), Marcelo Lomba (Bahia)

Lateral-direito

Mário Fernandes (Grêmio), Danilo (Santos), Bruno Vieira (Figueirense) Fágner (Vasco), Mariano (Fluminense)

Lateral-esquerdo

Bruno Cortês (Botafogo), Marcos Rocha (América-MG), Juninho (Figueirense) Jumar (Vasco)

Zagueiro central

Dedé (Vasco), Emerson (Coritiba), Paulo Miranda (Bahia)

Quarto-zagueiro

Réver (Atlético-MG), Edson Silva (Figueirense), Rodrigo Moledo (Inter)

Primeiro volante

Ralf (Corinthians), Willians (Flamengo), Rômulo (Vasco) Wellington (São Paulo)

Segundo volante

Paulinho (Corinthians), Marquinho (Fluminense), Marcos Assunção (Palmeiras) Casemiro (São Paulo), Arouca (Santos) Renato (Botafogo)

Meia direita

Diego Souza (Vasco), Deco (Fluminense), Montillo (Cruzeiro) Lucas (São Paulo), Oscar (Internacional), Elkeson (Botafogo), Douglas (Grêmio), Ronaldinho Gaúcho (Flamengo)

Meia esquerda

Thiago Neves (Flamengo), Alex (Corinthians), Wellington Nem (Figueirense) – No Figueira é atacante, mas oficialmente é meia e concorre como tal

Atacante

Neymar (Santos), Dagoberto (São Paulo), Júlio César (Figueirense)

Centroavante

Fred (Fluminense), Leandro Damião (Inter), Borges (Santos) Loco Abreu (Botafogo)

Técnico

Jorginho (Figueirense), Tite (Corinthians), Abel Braga (Fluminense) Cristóvão Borges (Vasco)

Revelação

Wellington Nem (Figueirense), Rodrigo Moledo (Internacional), Wellington (São Paulo)

Árbitro (se pudesse, anularia este voto)

Leandro Vuaden (RS), Guilherme Cereta (SP), Evandro Roman (PR)

Craque do campeonato

Dedé (Vasco), Neymar (Santos), Fred (Fluminense) Diego Souza (Vasco)

Vamos aguardar e ver quantos vou emplacar na lista oficial da CBF…

Siga o blogueiro no Twitter:

O futuro dos Jasc e o fiasco de Blumenau

21 de novembro de 2011 12

Sou do tempo das carreatas em caminhões dos bombeiros com as delegações blumenauenses que voltavam dos Jasc com mais um título. Eu era criança e achava tudo muito legal, o povo vibrava, era uma demonstração do orgulho blumenauense diante da supremacia esportiva sobre as cidades maiores do Estado.

Hoje, entendo que aquilo era, prioritariamente, um teatro com fins políticos. Não dos atletas, claro. Vivíamos uma espécie de ditadura dos Jasc: vencer era uma obrigação do prefeito, sob pena de perder prestígio político e, em decorrência disso, votos e eleições. A pressão era enorme.

Fui atleta nos Jasc, sei bem qual é a importância dos Jogos. Mas há muito tempo já defendo que tudo ali precisa ser repensado. A competição, hoje, não tem identidade. Não se sabe se querem ser parte decisiva na formação do esporte catarinense ou apenas um show. Do jeito que estão, ganhar não tem serventia alguma.

Aí, chegamos ao fracasso blumenauense na edição que terminou sábado, em Criciúma. A pior colocação da cidade em 50 anos, um quarto lugar que se repetiu uma única vez, na segunda edição dos Jogos, em 1961. Ou seja, é plenamente aceitável considerar esta a pior campanha de Blumenau na história. E há duas formas, basicamente, de analisá-la:

1) O enfraquecimento da formação de atletas na cidade. Se for verdade, é preocupante. E como dinheiro não faltou (o orçamento da FMD aumentou nos 5 anos), seria um problema de gestão dos recursos. Esta é uma leitura. Tem quem a defenda como única “culpada”.

2) A outra: é uma questão de mudança de foco.  Há muito tempo defendo que ganhar os Jasc apenas por ganhar, não significa nada. Blumenau abandonou a tática (nefasta, na minha opinião) de contratar atletas apenas para os Jogos, o que é comum e até moda em outras delegações. Hoje, vai com a base e pronto. Se der, deu.

O quarto lugar em Criciúma me parece efeito colateral desta decisão que, a meu ver, é acertada. A principal função dos Jasc é formar atletas, despertá-los para o esporte. Ganhar, de verdade, não é o mais importante (combina bem com o Barão de Cobertain e seu “o importante é competir”). É o primeiro estágio para, mais adiante, o atleta tornar-se de alto rendimento, buscar conquistas maiores e, por que não, ganhar dinheiro com isso.

