Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Volvo Ocean Race - curiosidades de Auckland

16 de março de 2012 4

Nas minhas andanças pela Nova Zelândia nestes primeiros dias já descobri algumas coisas interessantes que conto para vocês abaixo. Na medida que for descobrindo outras coisas, aumento a lista:

Orgulho da água

Costume neozelandês: servir água nos restaurantes durante toda a estada do cliente. tá, isso não é exclusividade daqui, eu sei. Mas tem uma diferença: aqui a água é a da torneira mesmo, algo inimaginável no Brasil.

Arriba, México!

Aqui não é o México, que, aliás, está bem longe. Mas às vezes parece. O povo aqui adora uma pimenta em tudo quanto é comida. E não raramente em doses cavalares para o nosso paladar.

No drinks

Na área central de Auckland é proibido beber nas ruas, seja a hora que for, qualquer dia da semana. As placas delimitam a partir de onde vale a regra. Antes disso, liberado. E tem mais: depois das 23h, os bares são obrigados a colocar os clientes para dentro dos seus espaços, ou estão sujeitos a penalizações. Exceção é o Saint Patrick’s Day, claro, que pelo que vi aqui é o dia em que os comportados neozelandeses façam tudo que não fazem o ano inteiro.

Brasileirada

Dica: se vier a Auckland, cuide com aquelas brincadeiras de ficar sacaneando as pessoas em português. Há muitos brasileiros por estas bandas. A estimativa é de pelo menos 4 mil, a maioria estudantes. Como a cidade não é muito grande, vocês esbarra com eles o tempo todo. Tem até uma churrascaria brasileira em Auckland, bem no coração da cidade, ao lado de onde estava a Vila da Regata da Volvo Ocean Race. Nosso grupo foi comer lá um dia, mas… bom, prefiro o bom e velho churrasco aí do Brasil.

Em greve

Auckland tem mais em comum com Itajaí do que ser sede da Volvo Race. Também é uma cidade portuária, aliás, um dos principais portos da Oceania. E curiosamente esta semana os trabalhadores do porto estão em greve. O protesto, que também cobra aumentos salariais, é principalmente contrário à contratação de trabalhadores estrangeiros. A greve, inclusive, está afetando o embarque do material da regata, que da Nova Zelândia segue para Miami, etapa posterior a Itajaí.

Loucos por esporte

Os neozelandeses são apaixonados por esportes. Bares espalhados pela cidade têm telões passando várias modalidades ao mesmo tempo (foto). Os favoritos são o rúgbi (os All Blacks, a seleção nacional, são os melhores do mundo e uma lenda do esporte) e o críquete, muito popular na Ásia e no Pacífico, mas que para nós brasileiros parece tão interessante quanto um jogo de taco na praia. Futebol eles até gostam, mas não é exatamente uma paixão. Em geral, torcem para clubes ingleses. E o curioso é que por aqui os jogos de futebol na Europa passam de manhã.

Deus salve a rainha… por enquanto

A Nova Zelândia tem ligação estreita com a Inglaterra. É membro da Comunidade Britânica e a chefe de Estado por aqui é a Rainha Elizabeth II. Os traços dessa influencia estão na língua (o inglês com sotaque tradicional britânico), na arquitetura (as casinhas tipicamente inglesas nas áreas residenciais, ou em prédios como a belíssima antiga estação de trem) e no trânsito (a mão inglesa, com o volante do lado direito do carro). Mas é muito forte a presença de japoneses (nesse caso mais turistas), chineses e sul coreanos em Auckland. Seja nos automóveis ou nas pequenas quinquilharias nos mercadinhos, os produtos orientais predominam. E eles são tantos que você chega a achar que está na Ásia, não na Oceania.

Tem, sim senhor

Com a terceira melhor qualidade de vida do planeta (IDH de 0,907 segundo a ONU, atrás apenas da Noruega e da Austrália), é raro enxergar traços de pobreza por aqui. Mas eles existem. Principalmente pela manhã, é possível ver mendigos dormindo em praças. Em geral, são imigrantes de ilhas do Pacífico. O combate a isso é duro. A imigração neozelandesa é considerada uma das mais  ferrenhas, e nós sentimos isso na pele na chegada, quinta-feira.

Para vegetarianos

Há restaurantes por toda parte na área central de Auckland. E desde os mais sofisticados até os que servem lanches mais simples, o cardápio costuma reservar parcela considerável aos pratos para vegetarianos. Em alguns casos, o mesmo prato tem duas versões, para contemplar esta fatia de mercado que parece ser generosa por aqui. Opções não faltam e quem experimentou, aprovou.

Índice Big Mac

Em economia existe o informal “Índice Big Mac” para medir preços mundo afora, já que o famoso lanche está por toda parte. pois bem, aqui em Auckland um combo com batata e refrigerante sai por 8,3 dólares neozelandeses, o que dá algo em torno de R$ 13,50.

Dicas de sobrevivência em Auckland

Diante de tudo que já foi dito deles, é dspensável ressaltar que os neozelandeses respeitam a faixa de pedestre no trânsito (pois bem quando filmei um resolveu furar o sinal). Mas não pense que sua vida será fácil para atravessar uma das largas avenidas de Auckland, por exemplo. O tempo para isso é curtíssimo, varia de 15 a 30 segundos, às vezes menos, e um sinal sonoro estridente (que também ajuda na travessia de cegos) o faz apresssar o passo quase que automaticamente. Estar em forma ajuda.

Tomadas são meio esquisitas por aqui, com três pinos em diagonal. Ter um adaptador universal é gênero de primeira necessidade, mas em alguns casos nem eles resolvem.

