Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 25 julho 2012

A vitória do Metrô nos bastidores

25 de julho de 2012 12

Coluna publicada nesta quarta-feira no Jornal de Santa Catarina:

O ressurgimento da Copa Santa Catarina, segunda-feira, quase passou sem ser notada. Mas tem um significado bem importante, sobretudo se analisarmos o ponto de vista blumenauense.

A competição, de setembro a dezembro, dará ao campeão vaga na Copa do Brasil de 2013. E o Metropolitano, ao lado de Marcílio Dias, Camboriú e o time B do Joinville, larga na condição de favorito absoluto.

E é aí que vem o ponto. Para chegar a esta condição, o clube foi competente para arquitetar uma costura vencedora nos bastidores. Explico: muita gente queria enterrar a Copinha, principalmente a Chapecoense, que aí ganharia força para requerer a vaga na Copa do Brasil sem entrar em campo, como terceira colocada no Catarinense. O pontapé inicial dessa manobra foi a desistência do Atlético de Ibirama, já analisada neste espaço na semana passada. Foi a deixa para o clube do Oeste desistir também e obrigar a Federação a cancelar o torneio e redefinir a distribuição das vagas na competição nacional.

Aí, entrou o Metropolitano. Maior interessado, soube aliar-se à Federação (que queria a Copinha) e assim se contrapor aos cartolas da Chapecoense, declaradamente opositores da atual gestão da FCF. Com uma negociação aqui, outra ali, o presidente Vadinho conquistou um xeque-mate digno de aplauso. Recolocou o torneio de pé e com um regulamento que veta o retorno dos desistentes. Em uma única tacada, abriu as portas para uma competição nacional de grande expressão, fechou as portas para rivais diretos e garantiu calendário até o fim do ano.

Para quem conhece Blumenau, em especial o esporte blumenauense e seu tradicional isolamento político, uma vitória (vitória, não, goleada) nos bastidores que merece celebração. Sirva de exemplo, então, para outras tantas situações que a cidade é preterida por não ter habilidade política de defender os interesses, ou menosprezar o poder da política. Um erro crasso.

Marketing

A Copinha agora precisa entrar na cabeça de jogadores e torcedores como um torneio de tiro curto no qual o Metrô é favorito para conseguir, muito provavelmente, seu maior feito nos quase 11 anos de vida. Além, é claro, do primeiro título profissional. Vender essa ideia, e lotar o Sesi nos jogos, é o mínimo.