Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

O jogo do ano para a Chapecoense

01 de novembro de 2012 6

Estou de volta. Depois de 10 dias de descanso, nos quais acompanhei, mesmo que um pouco de longe, os jogos dos catarinenses, vamos voltar à rotina justamente na reta decisiva.

Durante a minha ausência no blog, pouca coisa mudou. O Figueirense segue lá esperando a hora de confirmar o rebaixamento. Na Série B, o Criciúma espera pelo acesso e briga pelo título (tem um caminho bem duro até  o fim). O Joinville saiu de vez da briga pelo acesso, mas repito que pode se orgulhar da campanha, muito acima das expectativas iniciais. O Avaí, mergulhado numa crise financeira e de bastidores, decepciona (mas também é um pouco do reflexo de quem acreditou que a campanha no Estadual era suficiente para subir). Cá entre nós: ficar esperando por um dinheiro do Flamengo (outro que não paga ninguém) é piada pronta.

E aí chegamos à Série C, nesse momento a mais importante para o futebol catarinense. A Chapecoense chega à fase decisiva para o acesso pelo terceiro ano. Nas duas anteriores, parou na porta. Nesta quinta, faz o jogo (sem exagero) da história do clube ao receber o Luverdense na Arena Condá. O time de Mato Grosso tem campanha melhor, mas o Verdão pode passar, a chance é real. Pra isso, é obrigatório abrir frente no jogo em casa, para não depender demais do jogo no MT, já que os catarinenses vão mal longe de Chapecó.

Subir da Série C para a Série B é um acesso e tanto, a diferença é enorme. Para o clube, significa o passaporte para o crescimento definitivo no cenário nacional. Mais dinheiro, mais projeção, enfim, tudo é melhor. Por isso, para o futebol catarinense, todas as atenções agora se concentram, além de na possibilidade de título nacional do Criciúma, no acesso da Chapecoense.

Comentários (6)

  • Thiago_Chapecó diz: 1 de novembro de 2012

    Concordo contigo Braga. O confronto de 180 minutos é sim o mais importante da história da Chape. É emocionante acompanhar a trajetória deste clube, celebrar as conquistas, mas também lembrar dos momentos angustiantes, como as várias vezes em que a Associação esteve para fechar as portas. Aliás, pela primeira vez em sua história haverá eleições para escolha da diretoria, há chapas de situação e oposição. Para muitos clubes isso não representa nada, mas para a Chapecoense é sim sinal de que houve crescimento da instituição e de que o futebol profissional em Chapecó pode ser ainda mais forte. Para todo Oestino e principalmente para todo Chapecoense fanático é emoção pura o dia de hoje! Abraço

  • Eduardo diz: 1 de novembro de 2012

    Bom dia meu Senador !!!!

    Jogo importantíssimo para a Chapecoense e , clubismos à parte , para o futebol do estado. O acesso irá representar 5 times entre os 40 das duas primeiras divisões. Ficará atrás somente de São Paulo e , talvez , do Rio , que tem dois clubes brigando pelo acesso na C também. Fico imaginando como será interessante o estadual de 2013 , por exemplo. Certamente se registrará aumento no número de vendas de pacotes de pay-per-view para o próximo catarinense , ou seja , mais dinheiro para os clubes. Além disso , o fortalecimento técnico da competição trás sempre a possibilidade de novos parceiros comerciais.

    Um outro dado curioso é que Santa Catarina pode ser o estado com maior número de representantes na Série B de 2013 , superando até mesmo o eterno campeão São Paulo. Alguns poderão querer minizar o fato , dizer que isso não tem importância , mas sugiro que comparem com o cenário de uns cinco anos atrás. Criciúma esteva na C , JEC na D e não se cogitava ver a Chapecoense na Série B. Ou seja , a evolução é clara no futebol do estado.

    Nunca cogitei o acesso do Joinville. Mesmo nos momentos em que ele esteve ali muito perto ou até dentro do G4. E acho que a leitura dos dirigentes , jornalistas e torcedores do JEC não pode ser de decepção , muito pelo contrário !!! O time fez uma brilhante série B , disputou de igual para igual com todas as equipes e trouxe a torcida para o seu lado , jogando com média de dez mil torcedores por partida. O time vem fazendo campanhas consistentes. Campeão da C em 2011 , semifinalista do catarinense 2012 e uma campanha segura na B desse ano , sempre entre os sete primeiros , nunca ameaçado de rebaixamento. Mas é claro que o horizonte do time muda para 2013.