Mas não tem sido bem assim. Cidades preferem mascarar resultados importando atletas que não tem ligação alguma com os Jasc. A anfitriã Criciúma, por exemplo, contratou 132 atletas, isso mesmo! Alguns de renome nacional e, pasmem, até dois norte-americanos. Conseguiu o inédito vice-campeonato, mas a que custo? A base da cidade sentiu-se prestigiada? Está orgulhosa com o resultado? Outro exemplo: Concórdia venceu o tênis de mesa masculino contratando o melhor do país na modalidade. Pois ele veio, competiu, venceu e no mesmo dia rumou ao aeroporto e embarcou para a França, onde mora. Pergunto: isto tem a ver com o espírito formador de atletas dos Jasc?

Durante muito tempo, como ex-atleta, cobrei esta postura de Blumenau. Desde quando ainda ganhava todo ano. Não é agora, que a cidade tenta fazer isso, que vou descer a lenha por um quarto lugar que alguns tentam ler como uma tragédia. Concordo com os dirigentes quando dizem que “não adianta ganhar os Jasc todo ano e não ter lugar para guardar os troféus”. Sim, os 39 troféus de Blumenau estão encaixotados num galpão, porque não há lugar para eles. E é preciso ter. Se há uma história de conquistar que pode inspirar novas gerações de atletas, ela não pode ficar escondida.

E digo mais: adianta ganhar os Jasc e depois o processo não ter continuidade? Hoje, Blumenau forma atletas que, quando prontos para brilhar, vão fazer isso em outros lugares. Prefiro mil vezes ir só com a base para os Jasc, perder se for o caso, mas ter aqui times fortes disputando ligas nacionais de vôlei, basquete, futsal, handebol, nadadores e atletas competindo aqui. Mas fortes mesmo, não apenas para fazer figuração. Porque se nos Jasc o importante é competir, no alto rendimento o importante é GANHAR. Formação de atletas nós temos, falta uma conexão com a iniciativa privada (sempre ela) para investir na continuidade do processo aqui, não lá fora. Joinville e Florianópolis fazem isso, e podem ter certeza que isso sim, como blumenauense, me dá uma pontinha de inveja deles, e não terem ficado na frente nos Jasc. A propósito, perguntem lá em Floripa o que dá mais orgulho, o tricampeonato nos Jasc ou o tetracampeonato da Cimed na Superliga de vôlei masculino? Perguntem lá. Mas só com dinheiro público não se chega até isso. Não mesmo.

Em resumo: o resultado de Blumenau em Criciúma é anormal, por isso tanto espanto. Mas não há nada de trágico nele. Não há remédio no mundo que não seja amargo. Enquanto outros estão na tática que Blumenau usou há 15, 20 anos, de ganhar os Jasc a qualquer custo, por aqui já deu pra perceber que isso não tem efeito prático e acaba por destroçar o esporte da cidade (aquele que a população pode perceber e até usufruir). Se há uma cidade que pode se dar ao luxo de abrir mão dos Jasc para se lançar novamente na vanguarda, começar uma tendência que lá na frente vá fazer os Jasc retomar suas origens, esta cidade é Blumenau. Mesmo que Floripa, vamos supor, passe a ganhar todo ano, só alcançaria a supremacia blumenauense nos Jogos em 2043! Até lá, há muito tempo para reestruturar tudo que está errado aqui e ainda voltar com folga a mandar no esporte amador catarinense.

Siga o blogueiro no Twitter:

Figueira não pode abaixar a cabeça

20 de novembro de 2011 11

Não há como negar. Em um segundo tempoo onde foi atropelado por um Fluminense que jogou como quis, com Fred e Deco inspiradíssimos, o Figueira foi goleado impiedosamente por 4 a 0 no Scarpelli. Quanto a isso, nada a contestar. O Flu faz um returno maravilhoso, está vivo na briga pelo título, mesmo que com chances remotas, e Fred está brilhando como nunca. Aliás, cabe aqui um parenteses: sou fã do Fred, acho ele um dos atacantes mais completos do futebol brasileiro.

De maneira estrondosa foram pelos ares os 6 jogos com vitórias seguidas e os 14 de invencibilidade. A chance de título já havia acabado antes de entrar em campo, com a vitória do Corinthians sobre o Galo. Mas as chances de Libertadores, não. Estas continuam ali, intactas. E é por isso que é primordial o Jorginho trabalhar o grupo para que ninguém abaixe a cabeça. Terminar o campeonato com a vaga na Libertadores ainda seria um prêmio magnífico e justo pelo campeonato que fez o time catarinense.