Se alguém lhe pedir brincando (e vai pedir) para que traga um canguru para casa quando voltar, mande recorrer aos livros de geografia. Os simpáticos marsupiais saltadores não existem por aqui, são exclusivos da Austrália. O animal símbolo da Nova Zelândia é o desajeitado Kiwi, uma ave ratita (não-voadora) que é um parente distante do avestruz. Ele ajuda na dispersão do kiwi mais famoso, a fruta, que também tem origem neozelandesa.

Se vai beber uma cerveja (deveria), peça direito. Diga ao garçom que quer “beer on tap” e seja agraciado com um copão, em preços que variam de cinco a oito dólares neozelandeses (R$ 8 a R$ 13). As cervejas europeias são maioria, mas há outras opções (experimentar as locais é obrigação, algumas muito boas). E o melhor: diferente dos padrinhos ingleses, aqui ela sempre está bem gelada.

A temperatura nesta região do planeta neste fim de verão via de regra é muito agradável (varia entre 17 e 25 graus durante o dia). Mas quando anoitece (e também nas primeiras horas do dia), é frio e venta bastante. Tenha sempre um casaco por perto para não ser pego desprevenido.

A Nova Zelandia segue o padrão norte-americano de hotelaria. Portanto, se vire para arrumar um café da manhã, pois eles não servem de graça como aí. O do nosso hotel, por exemplo, tem uma variedade gigantesca. Mas é cobrado. E caro.

A maioria das portas por aqui é do estilo “puxe e empurre”, comum aí também. Com uma diferença: elas pesam um horror. Se tentar passar por uma dessas meio desligado, é certo que ela voltará. E vai doer.

Comentários (4)

  • Carlos Alberto Stephan diz: 18 de março de 2012

    Dear Braga, gostaria de fazer algumas resalvas construtivas a seus comentarios: Referente ao KIWI, a fruta e originaria da China e quando chegou aqui na NZ era conhecida como groselha-chinesa, destacar tb a outra variedade de Kiwi..a Gold (Zesbri Gold)..com interior amarelada (um pouco mais cara) que a verde-esmeralda que conhecemos no Brasil. Outro comentario, sobre os sinais para pedestres (sonoros), eles servem para as pessoas com problemas visuais se orientarem, repare que ha pontos de onibus com botao amarelo, para que o mesmo utilize (uma voz fala o horario do onibus que vai chegar), alias sao os onibus que podemos destacar, com horarios, chegadas, itinerarios etc..(so ver o site http://www.maxx.com.nz) e uma beleza para saber onde vai, onde chega e o tempo, notar que alguns onibus ate abaixam a entrada para facilitar, e cabem carinho de crianca e outros tem porta-bagagem na entrada, bilhetes cobrados por stage (1,2,3,4,etc). Destacar tb para o prato popular daqui NZ Fish & Chips, um dos melhores o do mercado do Peixe, junto a ponte que se abre…rs, ganha-se um pager quando se compra o petisco, para vc poder passear pelo mercado e ver outros crustaceos, como o mussel green, popular por aqui, como outros peixes..e depois de um tempo ser chamado pelo pager….Braga falar tb o Honey Manuka, uma flor expecifica da NZ e muito apreciada e tb muito caras para nos brasileiros, notar tb que eles fazem analise do mel, colocando as propriedades bacteri…. em numeros, um bom marketing que poderiamos utilizar para agregrar preco ao produto….Bem tem muitas coisas para vc explorar aqui : Tongariro Alpine Crossing, Taupo, Reglan, Te Uku, Te Kumi, opa!!!, mas existe esses lugares…sem falar na ilha sul, Milford Sound, etc…..o resto e com vc..Meu nome Carlos (Estudando por aqui com minha familia por 5 meses…See Ya. Abracos

    Do blogueiro: Carlos, espetaculares seus comentários. Isso mesmo, o país é realmente preparado para todas as pessoas. Não fui ainda ao mercado, mas vou. See Ya…

  • Alex diz: 22 de março de 2012

    Poh, legal, gostaria de conhecer a NZ, parabéns e boa regata!

  • Jacqueline diz: 30 de agosto de 2012

    Parabéns Rodrigo e Carlos! Adorei a postagem de vocês… Super interessante! Vocês falaram de coisas que quase ninguém comenta! Se tiverem mais algumas curiosidades e até mesmo dicas, gostaria de saber. Abraços

  • Carlos Alberto Stephan diz: 30 de agosto de 2012

    Obrigado Jacqueline, fazendo mais um comentário caso for na NZ, não deixe de visitar Tongariro Alpine Crossing, uma caminhada de 20 km…(7 horas de caminhada, contando com as breves paradas), percurso na qual se passa por lagos esmeraldas e 3 vulcões, esse mesmo que foi noticiado recentemente na TV, que entrou em erupção depois de mais de 100 anos adormecido,(verificar se esta liberado para caminhadas) fizemos duas vezes essa caminhada, a primeira tivemos que abortar na metade do percurso, devido ventos fortes que chegaram a nos derrubar, como frio, isso em pleno verão (montanha é mais frio mesmo, além do tempo virar rapidamente)…leve bastante blusa e algo para comer no caminho, (chegamos ate levar vinho, para aquecer…rs) não precisamos de guia, pois o caminho não tem neve no verão, apenas pequenos pontos brancos que não degelaram, trilha moderada e de fácil orientação. O percurso é de 20 km inteiro, mas o problema é o carro, caso fizer completo combine com alguém de pega-los no final da trilha ou faça até o topo, onde se vê os lagos e retorne (metade do percurso), aliás 10 km + 10 km da volta, No nosso caso, combinamos com alguém que voltou para pegar o carro e foi buscar no outro lado….esse percurso é considerado umas das 10 caminhadas mais bonitas do mundo….rs…..se passa por terreno de vulcão e de mata nativa da NZ….VALEU A PENA….Abç. Carlão

Envie seu Comentário