    O Ciricúma precisa tomar cuidado com a mudança de Série. Jogar a elite é completamente diferente , é um outro campeonato , contra equipes com receita de mais de R$ 150 milhões por ano. É preciso deixar a euforia de lado e saber analisar com frieza o grupo que se tem e como reforçá-lo para não penar demais ano que vem.

    A dupla da capital foi uma grande decepção. O Figueirense precisa ver o caminho do Avaí esse ano para não repeti-lo em 2013. O estadual não pode ser o foco principal. O Avaí ficou iludido pelo título , num campeonato que o Figueirense dominou de ponta a ponta. Ou você se esqueçe de como foi a campanha do Leão ? Foi aos trancos e barrancos. Isso não tira os méritos do título , não é isso que estou dizendo , mas mascarou as deficiências do elenco para a direção do clube , no meio da euforia pelo título em cima do maior rival.

    Como a tabela reserva os clássicos para a última rodada , fico imaginando um Figueirense x Avaí valendo o acesso para o vencedor !!!

    E lembra da minha tese sobre a importância do acesso na D ? Uma pena que o Metropolitano não conseguiu. A D é a única das séries onde as vagas são para os estados e não para os times. Quanto mais times um estado consegue ter nas três primeiras divisões , mais espaço para o desenvolvimento dos outros clubes se consegue.

    Aliás , como será a classificação do time catarinense para a agora ÚNICA VAGA que os estados terão na D ?

    Bem vindo de volta , meu Senador !!!

    PS – E o “nosso tricolor” botou de vez a mão na taça do brasileirão. Domingo vamos pegar o “outro tricolor” , que será campeão da Sul-Americana.

  • Munchen diz: 1 de novembro de 2012

    No comentario do Eduardo…escreveu a realidade, mas o Criciuma na serie A vai enfrentar a metade dos clubes, identicos ao tigre…tanto em torcida, como em receita, e nao pode pensar em ser campeao do Brasil, somente vai participar. Somente um clube com uma administracao fraca nao consegue permanecer na elite.
    Para analizar como um clube esta, somente observar as arquibancadas…torcida que nao vai aos jogos, seu clube nunca vai ter um resultado bom na tabela…jogador deve ter e sentir a forca de sua torcida…sem ela nao tem como dar certo.
    Qualidade de plantel….esta na uniao do grupo e o clube saber honrar seus contratos…um dos motivos que as equipe da ilha despencaram…por culpa de sua torcida.

  • Mazinho Alvinegro diz: 1 de novembro de 2012

    Cala a boca, Munchen Murcho!
    Já colocar as sapatilhas, pois futebol aí em BuááááVille NON ECXISTE!
    Ah!
    Hoje todos os Barrigas-Verdes torcendo pelo VERDÃO do Oeste, tá legal?

    Braga!

    O Time lá dos quintos do interior da ilha, nominado Bvai, está em vias de encerrar suas atividades.
    Motivo:
    No hay plata, estão duros, falidos, compreendes?
    Os pouca-bola estão quase passando fome, já se negaram a treinar e estão muito próximos de um motim, pode isso? ….. hihihihi!!

  • Eduardo diz: 1 de novembro de 2012

    Munchen ,

    Não é bem assim. O Criciúma , por não fazer parte do antigo G20 do Clube dos 13 , não tem contrato longo com a Globo. Na renovação para 2012-2015 , clubes como Coritiba , Atlético PR , Goiás , Vitória , Sport , Portuguesa e Bahia , passaram a receber R$ 30 milhões por ano cada um , valor esse que passará para R$ 50 milhões anuais no período 2016-2018. O Criciúma deve entrar na cota do Figueirense , Atlético GO , ou seja , no mesmo patamar da Ponte Preta , cerca de R$ 17 milhões ano.

  • Eduardo diz: 1 de novembro de 2012

    Há um outro aspecto que tornará o brasileirão de 2013 mais complicado para times com menor poder de investimento. É que a fase pauleira , aquela em que se joga quarta e domingo entre julho e setembro , será maior , pois o brasileirão será paralisado durante o período da Copa das Confederações. Teremos , no barato , mais duas semanas com jogos a cada três dias , ou seja , serão mais de 20 jogos disputados nesse período sem descanso , sem tempo de recuperação para lesionados , onde perder um jogador por duas semanas pode implicar em até seis jogos.

Envie seu Comentário